Reflexão do Dia

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Reflexão do dia: todos os dias uma nova reflexão sobre a vida para que você pense, evolua e se desenvolva como ser humano.

Dia 1: Você tem uma enciclopédia aí dentro

Eu tenho um livro aqui dentro de mim. Eu tenho um livro. E você também. Todos nós temos. Na verdade, não só um livro, mas várias enciclopédias cravadas em nossos cérebros, que representam todas as nossas vivências e experiências de vida vividas desde o exato segundo em que começamos a respirar neste pequeno planeta. Então, o que nos impede de botar para fora tudo o que temos aqui dentro? Acredito que, primeiramente, nossa falta de crença. Pensar que podemos escrever uma enciclopédia é algo completamente assustador e intimidador. Dá medo. Dá preguiça, e sempre queremos procrastinar, para preservar a nossa energia. Inclusive, alguns minutos atrás, antes de eu começar a escrever este texto, eu estava procrastinando. Eu estava pensando “Porra, que saco, tenho que escrever”. É só o meu cérebro tentando economizar energia, é ele me puxando para o sofá, para ficar deitado lendo o meu livro, Antifrágil. É muito confortável ficar deitado lendo, porque sinto que estou produzindo, e isso me deixa literalmente na zona de conforto. Por isso sei que, preciso conscientemente, me forçar a sair dela. É só assim que vou crescer. É só assim que nós crescemos. Então estou aqui, no meu Dell, vomitando palavras no Word. Porque a partir de hoje, inclusive a partir de agora mesmo – porque meu cérebro acabou de tomar essa decisão (ou já tinha tomado alguns milissegundos atrás) eu vou começar a escrever todos os dias. Despejar algumas palavras, frases, linhas, parágrafos, pensamentos, ideias e tudo mais o que eu quiser. Sobre o quê? Sobre o que eu quiser e sobre o que der na telha. Porque foda-se. A zona de conforto não vai mais me vencer. Sou extremamente produtivo, mas ultimamente vivo um ciclo de procrastinação muito grande. Estou procrastinando a escrita que eu preciso fazer. Minha meta é escrever pelo menos um artigo por dia para o meu blog e eu estou falhando miseravelmente nesta tarefa, que não é fácil, mas extremamente possível porque eu já consegui fazer isso. Então, meu brother, chegou a hora de dar um basta. E este é o pontapé inicial. Eu estar aqui agora falando com você foi a chave da decisão. Saí da inércia. Sai do comodismo, do vitimismo, como o Flávio sempre fala. Eu amo escrever. Por isso preciso fazer disto um hábito. É o que estou fazendo agora. E sei que já estou repetitivo, prolixo, mas simplesmente, como eu também já falei, estou vomitando palavras, soltando tudo o que surge na minha mente. Surge na minha mente. Isso acabou de surgir na minha mente. Sinto que ainda não quero parar de escrever, mesmo sem um rumo definido, traçado e planejado, como eu sempre faço. Quero ficar aqui vomitando palavras até que não saia mais nada, o que é muito difícil, afinal, como eu falei, temos várias enciclopédias dentro dos nossos cérebros, precisamos apenas exercer a nossa capacidade de colocar em palavras os bilhões de informações que temos armazenadas em nossa caixa craniana. Meu pulso está até doendo agora, de tão rápido que estou digitando. Mas foda-se. Esse é o caminho. Fazer com dor, fazer sem vontade, fazer com sangue nos olhos, querendo ou não querendo, com vontade ou sem vontade. Foda-se. Faça. Faça. Faça. E não pare. Começar alguma coisa, qualquer coisa, inclusive a escrita, exige um grande esforço inicial, como em um lançamento de foguete. Mas depois que saímos da inércia e damos o primeiro passo através da aceleração necessária, entramos no flow. O foguete, quando já está em movimento, avança constantemente e para de gastar tanta energia. Por isso, você, se quiser também, fazer alguma coisa e mudar a sua vida, use toda a sua força de vontade para sair da inércia e dar a ignição – porque aí, com certeza, as coisas vão fluir no piloto “quase” automático. Eu acabei de reler todo o texto que acabei de escrever, e gostei do que li. Acredito que ficou coerente e bem escrito. Passou uma boa mensagem e foi relativamente fácil de entender. Então vamos continuar. Porque o show não pode parar. O show de Truman? Não, o show da vida real. Real fucking life. A vida de cão que todos, sem exceção, vivem. Ricos, pobres, classes médias, negros, brancos, pardos, e mais o resto da porra toda. Todos vivem dificuldades, tristezas, alegrias e muitas outras emoções. E todos, sem exceção, tem seus próprios problemas, independentemente de qualquer coisa. Eu ia parar por aqui, aliás, já tinha parado. Mas voltei porque, ao escrever este texto, acabei tendo uma grande ideia. Vou criar um quadro no meu blog chamado ‘Reflexão do Dia’ e todo dia postarei um texto como esse, apenas vomitando palavras. Sem pauta de conteúdo, sem pesquisas de palavra-chave, sem cobrança nenhuma, sem tamanho exato de texto. Às vezes pode ser um grande texto, outras vezes pode ser um textinho. Apenas o que eu quero falar. No estilo Seth Godin (que foca mais em marketing). Eu vou falar sobre a vida. Sobre o que eu estiver afim de falar. Just do it. Reflexões sobre a vida. Qual é a reflexão do dia? Uma parada que você pode fazer no seu dia para pensar na vida junto comigo. Imagine como será minha (nossa) evolução ao longo dos anos e das décadas. Será algo monstruoso, e você poderá presenciar (e viver) tudo isso. Sinto que este se tornou agora mesmo um grande ponto de inflexão na minha vida. Esse é só o começo de uma nova era. Vamos juntos?

Dia 2: Jogue-se no abismo

Ontem, quando eu comecei o meu novo quadro “Reflexão do Dia”, onde todos os dias eu vou postar uma nova reflexão sobre a vida, fiquei tentado a escrever vários textos, porque surgiram várias ideias na minha cabeça, como eu sempre escrevo. Eu, geralmente, quando crio conteúdos, crio muitos conteúdos de uma vez só e vou postando-os periodicamente, para manter uma consistência progressiva. Mas nesse caso, nesse quadro que acabei de criar, eu resolvi não fazer isso. Por quê? Porque quero reflexões frescas, reflexões que surjam a partir de cada novo dia, de cada novo momento. Acredito que é melhor que seja assim. Até porque, como nós sabemos, temos uma grande tendência à zona de conforto e procrastinação. Por isso, eu preciso que as reflexões diárias sejam um desafio e me coloquem fora da zona de conforto. Eu percebo que quanto mais “estoque” de conteúdo eu crio mais eu fico na zona confortável. Porque, inevitavelmente, eu sei que ali existem vários conteúdos prontos e então eu não preciso me preocupar muito. Mas quando as coisas não estão prontas e eu tenho um prazo definido para entregar o que eu me propus a entregar, eu me forço a fazer e consigo fazer. Preciso desse desafio diário, mesmo que eu sente na cadeira e não saia nada no papel (o que não aconteceu até agora, afinal esse é apenas o segundo dia de reflexão). Acredito fortemente que, como diz Nassim Taleb, a evolução surge do caos, e não da tranquilidade. O caos nos força a encontrar novas soluções e fazer coisas que não faríamos se estivéssemos vivendo em grande tranquilidade. Eu percebo cada vez mais que a melhor estratégia para eu parar de procrastinar é me jogar no abismo. O que eu quero dizer com isso? Criar uma data final curta para eu entregar a mim mesmo algo que eu me comprometi a entregar. Antigamente, no meu Instagram, por exemplo, eu criava vários vídeos em um só dia e ia postando os vídeos periodicamente. Hoje, não mais. Hoje eu me obrigo a, por exemplo, chegar numa sexta-feira sem nada criado e falar para mim mesmo que segunda-feira eu preciso ter um conteúdo pronto. Isso é ótimo para mim, porque eu vou lá e faço. Eu me forço a todos os dias criar conteúdo, tendo vontade de fazer isso ou não. É um desafio diário que me engrandece demais. Eu paro de enrolar, eu saio da zona de conforto, eu ajo e faço acontecer. Porque o meu comprometimento com a minha audiência – e comigo mesmo – é muito mais poderoso do que a minha tendência natural para procrastinar. Portanto, se você quiser parar de procrastinar naquilo que você vem procrastinando, seja lá o que for, jogue-se no abismo, ou seja, crie prazos curtíssimos para fazer o que você precisa fazer porque isso vai acelerar demais a sua capacidade de produção e vai acabar com o seu eterno adiamento. Ao fazer isso você vai perceber o grande poder da Lei de Parkinson em ação.

Dia 3: Saia da bolha

Essa noite eu acordei de madrugada, com vontade de ir no banheiro, e me peguei pensando no texto de hoje. Me peguei pensando sobre o que eu iria falar. Era meu cérebro trabalhando inconscientemente, já programado, ciente de que hoje precisaria sair alguma coisa. E na hora surgiu um tema na minha cabeça, inclusive um assunto sobre o qual eu havia conversado a respeito com o meu irmão. Hoje, pela manhã, quando acordei, eu já não lembrava mais o que eu queria dizer. Mas agora, fazendo um esforço consciente, eu consegui lembrar. É o seguinte: quando eu comecei a ler livros e mais livros, eu permaneci muito tempo fechado numa bolha. Eu só lia um tipo de livro, com um assunto específico. Eu lia vários livros sobre o mesmo assunto. Depois, quando comecei a assistir vídeos e cursos, também focava no mesmo assunto. Fui me tornando muito proficiente neste assunto, mas uma hora eu percebi que estava dentro daquela bolha, e o mundo é muito maior do que isso. Aliás, estudar sobre outros assuntos me fez enxergar melhor este assunto que eu tanto estudei durante a vida. Então, o que eu quero dizer é que, neste mundo de conhecimento em que vivemos, reforçado pelos algoritmos de redes sociais que só nos colocam em “grupos” e nos apresentam conteúdos que já queremos consumir, a chance de ficarmos presos em nossas bolhas é muito alta. Por isso, é muito produtivo estudar e consumir conteúdos das mais diversas áreas. É muito produtivo, também, principalmente, ouvir opiniões contrárias às suas. Leia aquilo que você nunca quis ler. Escute aquelas pessoas que você nunca quis escutar. Converse com aqueles que você não concorda. Isso vai mudar a sua forma de pensar e vai te engrandecer cada vez mais. Você precisa da multidisciplinaridade. Nós precisamos. O mundo precisa. Ignorar tudo aquilo que te contraria, que vai contra as suas próprias crenças e convicções, faz com que você fique limitado, fechado em seu círculo, em sua própria e minúscula bolha. Confrontar as suas próprias certezas permite que você expanda a consciência e o seu entendimento de mundo, e isso faz você evoluir tremendamente. Hoje eu estudo diversos assuntos e enfrento as minhas próprias certezas diariamente, eu me coloco em xeque todos os dias. Eu percebo que esta é a evolução. Este é o caminho. Sem medo de me reinventar. Sem medo de jogar fora quem eu era ontem e começar um novo Eu hoje. A reinvenção é necessária. Todo dia que passa nos torna novos seres humanos. Já não somos, hoje, o que fomos ontem. A mudança é inevitável, constante e eterna (até o dia de nossas mortes). Portanto, continue evoluindo, continue crescendo. Para isso, force-se constantemente a sair da sua bolha.

Dia 4: Passe dos 2,43

Uma vez eu vi uma notícia, que não sei ao certo se é 100% verídica, mas eu acredito fortemente que sim, que da porcentagem dos brasileiros que leem, apenas 2,43 livros são lidos integralmente. Este é um número  incrivelmente baixo. Você não acha? Mas por que lemos tão pouco? Penso que este fenômeno negativo tem um problema cultural. Desde que nascemos somos bombardeados com livros maçantes e tediosos. Quem, na infância, vai gostar de ler O Ateneu? Podem existir alguns malucos? Claro, mas a maioria das pessoas não vai gostar desse tipo de livro. Eu mesmo, quando criança, odiava ler estes livros da escola. Foi só a partir dos 20 anos de idade que eu comecei a tomar gosto pela leitura, e de lá para cá eu nunca mais parei. Os livros mudaram a minha vida, assim como mudaram a vida de milhões de pessoas ao longo da história da humanidade. Se não fossem os livros e as escrituras, muito provavelmente não teríamos chegado ao nível de evolução em que chegamos. Os livros nos conectam com conhecimentos de pessoas que passaram por este planeta há milhares de anos, e isso é estupendamente fantástico. Os livros têm um grande poder de tornar você mais inteligente e mais poderoso. Quando lê um livro, você está batendo um papo com uma pessoa (que muito provavelmente) estudou e já viveu muita coisa nessa vida. Steve Jobs, certa vez, disse que trocaria tudo o que havia conquistado por passar uma tarde com Sócrates. Quanto você pagaria para passar uma tarde ouvindo Sócrates discursar? Quanto você pagaria para passar 8 horas conversando com Sêneca? Platão? Aristóteles? Epicuro? E estou citando apenas alguns filósofos muito influentes, porque cada vez mais tenho me interessado pela filosofia, mas eu poderia citar muitos cientistas, poetas, psicólogos, sociólogos, economistas, empreendedores, atletas e por aí vai. O fato é que você tem à sua disposição as mentes mais brilhantes do mundo por um preço irrisório e você não ouve o que elas têm a dizer. Talvez você, que está aqui,, leia mais de 2,43 livros por ano, mas talvez você não leia. Pense bem, no último ano, quantos livros você leu? Ler aumenta o seu QI e faz você adquirir a experiência de centenas de milhares de anos, provinda das maiores mentes de todos os tempos. Todo mundo sabe disso (ou não), mas não aproveita este poderosíssimo poder, sim, poderosíssimo poder. Então, por favor, escolha conscientemente entrar para o mundo da leitura. Force-se a criar este hábito porque a sua vida vai se transformar absurdamente. Eu garanto que não existe a mínima possibilidade de que isso não aconteça. O poder está nas suas mãos e na sua decisão.

Dia 5: Seja você mesmo?

Ultimamente eu venho pensando: o quanto nós já ouvimos que devemos ser nós mesmos? Inclusive, eu mesmo já falei bastante isso. Que você precisa ser você mesmo, ser quem você é. Mas quem você é? O que é ser você mesmo? Eu venho refletindo a respeito disso nos últimos dias. Quem nós somos? Quem eu sou? O que é ser eu mesmo? O que é ser autêntico? É ser quem você é, aquele jeito que você se porta, quando ninguém mais está olhando? É ser quem você é na frente dos outros? Ser quem você é mesmo ou quem você interpreta? O que é “ser você mesmo” e “interpretar”? Porque vivemos vários papéis na vida. Representamos vários papéis durante o dia, contexto e situação que vivemos. Ou não? Você é a mesma pessoa quando está em um enterro ou quando está na roda de amigos? Você é a mesma pessoa quando está com a sua avó ou com a sua namorada/namorado? Você é a mesma pessoa quando está no trabalho ou na festa da titia Margarete? É claro que não! Então quem é você? Qual dos infinitos papéis te representa? Qual deles têm maior poder sobre você e deve ser denominado como o seu principal papel? Vestimos roupas para sair e vestimos roupas para entrar. Colocamos máscaras, em todos os instantes, inclusive, até para nós mesmos. Muitas vezes nos escondemos, estamos nus no espelho, e nos escondemos, não enxergamos quem nós somos – e nem queremos enxergar. Somos, a cada ano, a cada mês, a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo, pessoas diferentes. Nem sabemos quem nós somos. Não temos a mínima ideia. Pensamos que somos uma coisa, mas aos olhos dos outros somos outra coisa, completamente diferente. E quem realmente somos? Quem vai saber? Então, como ser você mesmo se nem você sabe quem é você? Ser quem você acha que é? Como ser você mesmo se você já não é mais o mesmo que achava ser e não vai ser o mesmo que acha ser? Complicado, não é? Ao terminar de escrever estas exatas palavras eu já não sou mais o mesmo. Meu cérebro acabou de se modificar nestes últimos segundos, eu acabei de me transformar. Então, já sou mais quem fui, já não sou mais quem serei. E agora? O que fazer? Apenas viver, sendo o que você quer ser, a cada segundo? Agindo como você se tornou, a cada segundo? Eu só sei que quase nada sei. E também sei que alguma coisa eu sei. Sei que, no mínimo, devo sempre seguir a minha bússola interior: meus princípios, valores e propósito. Mesmo que eu mude a cada segundo, em cada instante, ainda estarei ancorado no que realmente é importante e valioso para mim – mesmo que eles também mudem, porque vão mudar, ou, pelo menos, se reorganizar. Mas assim eu sigo, “sendo eu mesmo, sendo quem eu sou”.

Dia 6: Dias bons, mais ou menos, ruins

Quem não tem, não é? Dias bons, mais ou menos, ruins. Hoje eu estou em um dia mais ou menos. Já percebi isso na academia, quando comecei a fazer o supino. Vou todos os dias para a academia às 07:00  e treino como um cavalo, mas hoje, já no primeiro exercício, percebi que eu não estava 100%. Consegui manter a intensidade e volume do treino, mas no meio do treino eu já estava com vontade de ir embora, o que, realmente, é extremamente incomum, porque treinar pesado é um dos meus maiores prazeres na vida. O mundo pode estar caindo, mas o meu treino pesado é sagrado, e em 99% das vezes, mesmo que eu não esteja me sentindo muito bem, eu treino como um cavalo. Hoje não foi assim. Fazer o quê? Somos assim, vivemos ciclos. Em alguns dias estamos nos sentido maravilhosamente bem, em outros nem tanto, e em outros estamos mal, com vontade de desistir de tudo. Na verdade, precisamos dessas oscilações. Afinal, o que seria da felicidade sem a tristeza? Da empolgação sem o desânimo? Um não existiria sem o outro, porque senão nem conseguiríamos fazer esta distinção. As férias são boas porque existe o trabalho. É claro que, se essas oscilações naturais não ultrapassarem o limite do saudável, elas são benéficas, caso contrário, podemos estar desenvolvendo alguma doença psicossomática, o que não é nada bom – e devemos procurar ajuda. Este não é o meu caso. Enfim, são dias de luta, dias de glória. Teremos muitos e muitos desses dias ao longo de nossa existência. O que nos resta é aprender a conviver com quem nós somos em cada um desses dias e aproveitar o que podemos aproveitar deles. Hoje, as palavras estão mais pesadas, saindo com mais dificuldade, escrevo mais lentamente do que o normal. Não estou em completo flow, mas isso é bom, porque posso ponderar mais, pensar mais, escrever melhor. Estou aproveitando o que eu posso aproveitar de um dia mais ou menos. Já não sei mais o que escrever, então vou parar por aqui. Parar por aqui e tirar este dia para refletir e pensar sobre a minha vida. Olha só, que ironia, um dia nem tão bom vai se tornar um dia decisivo na minha vida, porque pensar estrategicamente, em um sentido global, a respeito da própria vida, é algo que definitivamente gera grandes mudanças e pontos de inflexão, porque a operação do dia a dia é a operação, mas a estratégia é a estratégia. Sair um pouco de cima da árvore que eu estou e olhar para a floresta inteira, é isso o que eu vou fazer hoje.

Dia 7: Noites boas, noites ruins

Ontem falei de dias bons e dias ruins. Hoje eu venho falar de noites boas e noites ruins. Por quê? Porque hoje eu tive uma noite ruim. Dormi cerca de 4 horas ou menos. E não porque eu fui dormir tarde, mas porque eu tive insônia. É muito raro eu ter insônia. Sempre deito na cama e em no máximo 20 minutos eu durmo. Não foi isso o que aconteceu ontem. Fiquei rolando e rolando na cama, mais de 4 horas. Eu estava com muita coisa na cabeça, pensamentos a mil e, além disso, antes de dormir eu tinha assistido um filme de ação, muita ação, o que provavelmente ativou meu estado de fuga ou luta e por isso tive dificuldades para relaxar a mente e o corpo. Quando eu durmo mal, ou pouco, o meu outro dia sempre é uma porcaria em termos de produtividade. Preciso dormir entre 7 e 8 horas para performar no meu máximo porque faço dois treinos por dia, um de musculação no começo da manhã e outro de bike no final da tarde. Mas, por incrível que pareça, o dia hoje está ótimo. Acordei sem sono, um pouco cansado, mas fui para a academia e consegui manter o ritmo e a intensidade. Agora, que estou escrevendo, estou em flow, as palavras fluem e estou vomitando-as no “papel”. Cheguei a conclusão de que, mesmo com dias bons ou dias ruins, noites boas ou noites ruins, o show não pode parar. Nunca. O que eu quero dizer com isso? Foda-se se eu estou bem, foda-se se eu estou mal. O que importa é fazer, é continuar fazendo o que eu me propus a fazer, mesmo que eu esteja totalmente motivado ou completamente desanimado para fazer isso. Quem vence na vida é aquele que está em uma longa estrada bem definida e todos os dias continua dando um passo, mesmo que precise dar esse passo quase que rastejando. Por isso, a chave não é esperar ter vontade ou motivação, mas sim ter a disciplina necessária para criar os hábitos necessários para que você realize o que você precisa realizar para chegar aonde você quer chegar. Porque, inevitavelmente, mesmo que você durma bem ou durma mal, esteja passando por problemas pessoais ou não, a volatilidade emocional que vivenciamos dia após dia, hora após hora, é muito alta. Se numa hora estamos muito bem, na outra podemos estar muito mal. Somos seres extremamente passionais e como não conseguimos, muitas vezes, entender e lidar com nossas emoções, nos permitimos ter sentimentos negativos. E eles vêm para nos ferrar. É nessa hora que aquela pessoa que faz o que tem que fazer mesmo não querendo fazer e se sentindo mal, vence. É nessa hora que um campeão mais se fortalece, no vale do desespero, não na subida da alegria. Enquanto todos param, choram, se lamuriam e desistem, o vencedor está ali, mesmo com raiva, chateado, estressado, ansioso, triste, sem vontade, treinando a força mental para fazer o que tem que fazer, faça chuva ou faça sol. Esse é o vencedor. Então, seja você essa pessoa. Seja você aquele que é faca na caveira, que cumpre cada missão que se propôs a cumprir, mesmo que seja a coisa mais difícil que você tenha que fazer no dia e, ao final dele, você esteja em frangalhos.

Dia 8: Como você ganha dinheiro?

Ganhar dinheiro é um jogo técnico. Como você vem jogando este jogo? Basicamente, existem 3 jogos para jogar. O jogo abaixo da média, o jogo da média, o jogo acima da média. Qual jogo você está jogando? Provavelmente, se você está aqui, você está jogando o jogo da média, o jogo da mediocridade. Por quê? Porque desde que nascemos nos ensinaram a jogar este jogo. O jogo da venda de tempo. Faça uma faculdade, quem sabe uma pós-graduação e arranje um emprego com estabilidade. Não é esse o script? O problema é que, primeiro, estabilidade não existe. Segundo, vender tempo é um mau negócio. É um mau negócio porque temos apenas 24 horas por dia. O máximo de tempo que podemos vender são 24 horas por dia. E aí, o que as pessoas fazem? Escolhem empregos que pagam um valor alto por hora trabalhada. Por isso que vemos tantas pessoas querendo ser advogados, médicos, engenheiros etc. Só que mesmo que você tenha um emprego que pague bem por hora, você ainda estará jogando o jogo da média. Você estará no topo do jogo, mas no topo do jogo mediano. A elite financeira não vende tempo. A elite financeira vende, principalmente, produtos. Produtos são escaláveis, tempo não. Produtos podem ser vendidos milhões e até bilhões de vezes, tempo não. E como nunca nos ensinaram isso, nós seguimos pelo rumo padrão, vendendo nosso tempo por uma vida inteira. Essas foram as regras que aprendemos. Essas são as regras que nos ensinam desde que nascemos. As pessoas financeiramente ricas aprendem outras regras, elas têm outras técnicas. Olhe a lista da revista Forbes e você verá do que eu estou falando. Elas jogam outro jogo. Elas estão em outro nível. Nenhuma das pessoas mais ricas do mundo trabalha como empregada. Se você quer ser rico, você pode estar jogando com as regras erradas. Então, aprenda a jogar o jogo do dinheiro com as técnicas certas. Quando eu entendi que eu estava no jogo errado, jogando com as técnicas erradas, eu mudei radicalmente. Eu, primeiro, aprendi as regras do jogo acima da média e, depois, comecei a jogar este jogo. Se você optar por este caminho, saiba que ele não é fácil. Até porque passamos décadas da vida sendo doutrinados para jogar o jogo da média. Então, é um novo aprendizado, é um recomeço, é como se você fosse uma criança sem conhecimento nenhum, no seu primeiro dia de escola. Se você realmente estiver comprometido, esteja preparado. O jogo não é fácil, mas é o melhor jogo que você pode jogar. Despertar da inconsciência é o primeiro passo, e isso você acabou de fazer. Resta saber se você realmente tem culhões para entrar em um novo jogo, visando um novo mundo, com muito mais possibilidades, abundância e liberdade. Quanto mais difícil o jogo, quando você ganhar, maiores serão as recompensas.

Dia 9: Por que as pessoas não fazem isso?

Cada vez mais eu percebo que a maioria das pessoas prefere o entretenimento do que o conhecimento. Por que este fenômeno acontece? As pessoas estão estagnadas, cegas, paralisadas, embebedadas pela tonelada de entretenimento que o mundo nos apresenta e, ao mesmo tempo, não param de reclamar da vida. Na era do entretenimento as pessoas vivem em constante sofrimento porque gostariam de ser mais, ter mais, fazer mais. Mas não são, não fazem, não tem. Falta conhecimento. E as pessoas não querem aprender, querem ficar presas em seus mundos, em suas bolhas, e não saem dali, não expandem a mente, não se libertam. Presas em uma realidade com poucas possibilidades. Porque o conhecimento liberta. O saber é poderoso. O saber é fantástico. O saber é tudo. Sabedoria. É isso que faz uma pessoa autorrealizada, feliz, próspera. Eu vejo que em todas as mídias sociais e nos meios de comunicação o entretenimento ganha de goleada do conhecimento. Canais de entretenimento sempre vencem os canais de conhecimento. E isso é ruim, muito ruim. Porque um povo alienado é um povo menos sábio. E assim prosperamos menos como sociedade. Nossa cultura fica estagnada. É uma triste realidade, que acredito ser muito particularmente nossa. Quando eu entro no meu analytics do YouTube, percebo que a taxa de visualização dos vídeos é baixa, não é satisfatória, as pessoas assistem por pouco os tempos os vídeos porque logo se entediam. Claro, essa pode ser uma falha minha, e provavelmente é. Eu vou melhorar, eu vou me esforçar para conseguir reter cada vez mais as pessoas nos meus conteúdos. Penso seriamente em estudar sobre entretenimento para aliar o conhecimento com o entretenimento, na tentativa de fazer as pessoas consumirem conhecimento pensando que estão consumindo entretenimento. Não vou desistir de tentar abrir a cabeça das pessoas, de ensinar o que eu sei, de expor um pouco daquilo que eu aprendi ao longo das minhas quase 3 décadas de vida. Eu sou uma rocha no meio do oceano. A água pode vir, pode bater, mas eu ainda vou continuar aqui, firme e forte, tentando mudar o mundo, mudando em pequena escala, fazendo a minha parte, até que eu atinja o estado da arte, até que eu evolua ao ponto das pessoas realmente pararem para ouvir o que eu tenho para dizer. Agora isto faz parte da minha missão: fazer as pessoas gostarem tanto de conhecimento quanto elas gostam de entretenimento. Vou iniciar a era do “contretenimento”.

Dia 10: Como você usa o seu?

A cada segundo passado você já perdeu, já não o tem mais. Hoje estou pensando sobre ele, nosso bem mais precioso: o tempo. Como você tem usado o seu tempo? Você tem gastado-o ou investido-o? Tempo é aquilo, criado por nós, seres humanos, que só vai embora, e não volta mais. Não é possível ganhar tempo, só conseguimos perdê-lo. Enquanto escrevo e você lê estas palavras perdemos alguns segundos de nosso precioso bem. Por que família, se não temos tempo? Por que dinheiro, se não temos tempo? Por que saúde, se não temos tempo? O tempo é implacável. Ele leva tudo embora. Ele faz com que tudo o que um dia já foi deixe de ser, se desintegre, acabe, se esvazie. Mesmo que isso demore centenas de anos, milhares de anos, milhões de anos, bilhões de anos, será sempre assim. Somos apenas uma gotícula num gigante oceano. Olhando para a história do mundo podemos perceber nossa insignificância. Diante do infinito tempo percebemos que não representamos muito. Representamos alguns milissegundos em um relógio com trilhões de horas. Neste infindável relógio temos a chance de usar um pouquinho de tempo, umas poucas e breves décadas. Por isso, pense no seu tempo. Como você tem usado o seu tempo? Lembre-se que o seu tempo é curto. O meu tempo é curto. O nosso tempo é, infelizmente, curto. Tudo o que você tem, gosta e aprecia, inevitavelmente, será levado embora pelo tempo, mesmo que depois mesmo de você já ter sido levado pelo tempo. Porque a cada momento você perde. Ele não discute. Ele não reclama. Ele não tem pena. Não há como fugir do implacável, inexorável e irrevogável senhor chamado tempo. Portanto, aproveite o seu tempo enquanto você o tem, porque você acabou de perdê-lo um pouco mais.

Dia 11: A arte de não fazer nada

Ócio. Quanto tempo você vive nele? Eu me cobro ser uma máquina de produção, em todos os instantes. Minha rotina, desde que eu acordo, é de intensa produção. Sou um cara de rotinas, sistemático. Por isso, tenho várias rotinas de produção. Meditação, alongamento, treino de musculação, escrita, trabalho, preparar minhas refeições, gravação de vídeos, treino de bike, e por aí vai. Eu sigo rotinas estabelecidas que me fazem ser uma máquina de produção. Preciso estar sempre produzindo alguma coisa. E, apesar de isso ser bom em um sentido, é ruim em outro. Por quê? Porque vivo poucos momentos de ócio. Ócio criativo. Ócio total. Simplesmente, de vez em quando, largar tudo e não fazer nada é extremamente importante. E fazer isso sem me sentir culpado “porque eu poderia estar produzindo”. Ironicamente, as nossas melhores ideias surgem quando não estamos focados e pensando nelas. Foi isso o que aconteceu comigo ontem enquanto eu escutava uma música parado num semáforo. Tive o insight de um novo curso que vou criar, inclusive até do nome dele, que ficou muito bom. Por isso, vejo que, cada vez mais, preciso inserir momentos de ócio na minha vida. Não fazer nada é difícil, ainda mais em nossa rotina ultra acelerada e hiperconectada. Mas é preciso um esforço consciente da nossa parte para que possamos relaxar e parar. Parar para parar. Parar para não fazer nada. E não fazer nada é realmente não fazer nada. Não é assistir YouTube ou Netflix, é literalmente não fazer nada. Ficarmos sós, com os próprios pensamentos. E isso é diferente de meditação. Na meditação surge a cobrança de que é “preciso estar meditando”. Viver o ócio significa simplesmente não fazer nada e não se cobrar nada, apenas existir e deixar o que é ser o que é. Em breve, muito em breve, vou me comprometer a viver momentos de ócio. Porque agora está praticamente impossível – ou será que é só minha mente dando mais uma desculpa? – em função de todas as atribuições que desempenho buscando as minhas grandes metas de vida. Essa rotina de produção insana é necessária no atual momento da minha vida, até porque ela me motiva, me inspira, me alegra, me leva para o próximo nível. Mas é preciso o equilíbrio. São fases da vida. E com certeza o ócio criativo, quando entrar na minha vida, não vai sair nunca mais. Por isso, eu aconselho que você, na medida do possível, faça o mesmo também.

Dia 12: Coragem para pular do precipício

Você tem coragem para pular do precipício? Estive conversando com uma amiga hoje na academia e ela vive um dilema. Ela é a professora de musculação da academia e personal trainer, mas quer largar o emprego. Quer abrir o próprio negócio, um estúdio de yoga, mas tem receio. Por um lado a emoção diz para ela ir, pelo outro a razão freia a decisão porque analisa todos os riscos envolvidos. O emprego atual traz estabilidade e segurança financeira, mas já não a satisfaz mais, em função da pouca qualidade de vida. O estúdio de yoga trará para ela muito mais qualidade de vida, em função dos horários de trabalho flexibilizados, mas ela tem medo de arriscar e não conseguir se manter financeiramente estável. Neste caso, o que você faria? Eu, como empreendedor, como um tomador de riscos, iria em frente com o estúdio de yoga, afinal, para mim, a minha qualidade de vida e liberdade estão no topo da minha hierarquia de valores. Até porque ela, em essência, já tomou a decisão, a única coisa que a faz não agir é a razão que pondera a respeito dos possíveis problemas que ela enfrentará. Eu percebo que é isso o que ela realmente quer, então não há mais o que fazer além de ir frente, tomar o risco e, sim, se jogar do precipício. Até porque ela já tem tudo planejado e um público-alvo muito bem definido. Ela sabe exatamente o que e como fazer, inclusive até está fazendo um curso específico para dar aulas de yoga. Além disso, qual é a pior coisa que pode acontecer com ela? Fome ela não vai passar, sem casa ela não vai ficar. Ela não vai chegar no fundo do poço. O precipício não é tão alto. Qualquer coisa, na pior das hipóteses, ela pode voltar facilmente para o antigo emprego em salas de musculação e como personal trainer, afinal ela é uma profissional exemplar, como poucas eu vi na vida, além de treinar há mais de 24 anos. Trabalho para ela, certamente, não faltará. Só falta tomar a decisão de confiar no próprio taco e seguir a decisão que ela já tomou, que é iniciar uma nova fase e seguir por outro caminho. As pessoas têm grande dificuldades em pular do precipício. Naturalmente, preferimos a segurança, a “estabilidade”, para preservar a nossa sobrevivência. Mas estabilidade não existe e, como eu disse, liberdade e qualidade de vida, para mim, vêm antes do dinheiro. Na vida, grandes riscos geram grandes recompensas. Pequenos riscos nos mantém em uma vida, muitas vezes, estável, mas mediana, sem alcançarmos o máximo que podemos alcançar. Eu sou um tomador de riscos. Eu pulo do precipício quando eu tenho a certeza que é isso o que eu realmente quero para a minha vida. E você?

Dia 13: Coragem para não agradar ninguém

Quando você se expõe, quando você fala o que pensa, quando você explana as suas ideias, inevitavelmente, nem todos irão concordar ou até gostar delas. Inclusive, muitos vão discordar veementemente e muitos irão até se revoltar contra elas e contra você. Você pode receber críticas e até ataques. Você pode receber “dislikes” e ser até linchado virtualmente. É nessas horas que você tem que ser mais você. É nessas horas que você precisa confiar em si mesmo, matar a bola no peito e assumir a responsabilidade por ter sido quem você foi no exato momento em que você expôs o que queria expor, não permitindo ser intimidado por ninguém – contanto que você realmente acredite no que falou. Porque nós nunca vamos agradar a todos. Nunca. Nunca seremos unanimidade. Ninguém, na história da humanidade, foi unânime. Ninguém. Sempre existem os detratores, aqueles que têm pedras nas mãos para jogarem em quem passar na frente deles. Por mais coerente e benéfica que seja a sua mensagem, você pode se deparar com detratores. Mas saiba de uma coisa: a vida de um detrator não é fácil, ela é muito difícil, o detrator passa por muitos problemas e dificuldades. Portanto, sabendo disso, quando você passar na frente de um detrator, entenda que o momento pelo qual ele passa na vida é sombrio, por isso o que ele diz a seu respeito diz muito mais a respeito dele, então continue caminhando, convicto, impávido. Por fim, para passar por este caminho com mais destreza, lembre do conselho de Aristóteles: Há apenas uma maneira de não receber críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada.

Dia 14: Parabéns para mim!

Hoje é o dia. É o meu aniversário, 9 de outubro. Hoje eu completo 29 anos de existência neste pequeno planeta. Quem diria que eu estaria aqui? Trilhões de coisas precisaram acontecer para que eu e você estivéssemos aqui. Mesmo que probabilisticamente seja altamente improvável, aconteceu. Eu nasci. Que sorte. Então parabéns para mim, muitas felicidades, alegrias, saúde, amor e sucesso. Não é assim que falamos? Das intermináveis ligações que vou receber hoje, ditadas pela convenção social da comemoração de aniversário, muitas delas terão este script. Fazer o quê? É assim que somos, não é? Mais um ano de vida para mim. Ou não? Menos um ano de vida é mais coerente. Qual é a sua perspectiva? Mais um ano de vida vivido ou menos um ano de vida, que não viverei mais? Eu prefiro a segunda, e não com um viés pessimista e negativista, mas com um viés neutro. Um viés realista, baseado na minha realidade. Apenas é o que é. Acredito nisso. Este ano que passou nunca mais eu poderei viver. Então não é um ano a mais de vida, é um ano a menos. A conta é uma subtração e não uma adição. Pelo menos este é o meu entendimento de mundo. Eu sempre pensei e falei “mais um ano de vida”, mas um dia ouvi alguém que considero bastante falando “menos um ano de vida” e concordei plenamente. Menos um ano de vida, mas muito bem aproveitado. Um ano de muito aprendizado e evolução pessoal em que lutei incansavelmente todos os dias pelas minhas ambiciosas metas de vida. Keep going. Keep growing. Hoje tem mais. Hoje é dia de fazer acontecer. Um grande abraço pra você e tudo de bom também. Desejo igualmente tudo o que você desejou silenciosamente para mim agora, ao saber que hoje é o dia do meu aniversário, que talvez nem seja mais porque talvez – muito provavelmente – você esteja lendo esta mensagem em um dia completamente diferente, mas não dá nada 🙂

Dia 15: Você tem que se perder para se encontrar

Você já se encontrou na vida? Por muito tempo eu permaneci perdido, sem saber por qual caminho seguir, sem ter um rumo, sem uma definição clara do que eu queria para mim e para a minha vida. Mas um dia, um dia, eu me encontrei. Quando você se encontra, intuitivamente e racionalmente, você tem a certeza cristalina de que aquele é realmente o seu caminho. Não é fácil se encontrar, inclusive, muitas pessoas nunca se encontram. Muitas pessoas não descobrem, não entendem, nem ao menos investigam o próprio caminho. Encontrar a sua própria voz. Você encontrou a sua? Cortar os fios do controlador da marionete, cair no chão e aprender do absoluto zero a andar por si mesmo. Tirar a venda da boca e começar a emitir sons por conta própria. Isso é o que toda pessoa precisa fazer na vida. Você sabe qual é a sua voz? Você sabe qual é o seu caminho? Você está no seu caminho ecoando a sua voz para todos aqueles que passam por você? Não há coisa mais bela do que encontrar o seu caminho e soltar a sua voz. Mas antes disso, muito provavelmente, você estará perdido, em um limbo, com uma cegueira temporária, sem saber o que fazer e falar. Mas isso é normal. Porque para encontrar o seu caminho e a sua voz não existe outra possibilidade a não ser testar. Testar, errar, testar, errar de novo. E aí, testar e errar de novo. E seguir neste ciclo até você se encontrar por completo. Até você ter a certeza do seu caminho e da sua voz. Se hoje você está perdido, não se preocupe, porque isso é sinal de que você está no caminho para encontrar o seu caminho e a sua voz. Você precisa se perder para se encontrar. Mas quando você se encontrar tudo ficará mais sereno e reluzente. A vida será melhor, mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos no dia a dia tudo ficará melhor, porque você se transformará em outra pessoa, mais centrada, mais confiante, mais fiel a si mesma, mais honesta consigo mesma e com o mundo, com mais “personalidade”, mais imponente, mais corajosa, mais fidedigna, mais honrosa. Enfim, quando encontra o seu caminho e a sua voz você dá um salto exponencial na sua evolução como ser humano. Então, não pare de procurar o seu caminho e não pare de procurar a sua voz. Quando encontrá-los, esteja preparado. Esteja preparado para ter a ousadia necessária de aceitar embarcar na sua jornada, que não será fácil, e esteja preparado para soltar a sua voz para quem quiser ou não quiser ouvi-la. Porque você precisará vencer a si mesmo todos os dias nesta loucura que é ser o descobridor e desbravador do próprio caminho e o emissor da própria voz.

Dia 16: Problemas gigantes

Quantos problemas você já teve na vida? Quantos problemas você tem hoje? Eu percebo que, ao longo da vida, nós enfrentamos vários e vários problemas. Todo dia podem surgir problemas em nossas vidas, quando menos esperamos. Mas, de todos estes problemas, quantos são, de fato, reais? Quantos destes “tantos problemas que temos” são verdadeiros, baseados em realidades concretas e 100% verídicas? Hoje estou arrependido de uma coisa que fiz ontem, e acho que isso vai me causar um sério problema. Acho. Eu acho. Achar é muito vago, achar é só achar. Nada existe de concreto e real em achar. Isso já aconteceu muitas e muitas vezes comigo. Achei que tinha um grande problema que nunca existiu na vida real, apenas na minha mente. E nós fazemos isso o tempo inteiro. Criamos problemas catastróficos que, na verdade, não podem nem ser chamados de problemas. Porque eles não existem e nunca existirão. Eu parei para analisar racionalmente o meu “problema” e percebi que a probabilidade de que aquilo que eu acho que é um problema realmente possa se tornar um problema é muito pequena. Mas essa pequena parte, esta ínfima parcela de porcentagem, é tudo o que a emoção precisa para se apegar e ficar remoendo mentalmente cenários trágicos e fatais. Por isso, estou decidindo agora a ser frio e racional neste caso, por mais que isso seja difícil. Por mais que eu continue travando essa luta interna entre razão e emoção, vou dia após dia fazer com que a minha emoção entenda que a chance de que aquilo que eu acho que irá se tornar um sério problema é mínima. Porque não há como eu saber agora se isso se tornará um problema ou não. Então, ficar me lamentando, ficar remoendo esses sentimentos ruins não adiantará de nada, absolutamente nada. É isso que eu sugiro que você faça quando se deparar com “um grande problema”. Tente tirar a emoção da jogada analisando os fatos de forma fria e racional. No fim, você vai perceber que o seu problema tem poucas chances de realmente se tornar um problema. Ao longo da vida “temos” milhares de problemas que, no fim das contas e com o passar do tempo, nunca se tornam realidade.

Dia 17: Você já perdeu

Se você fosse morrer daqui um mês, você viveria o seu próximo, e último, mês de vida fazendo exatamente a mesma coisa que você fará pelo próximo mês? Eu acredito fortemente que não. Se você só tivesse mais um mês de vida, o que você faria nestas últimas e tão preciosas 720 horas de vida? Um número: 720. Apenas 720 raras horas de vida. O que você faria em cada uma dessas horas? Quem você seria em cada uma dessas horas? Eu tenho certeza que se você tivesse apenas 720 horas de vida você iria usá-las de uma maneira completamente diferente. Então por que você está fazendo o que está fazendo? Sobrevivência? Conveniência? Conivência? Por que você não está fazendo o que realmente quer fazer? Você nem sabe o que quer fazer? Mas por que você não sabe? Talvez, se você só tivesse mais 720 horas, você finalmente seria obrigado a descobrir o que você realmente quer fazer e faria de tudo para fazer. Mas ok, você não tem (estatisticamente) apenas 720 horas, você ainda tem muitas décadas de vida pela frente. Mas, apesar disso, inevitavelmente, você ainda tem somente um número fixo de horas antes de morrer. Você já está nu, descalço, descabelado, sujo, no meio da rua, perdido. Você já perdeu, a sua morte é inevitável. Você vai embora e nunca mais vai voltar. Então o que você tem a perder? Novamente, você já perdeu. A partir do momento em que nasce a sua derrota já está escrita. A vitória, ganhar a vida, implica na inexorável derrota da mesma através da morte. A morte é a perda da vida. A sua derrota, muito provavelmente, é certa. Então, se você já perdeu, eu pergunto de novo: o que você tem a perder? O que quem já perdeu ainda tem a perder? Você só tem uma vida e ela é curta. Então, se você já perdeu, você não tem mais nada a perder.

Dia 18: Qual é a sua melhor fase?

Percebo que somos de fases. Eu sou de fase. Você é de fase. Qual é a sua fase? Qual é a sua melhor fase? A sua melhor fase para produzir. Eu estou aqui sentado, em mais um dia, refletindo sobre a vida. Hoje é domingo, são 06:22, e eu não estava muito inspirado para escrever. Não estava inspirado até que lembrei que esta é a minha melhor fase. É o melhor período do dia para eu produzir, pela manhã. Acho que por estar com a energia renovada, em jejum e com a força de vontade em alta, eu consigo produzir melhor neste horário. Ou sou apenas mais um matutino, como dizem. Então tive o insight de escrever sobre isso. Hoje em dia muito se fala do clube das 5AM. Dizem que muitas pessoas de sucesso altamente produtivas acordam às 5 da manhã, ou até mais cedo. Eu faço parte do clube das 5 da manhã, mas eu comecei isso muito antes do clube 5AM virar modinha. Quando ninguém falava em acordar às 5 da manhã eu já acordava nesse horário, justamente porque percebi que eu funciono melhor pelas manhãs, quando estou com a cabeça fresca e com muita energia para usar. Por isso, quando percebi que pela noite, cerca de duas horas antes de dormir, eu apenas ficava gastando meu tempo com entretenimento inútil, tive o estalo para começar a ir dormir e acordar mais cedo e, assim, consequentemente, comecei usar o meu tempo de uma forma mais proveitosa. Eu dormia às 23 horas e acordava às 7 horas. Então passei a dormir às 21 horas e acordar às 5 horas. Ultimamente tenho até pensado em começar acordar às 3 da manhã e ir dormir às 7 da noite. Pode parecer maluquice, mas estou fortemente tentado a começar fazer isso. Vou bugar o meu cérebro e hackear a minha produtividade fazendo isso. Se eu acordar às 3 da manhã, lá pelo meio-dia já terei produzido durante 8 horas (tirando uma hora para suprir minhas necessidades como tomar água, meditar, ir ao banheiro, tomar banho, preparar um bom café preto, escovar os dentes etc.), com um foco muito grande, o que, para mim, neste momento da minha vida, será extraordinário. Hoje eu sou uma máquina de produção porque minha empresa e minha vida de atleta me exigem isso. E eu gosto do que faço. Não é uma tortura. Não é um martírio. É uma intensa rotina de alta performance que eu gosto. Eu escolhi viver esta vida. Por isso, busco sempre meios de aumentar a minha performance e capacidade de produção. Então, aconselho que você também encontre o seu ponto ideal, o seu horário de estado de performance máxima, para que você possa produzir com a sua máxima capacidade mental e física, gerando melhores resultados em menor tempo.

Dia 19: Cuide do seu templo, ele te sustenta

Uma vez eu ouvi uma frase, de um dos maiores empresários do Brasil, Abilio Diniz, que é a seguinte: Cuide do seu corpo, você mora nele. Eu, desde criança, sempre pratiquei esportes. Natação, futebol e tênis até que, aos 17 anos, conheci a musculação e me apaixonei. Há mais de 11 anos sou um atleta regular de musculação (além de fazer bike também, como aeróbico). Sempre gostei de esportes e sempre pratiquei, sempre cuidei do meu corpo. Mas, um belo dia, em 2017, comecei a sentir uma dor incômoda na coluna, na parte mais baixa das costas. Passei quase 1 ano com essa dor sem ir no médico, procrastinando o inevitável. Finalmente, quando eu não aguentava mais de dor, fui no melhor médico de coluna da minha cidade, o qual solicitou que eu fizesse uma ressonância magnética e o diagnóstico foi dado: protusão discal. Basicamente, resumindo, uma protusão discal é o começo de uma hérnia de disco. É o grau mais leve de todos da hérnia de disco. Tenho certeza que esta lesão veio dos meus anos de musculação pegando muito pesado no agachamento, no levantamento terra, no levantamento stiff, no desenvolvimento militar etc. O grande problema foi não fazer periodizações adequadas e passar longos anos treinando sempre pesado, com muita carga. Aos 26 anos me deparei com uma doença, até o momento, incurável. A protusão discal, no meu caso na vértebra L5-S1, é uma degeneração óssea que não tem cura. Talvez, num futuro breve (ou distante), através da nanorrobótica ou de outra tecnologia medicinal, este problema possa ser curável, para o bem-estar e felicidade de milhões e milhões de pessoas. Hoje ainda não é. Ali começou minha jornada para me “curar” deste problema, quer dizer, tentar algo que fizesse o nervo deixar de ser comprimido, parando a dor infernal 24 horas por dia. Mudei os meus treinos, comecei a cuidar da postura e da lombar em todos os exercícios, tentei acupuntura, quiropraxia, bolsas quentes, caminhadas e mais um monte de coisas. Nada adiantava. Foram mais de 2  anos com dor todos os dias, em todos os instantes, em praticamente todas as posições, até que, por recomendação médica, fiz um bloqueio foraminal, um procedimento minimamente invasivo onde o médico aplicou corticóide nas partes afetadas para fazer um bloqueio e cessar a dor. Este foi um grande alívio. O procedimento causou uma boa melhora que, junto com todos os cuidados que passei a adotar, me livrou de 95% da dor. Hoje estou “quase 100%” e a vida voltou normal. Agora são 08:45 e às 09:00 tenho uma consulta com meu quiropraxista, que visito de 2 em 2 meses. Não me arrependo dos anos de musculação. Afinal, a musculação mudou a minha vida. E eu faria tudo de novo. Além disso, este problema se tornou um ponto de inflexão na minha vida. Ele me ensinou a cuidar de mim mesmo, meu corpo, meu templo, da forma mais perfeita e eficaz possível, nos mínimos detalhes. Se eu tivesse a ciência da importância do meu templo antes, com certeza, eu me cuidaria melhor. Seria mais prudente, sem pensar que eu era um super-homem só porque era muito jovem, fazia de tudo e não tinha problema nenhum. Então, eu digo para você: cuide do seu corpo, mas cuide muito bem mesmo. Não basta “fazer exercícios físicos” e ter uma “boa alimentação”. Cuide dos detalhes. Cuide dos exercícios que você faz. Cuide muito bem dos nutrientes que você ingere. Seja o mais correto possível na realização de qualquer exercício. Se possível, seja acompanhando por um profissional de educação física, um nutricionista esportivo e um médico. Prevenir, sempre, é o melhor remédio. O seu corpo é o seu templo. Cuide dele, mas prepare-se e previna-se a partir dos conselhos e cuidados dos melhores engenheiros, arquitetos e mestres de obras que você puder encontrar.

Dia 20: Vícios: quais são os seus?

Vícios, parece que todos têm, não é? Por que somos seres tão viciados? Por que parece que precisamos ter vícios? Por que é difícil largar um vício? Comida, compras, dinheiro, álcool, cigarro, outras drogas lícitas, drogas ilícitas, exercícios físicos, sexo, jogos, limpeza, entretenimento, o que mais? Quais são os seus vícios? Você tem vícios, eu sei disso. Os meus vícios, por exemplo, são dois: exercícios físicos e cafeína. Os exercícios físicos mais do que a cafeína. Ficar sem exercícios físicos para mim é uma tortura, acho que sou viciado no bem-estar que eles geram na minha vida que é proveniente da descarga de neurotransmissores da alegria. Já a cafeína, todo dia pela manhã, me “acorda” e ativa o meu cérebro. Acredito que todo mundo tem algum tipo de vício, o problema é quando eles se tornam mais fortes do que nós. Você nunca pode se tornar alienado pelo seu vício, isto é, ser dominado por ele, ser 100% comandado e escravizado por ele. Além disso, ter vícios mais negativos do que positivos é um grande problema. Exercícios físicos e cafeína podem ser até considerados bons vícios, no meu caso, porque causam mais benefícios do que malefícios. Eu não me exercito até vomitar e quase não conseguir mais andar. Eu faço meus dois treinos diários, num total de cerca de uma hora e meia de exercícios por dia. E o café eu só bebo pela manhã, uma generosa xícara. Não sou daqueles que passa o dia inteiro com uma garrafa térmica do lado. Eu domino meus vícios e sou o senhor deles, e não o contrário. Eu realmente tenho o controle para parar, mesmo que eu não queira no momento. E não, isso não é aquele papo de viciado do tipo “paro quando quiser”, até porque por qual motivo eu iria parar de praticar exercícios físicos e beber o meu cafezinho orgânico pela manhã? Não tem sentido. O problema existiria se se os meus vícios estivessem prejudicando a minha vida. Mas não. Eles me ajudam. Por isso, você, pense nos seus vícios. Eles te alienam, dominam e te prejudicam ou eles te ajudam e é você quem os domina? Se os seus vícios te dominam e te prejudicam, muito provavelmente você está em sérios apuros porque isso está fora do seu controle e você não percebe este fato. Neste caso, pedir ajuda para um profissional adequado pode ser a solução para você, principalmente quando os seus vícios estão te prejudicando, mesmo que minimamente, e já estão fora de controle há muito tempo.

Dia 21: Foda-se a faculdade, ou não

Não é novidade que eu não gosto do sistema de ensino formal. É retrógrado e ultrapassado, baseado no mesmo método de ensino desde a revolução industrial, há mais de 150 anos. O mundo mudou demais, mas a educação permanece a mesma. As crianças dessa geração aprendem, basicamente, as mesmas coisas que nossos bisavós aprenderam. Eu aprendi o mesmo que meus pais, que meus avós etc. O problema é que não vivemos mais no mesmo mundo em que eles viveram. A evolução veio e, desde 1950, de uma forma exponencial. Não podemos mais permitir sermos limitados pelo sistema de ensino falho e fracassado. Desde a educação fundamental até a pós-graduação, perdemos muito tempo com informações inúteis e pouco aprendemos coisas úteis. Por isso eu não gosto da faculdade. Ela, na maioria das vezes, nos limita, nos torna escravos, nos tiraniza, faz com que permaneçamos na mediocridade. É confortável permanecer lá. Depois que chegamos em determinado patamar, é difícil sair dele, os hábitos nos mantêm lá, os medos nos mantêm lá, os confortos nos mantêm lá, os vieses do status quo e da aversão à perda nos mantém lá. Por isso eu disse foda-se para a faculdade. Eu disse tchau. Abandonei a faculdade e fui empreender. Fui plantar e colher com as minhas próprias mãos. Comecei a caminhar com as minhas próprias pernas. Cortei o cordão umbilical que nos prende em uma vida medíocre e me emancipei. Não só porque é a melhor maneira para gerar muito dinheiro, mas também para trabalhar com o que eu gosto. Então, eu digo para você, foda-se a faculdade. Se você não quiser fazer faculdade, foda-se, não tem problema. O novo mundo nos traz inúmeras possibilidades. Temos muitas vantagens e, sim, podemos ganhar muito mais dinheiro do que ganharíamos através de um emprego adquirido depois de fazer uma faculdade, e ainda trabalhando com aquilo que realmente nos traz alegria, paixão e propósito. Se você fez ou faz uma faculdade apenas porque “precisava escolher uma profissão pelo resto da vida aos 17 anos”, pela pressão social ou familiar ou porque você precisa sobreviver, sinceramente, você está na estrada do fracasso e ainda não percebeu. Por isso, se você não está feliz e não se enxerga no mundo acadêmico, diga foda-se. E não olhe para trás. Se confia no seu taco, vá contra tudo e contra todos e opte pelo seu caminho. Porque, de fato, é o seu caminho. É você, e mais ninguém, quem precisa decidir por qual caminho seguir. Você não tem nada a perder porque, como eu falei anteriormente, você já perdeu. Entretanto, se você realmente optar por um caminho diferente do tradicional, esteja preparado. Esteja pronto para ser a pessoa mais foda do mundo. Porque o caminho que você percorrerá é infinitamente mais difícil do que o caminho convencional. Você vai ter que estudar 10 vezes mais e vai ter que trabalhar duas vezes mais para, no começo, ser reconhecido 10 vezes menos. Você tem estômago e estabilidade emocional para enfrentar esta vida? As recompensas, para quem persiste e consegue vencer, são enormes. Mas o caminho é árduo e você não tem garantia nenhuma. Você estará sozinho, com medo, chorando, e não terá ninguém para te ajudar. Você terá que, sozinho, matar, cozinhar e comer um leão por dia. E você precisará fazer isso por muito e muito tempo. Você terá que sacrificar muitas coisas em prol do seu desejo. Até que você se torne mais forte do que tudo e vença a vida. Por isso, pense bem, se você é fraco, se você não aguenta, opte pelo caminho convencional. Antigamente eu falava para todos que eles deveriam desistir do convencional. Mas hoje eu mudei de opinião. Nem todos estão preparados, nem todos vão conseguir. Todos podem conseguir, mas nem todos terão a resistência necessária para agirem até conseguir. É para poucos. É para pessoas realmente determinadas. Então, se você realmente é determinado e quer de verdade, vá em frente. Vá em frente com a plena consciência de que você se jogará em um abismo quase infinito. Quase. Ele tem fim, mas é muito fundo. E você terá que subir passo por passo, com os seus próprios pés, sem ninguém pra te ajudar. Ao desistir da faculdade tudo será mais difícil porque você não terá que provar o seu conhecimento para adquirir um diploma – o que, diga-se de passagem, é muito fácil -, mas terá que provar a sua capacidade para gerar resultados reais. Se você não aguenta, conforme-se em ser mais um na multidão. Se você aguenta, por que não? Se você seguir em frente eu garanto que a sua transformação pessoal será absurda porque você terá que se desenvolver todos os dias, em todos os instantes, a cada segundo. Porque não existirá outra possibilidade. O próprio caminho obrigará você a dizer adeus para a confortabilidade de um mundo medíocre. Não é fácil, mas é a vida mais satisfatória que você pode viver. Então, novamente, foda-se a faculdade, ou não.

Dia 22: Às vezes é preciso parar

Eu sou um cara muito intenso. Eu gosto de ir ao limite nas coisas que eu faço, em tudo na vida. Até porque, quando eu vou ao limite eu expando o meu limite. Eu aumento a minha capacidade. Eu elevo o meu patamar e subo de nível. Porém, de vez em quando, todos devemos parar e descansar. E hoje eu cheguei no meu momento. É preciso ter o discernimento exato de quando continuar ou não. É preciso de autoconhecimento e sabedoria para parar, mesmo que você não queira – e até que você não possa. Estou resfriado, com dor de garganta e dores pelo corpo. Hoje é quinta-feira e a semana inteira os sintomas vêm paulatinamente se instalando. Hoje parece que chegou o auge. Quando cheguei na academia eu já me arrependi de ter ido, mas mesmo assim fiz o treino até o final – que eu não deveria ter feito. Preciso me recuperar. Preciso parar. E eu não quero fazer isso, até porque eu adoro treinar, estou em uma fase específica e planejada de periodização dos treinos, estou cheio de coisas para fazer no trabalho e metas com datas finais me esperam para serem cumpridas. Mas eu preciso. A melhor coisa que eu posso fazer hoje é tomar um remédio para gripe e descansar – e eu também não gosto de tomar remédios. Ainda estou lutando mentalmente para tomar esta atitude, mas sinto que eu preciso. Para mim, uma das piores coisas da vida é ficar doente. A energia vai embora. A alegria vai embora. A apatia se instala. Ficamos inertes, sem forças, desanimados. Então só me resta aceitar e viver esse período como ele se apresenta e deixar um pouco o meu “eu” faca na caveira de lado. Não há como eu mudar a situação, então preciso mudar a mim mesmo e me adaptar. Hoje eu preciso disso. Pelo menos por hoje. Portanto, eu recomendo, da mesma forma, quando você estiver mal, não hesite, pare. Por mais que você não queira parar e não possa parar.

Dia 23: Suba no palanque, sente no banco

Alguns dias atrás comemoramos o dia do professor. Como você comemorou o seu dia? Sim, porque você é um professor. Um professor da vida. Como eu já disse, você tem uma enciclopédia aí dentro. Então você precisa colocá-la pra fora. O que eu quero dizer é que você tem que ensinar as pessoas. Ensinar tudo aquilo de bom que você sabe. Você tem que se expressar para o mundo. Porque as pessoas precisam aprender e precisam do seu conhecimento. Na verdade, todos somos, ao mesmo tempo, professores e alunos, mestres e aprendizes. Então é preciso que você perceba, em todas as situações, como você deve se portar. A situação exige que você atue como professor ou como aluno? Às vezes é preciso subir no palanque e dar a sua aula, outras vezes é preciso ter a humildade para sentar no banco e aprender. Você tem sabido fazer isso na sua vida? Se você parar para pensar, sempre estamos em algum desses dois papéis, professor ou aluno. E precisamos viver os dois, sem negligenciar nenhum nem outro. Você precisa ser o professor e precisa ser o aluno. Não seja arrogante a ponto de acreditar que você sabe tudo, por isso consegue ensinar os outros a respeito de tudo, e nem humilde a ponto de acreditar que não tem nada a ensinar porque você “não sabe nada”. Represente, constantemente, conforme a vida exigir, o papel que você precisa representar: mestre ou aprendiz. Sempre que necessário, sem hesitar, faça um desses dois movimentos: suba no palanque ou sente no banco.

Dia 24: Você tem medo da morte?

A morte é, provavelmente, o maior medo do ser humano. Desde que o ser humano foi dotado de consciência ele passou a temer a morte. A morte é a ausência de vida, é a não existência, e quase ninguém quer perder o privilégio de desfrutar a existência. Por que tememos tanto a morte? Eu sempre tive medo da morte, sempre tive medo de pensar a respeito da minha morte. Porque certamente esta é, até agora, uma de nossas poucas únicas certezas na vida. Iremos morrer. É um fato inevitável. E a vida é breve. Mas hoje eu já não tenho mais medo da morte. Pelo menos não da minha morte. Ainda temo a morte de meus entes queridos. Este é o meu maior medo em relação à morte. Pensar em perder as pessoas que mais amo na vida gera uma grande angústia e algumas noites isso já tirou o meu sono. Eu conheço muito bem a dor do luto. Foi a pior dor que eu já senti na vida porque não há como negociar com a morte. É o que é. Foge de nosso controle. É totalmente imprevisível, imponderável, inexorável. A morte pode surgir a qualquer momento, sem pedir licença, e não podemos fazer nada a respeito. Mas, como eu disse, a minha morte já não me amedronta mais. Por quê? Porque enquanto a minha morte não chegar eu estarei vivo, então não preciso me preocupar com ela. E quando a minha morte chegar eu estarei morto, então não preciso me preocupar com ela. Simples assim. Para mim a morte é a eterna inconsciência, é como um sono profundo em que não sonhamos e não temos o mínimo pingo de consciência. O cérebro é um biocomputador que, quando morre, se desliga para sempre. Nada mais do que isso. Para mim não existe vida após a morte. A única vida que temos para viver é essa. Então, como a morte é a ausência completa de consciência, não sentirei mais angústias, ansiedade e medos. Na verdade, eu nem saberei que estarei morto, então não preciso me preocupar com isso. Tememos muito a própria morte e acabamos aproveitando pouco a vida. Precisamos aceitar nossas mortes como parte natural da vida. Não há o que fazer a respeito. Então fique tranquilo em relação à morte. Lembre-se: enquanto ela não chegar você estará vivo e quando ela chegar você estará morto, então você não será afetado por ela. Ao invés de temer a morte use a sua energia para aproveitar ao máximo o privilégio que você tem de poder acordar todos os dias, respirar e desfrutar do prazer de viver – enquanto você ainda tem esse privilégio.

Dia 25: O pior já passou, então continue

Como dizia Winston Churchill, quando você estiver atravessando um inferno, continue. Ou seja, não pare, continue caminhando, continue avançando, mesmo que você só consiga dar passos lentos, porque você vai conseguir atravessá-lo. Tudo passa e tudo vai passar, tanto os momentos ruins e até os momentos bons. Nos últimos dias eu venho atravessando um inferno. Se você lê as minhas reflexões todos os dias deve saber que peguei uma gripe desgraçada. Começou com uma leve dor de garganta, um pequeno incômodo, que foi evoluindo e gradativamente vários sintomas se instalaram: febre leve, mialgia e artralgia, mal-estar e tosse. Ao longo de todos esses dias em que não tive vontade de fazer nada além de tomar Neolefrin e Naldecon e ficar deitado na cama, eu permaneci firme e forte com os meus afazeres. Mantive o comprometimento comigo mesmo e com a minha audiência. Escrevi todos os dias uma nova reflexão, mesmo que tenha sido difícil. Escrevi outros textos, gravei (heroicamente) 13 vídeos e hoje vou editá-los. Abrindo um parênteses, essa também é uma prova de que realmente podemos fazer muito mais do que acreditamos. Quase morrendo eu fiz tudo o que eu precisava fazer. Fiz porque eu me comprometi com isso. E o meu comprometimento e a minha palavra são mais fortes do que a fraqueza e a prostração. Hoje, tomando banho, falei para mim mesmo que o pior já passou. E é verdade. Venho melhorando a cada dia, mesmo que minimamente, e acordo sempre um pouco melhor do que no dia anterior. O pior já passou. O pico da doença já foi superado. Daqui para frente é só melhora. E isso me anima. Daqui alguns dias poderei voltar aos treinos normalmente, os quais tive que parar porque eu realmente não tenho condições de realizá-los. Isso é o que está me deixando mais chateado, ter que parar com os treinos. Mas tudo bem. O que é uma semana dentre centenas ao longo dos anos? Enfim, reforço a mensagem: não importa o que você está passando, isso vai passar. Se for bom, aproveite. Se for ruim, continue andando com a clareza de que, inevitavelmente, logo logo, você estará fora disso.

Dia 26: O espaço vazio

Hoje eu estava parado sem saber o que escrever. Aí percebi a barra do Google Docs aparecendo e desaparecendo, esperando que eu escrevesse. E foi aí que me inspirei para escrever este texto. Entre o “aparecer” e “desaparecer” da barra existe um espaço vazio, um pequeno espaço. E assim, da mesma forma, nas nossas mentes, entre um pensamento e outro, também temos espaços vazios. Ou não? Acredito que sim. O quanto você percebe os seus espaços vazios? Momentos em que você não está com um pensamento ocupando a sua cabeça. Sabe quando você está muito relaxado, quase dormindo? Na pré-inconsciência, você está pensando muito pouco. O espaço vazio é grande. Eu venho treinando a habilidade de me concentrar e percebo que isso me relaxa e acalma. Quando estou com insônia pela madrugada, o que é raro, mas às vezes acontece, me concentro em algo e durmo rapidamente. Agora quero começar a treinar viver mais “espaços vazios”. A melhor maneira para fazer isso é se concentrar na sua respiração ou praticar alguma técnica de meditação. Eu venho desenvolvendo um controle muito grande sobre a minha mente, como se eu conversasse com algum dos meus “eus”, quando a mente está fora de si, tranquilizando-a e direcionando-a para fazer a coisa certa. Pode parecer maluquice, mas isso tem funcionado muito ultimamente. O córtex pré-frontal é o nosso gestor cerebral. E mesmo que muitas vezes as emoções estejam descontroladas, é possível invocar conscientemente o córtex pré-frontal para você se recolocar no eixo. É preciso, para isso, como eu disse, um treino de concentração. Relaxar é fundamental para convocar o seu córtex pré-frontal para acalmar as outras partes do cérebro que possam estar em desequilíbrio. Por isso o controle da respiração é tão eficaz. Porque quando controlamos a respiração e nos concentramos nela, o relaxamento é muito alto. E aí, sem o turbilhão de ansiedade e medo que muitas emoções geram, conseguimos usar nosso córtex pré-frontal com maestria em nosso favor. Então, quando você se sentir descontrolado, feche os olhos e se concentre na sua respiração até você relaxar, até você perceber que está experimentando espaços vazios. Quando você estiver relaxado, use o seu raciocínio lógico e a sua capacidade estratégica, provenientes do córtex pré-frontal, para acalmar e direcionar as partes do seu cérebro que estão em desordem ou conflito.

Dia 27: Por que comigo?

Porque isso foi acontecer comigo? Logo comigo? Logo eu? Por quê? Porque nós somos dessa forma? Por que ficamos lamentando e perguntando o porquê certas coisas acontecem conosco? Estou com um problema e ultimamente venho me fazendo estas perguntas. Logo eu, me fazendo essas perguntas. Fico choramingando, me lamentando, me vitimizando. Logo eu. Oh céus! Oh vida! Oh azar! Sabe aquela coisa? Atitudes que não condizem com as atitudes de um protagonista. Parece que é quase inevitável que façamos isso. Esse chororô do que poderia ter sido, do que deveria ter sido feito, para evitar o problema. Amigão, não adianta. Já aconteceu. Já foi. Já era. Não tem volta. É daqui para frente. Não tem como voltar para o passado, mas podemos criar um novo futuro. Então é preciso bater no peito e assumir a responsabilidade. É preciso sair do marasmo do vitimismo e assumir o comando. Chega. Chega de chororô. O que aconteceu foi responsabilidade minha. Fui eu quem fiz ou, no mínimo, quem deixou que acontecesse. Minha responsabilidade. Eu fui o responsável. Eu criei os resultados que eu estou vivendo. Nós sempre colhemos aquilo que plantamos. Então, quando você se pegar agindo dessa maneira, o que provavelmente vai acontecer porque agimos dessa forma, entenda que não adianta mais viver em um tempo que já não existe mais. Não existe a possibilidade de fazer nada no passado. Você não vai poder voltar no tempo e fazer novamente ou fazer diferente. A partir daqui você só pode influenciar o seu futuro. A partir daqui você só pode criar o que ainda não existe. Você não consegue resolver um problema no passado, você só consegue criar uma solução no presente para vê-la funcionar no futuro. Então pare de gastar energia se lamentando e use a sua energia para criar uma solução. Porque essa é a única atitude realmente produtiva e inteligente que você pode tomar.

Dia 28: O mundo paralelo

Antigamente eu acreditava na teoria dos multiversos e universos paralelos. Lembro bem quando entrei em contato pela primeira vez com esta teoria, assistindo um programa no canal History Channel (em uma época em que ainda assistíamos TV). A teoria afirmava que haviam muitos outros universos, existindo paralelamente ao nosso, e todos possuíam vários planetas Terra. Todos os planetas Terra, teoricamente, teriam se desenvolvido exatamente da mesma forma, como cópias, e todos nós existiríamos e viveríamos vidas quase que exatamente iguais, exceto por pequenas diferenças provenientes de decisões diferentes que tomaríamos em cada mundo. Muito louco na teoria, não é? Eu acreditava nisso porque eu queria acreditar. É uma teoria que abre muito espaço para nossa imaginação e criatividade. Eu ficava pensando em viajar entre os universos (como se isso fosse possível) e me encontrar com um dos meus outros “eus”, me encontrar com meus familiares e amigos de outros universos, e por aí vai. Hoje já não acredito mais nessa teoria porque não existem evidências de que estes universos existam, mas isso também não descarta a hipótese. Mas eu estou falando tudo isso para te perguntar o seguinte: se existissem vários universos paralelos, com múltiplos planetas Terra, e existissem múltiplas versões suas, qual versão você gostaria de ser? Qual seria a sua versão idealizada, vivendo em um mundo paralelo? E não vale alterar as suas características físicas, porque isso é impossível. Eu digo das características psicológicas e da sua vida em geral. Como você seria e como seria a sua vida? Quem você seria? Como você existiria na sua versão idealizada? Como seria um dia típico da sua versão idealizada? Quais funções você desempenharia no mundo? Como seria um dia típico da sua rotina? Onde você moraria? Quem seriam os seus amigos? Como seria o seu parceiro amoroso? Como você se divertiria? Vale sonhar mesmo, vale colocar a sua imaginação e a sua criatividade para trabalhar escrevendo no papel como seria a sua melhor versão, a versão jogando no topo do jogo. Porque, no fundo, essa versão que você vai escrever, pode ser alcançada. Então o que te impede de correr atrás dela? Pense bem. Agora que você criou a sua versão idealizada, ainda tem graça continuar na sua vida atual? Existem essas duas vidas que você pode viver. A vida que você está vivendo agora e a vida fora da curva que você imaginou. Você pode aceitar ficar exatamente aonde está ou correr atrás de uma vida melhor. O que você prefere? O que você tem a perder? Você só tem uma vida, em um universo, em um planeta Terra. Como não existe a possibilidade de você mudar de universo, a única coisa que você pode fazer é mudar de vida, é transformar por si próprio a sua existência – até porque, mesmo que você conseguisse ir para outro universo e encontrar outro “eu” vivendo outra vida, ainda assim não seria você, seria ele vivendo a vida dele, e isso não adiantaria nada para você. Então é isso que eu sugiro que você faça: corra atrás da sua versão idealizada, arranque ela da vida. Porque saber que existe um topo do jogo e não fazer nada a respeito para chegar lá, é muito sem graça. Uma boa vida é aquela em que nos tornamos, a cada dia, nossas melhores versões, até que um dia cheguemos naquele “eu” que idealizamos, o “eu” do melhor mundo paralelo.

Dia 29: Pressão produtiva

Você se coloca pressão? Eu venho percebendo que estou colocando pressão em mim mesmo para fazer este quadro, o Reflexão do Dia. Acredito que estou fazendo isso até inconscientemente. Muitas manhãs, às vezes até madrugadas, eu acordo pensando no que eu vou escrever, acredita? Parece que eu estou com medo de acordar um dia, sentar na cadeira e não saber o que escrever. Eu olho para frente, quando estiver lá pelo dia 365, 1000, 2784, e penso: o que eu vou escrever? Já não terei mais nada para escrever. Mas aí me lembro que tenho uma enciclopédia aqui dentro de mim e sossego. Também lembro que a cada dia que passa eu evoluo, e aí acrescento mais vivência, conhecimento e experiência em meu repertório. O medo, na verdade, a pressão, é mais inconsciente do que consciente. Conscientemente eu estou tranquilo, mas inconscientemente eu percebo que isso fica martelando na minha cabeça, por debaixo da superfície. Alguns dias eu realmente não sei o que falar, mas quando sento para escrever as ideias vão brotando e as palavras começam a sair. O receio de não saber o que escrever nunca se concretiza (mais uma historinha criada pela nossa cabeça) porque eu sempre consigo escrever. Alguma coisa sempre sai. Imagine que você está conversando com o seu melhor amigo. Você pode passar horas e horas batendo um papo com ele, não é verdade? É mais ou menos isso que acontece aqui comigo. É um bate-papo com um grande amigo. Os assuntos são praticamente infinitos. Eu só preciso aprender a me expressar melhor em palavras. Todos nós podemos fazer isso, mas não treinamos. Você pode conversar durante várias horas seguidas, mas se for para colocar no papel as mesmas ideias que você conversou, por horas seguidas, aí a coisa fica feia e você se desespera, você trava e não consegue. Na verdade, não é que você não pode, você apenas não acredita que pode. Você acredita que você não pode, mas você pode. Porque o seu repertório é praticamente infinito. O meu repertório é praticamente infinito.  Pode ser que um dia aconteça de eu não saber o que escrever? Talvez, mas acredito que ainda vai demorar – e muito – porque uma enciclopédia pode ter milhares de páginas. Ainda não estou nem na introdução dela. Ou talvez esse dia nunca chegue, talvez eu realmente consiga fazer isso pelo resto da minha vida. Por que não? Eu tenho aprendido a gostar dessa pressão. Tenho me conhecido melhor ultimamente e percebo que trabalho bem com metas e datas finais. Falei a respeito disso no segundo texto que escrevi. Enfim, a pressão muitas vezes é ótima porque te faz produzir. O instinto de sobrevivência te ajuda a sobreviver sob pressão. Sobreviver, no meu caso, é iniciar o dia com um texto escrito, é realizar a minha primeira meta do dia. Consciente ou inconsciente, um pouco de pressão não faz mal para ninguém. É a pressão produtiva. Por isso, se você se enxergar em momentos de pressão, acalme-se lembrando que ela pode ser a sua aliada, ela pode te levar para o próximo nível de desempenho, ele pode ser como uma energia extra, e você pode usar essa energia a seu favor. Controle da vida. Mesmo que seja muito difícil controlar a vida, alguma coisa você pode fazer. Você pode tentar controlar a si mesmo. Se a pressão chegar até você use-a a seu favor, e não se permita ser esmagado por ela.

Dia 30: Tempo bom que não volta mais

Às vezes dá uma saudade da infância, não é? Tempo bom que não volta mais. Tempo em que a maior parte da vida é feita de alegria. Não temos muitos problemas nem muitas atribuições, além da escola. Nosso único dever é tirar notas boas e apresentar um boletim favorável. O resto é diversão. Somos curiosos, exploradores, temos poucos filtros. Ainda não fomos podados pela sociedade. Ainda temos as nossas asas. Ainda queremos aprender a voar. E ainda tentamos voar. Me lembrei da infância por causa de um fato específico: entrei em contato com os jogos Super Mario World e Donkey Kong. Eu nasci em 1990. Se foi uma criança nos anos 90, muito provavelmente, você também jogou estes jogos. Quem, que foi uma criança na última década do século passado, nunca jogou estes épicos clássicos, no também clássico Super Nintendo? Difícil não ter jogado. Recentemente, vi um gameplay destes jogos e bateu aquela nostalgia. De novo, tempo bom que não volta mais. E aí eu fiquei pensando a respeito disso. Claro que realmente é um tempo bom que não volta mais. Mas será que não acabamos exagerando a noção de “tempo bom” porque sempre tendemos a valorizar e lembrar muito mais daquilo que realmente foi muito bom do que aquilo que foi ruim, nas épocas passadas de nossas vidas? Eu não tenho dúvidas de que a infância é maravilhosa, mas acredito que sempre aumentamos, baseados exclusivamente no sentimento das lembranças das boas emoções. O tempo passa e tendemos a nos lembrar muito mais das coisas boas, que nos marcaram mais, independentemente de qual época da vida tenhamos vivido. Toda fase da vida é boa. Toda fase da vida pode ser muito aproveitada. Eu tenho certeza que daqui há 10 anos eu vou olhar para trás e pensar “poxa, que tempo bom…”. E daqui há 30 anos eu vou olhar 10 anos para trás e pensar a mesma coisa. Sempre é um tempo bom. Porque viver é bom. Estar vivo é bom. Desfrutar experiências é bom. E sempre vamos nos lembrar das coisas boas. Hoje, por mais dificuldades que você esteja enfrentando no momento, alguma coisa boa você está vivendo. E no futuro você vai se lembrar dessa única coisa boa, que seja, e vai pensar “que tempo bom”. Essa é a vida. Essas são as fases da vida. Cada fase vem e vai embora, acaba e não volta nunca mais. Por isso, aproveite. Aprenda a aproveitar. O que nos resta é aprender a viver na escola da vida. O que nos resta é aprender a saborear esta dádiva chamada vida, aproveitando as coisas boas e lidando com as coisas ruins, conseguindo degustar todos os sabores, doces, azedos, salgados e amargos. É isso o que nos faz humanos.

Dia 31: O tripé que sustenta a vida

Eu acredito que existem 3 grandes pilares que sustentam a vida: saúde, trabalho e família. Um homem precisa de saúde. Um homem precisa do trabalho. Um homem precisa da família. Um homem precisa de saúde para, logicamente, poder viver bem, com qualidade de vida – e até para poder sobreviver, ou seja, não morrer. Um homem precisa do trabalho para, em muitos casos, ganhar dinheiro, para sentir senso de realização e, muitas vezes, senso de propósito. Um homem precisa da família porque ninguém é feliz sozinho. Precisamos procriar e conviver com pessoas que amamos. Neste tripé, em qual dos pilares você está menos atuante hoje na sua vida? O que te falta mais? Saúde? Trabalho? Família? No meu caso, saúde e trabalho estão em alta, mas confesso que preciso dar um pouco mais de atenção para a minha família. Ainda não sou casado e não tenho filhos, mas tenho um pai, uma mãe e um irmão, minha família mais próxima. Convivo muito bem e regularmente com meus pais e com meu irmão, mas com o resto da família nem tanto assim. Moramos todos em outras cidades e por isso acabamos nos vendo poucas vezes no ano. Mas a responsabilidade é minha. Se eles não vêm até mim eu devo ir até eles. Afinal, eu sou um cara família. Eu gosto de reunir a família. Eu gosto de casa cheia. Eu gosto de almoços e jantares em família. Desde criança sempre gostei de encontrar meus primos, tios e avós. Sempre foi uma alegria. Família reunida é uma alegria. Preciso voltar a tratar como prioridade toda a minha família. São as pessoas mais importantes da minha vida. Preciso me reconectar. A vida é muita curta, os anos passam rápido e, pela loucura de nossas rotinas, acabamos vivendo muito no piloto automático, procrastinando todas as coisas que são importantes e que deveríamos fazer. É irônico, mas, geralmente, quando tratamos de assuntos importantes, que geram grandes resultados em nossas vidas, falamos que ainda temos tempo, que mês que vem nós vamos. Porque tudo aquilo que é importante em nossas vidas têm tempo para ser feito. Mas, como temos “todo o tempo do mundo”, o tempo passa e nós permanecemos no marasmo, presos pela inércia do hábito, que nos mantém fazendo coisas muito parecidas todos os dias. É preciso usar a força de vontade para planejar e quebrar esta corrente do hábito. Porque quando as pessoas morrem, e provavelmente você já passou por isso, não há mais o que fazer. Acabou. Para sempre. Nunca mais. E aí, sobra o remorso, o arrependimento, a barganha, a tristeza provinda da inexorável inexistência. Estávamos a uma ligação de distância, a uma viagem de três horas de carro, a um voo de cinco horas, a uma mera mensagem no WhatsApp, mas não fizemos nada, não falamos com aquelas pessoas que amamos tanto e gostaríamos de ter falado. E agora elas foram embora. E nunca mais poderemos falar com elas. Por isso, pense um pouco na sua vida. Você tem negligenciado a convivência com as pessoas da sua família? Um dia, certamente, será tarde demais. E você nunca mais poderá lhes dar um beijo, um abraço e dizer que as ama. Faça enquanto você pode, porque a família é o seu maior patrimônio.

Dia 32: Amigos, quantos você tem?

Como é bom ter amigos. Quantos amigos você tem? Amigos de verdade. Amigos do peito. Não falo de colegas. Colegas do trabalho, colegas da faculdade, colegas da academia e assim por diante. Eu falo dos irmãos que nós escolhemos para as nossas vidas. A família que não é de sangue. Aquelas pessoas que você pode passar 10 anos sem se falar, mas quando voltar a conversar, tudo será exatamente igual, a intimidade será a mesma. Quantos desses irmãos de jornada de vida você tem? Eu posso dizer que ao longo da vida eu fiz 5 grandes irmãos. E eu acho esse número razoavelmente alto. Porque são amigos do peito. Amigos verdadeiros, o que é muito difícil. Os meus 5 melhores amigos são: Guilherme, André, Guilherme, Francesco e João. Na ordem em que fiz amizade com cada um. Mas, ultimamente, estou bastante afastado de 4 desses grandes amigos. Mantenho contato regular com apenas um. Por força da vida, pela trajetória que cada um tomou, pelas escolhas que cada um fez e até pelo estilo de vida, fomos nos distanciando. Cada um foi para um canto e fomos perdendo o contato. Mas eu quero e vou retomar o contato com todos estes meus grandes amigos. Porque precisamos disso. Precisamos de amigos. E eu não vou perder os grandes amigos que conquistei na vida. Eles são muito valiosos. Eles são raros. Uma amizade verdadeira é coisa rara. Então, você, da mesma forma, se você tem grandes amigos que deixou irem embora, vá atrás deles. A responsabilidade por manter a amizade é sua. E é minha também, com os meus amigos. Por isso eu vou atrás deles, me reencontrar com cada um e retomar a amizade. Não vou perder meus irmãos. E eu sugiro que você também não permita que os seus irmãos desapareçam da sua vida.

Dia 33: A vida é um jogo, então como jogar?

Um dia, quando eu fazia faculdade de Educação Física (antes de largá-la para empreender), sabe-se lá o porquê, mas recebemos um texto de um historiador holandês, chamado Johan Huizinga, em que ele dizia que a vida é um jogo – ou, pelo menos, foi isso o que eu consegui depreender do texto, pelo que me lembro vagamente, numa época em que eu ainda não tinha um cérebro totalmente formado. Mas, enfim, será mesmo que a vida é um jogo? Eu simpatizei com a ideia e comecei a levar a vida como um jogo. Encarar a vida como um jogo nos traz à consciência a possibilidade de evolução constante, e isso faz os meus olhos brilharem. Porque, claro, em um jogo sempre podemos melhorar. Sempre podemos jogar melhor. Sempre podemos subir para o próximo nível. Sempre podemos passar de fase. E, para que passemos de fase, precisamos melhorar nossas próprias capacidades e habilidades. Para que enfrentemos os “chefões” do jogo da vida com sucesso precisamos aprimorar as próprias técnicas, táticas e estratégia. Essa é a maravilha de encarar a vida como um jogo. Tudo o que eu quero fazer pode ser feito, a partir do momento que eu entenda o que eu preciso fazer e como eu preciso fazer. A vida está aí, repleta de uma infinidade de possibilidades. Você é, ou deveria ser, o senhor do seu próprio jogo. Em qual jogo você está inserido? Você joga o seu próprio jogo ou o jogo que te forçaram a jogar? Tome muito cuidado para não passar uma vida inteira jogando o jogo errado. Cuide muito para não chegar no fim da vida e desejar desesperadamente poder jogar outro jogo. Porque aí será tarde demais. Os jogos são inúmeros, e você pode escolher qual você quer jogar. Eu escolhi jogar o meu próprio jogo, os meus próprios jogos. Larguei o jogo padrão, assumi a responsabilidade, assumi os riscos, aceitei as consequências. Inclusive, estar aqui escrevendo, é uma habilidade que um dos jogos que eu escolhi jogar envolve. Eu treino e me desenvolvo nesta capacidade a cada dia mais, para jogar cada vez melhor um desses jogos que eu escolhi jogar. Então, você, da mesma forma, precisa fazer uma reflexão profunda. Você, agora, está jogando algum jogo. Então pense o seguinte: este é o jogo que você realmente quer jogar? Se sim, quais são as habilidades necessárias que você precisa desenvolver para jogá-lo com maestria? Você já tem essas habilidades bem desenvolvidas? Pode aprimorá-las mais? Ou, quem sabe, você está no jogo errado? Você já parou para pensar que você pode estar jogando o jogo errado e, ainda mais, com as ferramentas erradas? Percebe como essa receita é um desastre? O que fará você viver uma vida de sucesso é jogar o jogo certo com as habilidades certas. Encontrar o jogo, o próprio jogo, já é bastante difícil. A maior parte das pessoas no mundo passa uma vida inteira jogando os jogos que mandaram elas jogarem. Então você precisa, primeiro, encontrar os seus jogos, aqueles que são capazes de te fazer destinar grande parte das suas energias durante um dia para jogá-los com prazer. Depois disso, com muita clareza, análise e pesquisa, você precisa descobrir quais são as habilidades e capacidades específicas que você precisa desenvolver para jogar os jogos que você escolheu jogar. De qualquer forma, independentemente de quais jogos você jogará, aceite e assuma os riscos, as consequências e os prêmios. Quanto mais difícil for o jogo, mais difícil será a caminhada, as capacidades que você precisará desenvolver e, também, logicamente, as recompensas que você colherá lá na frente. Eu escolho os jogos mais difíceis, desafiantes e recompensadores. Mas, também, acima de tudo, jogos difíceis que eu tenho prazer em jogar. Porque jogar dessa forma é, para mim, viver com plenitude. E para você? Qual é o seu jogo? Sempre é possível mudar de jogo. Sempre é possível crescer no jogo. A vida está aí, esperando por você assumir o compromisso de ser o comandante do próprio jogo. Quem você é? O rei ou o peão?

Dia 34: O que você faz com o seu dinheiro?

O povo brasileiro está, aos poucos, acordando. Acordando para o fato de que o dinheiro deve ser usado de forma inteligente. Acordando para o fato de que o dinheiro, acumulado e bem investido, proporciona liberdade. A educação financeira no Brasil é precária, mas graças aos meios de comunicação que despontaram com o advento da internet, uma leva de pessoas muito bem-intencionadas começou a falar sobre este assunto tão importante na vida de qualquer um. Porque o dinheiro é muito importante. Se dinheiro não fosse importante, por que trabalharíamos tanto por ele? Ele é muito importante, mas ainda não sabemos dar ao dinheiro o seu devido valor. Muitos, inclusive, por mais incrível que pareça, tem aversão ao dinheiro, mesmo que não saibam disso. E como não aprendemos com nossos próprios pais, nem na escola e nem na faculdade sobre dinheiro, precisamos aprender de alguma maneira. Precisamos estudar, como autodidatas, por conta própria. Então estude sobre o dinheiro porque ele é uma parte muito relevante da sua vida. O dinheiro é um instrumento que pode ser o seu patrão ou o seu empregado. Quando o dinheiro é o seu patrão a sua relação com ele é horrível. Você passa a não gostar do dinheiro porque você trabalha para ele, ele escraviza a sua vida, ele tiraniza a sua rotina e quase tudo o que você faz. Por outro lado, quando o dinheiro é o seu empregado ele trabalha para você. Ele trabalha 24 horas por dia, 365 dias por ano, não pega férias, não fica doente, não falta e não reclama. O dinheiro é um excelente empregado. Quando você aprende a colocar o dinheiro para trabalhar para você, você entra no caminho da sua independência financeira, que possibilita que você compre o seu tempo para fazer o que você realmente quer da vida. Mas, para que isso aconteça, é preciso, de alguma forma, começar a investir. Comece com pouco. Você não ficará rico da noite para o dia, e talvez nunca fique muito rico, mas você pode alcançar a sua liberdade financeira. Não ser um perdulário, ou seja, não ostentar e esbanjar tudo aquilo que você tem e até o que não tem, trabalhar para aumentar as suas fontes de renda, seja ganhando aumentos gradativos de salário ou abrindo um negócio, e investir de forma inteligente o seu dinheiro é o caminho para a sua liberdade financeira. É o caminho para a sua liberdade de tempo. É o caminho para você ser o legítimo dono da sua vida. Mas para que você consiga, é preciso ter conhecimento. Você conhece o dinheiro? Conheça o dinheiro. Estude sobre o dinheiro. Como um autodidata, estipule como uma de suas metas se tornar proficiente na área de educação financeira. Não fique nas mãos dos bancos, não fique nas mãos dos especialistas, que estão aí, aos montes, dando conselhos. Você, por si próprio, estude, aprenda, invista, enriqueça. Porque, um dia, quando você for o patrão do seu dinheiro e ele for o seu empregado, e não o contrário, aí a sua vida mudará radicalmente.

Dia 35: A grama do vizinho?

Por que, muitas vezes, parece que a vida dos outros é sempre melhor do que a nossa? Não sei porque acordei pensando nisso hoje, nesta ideia. Parece que sonhei com algo desse gênero. Mas, de fato, de vez em quando nos sentimos assim. É aquela velha história, a grama do vizinho parece sempre mais verde. Acredito que esse sentimento está ligado com a nossa eterna insatisfação como seres humanos. Quando não temos algo, o desejamos. Quando conseguimos o algo que queríamos, logo nos satisfazemos e o objeto de desejo já não nos satisfaz mais. E assim passamos a colocar nosso foco em novos objetos, que ainda não temos. Por isso, quando olhamos para a grama do vizinho, vemos novos objetos de desejo que não possuímos. Sendo assim, o desejo se instala. E aí, tendemos a pensar que aquilo nos satisfaria, do mesmo modo que pensamos que aquilo que um dia, no passado, não tivemos nos satisfaria (mas logo chegou e não satisfez por muito tempo). Parece que o que gera mais satisfação é o sentimento de poder possuir, ao invés da posse. Você concorda? O querer ter é muito mais forte do que o ter. Não acha? E abrindo parênteses, o vizinho vive o mesmo drama, olha para nossa grama, vê objetos que não tem e, da mesma forma, passa a desejá-los, talvez até pensando que nossa vida é melhor do que a dele. Mas enfim, tudo aquilo que entra em nossa zona de conforto se torna comum, banal, e aí, inevitavelmente, com o tempo, acaba perdendo a graça e deixa de nos dar prazer. E isso se torna uma bola de neve, uma rotina previsível. Por isso ficamos nessa eterna busca pelo próximo objeto de felicidade. E eu não falo apenas de objetos materiais, mas de tudo. Sempre estamos almejando a próxima coisa. E isso é até bom, porque nos faz evoluir como seres humanos (e deve ter nos levado longe como espécie), mas, de vez em quando, cansa. É por isso que em muitas filosofias orientais, como o budismo, por exemplo, o desapego é praticado. Sidarta Gautama, o Buda, afirmou que o fim do sofrimento é encontrado quando conseguimos nos desligar de todos os nossos desejos, que são as fontes de nossa eterna insatisfação. Talvez, para mim, isso, no momento, seja exagerado demais. Eu tenho muitos desejos e quero concretizá-los. Prefiro me sentir insatisfeito de vez em quando e feliz na maior parte do tempo. Mas, claro, nem 8 nem 80. Praticar o desapego, deixar para lá, se desligar de muitos desejos que realmente não precisam ser glorificados, entendendo que somos assim, eternos insatisfeitos, certamente nos ajuda a diminuir este sentimento que surge e nos faz viver uma vida mais leve, agradável, serena e feliz.

Dia 36: Mais uma daquelas

Imagine se você pudesse viver 10.000 anos. Se você vivesse 10.000 anos, você veria muita coisa nessa vida e nesse mundo. Talvez até o fim do mundo, do nosso mundo, quem sabe. E, com certeza, você perceberia que a vida é feita de ciclos. Ciclos que iniciam, chegam até o final e reiniciam. Você perceberia como os eventos são cíclicos e sempre tendem a acontecer novamente. Você perceberia que, muitas das situações da sua vida, se repetiriam. Aí, um dia, ao se deparar com uma situação já conhecida, você pensaria: “Essa é mais uma daquelas”. Vivendo 10.000 anos fica muito mais fácil fazer esta distinção e ter esta clareza. Afinal, 10.000 anos é muito tempo. Mas esta reflexão também é válida para a sua vida atual. Não pense em 10.000 anos, mas pense nos anos de vida que você viveu até aqui. Quantas das coisas que você viveu, boas ou ruins, já se repetiram e seguem uma estrutura parecida? Não é O Show de Truman, mas se você parar para perceber, muitas coisas sempre seguem um mesmo rumo e acabamos vivendo várias situações que se mostram ser “mais uma daquelas”. Não é verdade? Você já parou para pensar nisso? Este fato te permite ser mais sereno, sábio e perspicaz diante da vida. Porque muito provavelmente você já viveu, várias e várias vezes, a situação que está vivendo. Talvez em outro contexto e maturidade psicológica, mas você já passou por isso. Você já é experiente. Você já adquiriu a sabedoria para lidar com a situação da maneira que ela exige. Você já tem as habilidades e a ponderação necessária aí dentro para fazer o melhor que pode ser feito. Então, pense nisso. Pare e resgate aí de dentro a sabedoria e as explicações que você já tem para que você consiga performar no seu mais alto nível. Porque, você já sabe, essa é só mais uma daquelas.

Dia 37: Seja equilibrado, ou não

Desde que somos crianças ouvimos que devemos ser equilibrados, não é mesmo? Somos induzidos a buscar pelo equilíbrio em nossas vidas, aprendendo a arte de balancear os pratos da vida. Eu concordo que o equilíbrio seja um bom ideal de vida a ser buscado. Mas, às vezes, principalmente no início da vida, a coisa não deve ser assim. Por quê? Primeiro, porque aquilo que está equilibrado está, na maioria das vezes, estagnado, parado, sem evoluir. E, como você deve saber, sou um fanático por evolução e crescimento pessoal contínuo e diário. E em segundo lugar, o equilíbrio está na média. É ser mais ou menos em muitas coisas. É quando estamos no meio-termo em várias áreas da vida. E, como você também deve suspeitar, eu não sou um fanático pela média. O equilíbrio nada mais é do que a mediocridade disfarçada de uma sabedoria confortadora. Tenho um pouquinho disso, um pouquinho daquilo, mas nunca a totalidade de alguma coisa. Por isso que eu acredito que os jovens devem ser desequilibrados. Deixe o equilíbrio para a velhice, quando você estará mais sereno, menos agitado, mais tranquilo e com menos fome. Na juventude, que será cada vez mais longa, você deve ser voraz. Voracidade exige que você seja desequilibrado. Porque alcançar resultados extraordinários em alguma área exige que você dedique muitos esforços para a área em questão. E isso, inevitavelmente, faz com que você saia do equilíbrio. Um fato indiscutível é que pessoas que alcançaram resultados expressivos, em qualquer campo ou área da vida, foram desequilibradas. A expertise máxima exige foco total. E foco total faz com que você deixe alguma, ou algumas coisas, de lado em prol de outra, que terá o seu foco exclusivo. Eu sou desequilibrado porque tenho metas audaciosas. Hoje é sexta-feira, agora são 05:46 da manhã e eu estou aqui escrevendo. Eu poderia estar dormindo ou fazendo qualquer outra coisa, mas estou aqui. Amanhã, sábado, e depois de amanhã, domingo, estarei aqui de novo. Não tem dia, não tem hora, tem o meu comprometimento em me tornar o melhor naquelas coisas que eu quero realizar. E isso exige que eu saia do equilíbrio. Inevitavelmente eu preciso fazer escolhas. E, ao invés de escolher um pouquinho disso e outro pouquinho daquilo, eu escolho um montão de pouquíssimas coisas. E eu sugiro que você faça o mesmo. Escolha aquelas poucas coisas que você realmente precisa realizar na vida e use toda a sua energia para realizá-las. Inevitavelmente você sairá do equilíbrio, mas você vai se tornar um realizador dos seus sonhos. E aí, um dia, quando você tiver feito tudo o que queria fazer, você pode buscar o ideal do equilíbrio. Ou, quem sabe, até lá, você tenha até percebido que o equilíbrio nem é tão legal assim. Eu penso em buscar o equilíbrio, quando estiver mais velho. Mas, por enquanto, ser radical e desequilibrado me faz muito bem, porque assim eu satisfaço e nutro as minhas necessidades.

Dia 38: Você vai voltar

Eu estou de volta. De volta no jogo. De volta na pista. Voltando com tudo. Voltei voltando. O que eu quero dizer? Estou 100% recuperado, saudável e produtivo. Se você acompanha todas as minhas reflexões, deve saber que peguei uma virose que me abateu, mas não me venceu. Hoje posso dizer que estou completamente de volta. Eu já estava de volta há alguns dias, mas quis escrever este texto somente hoje. Foi a ideia que surgiu na minha cabeça agora. A semana foi ótima, extremamente produtiva e feliz. Como é bom me sentir saudável, forte e capaz. Isso me faz refletir sobre a vida. Tudo o que vai, volta. Tudo o que volta, vai. Tudo o que sobe, desce. Tudo o que desce, sobe. Teremos dias ruins e dias bons. Noites ruins e noites boas. Momentos de tristeza e momentos de felicidade. Viveremos dias com chuva e dias com sol. Sentiremos o gosto amargo e o gosto doce. Viveremos o inverno e o verão. Essa é a vida. Mas agora eu estou de volta, com tudo, com muito apetite. E sei que vou ficar nesse estado por muito tempo, até que, inevitavelmente, eu entre em outra baixa (que também vou sair), que faz parte da vida. Por isso, quando você estiver mal, se sentindo para baixo, mantenha o seu pensamento em pé, sabendo que você vai voltar. Você vai sair dessa, você vai melhorar, você vai voltar ao seu estado de alta performance. Use os momentos ruins para evoluir. Foi isso o que aconteceu comigo. As semanas que passei doente me fizeram refletir e mudar hábitos. Consegui tirar muitas coisas positivas da situação ruim que vivi. E agora estou de volta, revigorado, novamente energizado, rindo à toa. Me sinto forte como um leão e preparado para qualquer coisa que vier. Esta virose, que não estava nos meus planos e, inclusive, até atrapalhou bastante os meus planos, foi um ponto de inflexão na minha vida. Fez com que eu mudasse radicalmente algumas coisas que eu precisava mudar na vida e nem sabia, porque eu estava cego e não conseguia enxergar o que eu precisava enxergar. A virose abriu minha cabeça, desvendou meus olhos e me ajudou, ironicamente. Esta é a grande lição que eu tirei deste tempo de baixa: devemos usar o baixo estado de energia que nos encontramos durante um tempo ruim para refletirmos e fazermos mudanças em nossas vidas. Porque, às vezes, não conseguiríamos refletir da maneira que precisávamos refletir em um estado de alta energia, mas apenas em um estado de baixa energia. O nível de frequência cerebral que exigia a minha reflexão para fazer as mudanças que eu fiz só podia ser acessado durante o estado de baixa mental que eu vivi. Então eu aproveitei o que eu podia aproveitar, refleti e fiz mudanças. Valeu muito a pena. E enquanto passei por este período, mantive na cabeça o fato de que eu voltaria melhor e mais forte. Foi isso o que aconteceu. E eu sugiro que você também encare um momento ruim da sua vida da mesma forma: aproveite o estado único de energia que você se encontra, que é diferente do seu estado habitual altamente energético e só pode ser acessado exatamente da maneira que você se encontra, para pensar diferente, refletir e mudar profundamente, sempre com a clareza de que logo você vai voltar. Porque você sempre volta. E aí, quando você voltar, terá perdido a chance de pensar e fazer diferente, porque tudo será exatamente igual ao que era antes. Então, quando estiver mal, aproveite enquanto ainda há tempo, porque o seu nível de pensamento estará em outro nível, completamente diferente do comum.

Dia 39: Reconexão natural

Um pássaro cantando. Um rio que corre. Plantas que balançam ao vento. Um lindo pôr do sol. A bela natureza, apenas sendo o que ela é. Apenas por existir, ela é magnífica. Não precisa fazer mais nada. Apenas ser. O quanto você tem se conectado com a natureza? Viemos da natureza e vamos embora para a natureza, por isso precisamos nos conectar com a nossa essência. Eu não sei o que existe na natureza, que nos faz conhecer e viver algo que não conseguimos expressar em palavras. Só sei que faz bem, muito bem, para qualquer um, estar em contato com a natureza. Estar descalço na terra, deitar na grama, tomar um banho de mar, fazer uma trilha, sair correndo na areia, se banhar em uma cachoeira. Há quanto tempo você não faz alguma coisa dessas? Confesso que faz um certo tempo que não faço isso. Na infância, constantemente eu estava em contato com a natureza. Brincava, pulava, me sujava e não estava nem aí. A reconexão com nossa essência natural que, naturalmente, aflora na infância, é fundamental. Na infância parece que temos uma forte tendência a explorar a natureza. Nós queremos explorar e nos sujar, conhecer a natureza, sem temor ou receio nenhum. É a natureza humana exercendo sua naturalidade. Mas a vida moderna, a rotina, as exigências dos padrões aos quais “temos” que nos encaixar fazem com que fiquemos cada vez mais longe de nossa verdadeira casa. Nossos ancestrais vieram da natureza, viveram na natureza e prospeparam na natureza. E agora, nós, altamente modernos, estamos aqui, engaiolados, engavetados, engravatados, em arranha-céus, em shoppings, em carros, com smartphones de última geração, com toda a mais alta tecnologia, mas com pouco ou nenhum contato com nossa essência, que é puramente natural e não precisa de tecnologia nenhuma para ser engrandecedora. É de graça. É ilimitada. É esplendorosa. É a natureza. Por isso, volte a se conectar com ela. Volte a pisar na terra. Volte a sentir a brisa no final da tarde. Volte a respirar ar puro. Volte a brincar na lama. Volte a andar descalço na grama. Volte a tomar banho de rio. Você não só merece isso, você precisa. Faz parte da sua história, faz parte do seu DNA, faz parte do que você é. Somos produtos da natureza. É a nossa essência. Reconecte-se.

Dia 40: O que você está esperando?

Diante da vida, você é passivo ou agressivo? Não confunda passivo com pacífico e agressivo com beligerante. Você pode ser pacífico e agressivo, como passivo e beligerante. Eu falo da sua postura diante daquilo que você quer da vida. Muitos dizem que o mundo é injusto. É claro que o mundo é injusto. É justo que, no fundo dos mares, uma família de peixes seja devorada por uma espécie maior e mais forte? É justo que, na selva, uma família de zebras seja devorada por um leão faminto? É justo que um tsunami mate milhares de pessoas em um país asiático? É justo que terroristas pratiquem atentados contra pessoas do bem? É justo que as pessoas morram com balas perdidas? O mundo não é justo, isso é um fato. A verdade é que a noção de justiça é exclusivamente humana. Nós que criamos a justiça. Nós que definimos o que é justo ou não. A natureza não é justa. Esqueça esta utopia. E como a justiça não está aí te esperando para ser abraçada, você mesmo tem que fazer com que o seu mundo seja justo. É essa postura, agressiva, que você precisa adotar. Você precisa pegar da vida tudo aquilo que você quer. Para você, o que é justo? Como seria a sua vida o mais justa possível? Vá lá, solicite, exija e pegue. A vida está aí, esperando por você. A vida está aí, dando sopa para que você faça dela o que você bem entender. Mas você não pode esperar sentado. Você não pode ser passivo. É uma conquista. E só você pode conquistar, mais ninguém pode fazer para e por você. Mas para que você conquiste, é fundamental ter agressividade para tirar da vida tudo o que você quiser. Porque está ao seu alcance. Porque só depende de você. Não espere que nada seja justo, faça com que as coisas sejam justas. Se você quer alguma coisa sendo feita, vá lá, por conta própria, e faça. Você tem o poder de transformar o mundo. Mas você transforma o mundo transformando o seu mundo. Então, o que você está esperando para assumir essa postura de vencedor? O que você está esperando para se tornar um realizador? O que você está esperando para arrancar a justiça da vida através das suas próprias mãos? Não seja mais uma vítima que só reclama, passivamente, esperando que as coisas mudem, que as coisas melhorem e se tornem justas. Seja alguém agressivo e proativo, que escolhe o que quer e faz acontecer. Não espere que nada aconteça para você sem que você se esforce ativamente por isso. Porque se você fizer isso, as chances de que você se frustre e viva uma vida infeliz são muito grandes. Decida o que você quer e parte pra cima com fome, tenacidade, voracidade, sem esperar que nada seja justo. Crie a justiça com as suas próprias mãos. O mundo é o que você faz dele. O que você está esperando?

Dia 41: Esteja preparado para fazer isso a qualquer momento

Se existe uma certeza na vida, é que a vida vai mudar. A vida vai mudar e vai mudar muito. Não é verdade? O quanto a sua vida já mudou até aqui? Pare para pensar, desde que você se conhece por gente, e reflita sobre o quanto a sua vida mudou. A vida muda em muitos aspectos. Mudamos de lugares, mudamos de amigos, mudamos de amores, mudamos de corpo, mudamos de ideias, mudamos de ideais e, principalmente, mudamos a nossa mente e o nosso cérebro. Nosso cérebro e nossa mente vão evoluindo e se transformando durante a vida inteira. Por isso, mesmo que em algum determinado momento da vida nós fiquemos num mesmo local, convivendo com as mesmas pessoas, nós ainda continuamos mudando, porque o nosso mundo interno, psicológico, está em constante transformação. Em cada momento somos novas pessoas, em todos os momentos estamos mudando. Por isso, em todas as horas, em qualquer momento, você deve estar preparado para mudar. Porque mesmo que você esteja estrategicamente preparado ao máximo, mesmo que você tenha planejado nos mínimos detalhes, com o maior cuidado do mundo, na prática a teoria é outra. Na prática, tudo pode dar errado – e provavelmente vai dar errado. Na prática, nada do que você planejou, talvez, possa ser posto em prática. Na prática, tudo pode ser diferente. E provavelmente será. Então você precisa estar, mais do que tudo, preparado para mudar. Mudar o seu planejamento. Mudar os seus planos. Mudar a sua estratégia. Mudar as suas atitudes. Mudar, até mesmo, a sua personalidade, caso seja preciso. A vida é muito imprevisível e, muitas vezes, acontecem coisas que nem imaginávamos. Outras vezes, acontecem coisas que nem sabíamos que existiam. Nessas horas, como você lida com elas? Por isso, a preparação para a não preparação é fundamental. Entendeu? Prepare-se para não estar preparado. Porque assim, quando acontecer algo que você não esperava, você consiga mudar rapidamente. É preciso desenvolver a sua capacidade de adaptação e flexibilidade para, como água, conseguir se moldar e se adaptar em qualquer situação, de modo que você consiga sair vencendo. Você é flexível? Você é adaptável? O ser humano, naturalmente, tem uma capacidade de adaptação gigantesca. Nós conseguimos nos adaptar a quase tudo. Por isso, use essa capacidade inata que nós temos. E, indo ainda mais além, você deve estar preparado até mesmo para dar uma virada de 360 graus na sua vida e se reinventar completamente. Se reinventar do zero. Começar de novo. Dar um novo start. Esteja preparado para jogar fora tudo o que você foi até agora para se tornar uma nova pessoa. Não se apegue ao passado. Pense no futuro e viva o presente. Quem você foi já passou. Caso o futuro que você almeja te obrigue a se tornar uma nova pessoa, torne-se. Você está preparado para não estar preparado? A mudança é inevitável. Você vai mudar, tudo vai mudar, então prepare-se para o desconhecido.

Dia 42: Um documentário sobre a sua vida

Se chegasse uma equipe cinematográfica na sua casa hoje, perguntando qual documentário você faria sobre a sua vida, você estaria preparado, e daria uma resposta na lata? Qual seria o documentário sobre a sua vida? Sobre qual assunto? Para mim, seriam três: fisiculturismo, empreendedorismo e livros. E, na verdade, tenho como projetos de vida futuros fazer um documentário sobre cada um desses assuntos. Mas, e você? Excluindo o fato de que, talvez, você sinta vergonha e não queira aparecer em um documentário, e muito menos ser o protagonista de um documentário, sobre o que você falaria no seu documentário? Imagine que vergonha não existe mais no mundo. Ou, melhor, imagine que, se assim você quisesse, só você assistiria o documentário. Nessa situação hipotética, qual seria o assunto a respeito da sua vida pelo qual você teria um interesse verdadeiro em realizar um documentário? Se você não sabe o que responder, então pare para pensar um pouquinho na própria vida. Como você está vivendo? A sua resposta está diretamente ligada com a sua paixão ou com as suas paixões de vida. Se você não conseguiu dar uma resposta, muito provavelmente você está vivendo uma vida sem paixões ardentes. E isso é muito triste. Porque viver sem uma paixão não é viver, mas sobreviver. Nós precisamos, intrinsecamente, de paixões na vida. E não apenas de paixões românticas. Mas paixões por coisas que amamos fazer. Coisas que, quando fazemos, nos faz perder a noção de tempo. Coisas que fazemos de bom grado, sem que ninguém precise nos forçar ou obrigar, e que passamos horas fazendo, com muita alegria. Coisas as quais você escolhe, genuinamente, se dedicar por grande parte do dia. A sua paixão pode estar no trabalho, mas não necessariamente. Ela também pode estar na sua vida pessoal, pode se apresentar como um hobby, uma ocupação, algo que você ame fazer e sabe que conseguiria se engajar naquilo pelo resto da sua vida, de graça, fazendo porque você realmente quer fazer. Pense bem, você não tem nenhuma paixão? Se você ainda não encontrou nenhuma paixão, não desista de encontrá-la. Continue procurando. Busque proativamente pela sua paixão. Ouse, arrisque, experimente, suje as mãos, se exponha, investigue, faça de tudo para encontrar algo que você ame fazer. Algo pelo qual valha a pena acordar e levantar da cama todos os dias. E quando você encontrar, faça. A vida é muito curta para você não viver as suas paixões. Então, quando encontrar, viva a sua paixão mais do que tudo. Porque ela te preenche. Ela te faz feliz. Ela te traz paz de espírito, alegria e muita, mas muita satisfação. A sua paixão, quando desempenhada, faz você entrar em fluxo, um momento em que todas as partes do cérebro se alinham, entrando em congruência, e você flui, simplesmente realiza a atividade na sua capacidade de desempenho máximo. Em um momento desses você está totalmente engajado, completamente absorto e envolvido na atividade. Isso, retrospectivamente, te faz feliz, muito feliz. Então a sua paixão também está ligada com a sua felicidade. Quanto mais você vive a sua paixão, ou as suas paixões, mais feliz você se torna. Por isso, se já encontrou a sua paixão, viva-a cada dia mais. Por outro lado, se ainda não encontrou, faça disso uma prioridade diária. Porque, no fim da vida, com certeza você se arrependerá de não ter vivido nenhuma paixão com uma intensidade tão forte capaz de engajá-lo por uma vida inteira. Não tem coisa melhor do que estar apaixonado.

Dia 43: Deixe de lado o que você reluta em deixar

Nós somos seres de hábitos. Este é um fato. Seguimos rotinas programadas e rituais todos os dias, mesmo que percebamos isso ou não. Até mesmo aquelas pessoas que detestam ter rotina, e dizem que não têm, têm rotinas, porque o cérebro funciona dessa maneira. A maior parte de nossa atividade é inconsciente, não consciente. A consciência é muito custosa para o cérebro, pensar gasta muita energia, e o cérebro quer preservar a energia a todo custo. Por isso, criar rotinas inconscientes – hábitos – é muito vantajoso para o cérebro. Enfim, todos seguimos rotinas, é um fato indiscutível. Pois bem, por que eu estou falando tudo isso? Porque, como eu já falei em outro texto, tenho dois “vícios”, que são exercícios físicos e café. E há um bom tempo eu vinha pensando em parar com o café, pelo menos por alguns dias, mas eu relutava em pôr em prática esta ideia. Era meu cérebro inconsciente, sentindo-se extremamente confortável, que não fazia a mínima questão de mudar, fazendo com que eu não colocasse a ideia em prática. Meu hábito extremamente enraizado de preparar, sentar na mesa e tomar meu café pela manhã era mais forte que a minha vontade consciente de deixá-lo de lado. Até que, durante a virose que peguei, decidi que eu ia parar de tomar café por pelo menos uma semana. E sabe o que eu fiz? Fiquei 10 dias sem tomar café, 10 dias sem ingerir nenhuma fonte de cafeína. Sabe o que aconteceu? Foi muito melhor do que eu pensava. Não tive nenhum problema, nada, realmente zero. Realmente, parar de tomar café por esse tempo foi muito melhor do que eu imaginava. Não tive sonolência, dor de cabeça, e, simplesmente, nada mesmo. Inclusive, até percebi que me senti menos ansioso. Fiquei mais tranquilo, sereno, zen. Há alguns dias voltei a tomar meu cafezinho pela manhã, mas não todos os dias. Estou tomando um dia sim, um dia não. Hoje é dia de não tomar. E estou tranquilo. Na verdade, é até melhor quando eu tomo. O efeito da cafeína é mais proeminente, afinal, o corpo se acostuma com qualquer substância. Quando ingerimos algo todos os dias, inevitavelmente os efeitos são menores. Mas, enfim, o assunto aqui não é exclusivamente sobre café. É sobre mudar um hábito que você realiza há muito e muito tempo. Por isso, eu digo para você, de vez em quando é bom mudar intencionalmente, deixar de lado um hábito muito enraizado, que você faz há muito tempo e reluta em deixá-lo de lado. Isso pode te mudar. Você está há tanto tempo preso nessa rotina que não consegue enxergar outras perspectivas e nem tomar outras atitudes. Parar de tomar café mudou a minha perspectiva e fez com que eu mudasse a minha vida. Ainda não consigo explicar totalmente o porquê isso aconteceu, mas parar esses 10 dias com o café mudou a minha visão de mundo. Foi um racha na minha realidade, e isso me transformou para melhor. Fiquei diferente, foi bom, foi algo que fez com que eu evoluísse. No futuro, eu penso em parar totalmente de tomar café, ficar purinho, sem nada, apenas eu e a minha mente. Então, você, olhe para os seus hábitos, aqueles mais enraizados, e gaste energia consciente para sair da automatização que o cérebro inevitavelmente nos coloca. Desautomatize-se. De vez em quando é bom fazer isso.

Dia 44: O maior investimento que você pode fazer na vida

Renda fixa ou renda variável? Tesouro Direto? CDB? LC? LCI? LCA? CRI? CRA? Títulos Públicos? LF? Debêntures? Fundos de Investimentos? COE? Previdência Privada? Fundos Imobiliários? Opções? Bolsa de valores? Qual é o melhor investimento que você pode fazer? Qual é o seu palpite? O melhor investimento que você pode fazer na vida é o autoinvestimento. É o investimento que você faz em si mesmo para crescer como pessoa. Como a inteligência não é fixa, a partir do momento que você investe em si mesmo, você começa a se tornar mais inteligente. E quanto mais inteligente você fica, melhor você se sai, em tudo na vida. Antes de investir o seu dinheiro, estude sobre o dinheiro. Antes de iniciar um negócio, estude sobre empreendedorismo. Antes de iniciar um plano para ganhar músculos ou emagrecer, estude sobre treinamento e nutrição. Antes de escolher um curso para fazer, estude sobre como encontrar a sua vocação. A maior parte das coisas que você quer alcançar na vida depende de variáveis técnicas. E como você aprende as técnicas? Desenvolvendo a si mesmo. Ao investir em si mesmo você adquire capacidades e habilidades que são indispensáveis para que você alcance os sonhos que tem na vida. Por isso, antes de investir em qualquer outra coisa, invista em si mesmo. Como investir em si mesmo? Estude, leia muito, faça cursos presenciais e online, participe de mentorias, vá em eventos, escute podcasts, assista aulas no YouTube etc. Ou seja, busque pelo autodesenvolvimento por todos os meios possíveis. E, muitas vezes, você nem precisa gastar dinheiro para investir em si mesmo. A internet possui toneladas de informação gratuita de qualidade. Então, a única coisa que você precisa investir é o seu tempo. Quanta importância você tem dado para o seu tempo? Você, de vez em quando, tenta “matar” o tempo? Quanto tempo você tem destinado para atividades fúteis e, majoritariamente, inúteis? Ao invés de matar o tempo ou desperdiçá-lo em atividades infrutíferas, use-o para investir em si mesmo. Coloque mais alguns dólares no seu fundo de investimento do conhecimento. Para você ter ideia, Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo, passa cerca de 80% do dia lendo, segundo ele mesmo. Bill Gates, o visionário da Microsoft, passava e passa grande parte dos seus dias lendo. E várias outras pessoas de extremo sucesso, em diversas áreas, também. Líderes são estudiosos. Vencedores são estudiosos. Porque, novamente, guarde esta frase: quando você estuda você aumenta a sua inteligência. E é impossível que você não se saia melhor nas coisas que você quer realizar quando você é mais inteligente. Então, pense bem. Pense muito bem porque é a sua inteligência em jogo. São os resultados da sua vida em pauta. Quando você estiver entediado, literalmente desperdiçando o seu tempo, lembre-se que você poderia estar se autodesenvolvendo, se tornando mais inteligente, você poderia estar aumentando as suas habilidades, você poderia estar investindo no maior investimento do mundo, o investimento que você faz em si mesmo.

Dia 45: A guerra é mental

Eu jogo tênis desde a infância. Comecei a fazer aula quando criança, fiz por alguns anos, parei e voltei na adolescência, período em que fiz aula por cerca de um ano. Depois, de 2008 até 2012, aproximadamente, joguei quase todos os finais de semana com um grande amigo meu. Até então, em novembro de 2019, eu estava praticamente parado. Eu vinha tentando marcar de jogar com outro grande amigo há bastante tempo, mas sempre acontecia algum imprevisto e não conseguíamos jogar. Até que ontem nós finalmente conseguimos marcar e jogar. Nós dois estávamos parados, mas decidimos jogar uma partida melhor de 5 sets. Eu não sei se você conhece as regras do tênis, mas o jogo funciona da seguinte forma: um game equivale a fazer 4 pontos no adversário, desde que ele não empate os 4 pontos, e o placar começa em 15, vai para 30, depois 40 e o próximo ponto representa o fim do game. Por exemplo, 15-0, 30-0, 40-0, game vencido. Se o adversário empatar em pontos, ficando 40-40, o game é decidido em, pelo menos, mais dois pontos para algum dos jogadores. Quem fizer o próximo ponto ganha a Vantagem. Se o adversário não ganhar o ponto seguinte, quem tem a Vantagem ganha o game. Mas se o adversário ganhar o ponto, então o jogo retorna para 40-40 e a mecânica segue desta forma, até que alguém saia vencedor. No jogo de tênis, 6 games formam um set. Quem ganhar 6 games ganha um set. Caso o jogo fique em 5-5, ganha quem fizer 7 games, num placar de 7-5. Mas se houver empate de games em 6-6, o jogo vai para o tiebreak (que não cabe detalhar aqui). Bem, não sei se consegui explicar direito, mas acredito que deu para entender que uma partida de tênis pode demorar bastante, ainda mais quando a partida é uma melhor de 5 sets. E realmente foi isso o que aconteceu. O primeiro set eu venci por 7-6, no tiebreak. O segundo set eu perdi por 6-4. O terceiro set eu estava perdendo por 4-1, mas consegui heroicamente virar o jogo e venci por 6-4. No quarto set eu estava vencendo por 5-3 e tive o triplo match point (eu tinha 40-0 e tive 3 chances para matar o jogo), mas eu acabei perdendo o set por 7-6, no tiebreak. Não conseguimos disputar o último e quinto set porque já era noite e a quadra ficou muito escura, porque não tinha iluminação. Jogamos uma partida de 4 horas e 10 minutos (isso que nem conseguimos terminar), o que é bastante tempo. O tênis é um esporte que mexe muito com o psicológico, podemos ir do céu ao inferno em um minuto. O tênis é um esporte muito individual. Não existe uma equipe para dividir a responsabilidade, apenas o jogador contra, principalmente, ele mesmo. Por isso a montanha-russa psicológica é muito grande. E esse é o assunto deste texto. A guerra, sempre, é mental. Não é física, é mental. Na vida, da mesma forma, a sua luta é mental. Você precisa vencer a sua mente. Você precisa ter a capacidade de conseguir focar para vencer a si mesmo. Vencer a si mesmo é a grande chave. Várias vezes, durante a partida, eu me senti cansado, bastante cansado, com vontade de desistir, mas eu conversava comigo mesmo, internamente, lembrando que a guerra era mental. E aí, naquelas horas, eu conseguia voltar para o estado de alta performance. Eu falava para mim mesmo que eu não tinha que me concentrar no jogo como um todo, mas apenas em cada bola. Eu falava que eu precisava vencer só aquela bola, e nada mais. Foco total no jogo, não no que estava em jogo. É isso que você também tem que fazer na vida. Vencer cada bola que você recebe dela, com foco total. Mas para que você consiga fazer isso, vencer o seu psicológico é o mais importante. Não importa o que aconteça com você, porque se você conseguir vencer os seus próprios demônios internos, você se torna mais forte e vence. O seu mundo interno deve ser uma fortaleza. Quando você transforma a sua realidade interna em uma fortaleza, a sua realidade externa não consegue vencê-lo, porque a sua realidade externa é apenas uma criação subjetiva da sua realidade interna. Por isso, fortaleça a sua mente, aprenda a vencer a si mesmo, aprenda a vencer mentalmente porque aí o jogo da vida “real” se torna infinitamente mais fácil. Guarde esta frase: a guerra é mental. Por isso, aprenda a vencer a guerra mental e você se tornará altamente poderoso, você ganhará o maior poder do mundo, o poder sobre si mesmo.

Dia 46: Esprema o limão

Toda vez que nós vamos espremer um limão parece que, por mais que espremamos, sempre é possível tirar mais algumas gotas, ou pelo menos uma gota, não é? Eu, às vezes, antes de começar a escrever a reflexão do dia, penso que não vai sair nada, penso que vou sentar e não vou conseguir escrever nada. Mas aí eu lembro que, primeiro, eu tenho uma enciclopédia aqui e dentro e, segundo, que eu posso espremer um pouquinho mais o limão. O próprio ato de falar sobre espremer o limão, no meu caso, é espremer o limão. Eu estou espremendo o limão e ao mesmo tempo usando-o como tema. Eu espremo o limão porque eu sei que é uma questão de apenas colocar as minhas ideias no papel. O conteúdo dentro do meu cérebro é praticamente infinito. Eu poderia passar milhares de anos escrevendo todos os dias que ainda assim eu não diria tudo o que eu tenho para dizer. Nós conseguimos conversar por horas e horas, dias e dias, meses e meses, anos e anos. Nós pensamos quase que o dia inteiro, só parando de fazer isso quando dormimos, e olhe lá. E isso acontece durante uma vida inteira. Então, no meu caso, escrever e só um treino. É um aprendizado. É o ato de tirar as ideias da cabeça e jogá-las no papel. Porque o conteúdo está guardado no meu poderoso biocomputador interno, que possui vários yottabytes de memória. Eu só preciso, em alguns dias, espremer um pouco mais o limão para acessar a minha base de conteúdo. O fato é que na vida, em muitos momentos, você vai precisar se virar nos trinta e vai precisar espremer o limão. Então além de pegar o limão que a vida te dá e fazer uma limonada, muitas vezes, você vai precisar aprender a espremer ainda mais esse limão. Sabe o que significa espremer o limão? É ir até o limite, é tentar mais, é se esforçar ao máximo, é dar tudo de si, é não jogar a toalha e ir até o fim custando o que custar. Porque você tem muito mais poder pessoal do que você imagina. Os seus limites são muito maiores do que você imagina. O ser humano tem forças inimagináveis, forças sobre-humanas que, na verdade, não são sobre-humanas, são humanas mesmo, mas que não conhecemos porque nunca nos colocamos à prova. Mas quando você se coloca à prova, quando você é forçado e se obriga a espremer o limão, você percebe que tem muito mais poder do que você imaginava, você descobre que consegue tirar muito mais gotas e fazer muito mais suco de limão do que você se julgava capaz. Por isso, quando você achar que alguma coisa está difícil, que você não vai conseguir, quando você estiver desistindo, lembre-se que você pode espremer o limão. Sendo assim, esprema. Ainda tem muito suco aí dentro.

Dia 47: Crie uma recompensa

Na vida, no dia a dia, em vários momentos você precisará fazer coisas que você não gosta de fazer. Mesmo que você faça o que ama, muitas vezes, você precisará realizar atividades pelas quais você não tem tanta paixão assim. Ninguém consegue fazer 100% do que gosta em 100% do tempo. Inclusive, mesmo as atividades que você gosta de realizar podem, algum dia, cansá-lo, em função da repetição diária. Por isso, quando você estiver em um desses momentos, crie uma recompensa para que você realize a tarefa. Isso vai te dar mais motivação, ânimo e energia para que você realize a atividade com louvor. Nós somos programados para recebermos recompensas. Nós ansiamos pelas recompensas. Existe uma parte do cérebro chamada de núcleo accumbens que não mede esforços para que nós recebamos recompensas. Quando uma recompensa é percebida pelo cérebro, o núcleo accumbens faz de tudo para que você consiga receber a recompensa, porque recompensas geram prazer. Por isso você pode usar essa simples estratégia. Você mostra para o seu cérebro que se você fizer tal coisa, você recebe outra em troca. Justo, não é mesmo? Na verdade, a recompensa passa pelo poderoso processo do hábito. A recompensa é a última etapa do hábito. Todo hábito envolve receber uma recompensa. Então, se você quiser ir ainda mais além e transformar em um hábito a atividade pela qual você vai se recompensar após cada realização, comprometa-se em realizar a atividade todos os dias, no mesmo horário, e use a mesma recompensa depois de finalizar a atividade. Assim, você criará um hábito e atividade se tornará automática. Eu, por exemplo, amo escrever. Mas não é por isso que essa atividade seja extremamente fácil para mim. Estou melhorando bastante. Ainda não é fácil como andar e falar, um dia, talvez, será, mas ainda não é. Por isso eu criei uma recompensa para as minhas reflexões de cada dia. Eu só vou para a academia, o que eu também amo fazer, depois que eu escrever a minha reflexão. Eu criei este contrato comigo mesmo. Eu só me permito ir para a academia treinar depois que eu finalizar a minha reflexão do dia. Essa é a minha recompensa. Hoje já é o dia 47 e eu estou me aproximando do tempo médio que nós levamos para criar um hábito, que são 66 dias. Está funcionando. Todos os dias eu escrevo uma reflexão fresquinha e uso essa estratégia para me ajudar: eu me recompenso após escrever a reflexão. Por isso, agora que você sabe disso, não custa tentar, principalmente naquelas atividades que são as mais importantes da sua vida e que você reluta em realizar. Eu faço da minha recompensa o treino de musculação (o que para muitas pessoas nem passa perto de uma recompensa), mas você pode fazer da recompensa qualquer coisa que te dê prazer. Seja tomar um café, comer uma comida gostosa, jogar videogame ou qualquer outra coisa. Contanto que a sua recompensa não seja prejudicial para você, recompense-se.

Dia 48: Humildade psicológica

Quando somos adolescentes, sabemos tudo. Somos os reis do mundo, os reis da vida, que têm todas as respostas. E aí, dessa forma, muitas vezes acabamos quebrando a cara e nos damos mal, não é? Quem nunca? Dessa forma, quando começamos a quebrar a cara, começamos a perceber que não sabemos tanto assim. Percebemos que deveríamos ter escutado os conselhos dos mais velhos. Mas mesmo assim, tendo aprendido na marra, não damos o braço a torcer. É o nosso primeiro contato com a humildade psicológica. Depois, com o avançar do tempo e da idade, quanto mais estudamos e aprendemos sobre o mundo e sobre a vida mais percebemos que não sabemos nada. Quanto mais sabemos mais percebemos o quanto somos ignorantes. Quanto mais estudamos mais percebemos que nosso conhecimento é infinitamente pequeno. Quanto mais aprendemos mais descobrimos que aquilo que sabemos não representa praticamente nada do conhecimento existente. E aí, o jogo se inverte. Antes, quando ignorantes, achávamos que sabíamos muito. Mas só achávamos isso porque estávamos fechados em nossos mundinhos, em nossas limitadas realidades, baseados em nossos pífios conhecimentos. Quando ignorantes, não temos a visão de toda a grandeza existente no mundo. E assim, como estamos presos em uma bolha minúscula, pensamos que sabemos alguma coisa, porque conhecemos a fundo apenas a nossa bolhinha. Quanta ignorância. Mas faz parte da vida. Por fim, quando somos adultos maduros e já estudamos “muito”, aprendemos que, por mais que saibamos alguma coisa, nunca saberemos muita coisa. Entendemos que por mais que nos debrucemos sobre livros durante dez, doze horas por dia, nunca saberemos muita coisa. Podemos viver uma vida inteira altamente intelectual, mas nunca conseguiremos saber muita coisa. Isso é humildade psicológica, termos a consciência e a clareza de que pouco sabemos, a certeza de que sempre podemos aprender mais e que sempre podemos estar errados. É ter a humildade necessária para admitir que, muitas vezes, estamos errados, que falhamos, que nossas ideias não corresponderam com a realidade. É ter a humildade para pedir desculpas e levar em consideração a opinião e o conhecimento das outras pessoas. É saber que, como pouco sabemos, sempre podemos aprender com todas as outras pessoas, de qualquer camada da sociedade, em todos os momentos e situações, até mesmo aquelas que prejulgamos, pensando que nada poderemos aprender com elas. Ter humildade psicológica é saber que, como disse o grande Sócrates, quanto mais sei mais sei que nada sei. É saber que só sei que nada sei. Com o tempo eu aprendi essa grande verdade. Você já aprendeu? Humildade psicológica.

Dia 49: Suba para o próximo nível

A nossa evolução, como espécie, foi incrível. Chegamos no topo da cadeia alimentar e dominamos o mundo. Somos os reis do planeta Terra e aqui fazemos as nossas próprias leis. Mas, será que já chegamos no fim de nossa evolução? Será que ainda não podemos chegar em outro nível? Cientistas afirmam que ainda estamos evoluindo, e de certa forma estamos, mas nossa base já está completamente formada há muito tempo. Eu acredito fortemente que nós, homo sapiens, não somos o fim, não somos o suprassumo, e ainda podemos evoluir mais. Pense bem, o ser humano parou de evoluir há centenas de milhares de anos. Há centenas de milhares de anos, aproximadamente 300 mil anos, o homo sapiens é o mesmo que o de hoje em dia, nós mesmos. O processo de evolução pode ser rápido e lento ao mesmo tempo. Rápido para o tempo da história do universo. O que são algumas centenas de milhares de anos frente bilhões de anos? Mas lento para nós, que temos vidas relativamente curtas, com cerca de 80 anos de idade. Então nós não veremos o próximo nível da evolução. Até porque, quando, e se, “eles” chegarem, não seremos mais nós, será outra espécie. Sendo assim, eu não vou esperar sentado para subir para o próximo nível. Eu vou melhorar a mim mesmo por conta própria. E sabe como fazer isso? Biohacking. O biohacking é, em essência, a arte de hackear a própria biologia para modificar o seu ambiente interno para melhor. É a arte de hackear o seu próprio cérebro, corpo e mente para viver em alta performance. E como você pode fazer isso? Através de exercícios físicos, alimentação, suplementação, respiração, aplicativos, meditação, nootrópicos e uma série de outros fatores. O fato é que você pode, intencionalmente, se colocar no próximo nível. É claro que isso não nos transformará em uma nova espécie, mas nos torna um pouco mais evoluídos. O mundo atual exige que nós sejamos mais evoluídos. O mundo é completamente diferente do que era há centenas de milhares de anos, totalmente diferente do que era há 100 anos, há 50 anos. O mundo muda em uma velocidade absurda. Há pouco mais de 10 anos não existiam várias das tecnologias que existem hoje que causaram mudanças massivas em nossa sociedade. Você já parou para pensar nisso? Mas nós continuamos os mesmos. O mesmo hardware, o mesmo software, para um mundo cada vez mais disruptivo. Eu não estou esperando pelo próximo passo da evolução. Eu estou evoluindo a mim mesmo, ou, pelo menos, me colocando no próximo patamar. Eu vivo em alta performance. Eu sempre busco melhorar a mim mesmo, não só intelectualmente, mas fisicamente também. Corpo, mente e cérebro não são partes separadas, tudo é uma coisa só. Por isso eu sugiro que você estude sobre biohacking, a arte de se tornar um super-humano. Porque você pode, como eu falei, se colocar propositalmente no próximo nível. Não espere sentado porque a evolução vai demorar demais e quando ela chegar, se chegar, nós já não estaremos mais aqui há muito tempo. Portanto, esta tarefa é sua: suba para o próximo nível. A informação, o conhecimento e as ferramentas estão aí, então só depende da sua decisão.

Dia 50: O dia de decisão

Alguns dias mudam nossas vidas para sempre. Alguns poucos momentos podem mudar toda a nossa trajetória de vida. Esses dias são os dias de decisão que vivemos. Quantos dias de decisão você já viveu? Hoje estou diante de um dia decisão. Um dia que pode mudar a minha vida para sempre. Depois de hoje, minha vida nunca mais pode ser a mesma. Tudo pode mudar. E aí, terei que me adaptar. Terei que encarar uma nova realidade e seguir em frente, como sempre fazemos. Pense nos dias de decisão que você já viveu. Percebe como eles mudaram a sua vida para sempre? Eu tive alguns dias de decisão extremamente importantes. O dia em que eu decidi começar a praticar musculação foi um grande dia de decisão na minha vida. O dia em que eu decidi entrar no universo da leitura foi outro grande dia de decisão. O dia em que eu decidi largar a faculdade de Educação Física para começar a empreender foi outro grande dia de decisão na minha vida. Todos estes 3 dias mudaram radicalmente a minha vida porque eles fizeram com que eu me tornasse uma outra versão, melhor e mais evoluída. Dias de decisão são dias de grandes decisões. É uma grande decisão, que pode até parecer pequena, que você toma – ou que, às vezes, outras pessoas ou até mesmo a própria vida tomam por você -, em um único dia, que transforma radicalmente a sua história. Às vezes, você só vai perceber que viveu um dia de decisão depois de muito tempo, como no meu caso da musculação e dos livros. Foram simples decisões que eu tomei em um dia, não esperando nada delas, que mudaram absurdamente a minha vida. Já em outros dias de decisão você saberá claramente que está em um deles, como foi quando eu decidi largar a faculdade e começar a empreender. O fato é que, percebendo ou não, você viverá alguns dias de decisão marcantes na sua vida. E a questão é a seguinte: será que os seus dias de decisão serão legítimos? Será que serão provenientes das suas vontades, dos seus desejos, das suas necessidades e da sua personalidade ou outras pessoas e a própria vida obrigarão você a viver os dias de decisão que eles querem que você viva? Escolha os seus dias de decisão. Faça da vida o que você quer para si mesmo. Escolher com protagonismo os seus dias de decisão faz com que você escreva a sua história. Você só tem uma história para viver. E quanto mais o tempo passa, menos tempo para vivê-la você tem. Por isso, tome a decisão de escolher os seus dias de decisão, não permita ser um coadjuvante nesses dias tão importantes. Hoje é o dia de decisão. O seu dia de decisão. O dia em que você decidirá se é você quem escolherá os seus dias de decisão ou se você permitirá que os outros, o mundo e a vida escolham por você. Qual é a sua decisão?

Dia 51: Mostre-me como danças e não mais te julgarei

Ontem, umas 17:23, quando eu estava fazendo o meu treino de bike, de repente, começou a chover. Eu estava na beira-mar e começou a cair água do céu. Tudo bem, nada de mais. Foi aí que, de longe, avistei um jovem rapaz, com uma mochila nas costas, pulando e dançando na chuva. Ele deveria estar voltando da faculdade. Fui chegando mais perto e percebi que ele estava com um fone de ouvido. Quando eu estava passando por ele eu pensei: “O que esse cara está fazendo, ele não tem noção do ridículo?”. Julguei ele. E aí, cinco segundos depois, eu percebi que fui um idiota. Ridículo fui eu, por julgá-lo. Na hora, automaticamente, eu me dei conta de que ele estava sendo ele mesmo, vivendo, feliz, alegre e saltitante. Eu me dei conta de que ele estava expressando o próprio ser, sem estar nem aí para mais nada, apenas para a própria alegria. Ele estava certo, e eu errado, completamente errado. E aí eu pensei: “É isso aí cara, parabéns!”. Por que eu julguei uma pessoa feliz, dançando na chuva, demonstrando êxtase, alegria total, que não se importava com as opiniões alheias? Por que somos, muitas vezes, tão babacas? Tão julgadores? Tão apontadores de dedos? Porque nós temos uma capacidade extremamente rápida de prejulgar as outras pessoas, mas quando somos julgados nós detestamos. Não é verdade? Esses julgamentos oprimem, reprimem, fazem com que os outros não expressem a própria personalidade, se acanhem, sintam-se envergonhados, pensando que estão fazendo o que não deveriam fazer. Mas eles estão fazendo o que eles querem fazer porque os seus próprios seres os impelem a fazer. Esses julgamentos inibem a criatividade, a arte, a beleza. Então, nós, como seres extremamente julgadores, precisamos fazer um esforço consciente tremendo para pararmos de julgar. Contanto que aquilo que os outros estejam fazendo não infrinja a lei ou prejudique outras pessoas, precisamos mudar este paradigma mental que nos torna juízes e carrascos de tudo e de todos o tempo inteiro. Porque isso faz com que a humanidade retarde sua evolução. Quantas pessoas inovadoras, criativas, inventivas e revolucionárias já se reprimiram, se fecharam em seus mundos e não expuseram tudo aquilo de espetacular que tinham para expor ao mundo? O quanto isso fez com que nós perdêssemos grandes oportunidades de evolução, muitas que nem sequer vamos saber da existência? A partir de ontem eu tomei a decisão de conscientemente parar de julgar os outros, deixar que eles sejam quem são e vivam como quiserem. É difícil, eu sei, porque foge de nossa consciência, é mais rápido do que nossos pensamentos. Mas se não tentarmos conscientemente, inconscientemente continuaremos prejulgando. Antes mesmo do pensamento surgir em nossa consciência, já teremos julgado. E assim, de fato, o mundo será pior. Então, de hoje em diante, toda vez que eu me pegar julgando outra pessoa, trarei para minha consciência o fato de que eu não devo julgar, porque essa atitude só faz com que todos percam, inclusive eu. Por isso eu sugiro que você também faça o mesmo, deixe que os outros te mostrem como eles dançam e não mais julgue-os.

Dia 52: Quantas vezes você se droga por dia?

Existe uma droga, muito barata, vendida em qualquer lugar, facilmente disponível, que é consumida diariamente pela maior parte das pessoas do mundo. Você sabe do que eu estou falando? Açúcar. Açúcar branco, refinado, aquele que compramos com muita facilidade em qualquer supermercado por R$3 o quilo. Eu, depois que descobri que é uma droga, me tornei radicalmente contra o açúcar. O grande problema é o açúcar branco, que está presente em quase todos os chocolates, biscoitos, bolachas, tortas, bolos, sorvetes e doces de maneira geral. O açúcar é altamente inflamatório para o ser humano. Inflama o seu corpo e até o seu cérebro. Você acredita que um organismo inflamado consegue desempenhar no seu máximo? É lógico que não. Eu, como atleta e empresário, busco sempre a máxima performance física e mental. Na minha hierarquia de valores a saúde e o meu bem-estar estão no topo. Por isso, não faz sentido que eu ingira algo que vai contra as coisas que mais valorizo na vida. Se eu ingiro açúcar minha performance física é afetada. Se eu ingiro açúcar minha performance mental e intelectual são prejudicadas. Para mim, não vale a pena sentir um gostinho gostoso por alguns segundos e prejudicar os meus treinos físicos amanhã. Não vale a pena sentir um gostinho gostoso e prejudicar a minha capacidade de ler, escrever e trabalhar amanhã. São escolhas. Cada escolha uma renúncia. O que você escolhe? Eu escolho viver no meu máximo. E açúcar e máximo desempenho, físico e intelectual, não combinam. Além disso, o açúcar, quando ingerido, faz com que o seu cérebro libere dopamina, um neurotransmissor que gera prazer. O problema é que quanto mais você ingere açúcar mais você precisa ingeri-lo para receber a mesma descarga de dopamina, o que acaba criando um ciclo vicioso onde você precisa ingerir cada vez mais açúcar para liberar cada vez menos dopamina. O resultado disso você já deve saber qual é. Fora tudo isso, o açúcar ainda te entrega calorias vazias, porque ele é uma fonte de carboidratos simples e não apresenta nenhuma quantidade de proteínas, gorduras, vitaminas ou minerais. Quando ingere açúcar, meia hora depois você sente fome, o que favorece o aumento de peso e todos os problemas provenientes dele. Enfim, eu poderia ficar aqui falando por muito tempo a respeito de todos os malefícios do açúcar, mas acredito que você já entendeu. Eu sou radicalmente contra o açúcar e o eliminei completamente da minha vida. Mas eu sei que nem todos têm a minha capacidade de se tornarem samurais xiitas extremamente disciplinados. Por isso você não precisa eliminar todas as fontes de açúcar da sua vida. Como eu disse, o pior é o açúcar branco, refinado – açúcar mascavo, demerara etc. também não são quase nada melhores, trocar o açúcar branco por eles é igual trocar seis por meia dúzia. Mas calma, você ainda pode adoçar a sua vida. Existem outras fontes que podem te saciar. Stevia, eritritol e xilitol são adoçantes que podem ser considerados adequados (eu os uso, de vez em quando). Apesar disso, muitos não gostam de adoçantes e não estão dispostos a usá-los ao invés do açúcar. Tudo bem, se você não gosta, não tem problema. Você ainda pode usar fontes alternativas para adoçar a sua vida. Como por exemplo, frutose. Você gosta de frutas? Fontes de açúcar provenientes das frutas, na forma de frutose, são aceitáveis, contanto que você não ingira um caminhão de frutose por dia. Além disso, o mel orgânico também é uma boa opção – novamente, contanto que você não faça dele o seu alimento principal do dia. O fato é que uma vida vivida no máximo potencial exige escolhas. Quais são as suas escolhas? O primeiro passo é escolher retirar tudo aquilo que atrapalha o seu potencial e desempenho. E o açúcar branco encabeça a lista de alimentos a serem excluídos da sua vida. Faça as suas escolhas e colha os resultados que você plantar. Simples assim. Nós fomos doutrinados a ingerir açúcar. Então, no começo, pode não ser fácil excluí-lo da sua vida. Mas é uma questão de reeducação. Imagine se você nunca tivesse ingerido açúcar na vida. Será que faria falta? Reeduque-se. Você verá que a vida fica muito melhor sem açúcar. Pense bem, se você está se drogando diariamente, sugiro urgentemente que você reveja a sua postura, os seus conceitos e o seu conhecimento.

Dia 53: Só aquilo que depende só de você

Desde criança eu gostei de futebol. Não é novidade, principalmente no Brasil, uma criança gostar de futebol. É cultural. Desde a infância eu joguei muita bola, no quintal de casa, na rua, no campo de areia, na quadra de futsal, na praia, no campinho de grama e até no corredor de casa, com uma bola feita de meias, com meu irmão. E, naturalmente, quem gosta muito de jogar futebol também torce por um time. Eu escolhi torcer para o time do meu pai, o fluminense. E, por muito tempo, fui um torcedor fanático. Daqueles que não perdia um jogo e gritava, xingava e torcia muito. Isso foi durante a infância, a adolescência e o começo da vida adulta, até, mais ou menos, uns 23 anos de idade. Dos 23 até aqui, 29 anos de idade, perdi o fanatismo e grande parte da vontade de torcer. Por quê? Porque, ao me desenvolver como pessoa, eu percebi que ser um torcedor de futebol é uma atividade muito passiva. Por quê? Porque não depende de mim, eu não tenho nenhuma responsabilidade a respeito do que acontece e, simplesmente, não posso fazer nada a respeito, não posso entrar em campo e chutar a bola. Não posso escalar nenhum jogador e mudar o esquema tático. Enfim, a única coisa que me resta é ter esperança de que as coisas deem certo. Repetindo: esperança de que as coisas deem certo. Não, não. Não é mais para mim. Eu não sou mais o cara que espera as coisas darem certo. Eu sou o cara que faz as coisas darem certo. Por isso praticamente parei de assistir futebol e não ligar mais tanto para isso (com exceção da Copa do Mundo, ainda, por ter uma memória emocional muito forte atrelada à Copa, afinal, com 11 anos de idade, eu vi o Brasil ser campeão do mundo, junto com meu pai e meu irmão, com um time com Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo e Roberto Carlos, bons tempos – olha o fanatismo aparecendo). Enquanto isso eu vejo o meu pai, na casa dos quase 70 anos, que ainda torce fanaticamente e fica extremamente triste e irritado quando o fluminense perde. Ele se permite ficar com raiva e decepcionado ao extremo quando algo que não está no controle dele acontece. É como ser uma marionete sendo controlada pelas mãos de outras pessoas, um boneco à mercê do mundo. Eu não aceito mais ser uma marionete, nem um boneco. Eu não aceito mais me sentir mal se o meu time perde, porque, afinal, no fundo, é uma grande idiotice me permitir ficar triste, com raiva ou decepcionado porque 11 jogadores não conseguiram chutar uma bola dentro de uma rede envolvida por 3 traves. Por qual motivo eu vou me permitir sentir emoções negativas, que só fazem mal para mim, em função de eventos aleatórios? É a mesma coisa que deixar o meu humor ser definido pelo clima do dia. Se der sol eu fico feliz, se chover eu fico triste. É muita passividade para o meu gosto. Hoje eu só me importo com aquilo que só depende de mim. Como eu falei, tudo aquilo que não depende de mim, justamente, não depende de mim, não está no meu controle, então eu não posso fazer nada a respeito. Se eu não posso fazer nada a respeito, não faz sentido eu me permitir ser controlado. Está fora do meu alcance. Está fora da minha alçada. Então eu deixo para lá. E, da mesma forma, eu sugiro que você faça o mesmo. Pare de se importar e se permitir ser destruído emocionalmente por coisas que você, de maneira nenhuma, pode controlar proativamente. Importe-se apenas com aquilo que só depende de você. A vida fica muito melhor, eu garanto.

Dia 54: Você tem exatamente o tempo que precisa

Eu percebo que cada vez mais nós temos mais coisas para fazer e, ao mesmo tempo, falamos que não temos tempo para fazer nada. A noção de tempo está distorcida. Com o advento de toda a tecnologia que nos rodeia, vivemos sempre a milhão, plugados nos smartphones e conectados em várias redes sociais. Isso faz com que a nossa noção de tempo seja distorcida. Parece que tudo passa mais rápido, devido a velocidade das tecnologias. Além disso, quanto mais velhos ficamos, mais rápido parece que o tempo passa. Uma pessoa que tem 10 anos de idade, quando vive 1 ano, percebe que viveu 10% do tempo de sua vida. Outra pessoa, com 30 anos, por exemplo, quando vive 1 ano, percebe que viveu, aproximadamente, 3,33% da vida dela. Para quem você acha que o tempo, de fato, parece passar mais rápido? Para a pessoa de 30 anos, logicamente. A percepção de tempo é diferente conforme ficamos mais velhos. Tudo parece passar mais rápido. Além disso, quanto mais você vive uma rotina fixa diariamente, mais rápido parece que o tempo passa, sabe por quê? Porque o cérebro se acostuma com a mesma rotina e processa tudo muito rapidamente, ele não precisa se esforçar, tudo acontece mais ou menos igual e tudo é familiar para o cérebro. E aí o tempo parece passar com muita rapidez. Por outro lado, se você não vive uma rotina fixa, o cérebro precisa de um tempo para assimilar e processar as novas informações, e isso faz com que a sua percepção de tempo seja diferente, parece que a vida passa mais devagar. Mas o fato é que, independentemente de como você percebe o tempo passar, mais rápido ou mais devagar, todos temos 24 horas por dia. E dentro dessas 24 horas você consegue fazer tudo aquilo que você se propôs a fazer. É a Lei de Parkinson em ação, elucidada por Cyril Northcote Parkinson, há mais de 6 décadas. Parkinson percebeu que o trabalho tende a ser realizado exatamente no tempo que as pessoas dispõem para fazê-lo. O trabalho se expande de maneira a preencher o tempo disponível para a sua realização. Se você tem um prazo final de 3 dias para entregar um trabalho, por exemplo, a tendência é que você entregue no final dos 3 dias. Se você tem 10 dias, a tendência é que você entregue no final dos 10 dias. Entregar o imposto de renda ou estudar para uma prova no colégio te lembram alguma coisa? Você já deixou para fazer essas coisas no último dia? Talvez até na última madrugada? A Lei de Parkinson se aplica em tudo na vida. Nós tendemos a realizar as nossas atividades exatamente no tempo que dispomos para realizá-las. Por isso, se você quiser realizar mais coisas, simplesmente acrescente essas coisas na sua rotina e coloque um prazo final diário para realizá-las, porque você vai conseguir. Você tem exatamente o tempo que precisa. Eu percebo claramente o funcionamento desta lei na minha vida. Hoje eu gravo, edito e posto 13 vídeos por semana, escrevo 6 artigos por semana, gerencio todas as minhas redes sociais, leio muito diariamente, consumo muitos conteúdos para crescimento pessoal, administro a minha empresa, realizo 2 treinos físicos por dia, dou atenção para a minha família e faço mais um monte de coisas. Ontem, por exemplo, que era domingo, eu fui para a praia pela tarde. E sabe o que aconteceu? Eu realizei tudo o que eu precisava fazer na parte da manhã, e cumpri todas as minhas obrigações com muito êxito, sobrando tempo. E cada vez que eu falo que agora não dá mais porque eu estou atolado de coisas para fazer e adiciono mais alguma coisa, magicamente eu consigo fazer tudo o que eu tenho para fazer. É a Lei de Parkinson em ação. Faça esse teste porque você vai ver que ela funciona mesmo. Mas é importantíssimo que você coloque um prazo final para realizar o que você quer realizar. Porque é o prazo final que cria a mágica. O prazo final obriga o seu cérebro a se organizar inconscientemente para que você consiga fazer tudo o que você precisa fazer no tempo que você tem. Por isso, a partir de hoje, pare com desculpas. Você tem exatamente o tempo que você precisa, para tudo.

Dia 55: Respire novos ares

Eu trabalho em casa, em home office. Ontem, porém, como acontece algumas vezes por ano, fiquei sem internet em casa. Teve um problema na empresa prestadora de serviços e somente hoje o técnico poderá vir até a minha casa para corrigir o erro. Então, como eu praticamente não consigo trabalhar sem internet (aliás, como ninguém, hoje em dia, não consegue fazer praticamente nada sem internet), fui trabalhar em um coworking próximo da minha casa. Eu fui respirar novos ares, e adorei o ambiente. Lá é tudo muito moderno e um local perfeito para trabalhar. Tem várias mesas, algumas salas fechadas, cada um tem sua tomada e uma cadeira confortável. Você chega, senta em qualquer mesa, junto com outras pessoas que já estão trabalhando, e faz o que precisa fazer. O bom de um ambiente desses é que ele é extremamente propício para a produtividade. Isso porque, primeiro, a única coisa que você tem para fazer lá é trabalhar. E em segundo lugar porque você está pagando por hora, então você se força a ser extremamente produtivo fazendo tudo o que precisa ser feito no menor tempo possível. Enfim, foi uma experiência muito positiva e pretendo trabalhar lá novamente algum dia. Mas o intuito deste texto não é te influenciar a experimentar trabalhar em um coworking, o que pode ser muito interessante, mas sim respirar novos ares. E o que eu quero dizer com isso? Fazer coisas novas, diferentes, fazer até mesmo as mesmas coisas de uma forma diferente, mudar a sua rotina, mudar alguma coisa na sua vida, alguma atividade que você sempre faz do jeito que faz, pegar uma nova rota na rua, quebrando o ciclo automático de repetição que o nosso cérebro nos impõe. Respirar novos ares é sinônimo de evolução cerebral. Quando você está acostumado a fazer sempre a mesma coisa, no mesmo local, com as mesmas pessoas, o cérebro se acostuma a acessar as mesmas redes neurais, processando as mesmas informações que ele processa todos os dias. Mas o cérebro é plástico, maleável, moldável, e ele se molda e se transforma a partir de novas experiências que ele vive. Por isso, quando você vive novas experiências o cérebro é obrigado a se virar para processar e assimilar as novas informações recebidas, e assim ele se transforma e você também. Eu, por exemplo, vou até, de vez em quando, mudar o ambiente em que eu trabalho. Tenho um escritório em casa, que eu fiz exclusivamente para trabalhar. Mas, com essa nova visão e perspectiva, depois de trabalhar ontem no coworking, decidi que, às vezes, escolherei outro lugar da casa para produzir. Talvez no meu quarto, talvez na sala de estar, talvez na churrasqueira, talvez até no quintal, olhando para as árvores, em uma mesa com um guarda-sol. O importante é mudar para forçar o meu cérebro a viver outras experiências, para que ele mude, se transforme e evolua. Então, da mesma forma, propositalmente, permita que o seu cérebro se transforme, permita que ele evolua a partir de novas informações que você intencionalmente obrigará ele a conhecer.

Dia 56: Exclusão radical

Durante a jornada da sua vida, sempre, mas sempre, existirão momentos em que você precisará excluir radicalmente. Você está no meio de uma balança. De um lado, existem elementos que te fortalecem e expandem a sua vida. Do outro, elementos que te enfraquecem e contraem a sua vida. É inevitável. Não há como fugir. Não há como escapar. Foge do seu controle. Dar de cara com todos esses elementos não está no seu controle. O que está no seu controle é o que você vai fazer com esses elementos que, às vezes, sorrateiramente, entram na sua vida. O que você faz com os elementos bons? Simplesmente aceita e fica com eles. Por outro lado, os elementos enfraquecedores devem ser radicalmente excluídos da sua vida. E hoje, se você parar para pensar, com certeza achará vários elementos enfraquecedores na sua vida. Eles são muito resistentes, eles não querem deixar o barco, eles não querem largar o osso. Eles insistem em ficar atrapalhando a sua vida. E você, na maioria das vezes, permite que eles fiquem lá. Sabe por quê? Porque, em curto prazo, eles apresentam algum tipo de ganho, algum tipo de falso ganho. Mas em longo prazo eles geram grandes perdas. Porém, como nós, humanos, somos fortemente influenciados pelos ganhos imediatos e, muitas vezes, não percebemos os danos futuros, continuamos permitindo que os elementos enfraquecedores tenham espaço em nossas vidas. Por isso você precisa parar para refletir. Primeiro para entender, de fato, quais são os elementos enfraquecedores da sua vida. Porque eles estão aí. Na minha vida eu sei bem quais são os elementos enfraquecedores, e já exclui vários. É um processo de exclusão. Faltam apenas alguns elementos, que estou gradativamente conseguindo eliminá-los da minha vida. Então pare e pense em todos os elementos enfraquecedores atuais da sua vida. Um elemento enfraquecedor é, literalmente, qualquer coisa que te afasta dos seus objetivos ou prejudica a sua vida de alguma maneira. Depois, o segundo passo é você pensar nos ganhos de curto prazo que eles geram na sua vida e quais são as perdas de longo prazo que cada elemento enfraquecedor vai gerar para você. Porque os ganhos e as perdas existem. Mas as perdas são muito maiores do que os ganhos. Faça esse exercício e, por fim, sabendo claramente toda a dor que você vai sentir, decida excluir radicalmente cada elemento enfraquecedor da sua vida. Eu fiz isso. Fácil não é. Mas é possível. Nesse processo você também precisará encontrar algum outro tipo de elemento, fortalecedor, que gere o mesmo ganho de curto prazo que você está tendo com o elemento enfraquecedor. É uma troca. Substitua um elemento enfraquecedor que gera determinado ganho de curto prazo e determinada perda de longo prazo por um elemento fortalecedor que gere o mesmo ganho de curto prazo, mas que não gere nenhuma perda de longo prazo. O fato é que ou você controla os elementos enfraquecedores através da exclusão radical ou eles vão controlar a sua vida. Talvez você até já saiba como é ruim ser controlado por elementos enfraquecedores. Por isso, esforce-se tremendamente para aplicar a exclusão radical. Exclusão radical, significa, em essência, eliminar completamente o elemento da sua vida. Pode ser difícil, pode ser quase impossível, pode levar tempo, mas é preciso fazer. Porque quando a conta de um elemento enfraquecedor chega, talvez daqui há muitos anos, ela é muito alta e vem com muitos juros.

Dia 57: Antes de falar, seja

O que você fala? Sobre o que você fala? Quais são os conselhos que você dá para as outras pessoas? Será que você faz o que fala? Será que você é o que prega? Será que você vive o que diz? Antes de falar, seja. Antes de aconselhar, viva. Antes pregar, faça. Legitimidade. Essa é a palavra. O monge inglês Beda, do século VIII, disse que um dos caminhos para o fracasso é não praticar o que se ensina. E eu concordo plenamente. Você precisa fazer aquilo que você ensina. Do contrário, qual será a sua legitimidade para ensinar? Eu sou legítimo. Porque tudo, exatamente tudo, o que eu falo eu sou, eu faço, ou, pelo menos, já fiz ou experimentei, para saber do que eu estou falando. Da mesma forma, você precisa ser legítimo. Você precisa ser aquilo que você fala. Você precisa fazer aquilo que você fala. A legitimidade está ligada com a credibilidade. Como você vai ser crível, se não for legítimo? Como terá credibilidade, se não faz o que fala? Como transmitirá confiança e assertividade para os outros, se você não é o que diz? Os outros percebem quando você não é legítimo e não tem credibilidade, mesmo que inconscientemente. E isso faz com que você não consiga gerar uma conexão verdadeira com as outras pessoas. Hoje em dia, principalmente na internet, existem muitas pessoas que não têm legitimidade, pessoas que falam o que não fazem, pessoas que pregam o que não são, pessoas que nunca experimentaram os próprios conselhos. Essas pessoas, muitas vezes, apenas repetem informações que ouviram de outras pessoas. Elas não são legítimas. São papagaios. Nunca viveram na pele aquilo que dizem para os outros viverem. Portanto, tenho duas sugestões para você. Primeiro, siga pessoas que falam o que fazem, que pregam o que são, que vivem o que dizem. Porque aí você aprenderá com alguém legítimo, verdadeiro, real. Em seguida, a partir de hoje, passe a falar apenas aquilo que você faz, que você vive, que você é. Seja legítimo. Esse é o caminho para uma vida autêntica, íntegra, feliz.

Dia 58: Até quando?

Hoje já estou escrevendo o texto de número 58 e ainda não fiz o que eu preciso fazer. Sabe o quê? Começar a postar os textos no meu blog. Porque essa era a intenção desde o começo, postar todos os dias uma nova reflexão no meu blog. Depois, tomei a decisão de também fazer diariamente um novo stories no Instagram para falar exatamente sobre cada nova reflexão. Mas ainda não comecei a fazer isso. Até quando vou enrolar? Pelo fato de que tenho muitas coisas para fazer, fico enrolando e enrolando, pensando que em breve eu começarei. Pura mentira. Eu já sei que tenho exatamente o tempo que eu preciso para fazer tudo o que eu preciso fazer, eu já sei que tenho que colocar um prazo final nessa meta de postar os textos e os stories, mas ainda não fiz isso. É essa maravilhosa capacidade de adaptação do cérebro que me faz ficar aqui, na zona confortável. Porque já se tornou confortável escrever esses textos todos os dias, já está na rotina, já virou hábito. Eu escrevo as minhas reflexões todos os dias de manhã cedo, no mesmo horário, depois de fazer as mesmas coisas. É hábito. E o hábito é automático, então já estou no piloto automático. O meu cérebro não tem a mínima intenção que eu adote uma nova atividade – começar a postar os textos. Ele já relutou para que eu começasse essa atividade, de escrever todos os dias uma nova reflexão. Agora que essa atividade já está dentro da minha zona de conforto, me consumindo pouca energia, meu cérebro faz de tudo para que eu não comece outra. Então o que eu realmente preciso fazer é virar o jogo. É colocar em jogo algo, para mim e para meu cérebro, mais influente e poderoso para tomar decisões do que a capacidade de habituação do cérebro humano: o meu comprometimento. O meu comprometimento é mais forte do que tudo. Quando eu realmente preciso tomar uma grande decisão, eu ligo o modo de comprometimento hardcore, e aí nada me para. O meu comprometimento está ligado com a minha palavra, minha honra, minha integridade. Então se eu me comprometer eu nunca falho, porque aí, inevitavelmente, eu estaria falhando com a minha palavra, minha honra, minha integridade. E isso é como quebrar as minhas próprias pernas. E eu nunca vou quebrar as minhas próprias pernas. Por isso, da mesma maneira, eu sugiro que você faça o mesmo. Perceba qual é a atitude ou atividade mais importante, que você sabe que precisa realizar, mas vem enrolando, e use o seu maior poder pessoal para conseguir fazer o que você precisa fazer. No meu caso é o comprometimento. No seu caso, pode ser outra coisa. Você sabe o que é? Se já sabe, manda bala. Se não sabe, investigue a si mesmo. Quando você faz coisas que vinha relutando há muito tempo para fazer, o que forçou você a realizar? Quando foi a última vez que você se obrigou a realizar algo que vinha procrastinando há bastante tempo? Pense bem. Porque sempre existe um fator determinante que te obriga a virar o jogo. Pense nisso e use essa estratégia a seu favor. Para prosperar na vida moderna você precisa, acima de tudo, aprender a ganhar do seu cérebro. Porque você tem objetivos muito maiores do que o seu cérebro, por isso você precisa aprender o processo de vencê-lo. O que você não pode, de maneira nenhuma, é aceitar ser controlado e totalmente dominado pelo cérebro, permanecendo indefinidamente na inércia – porque, dessa forma, você ficará lá por todo o tempo do mundo. Então, se você ainda está enrolando, até quando?

Dia 59:  O acesso à novas áreas

Desde os primórdios, desde que o homem é homem, inconscientemente e também conscientemente, nós buscamos o acesso à novas áreas do cérebro. Como você busca acessar novas partes do cérebro, expandir a sua mente e mudar o seu nível de consciência? A evolução cerebral massiva parou há muito tempo, mas o homem continua buscando meios para expandir o próprio cérebro. Acessar novas áreas do cérebro, que você não consegue caso não esteja em um estado alterado, permite que você expanda a sua consciência e tenha novas perspectivas, insights, momentos Eureka. Então, busque conscientemente acessar outras partes do seu cérebro. E você não precisa fazer isso através de drogas ilícitas, como muitas pessoas fazem. Eu, por exemplo, estou agora sob o efeito, em dosagens adequadas e benéficas, de cafeína, l-teanina e teacrina, 3 substâncias que vêm da natureza e fazem com que o meu cérebro acesse outro nível de consciência. Inclusive, foi depois de ingerir essas substâncias que tive o insight de escrever sobre isso. E com certeza eu não teria essa ideia se não estivesse fazendo uso delas. Também consigo acessar outras partes do cérebro através dos exercícios físicos, da meditação, dos exercícios de respiração, ao escutar uma música e de outras várias formas. Muitas das minhas melhores criações foram produzidas depois de um treino de musculação intenso. O fato é que o homem não vai esperar que a evolução se encarregue de modificar o cérebro dele. O homem irá, por conta própria (como já vem fazendo há muito tempo), tentar modificar o cérebro para alterar sua percepção. Você faz isso? Como você faz isso? De vez em quando é bom, é benéfico, porque isso faz com que você enxergue o mundo, a vida e a si mesmo de uma forma que você não conseguiria caso estivesse no seu estado normal, na frequência mental habitual. Muitas obras, livros, músicas, poesias, invenções etc. foram criados por pessoas que estavam em estados de consciência alterados. E se isso não te fizer mal, e ainda fizer bem, qual o problema? Eu posso fazer agora 30 flexões, levantar e fazer uma série de respirações extremamente profundas e rápidas. Com certeza isso irá alterar o meu estado de consciência e eu acessarei outro nível cerebral. Eu posso tomar um café enquanto ouço música clássica, e isso também fará com que o meu cérebro trabalhe em outro nível. Eu posso ir para o meio da natureza e meditar por meia hora, e isso fará com que o meu cérebro funcione de outra forma. Eu posso colocar um headphone e ouvir um tom isocrônico, e isso também fará com que eu perceba o mundo de outra maneira. As possibilidades, que não prejudicam a sua saúde, para acessar outras partes do cérebro e expandir a sua consciência são muitas. Basta você procurar, encontrar e testar. Porque as inovações, na maioria das vezes, nascem a partir de outra perspectiva. Perspectiva essa que você não consegue ter no seu estado normal. Portanto, para gerar uma revolução na sua vida, às vezes, você precisa “sair de si mesmo” e se encontrar com outras partes de você mesmo, aquelas com as quais você pouco conversa. Para conhecer outras partes do cérebro e alterar a sua percepção você terá que fazer coisas diferentes. Então faça e obtenha o seu acesso à novas áreas.

Dia 60: Bom, ruim, talvez

Você sai de casa pela manhã cedo, tropeça e cai no chão. É bom ou ruim? Talvez. Você sai de casa de carro pela tarde e, de repente, alguém bate na sua traseira. É bom ou ruim? Talvez. Você recebe uma ligação pela noite do seu chefe e, infelizmente, ele comunica que você está demitido. É bom ou ruim? Talvez. Você vai praticar um esporte no sábado, quebra a perna e vai parar no hospital. É bom ou ruim? Talvez. Você sai de casa pela manhã cedo e quase é atropelado, mas um ciclista que anteviu o acidente rapidamente te salva. É bom ou ruim? Talvez. Você sai de carro pela tarde e quase atropela um cachorro de rua, mas você consegue desviar, sai do carro e adota o cãozinho, levando-o para morar com você. É bom ou ruim? Talvez. Você recebe uma ligação pela noite do seu chefe e, felizmente, ele comunica que você foi promovido e ganhou um aumento. É bom ou ruim? Talvez. O fato é que tudo pode ser bom ou ruim. Tudo depende da sua interpretação. Talvez seja bom, talvez seja ruim. Nada é bom ou ruim, você dá sentido para tudo. O seu cérebro encontra um sentido para tudo. Ser demitido é bom ou ruim? Talvez. Por quê? Porque, para uma pessoa, pode ser um grande problema, já que a pessoa gostava do trabalho e recebia um bom salário. Para outra, pode ser um grande alívio, já que a pessoa não aguentava mais trabalhar naquele emprego e ainda por cima ganhava pouco. Então, o que é bom ou ruim? Depende da interpretação única de cada um. Portanto, você pode interpretar. Você pode escolher dar uma nova interpretação para a sua realidade. E não, isso não é viver em um mundo cor-de-rosa. É apenas uma escolha. É lógico que existem situações extremas que realmente nos fazem mal, mas também não é por isso que não possamos escolher não tirar nada de bom delas. Pense em uma doença grave. Uma doença grave é vista, pela maioria das pessoas, como algo extremamente ruim. E realmente é (talvez). Mas, por outro lado, existem pessoas que se curaram de doenças graves e conseguiram enxergar a enfermidade como uma benção que as fez aprenderem a cuidarem melhor de si mesmas, fez com que elas dessem mais valor e aproveitassem melhor a vida. Para muitas pessoas uma doença mudou a percepção e as vidas delas. Então, novamente, talvez seja bom, talvez seja ruim, vai depender da sua interpretação. Você pode escolher adotar uma nova interpretação para a mesma realidade. E mesmo que algo pareça extremamente ruim, você ainda pode encontrar um ponto positivo para destacar. Existe, de fato, algo bom em todo acontecimento ruim. Então por que não procurá-lo? Você tem essa escolha. Então procure. Se você já está vivendo algo que considera ruim, por que ficar se lamentando ainda mais e se afundar cada vez mais? Se você pode escolher um novo significado, por que não escolher? Lembre-se sempre que nada tem significado, exceto aquele que você mesmo dá para as coisas. Talvez seja ruim, talvez seja bom. Depende de você.

Dia 61: Se estiver encrencado, duplique

Essa eu ouvi de um cara que trabalhava em um banco britânico e tinha um chefe alemão muito exigente. Ele dizia, na verdade usando uma expressão em inglês,: “If you trouble, double”. Isso quer dizer, se você estiver com problemas, duplique os seus problemas. E qual é a intenção disso? Você tem a incrível capacidade de resolver todos os seus problemas e encrencas, quando é forçado a fazer isso. O cérebro tem uma incrível capacidade de se adaptar e, por isso, com os “problemas” não é diferente. Problemas, nesse sentido, podem ser entendidos como desafios. O cérebro se adapta frente todos os desafios e consegue vencê-los. Então, se você acha que está enfrentando um grande desafio, experimente duplicar os desafios. Você vai perceber como a mágica acontece. O cérebro sempre quer te manter na zona de conforto, porque isso preserva a sua energia e, logo, a sua sobrevivência. Todo problema, encrenca ou desafio é desconfortável, por isso o cérebro reluta em enfrentá-los. Mas quando você enfrenta consistentemente, todos os dias, a mágica acontece. É o momento em que a sua zona de conforto se expande e você encaixa aquele desafio desconfortável dentro do seu leque de atividades confortáveis, que param de gastar tanta energia e, por consequência, o seu cérebro não precisa mais se preocupar com elas. Por isso a lógica de duplicar os seus desafios. Porque aí, inevitavelmente, o seu cérebro precisará se adaptar, e precisará se adaptar mais rapidamente ainda. E aí ocê vai perceber que acabou fazendo mais, em menos tempo. Essa é uma das grandes chaves: a expansão da zona de conforto. Saia da zona de conforto consistentemente até que você consiga expandir a zona confortável trazendo aquelas atividades desconfortáveis e extremamente importantes para a sua vida para dentro dela. Foi isso o que aconteceu comigo nas reflexões do dia. No começo eu acordava pensando no que eu iria escrever, ficava preocupado em não saber o que falar, até sonhava com isso. Mas agora, como essa atividade entrou na minha zona de conforto, isso não acontece mais. Não fico ansioso e nem apreensivo, apenas sento na cadeira e começo a escrever. As palavras sempre saem. O texto sempre fica pronto. Por quê? Expandi a minha zona de conforto (inclusive, venho pensando em duplicar a produção de textos durante os meus dias). Escrever todo dia um texto já está dentro do meu leque de atividades confortáveis Simplesmente acontece. Portanto, lembre-se sempre: se você estiver com problemas, duplique os seus desafios. Porque assim você vai acelerar muito a capacidade do seu cérebro de se adaptar e você trará os seus desafios para dentro da sua zona confortável.

Dia 62: O poder que define a sua vida

Você tem um grande poder em suas mãos, que vem usando há muito tempo, que define todos os rumos da sua vida. Na verdade, você faz uso desse poder todos os dias, em todos os instantes. Você sabe do que eu estou falando? O poder de fazer escolhas. Sim, a sua vida foi criada, totalmente, até aqui, pelas escolhas que você fez. Você escolheu viver a vida que vive hoje. Você, a partir das suas escolhas, transformou a si mesmo e a sua própria história. Então, pense no seguinte: você está feliz com as escolhas que fez, com a pessoa que se tornou e com a vida que criou para si mesmo? Você pode até argumentar que, muitas vezes, não teve escolha. Mas você sempre tem as escolhas nas suas mãos. Não escolher também é fazer uma escolha. Deixar que os outros escolham para você também é fazer uma escolha. Deixar a vida te levar também é fazer uma escolha. É você quem sempre escolhe, mais ninguém. Portanto, zele muito bem pelas suas escolhas. Pare, pense e reflita a respeito das escolhas que você fez até agora na sua vida e veja se elas são condizentes com os seus maiores valores e princípios, com os seus maiores objetivos e metas e com a sua visão de mundo. Porque se elas não forem, você sempre pode fazer novas escolhas. Cada escolha que você faz molda o seu futuro. Cada escolha que você faz hoje modifica uma parte de você amanhã. E, ao longo de um dia, nós fazemos milhares de escolhas. Por ser algo tão banal não trazemos para a consciência o fato de que em todos os momentos estamos fazendo escolhas. Hoje você escolheu o que comeria no café da manhã, a roupa que vestiria, a música que escutaria e assim por diante. Você escolheu estar lendo este texto. Você escolheu e escolhe tudo, sempre. Então se a sua vida não é a vida dos seus sonhos, não reclame, porque foi você quem escolheu essa vida. Se você reclama da vida, além de estar escolhendo reclamar, foi você quem escolheu estar na situação que está, que faz você escolher reclamar. O fato é que você vive, exatamente, a vida que você escolheu viver. É assim que é. Todos vivemos a vida que escolhemos, mesmo que inconscientemente, viver. Tenha sempre a clareza mental de que a responsabilidade pelas suas escolhas é sua e são as suas escolhas que definem a sua vida. Esse poder está nas suas mãos. Por isso, não terceirize o poder que define a sua vida, não deixe nas mãos de outras pessoas o poder de escolher o que você quer para si mesmo. A vida é uma só e ela é muito curta. Não vale a pena viver uma vida em que você deixa o seu próprio poder de escolher nas mãos de terceiros. Você tem esse poder nas suas mãos, mas saiba que com um grande poder vem o quê? Grandes responsabilidades. Cada escolha que você faz é responsabilidade sua, seja boa ou seja ruim. E quanto mais difícil for cada escolha, mais responsável você precisará se tornar. Esteja preparado porque quanto mais difícil forem as suas escolhas, mais difícil será a sua jornada, e mais recompensadora também. Quando você só faz escolhas fáceis, a vida se torna difícil. Quando você só faz escolhas difíceis, a vida se torna fácil. O nível de dificuldade ou facilidade é diretamente proporcional ao nível da escolha. Quem faz, sempre, é você. Portanto, faça com diligência. Faça com congruência. Faça com discernimento. O poder está nas suas mãos, e quem também vai escolher usá-lo ou não com sabedoria é você.

Dia 63: Você tem dois cérebros

Você sabia que possui dois cérebros? Você conhece o seu segundo cérebro? O segundo cérebro é quase tão importante quanto o primeiro cérebro. Existe um nervo no corpo humano chamado de nervo vago. Ele sai do meio da nossa caixa craniana, passa pelas cavidades do tórax e chega até as cavidades abdominais. O nervo vago tem, entre outras funções, o papel de fazer a comunicação entre o nosso primeiro cérebro e o nosso segundo cérebro, que fica no intestino. Sim, é estimado que nós tenhamos no intestino mais de 500 milhões de neurônios, por isso o nome de segundo cérebro. E o mais incrível é que as pesquisas mostram que a maior parte da comunicação entre os dois cérebros, cerca de 90%, é feita de baixo para cima, ou seja, é o cérebro intestinal que envia mais informações para o cérebro craniano, e não o contrário. Além disso, aproximadamente 50% da dopamina e 90% da serotonina são produzidas no intestino, você sabia disso? A dopamina e a serotonina são dois neurotransmissores da felicidade. A dopamina está ligada com prazer e motivação e a serotonina com serenidade e bem-estar. Portanto, grande parte de nossa felicidade é produzida no intestino, por mais incrível que pareça. Sabe quando você tem um frio na barriga? Literalmente é o seu segundo cérebro que tem essa sensação. Ele realmente existe e é comprovado cientificamente. Portanto, não é de se surpreender que tudo aquilo que chega até o seu intestino influencia o seu segundo cérebro. E tudo o que influencia o seu segundo cérebro influencia o primeiro cérebro. E tudo o que influencia os seus cérebros influencia demais você. Tudo aquilo que você come influencia, de uma maneira ou de outra, não só o seu corpo, mas os seus estados psicológicos, a sua disposição, a sua vitalidade, o seu humor etc. Por isso você precisa ficar muito atento ao seu intestino, ele é o seu segundo cérebro. Você precisa zelar com muito carinho pelo seu segundo cérebro. A microbiota intestinal, antigamente chamada de flora intestinal, tem um papel importantíssimo em nossas vidas. A microbiota é uma rede complexa de várias espécies de microrganismos que vivem dentro da gente. E você pode alimentar a sua microbiota. Você já ouviu falar de probióticos? Probióticos são, justamente, os microrganismos vivos e indispensáveis para a nossa microbiota intestinal. Por isso, ao suplementar com probióticos, você está dando “alimento” de qualidade para o seu segundo cérebro. E além disso, você precisa evitar alguns venenos. O açúcar é um deles, como eu já havia falado antes. O açúcar inflama o seu intestino. E um segundo cérebro inflamado, com certeza, não funciona bem. Concorda? O fato é que sim, você é o que você come, mas não apenas fisicamente. Aquilo que chega até o seu segundo cérebro influencia toda a sua vida, em vários aspectos. O segundo cérebro influencia os seus comportamentos, as suas emoções, os seus pensamentos e até o seu caráter. Portanto, cuide muito bem, a partir de hoje, de como você vai alimentar o seu segundo cérebro. Ele merece toda a sua atenção e cuidado.

Dia 64: Você está conformado?

A palavra “conformado”, no sentido literal, pode significar “posto dentro da fôrma”. Quem está conformado foi colocado dentro de uma fôrma e assim permaneceu. Por isso, a pergunta que eu te faço é essa: você está conformado? E conformado com o quê? Conformado com aquilo que as outras pessoas falam para você e, simplesmente, você aceita quieto, sem questionar, sem ter interesse em saber se aquilo é, de fato, verídico e representa a realidade, e até mesmo se aquilo é o melhor para você. Líderes são inconformados. Pessoas fora da curva são inconformados. Revolucionários são inconformados. Pensadores são inconformados. Todos têm em comum a característica da inconformação. Por que tem que ser como falaram que deve ser? Por que não pode ser diferente? Por que não buscar por maneiras alternativas? Um inconformado não aceita o status quo justamente porque ele não se conforma com o estado atual das coisas. Ele quer fazer diferente. Um inconformado não permite que ele mesmo seja colocado na fôrma porque ele pensa por si próprio e desenvolveu um senso crítico muito grande. Questione. Pense diferente. Pense fora da caixa. Torne-se alguém fora da curva. Grandes mentes da humanidade só se tornaram grandes mentes porque insistiram em pensar de outras maneiras. Algumas pessoas que mudaram o mundo por pensar diferente, no início, inclusive, foram ridicularizadas e hostilizadas por pessoas que estavam conformadas. Muitos gênios tiveram suas ideias e teorias aceitas e dadas como certas somente muito tempo depois de suas mortes. Abalar as estruturas que fundamentam o status quo das massas conformadas não é algo tão agradável assim de se fazer. O mundo é dos inconformados, mas os conformados representam a maioria. De qual lado você está? Eu sou um inconformado. Eu sou um questionador. Eu aprendi a pensar com o meu próprio cérebro. Eu aprendi a refletir com a minha própria mente. Eu aprendi a questionar através da minha perspectiva única – assim como você também tem a sua. Então, você, quando receber informações de outras pessoas, quando disserem que algo é certo, quando impuserem uma opinião para você, teoricamente baseada em fatos, não aceite passivamente, sem questionar, sem interrogar, sem pensar sobre a questão a partir de uma nova perspectiva. O conflito de ideias gera debates sadios e o embate saudável de argumentos gera evolução. É assim que a humanidade, em grande parte, se desenvolveu, a partir da discordância de pensamentos. Como desde crianças somos doutrinados para ouvir, aceitar e obedecer os mais velhos, como nossos pais e professores, tendemos a crer, acatar e seguir tudo o que os outros falam, sem ao menos nos darmos o benefício da dúvida. Pois bem, chegou a hora de você mudar, chegou a hora de você pensar com o seu próprio cérebro, chegou a hora de você sair da fôrma. Desconforme-se.

Dia 65: Você está preparado para agarrá-la?

As oportunidades passam na sua frente aos montes, elas estão o tempo inteiro batendo na sua porta, mesmo que você não perceba isso. O fato é que, mesmo na crise, relembrando o velho clichê, as oportunidades sempre aparecem. A pergunta é se você está preparado para agarrar pelo menos uma das oportunidades que aparecem na sua frente o tempo todo. Você precisa de fome. Você tem que estar faminto. Você precisa de assertividade. Você precisa de comprometimento. Você precisa de decisão. Você precisa querer mais do que tudo. Ontem, recebi uma ligação que me colocou diante de uma grande oportunidade de negócios. No começo pensei em não agarrar a oportunidade porque isso vai exigir gasto de tempo e energia. Mas depois eu pensei que em um momento da minha vida o que eu mais queria é que um tipo de oportunidade dessa tivesse batido à minha porta, e nunca bateu, então por que não aceitar? Eu aceitei. E vou para cima, ou melhor, vamos para cima. Me chamaram para ser sócio de uma empresa muito promissora. Por muito tempo eu andei sozinho no vale do empreendedorismo, e sempre quis ter algum sócio tão sangue nos olhos como eu. Agora eu encontrei (3 sócios, na verdade), então, novamente, por que não? Sou a pessoa certa na hora certa. Eu estou preparado. Estou pronto. E agarrei a oportunidade. Não vou deixá-la escapar pelas minhas mãos. E da mesma forma, você, também precisa estar preparado. Porque muitas vezes as oportunidades aparecerão na sua frente e você sentirá medo, receio, preguiça e vários outros sentimentos que farão com que você queira deixar para lá. Mas se você realmente estiver decidido agarre a oportunidade e não pense duas vezes. Quando uma oportunidade aparecer e você titubear, lembre-se dessas palavras. Vá para cima, com fome, com tudo. Quando uma oportunidade bate na sua porta (ou ligar para você, como aconteceu comigo) não desperdice a sua chance. Porque talvez essa mesma oportunidade nunca volte. Você tem uma chance. Você está na marca do pênalti, sem goleiro, é só bater para o gol. Mas você só tem essa chance, nesse determinado momento. Então faça por valer. Por fim, se nenhuma oportunidade bater na sua porta, aí, meu amigo, você mesmo terá que criar as próprias oportunidades, como eu sempre fiz na minha vida. Nunca fique se lamentando porque ninguém te dá oportunidades ou porque as oportunidades não aparecem para você. Se elas não vêm, ou pelo menos é o que você acha, crie as suas próprias oportunidades. Se não existe uma ponte disponível para você sair de onde está e chegar no lugar que deseja, você mesmo precisará construir e passar pela ponte. Todos os dias você construirá um pedacinho dela. É isso que um protagonista faz. Então, se for preciso, seja você o próprio construtor da sua ponte, o próprio criador das suas oportunidades.

Dia 66: O que te motiva?

Na vida, o que te motiva? O que faz você fazer o que você faz? O que te faz levantar da cama todos os dias? O que faz você agir como age? O que faz você lutar por aquilo que luta? O que faz você querer ganhar dinheiro? O que faz você querer ser uma pessoa melhor? Aquilo que te motiva é o que sustenta a sua capacidade de se manter firme em um objetivo até que você consiga atingi-lo. Aquilo que te motiva é o que te mantém vivo. Mas, muitas vezes, nós não percebemos os verdadeiros motivos de nossas motivações. Muitas vezes acreditamos que aquilo nos motiva é uma coisa, mas não temos a mínima ideia de que o que realmente nos motiva é outra coisa, completamente diferente. Porque aquilo que você pensa que te motiva é apenas a ponta do iceberg. Lá embaixo tem uma estrutura gigantesca te sustentando, e você nem se dá conta disso. Por isso você precisa encontrar a suas verdadeiras e grandes motivações. Por exemplo, digamos que você queira comprar um carro novo. Qual é a sua motivação por trás disso? Você pode pensar que é o carro pelo carro, mas nunca é, não está nem perto de ser. O carro pode ser, para você, um símbolo de status. E com mais status você será mais reconhecido pelos seus amigos e pela sua família. E ser mais reconhecido pelos outros pode aumentar a sua autoestima. Entendeu? Existe uma razão psicológica profunda e emocional por trás. Eu, por exemplo, sempre quis ser financeiramente rico. Eu sempre quis me tornar um milionário. E hoje eu sei claramente o porquê dessa busca. Não é pelo dinheiro. Não é para poder comprar coisas. Não é para esbanjar. Não é para ter status. É pela liberdade. A liberdade é um dos meus maiores valores. Eu preciso ser livre. Nasci para ser livre. Eu preciso ser o dono do meu próprio tempo e mandar na minha própria vida. A liberdade está no topo da minha hierarquia de valores. Como, na nossa sociedade, o dinheiro compra nossa liberdade, desenvolvi o desejo intenso de me tornar rico, para poder ser livre. Eu preciso ser aquele que manda em mim mesmo. E o dinheiro possibilita que eu seja o tomador de decisões da minha vida. Não tenho chefe. Não preciso dar satisfação para ninguém. Não preciso prestar contas. Eu faço o que eu quero, na hora que eu quero, onde eu quero, com quem eu quero. Isso é ter liberdade. E o dinheiro proporciona liberdade. Por trás do meu desejo de ser muito rico existe a minha liberdade. Se o dinheiro não proporcionasse liberdade, muito provavelmente eu não teria trabalhado tanto por tantos anos para consegui-lo. O fato é que sempre, por trás de todo desejo que você tem, existe uma grande motivação. E ela, mesmo que às vezes pareça ser, não é superficial. Ela é profunda, muito mais profunda, e satisfaz alguma grande necessidade que você nutre na vida. Então, pense um pouco em si mesmo. Hoje, qual é o seu maior objetivo de vida? O que te motiva para ir atrás desse objetivo? Saia da superficialidade e encontre uma resposta profunda, que sempre está ligada com satisfazer uma grande necessidade que você tem. Quando encontrar a sua resposta você se tornará muito mais consciente, consistente e capaz de perseguir o seu grande objetivo até o fim. Então, de todas as maneiras, encontre aquilo que verdadeiramente te motiva.

Dia 67: Não importa de onde você veio

De onde você veio? Na verdade, isso pouco importa. O que realmente é importante, na realidade, é para onde você quer ir e para onde você, de fato, vai. Ao examinar a história da humanidade, você, certamente, encontrará dois tipos de histórias. Por um lado você encontrará pessoas que tiveram todas as “oportunidades”, toda a “sorte” e todos os “privilégios” possíveis e acabaram se tornando mendigos. Por outro, você encontrará pessoas que saíram do nada, com baixas perspectivas, sem ajuda nenhuma e chegaram no topo da vida, tornando-se extraordinárias. Então o que diferencia essas pessoas? Por que alguns, com tantas possibilidades, fracassam enquanto que outros, com tão poucas chances, se superam e alcançam grande sucesso? Em grande parte, alguém que chega lá, primeiramente, decidiu qual seria o seu “chegar lá”. Depois, essas pessoas se comprometeram até o fim em chegarem lá. Então qual é o seu “chegar lá”? Você sabe qual é o seu “chegar lá”? Novamente, não importa de onde você veio, mas para onde você vai e onde, de fato, chega. Você pode se tornar quem você quiser. Você pode fazer qualquer coisa que você quiser fazer. Você pode ter tudo o que sempre sonhou. Não importa de onde você veio, o que importa é decidir para onde você vai e se comprometer com todas as suas forças em chegar aonde você quer chegar. Então eu pergunto de novo: para onde você vai? Você está à deriva na vida? Você está seguindo o fluxo? Você entrou no bonde andando, nem sabe para onde o motorista está te levando e aceitou essa situação passivamente? Esta é uma das coisas mais básicas para você ter sucesso: decida claramente aonde você quer chegar. Depois, prepare-se para, de fato, conseguir chegar. Disposição mental, disposição física, disposição completa, todos os dias, em todos os momentos. Você está preparado para se comprometer? Porque a caminhada, certamente, não é fácil. A caminhada, com certeza, é bastante complicada. É, na verdade, muito difícil. Nem todos estão preparados para aguentá-la, independentemente de quem sejam. Nem todos estão preparados, mas todos podem se preparar. Portanto, se você quer chegar em um lugar realmente louvável na vida, um lugar que você mesmo definiu, aprenda a se preparar. Aprenda a enfrentar a sua, inicial, despreparação. Depois, aprenda a se preparar para vencer. Não importa de onde você veio, mas para onde você vai e onde você chega. Esqueça o pensamento vitimista de que você não pode porque isso ou porque aquilo. Você só tem um caminho a seguir, não há como retroceder. O tempo já passou. A partir daqui, só é possível criar o seu futuro. Então o que você vai fazer? Aonde você vai chegar? Decida aonde quer chegar e prepare-se para conseguir chegar. Não importa de onde você veio.

Dia 68: Foi bom enquanto durou

Despedidas, você gosta delas? Eu pensava sobre isso antes de vir para cá escrever. Eu não gosto de despedidas, mas, inevitavelmente, elas sempre irão acontecer em nossas vidas. As pessoas vêm, as pessoas vão, seja por força da vida ou por força da morte. Hoje, cheguei num momento de despedida. Despedida de uma pessoa que se tornou uma grande amiga no último ano, a professora da educação física da minha academia. Por termos muitas afinidades, sempre trocamos muitas ideias e desenvolvemos uma grande amizade. Mas chegou o momento dela ir embora da academia, porque não aguenta mais a rotina pesada de trabalho e o salário baixo. Infelizmente ela vai e vamos parar de nos relacionar. Mas fazer o quê? Assim é a vida. A vida é impermanente. Na verdade, tudo na vida, tem um prazo de validade. Tudo vai acabar, tudo vai embora, tudo vai, mesmo que demore bastante, ir embora para nunca mais voltar. Inclusive eu. Inclusive você. Inclusive todos aqueles que você mais ama. Todos, um dia, iremos embora, ou pelo menos nossas consciências. Pense na sua vida, desde que era criança. Quantas coisas você já perdeu? Brinquedos, roupas, videogames, professores, amigos, animais de estimação, parentes amados e por aí vai. Viver é ganhar. Viver é perder. Viver é mudar. Tudo muda, tudo continua mudando e tudo continuará mudando. A vida é uma constante transformação. E isso, na verdade, é bom. É uma das coisas que nos mantém evoluindo. O fato é que nós tendemos a acreditar que tudo estará esperando por nós para sempre, mas não. Tudo vai embora. Nada vai ficar. Aquilo que você está vivendo hoje, que é muito bom, amanhã, talvez, acabe rapidamente, e você nunca mais poderá viver. Portanto, aproveite cada segundo. Aproveite cada momento. Aproveite cada situação. Porque tudo como hoje está na sua vida, certamente, amanhã não mais estará. As pessoas vão embora, de uma forma ou de outra, e, algumas, você nunca mais irá ver. Porém, você também conhecerá novos mundos, novas pessoas, novas ideias, novos pensamentos. Será um novo começo. Eternos recomeços. Então, da mesma forma, aproveite, e esteja aberto para viver novas experiências e possibilidades. Quando precisar se despedir se despeça e aceite o novo de braços abertos. Essa é a vida. Agora eu também preciso ir. É hora de me despedir, mas só deste texto. Até mais!

Dia 69: Já passei do dia-chave

Antigamente os pesquisadores acreditavam que uma nova rotina se tornava um hábito em nossas vidas em 21 dias. Eles afirmavam que se você praticasse uma nova atividade por 21 dias seguidos, ela se tornaria automática e, de fato, um novo hábito se instalaria. Existem até sites e aplicativos que ajudam as pessoas a criarem hábitos trabalhando com a ideia de 21 dias. Porém, as pesquisas mais recentes mostram que, na verdade, não levamos apenas 21 dias para criar um novo hábito. Pode até ser que sim, mas na média não. As pesquisas mostram que levamos de 18 a 254 dias para criarmos um novo hábito, sendo que, em média, 66 dias são necessários. Neste momento eu já passei do dia-chave. Este é o 69º dia, então, teoricamente, já criei este novo hábito. E eu realmente sinto que criei. Na verdade, muito antes do que 66 dias. Essa variação tão alta, entre 18 e 254 dias, depende da complexidade do hábito. Pode ser que você leve 18 dias para criar o hábito da leitura, mas 254 para criar o hábito de acordar todos os dias às 4 horas da manhã para correr. Quanto mais complexo for o hábito, mais tempo você levará para criá-lo. Além disso, as pessoas são diferentes, por isso respondem à criação dos hábitos de maneiras distintas. Para você pode ser muito simples criar um determinado hábito que é muito difícil para eu criar. Pode ser que você leve 23 dias para criar um novo hábito e eu leve 57 dias para criar o mesmo hábito. Mas independentemente do tempo que cada um levará para criar uma nova rotina automática, como criar um hábito? Você precisa usar de forma estratégica e inteligente a sua força de vontade, que é como um músculo. A força de vontade começa alta durante o dia e, ao longo do mesmo, vai baixando gradativamente. Portanto, pelas manhãs a sua força de vontade está em alta – e esse é um ótimo período para você implementar a rotina de um novo hábito. Porém, se você não puder implementar o novo hábito pela manhã pelas manhãs, em função de outras atribuições, você pode usar a sua força de vontade depois de uma boa refeição, que também eleva a força de vontade. Eu, por exemplo, queria implementar um novo hábito na minha vida pela noite. E o que eu fiz? Introduzi o novo hábito depois do jantar, que é quando eu tenho um aumento relevante de força de vontade. Eu colei na parede um papel com 66 dias e a cada dia eu marco um “X” em mais um dia. Hoje já estou no 27º dia e a implementação do hábito está sendo realizada com sucesso. Eu usei estrategicamente e inteligentemente a minha força de vontade para criar mais um hábito de sucesso. E você também pode fazer o mesmo. Saiba que você vai levar, como eu disse, dependendo do nível de dificuldade, de 18 a 254 dias para implementar um novo hábito na sua vida (na verdade, na prática, são bem menos dias do que 254, você vai perceber claramente). Quando você passar pelo período necessário a atividade se tornará automática e você não gastará mais força de vontade e muita energia para realizá-la porque tudo acontecerá no piloto automático. É dessa maneira que você direciona a sua vida para o sucesso. Primeiro você cria hábitos de sucesso, depois os seus hábitos de sucesso fazem você se tornar um sucesso, e quando você é um sucesso a sua vida se torna um sucesso. Portanto, escolha muito bem quais serão os seus hábitos. Porque primeiro você cria os seus hábitos, depois eles criam você.

Dia 70: O tamanho do bolo

Qual é o tamanho do seu bolo? Na vida, muitas pessoas têm um bolo bem pequeno, outras têm um bolo médio e algumas poucas têm um bolo enorme. E o que isso quer dizer? Quer dizer o quanto cada pessoa sabe que pode exigir da vida. As pessoas que têm um bolo pequeno acreditam que não podem exigir muito da vida, elas não desenvolveram a percepção de que podem pegar um bolo maior. Aquelas que têm um bolo médio acreditam que podem exigir apenas algumas coisas da vida, deixando outras de lado, mas conseguir tudo, ao mesmo tempo, é impossível. As pessoas que têm um bolo enorme sabem que podem exigir da vida tudo aquilo que quiserem, elas sabem que podem ter tudo do bom e do melhor. Então eu pergunto de novo para você: qual é o tamanho do seu bolo? Pequeno, médio ou grande? Se você tem um bolo pequeno ou médio, é possível mudar a sua percepção para que você adquira um bolo bem maior. Você pode ter tudo o que quiser nessa vida. Por exemplo, você não é obrigado a trabalhar apenas para sobreviver. Você não é obrigado a trabalhar com algo que não goste para ganhar bastante dinheiro. Você pode trabalhar com aquilo que você ama e ainda ganhar muito dinheiro. Isso serve para todas as áreas da vida. Essa é a crença de quem tem um bolo enorme. Não é não conseguir ter nada, não é conseguir ter uma coisa ou outra, é conseguir ter tudo e fazer tudo funcionar ao mesmo tempo. E você não precisa, necessariamente, de fato, ter tudo o que você quiser (até porque várias coisas que queremos, muitas vezes, são extremamente supérfluas). Mas você precisa, pelo menos, saber que você pode ter. Você precisa desenvolver uma visão grandiosa, abundante e próspera da vida. Você pode tudo, mesmo que não precise de tudo. E, na verdade, não precisamos de tudo que queremos. Mas precisamos de uma visão grandiosa para alcançarmos a maioria das coisas que queremos. O quanto você vai comer do seu bolo, uma fatia, duas, três, quatro ou o bolo inteiro, só depende de você. Depende do seu apetite, do quanto você está disposto a se dedicar para comer mais fatias do bolo. Essa é uma decisão de cada um. Mas, independentemente disso, antes de tudo, você precisa ter a plena consciência de que existe um bolo enorme esperando por você, para que você possa comê-lo. Sendo assim, se hoje o bolo que você tem em mãos é pequeno ou médio, doe-o para alguém que está passando fome e compre um novo bolo na confeitaria, o maior, melhor e mais bonito bolo que você encontrar.

Dia 71: Qual é o seu produto?

Você já percebeu que, em essência, somos todos vendedores? Eu não falo da estrita profissão de vendedor, mas sim do fato de que estamos, o tempo inteiro, vendendo algo. Segundo o dicionário, vender significa transferir um bem ou mercadoria em troca de dinheiro, mas também comerciar com ou negociar. Pois é, nós estamos o tempo todo fazendo comércio ou negociando. Quando você argumenta com alguém, está vendendo a sua ideia para a outra pessoa. Quando você coloca uma roupa bonita e se arruma todo para sair, você está vendendo a sua imagem para os outros. Quando você trabalha, se é empregado, está vendendo o seu tempo. Quando você é um empresário, logicamente, está vendendo os seus produtos e/ou serviços. Enfim, de fato, nós somos vendedores. Em todos os momentos estamos vendendo alguma coisa, sejam ideias, argumentos, produtos, serviços, tempo ou a nós mesmos. E o fato é que, como outras tantas “matérias” importantes que não aprendemos na escola, não aprendemos nada sobre vendas. Você aprendeu alguma coisa sobre vendas? O estudo de vendas envolve persuasão e influência. Você aprendeu, no ensino formal de educação, algo sobre persuasão e influência? O fato é que você pode e deve desenvolver a sua capacidade de vender, que impacta diretamente a sua capacidade de persuadir e influenciar os outros, positivamente, é claro. Você é um vendedor e vende todos os dias, em todos os instantes, muitos produtos. Eu, por exemplo, estou, neste exato momento, vendendo para você. Isto aqui é um produto. Eu estou vendendo a ideia de que você precisa aprender a vender. Nas reflexões do dia, em cada uma delas, eu estou vendendo as minhas ideias e opiniões para você. Eu argumento com o intuito de que você compre as minhas ideias, coloque-as em ação e transforme a sua vida. O preço que você paga é com o seu tempo, para parar, ler e refletir. Não deixa de ser uma venda. Você percebe como estamos, em grande parte do dia, vendendo? Então qual é o seu principal produto? O que você mais está vendendo hoje em dia? Será que você não poderia vender mais? Será que você não poderia vender melhor? Será que você não poderia vender em escala? Pense nisso. Pense em qual é o seu principal produto e reflita a respeito de como aprimorar as suas técnicas de vendas para conseguir vender cada vez mais e melhor o seu principal produto. Somos vendedores, mas infelizmente nunca nos demos conta disso e nunca nos ensinaram quase nada sobre vendas. Portanto, estude e pratique por conta própria. Porque quem aprende a vender se destaca em tudo, em qualquer campo, em qualquer área da vida.

Dia 72: Seja radical

Você é um radical? A palavra radical, muitas vezes, apresenta um sentido negativo. As pessoas que são radicais são tratadas como extremistas ou drásticas demais. Mas, na verdade, no português, a palavra radical se originou do latim, de radicalis, que significa “relativo à raiz”. O significado do termo em latim apresentava um sentido filosófico, que era atribuído ao fato de alguém ou alguma coisa “ter raízes”, isso quer dizer, “ter origens”. É por isso que eu digo para você ser um radical. Eu sou um radical, sabe por quê? Porque eu tenho raízes e sei quais são as minhas raízes. Eu conheço muito bem as minhas raízes e elas, de fato, estão, literalmente, profundamente enraizadas. Sabe quais são as suas raízes? As suas raízes são os seus valores. Você conhece os seus valores? Os seus valores comandam a sua vida, mesmo que você saiba disso conscientemente ou não. E quando você conhece os seus valores, que são hierarquizados pelo seu cérebro, você entende onde fincou as suas raízes. Quais são as suas raízes? Aonde você está preso? Como você está preso? O que sustenta você? O que você mais valoriza na vida? Os seus valores são como rochas no meio do oceano, são como as vigas que sustentam a sua casa. Eles são firmes, sólidos e fundamentam o seu caráter. É por isso que eu sou um radical, eu defendo e luto pelos meus valores até o fim. E você? Você defende os seus valores? Você é fiel à eles? Você é congruente com eles? Você é íntegro, ou seja, inteiro? Quando se trata dos seus valores, das suas raízes, muitas vezes, você precisará mesmo ser inflexível. Porque os seus grandes valores não são negociáveis. Então, em muitos momentos, você precisará ser inflexível nas suas decisões, porque elas impactam diretamente os seus valores. Quando uma decisão impacta diretamente algum dos seus grandes valores, você não pode mudá-la, caso contrário estará dando um golpe de machado no seu próprio valor e, consequentemente, em si mesmo. E isso desestabiliza a sua estrutura. Ser inflexível nas suas decisões, em muitos casos, obrigará você ir contra a maioria dos julgamentos, opiniões e decisões alheias. Mas é nessa hora que você tem que ser forte, porque você conhece os seus valores, e eles não estarão alinhados com os valores dos outros. Não fraqueje, porque são os seus valores, é a sua vida, são as suas decisões e os seus resultados. Para não fraquejar é preciso entender claramente quais são as suas raízes, para que você consiga se manter fiel à elas. Mas saiba também que os seus valores podem mudar. Os seus valores podem mudar e, de fato, mudam ao longo da vida. Você pode, e vai, fincar as suas raízes em outras terras, além do que as próprias raízes também se modificarão com o passar do tempo. Isso é normal, mas o mais importante é sempre se manter fiel às suas raízes. Sempre valorize os valores que estão comandando a sua vida no momento. Independentemente da fase da sua vida, seja sempre radical, ou seja, tenha raízes, seja fiel às suas origens.

Dia 73: Pare de correr

Antes de vir para cá, escrever mais uma reflexão do dia, eu estava deitado na cama lendo quando, de repente, pensei que tinha que escrever a reflexão do dia. E aí eu pensei: preciso tomar um banho e ir escrever logo a reflexão. E foi depois desse pensamento que eu tive a sacada para escrever o texto do dia. Eu pensei que eu precisava parar de correr. Pensei que todos nós precisamos para de correr e precisamos voltar a andar. O que isso quer dizer? Lutar contra essa ansiedade maluca que atualmente parece assombrar todas as pessoas. Nós estamos o tempo inteiro correndo, com a mente sempre no passado ou no futuro, uma mente que pouco saboreia e desfruta o momento presente. Eu lembro da minha infância. Faço parte da última geração que viveu a vida e presenciou o mundo sem a internet. Eu brincava na rua, me divertia com jogos de tabuleiro, batia na campainha de cada amigo para nos reunirmos. Era um tempo em que a ansiedade, de modo geral, era muito menos exacerbada. Era um tempo em que nos permitíamos sentir tédio em um domingo à tarde, por não sabermos o que fazer. Era um tempo em que parar e ficar olhando para uma árvore era uma coisa normal. Uma época em que reunir as pessoas para conversar, e apenas conversar, presencialmente, por bastante tempo, era habitual. Quando foi a última vez que você fez alguma coisa dessas? Precisamos para de correr, precisamos voltar a andar. Precisamos lutar contra essa ansiedade e estresse que nos assola. A internet e a tecnologia melhoraram a nossa vida em diversos aspectos, e sou muito grato a elas, mas também pioraram em alguns sentidos. Ansiedade e estresse são dois grandes males que vêm junto com a alta carga de informações e possibilidades que o mundo moderno nos apresenta. Então, conscientemente, desacelere. Um estudo da Microsoft mostrou que hoje em dia a atenção média de um ser humano é de apenas 8 segundos. Isso é menor do que a capacidade de atenção um peixinho dourado. Para você ver. O pensamento acelerado, preocupado, ansioso, nervoso, estressado, causa sérios problemas de saúde. Por isso, se esforce. Sério. Esforce-se para desacelerar, desestressar, parar. Parar para parar. Se esforce para diminuir o tempo que você passa no celular, no computador, no tablet, na TV, usando a tecnologia. Não foi assim que evoluímos. Nossa espécie não está preparada para lidar com tamanha carga de informações. Estamos entrando em colapso. Precisamos de ajuda. Precisamos ajudar a nós mesmos. Você precisa, de forma totalmente consciente, ajudar a si mesmo. Por isso eu falo mais uma vez: pare de correr, volte a andar.

Dia 74: Você precisa deles

O ser humano é um dos poucos animais que apresenta um estágio de evolução tão lento. Muitos outros animais, quando nascem, já estão praticamente prontos. Você já viu uma girafa nascer, por exemplo? Ela nasce e já começa a andar, com as pernas bambas e fraquejando um pouco, mas logo já está sozinha andando pelo mundo. O ser humano, por outro lado, leva anos até que consiga “caminhar” com as próprias pernas. O bebê humano é um caso de vulnerabilidade extrema. Se os nossos pais não cuidassem de nós, não conseguiríamos sobreviver. São anos de trabalho e dedicação por parte daqueles que cuidam e zelam por nós até que consigamos nos virar sozinhos. Em compensação, somos a espécie mais evoluída e capaz do mundo, o que nos torna senhores do planeta Terra. Mas, independentemente disso, o fato é que nós não conseguimos prosperar e sobreviver sozinhos. Pense nos homens da era das cavernas. Você acha que um ser humano, sozinho, seria capaz de matar um grande animal? Não. Eram necessários vários seres humanos, com flechas, pedras e outros apetrechos para abater uma grande presa (que antes era um cruel predador). Nós evoluímos e prosperamos muito porque formamos alianças com outras pessoas. A grande verdade é que nós precisamos das outras pessoas. Precisamos dos outros para prosperar, para sobreviver e para nos sentirmos bem. Você não consegue viver sem as outras pessoas. Por isso, aprender a conviver e cooperar é mais do que fundamental. Você precisa fazer parte de um grupo, você precisa se conectar com outras pessoas, você precisa ajudar e ser ajudado, você precisa de uma rede de apoio, você precisa de uma comunidade em que todos, mutuamente, crescem e se desenvolvem. Quando muitas pessoas se somam, o resultado não é uma soma, mas uma multiplicação. Neste caso, dez mais dez não é igual a vinte, dez mais dez é igual a cem. A sinergia é a palavra chave para que você consiga conviver e cooperar com as outras pessoas. Você precisa pensar, sempre, no bem coletivo ao invés do bem individual. O que é melhor para o grupo? O que fará com que todos prosperem e cresçam, ao invés de apenas você se dar bem? Quando todos crescem, inevitavelmente, você cresce também – muito mais do que você cresceria sozinho se agisse pensando apenas em si mesmo. Quando todos se desenvolvem, inevitavelmente, você se desenvolve também. Então, qual é o seu grupo de apoio? Quais são as pessoas próximas de você que você ajuda? Por quem você é ajudado? Com quem você coopera e está em sinergia? Não adianta, você precisa deles. Mesmo que você more sozinho, em um lugar isolado, no meio do nada, você precisa de outras pessoas. Você nunca será capaz de prosperar sozinho. Nós, em essência, precisamos de outros como nós. Por isso, aprenda a cooperar e desenvolver sinergia, para que todos possam, assim, elevar o patamar do grupo como um todo gerando uma evolução mútua e massiva.

Dia 75: Quando você faz o que faz?

Você sabia que existe, no seu caso específico, uma melhor hora para acordar, dormir, fazer exercícios físicos, trabalhar, beber café, fazer sexo e até conversar com o seu chefe para pedir um aumento? Existe, basicamente, uma melhor hora para que você faça qualquer coisa na sua vida. Você possui um relógio biológico, que comanda todas as funções vitais do seu corpo. O relógio biológico é a denominação dada a todo e qualquer processo periódico atrelado a um ser vivo que, dotado de um período razoavelmente preciso, se faz de forma bem sincronizada com um relógio físico tradicional. De acordo com o seu relógio biológico específico você desempenha melhor em certas atividades em alguns momentos e em outras atividades em outros momentos. O seu relógio biológico tem uma personalidade própria, que é representada pelo seu cronotipo. Lembra daquela divisão que faziam entre pessoas matutinas, vespertinas e noturnas? Ela foi um pouco ampliada e existem, basicamente, 4 cronotipos: ursos, leões, lobos e golfinhos. Os ursos representam a maior parte das pessoas, cerca de 50% da população mundial. São aqueles que geralmente sentem sono pelas 23h e acordam às 7h, naturalmente. Os leões são os madrugadores clássicos, eles acordam, naturalmente, antes das 6:30h, dormem antes das 22:30h e representam entre 15 e 20% da população. Já os lobos, que também representam entre 15 e 20% da população, são as corujas noturnas, aquelas pessoas que dormem entre 24h e 1h e acordam entre 8h e 9h. Por último, os golfinhos são as pessoas que apresentam insônia, representando entre 10 e 20% da população. Cada cronotipo possui as suas particularidades, cada um tem seus picos de produtividade e de baixa característicos. E é por isso que a sua vida deve se adequar ao seu cronotipo, e não o contrário. Quando você entende qual é a personalidade do seu relógio biológico você consegue viver muito melhor porque permite que o seu corpo funcione no modo em como ele foi programado geneticamente para funcionar. Não há como ir contra a sua natureza, você precisa entendê-la e fazer o que é o melhor para ela. Por isso, se você não sabe qual é o seu cronotipo, faça um teste. Entre no google e pesquise por “teste do relógio biológico” e procure pelo artigo que apresenta “ursos, leões, lobos, golfinhos” no título. Quando entender o seu cronotipo, se realizar as mudanças necessárias para favorecê-lo, a sua vida mudará para muito melhor. A hora que você faz o que faz, cada uma das pequenas coisas do seu dia a dia, importa muito. Essa é a diferença entre você fazer tudo de forma medíocre ou de maneira excepcional. Para alcançar um alto nível de performance pessoal você precisa conhecer a personalidade do seu relógio biológico. Então, se você ainda não sabe, está perdendo tempo. Por isso, em qual horário você vai saber?

Dia 76: Por que tem que ter uma conclusão?

Você já percebeu que, na maioria dos meus textos, no final eu sempre faço uma conclusão com um passo de ação, do tipo “então, se você quer isso, faça aquilo e tal”? Não sei quando foi que comecei a fazer isso, mas percebi que estou fazendo isso sempre. E eu não quero que isso se torne um padrão fixo e obrigatório (que meu cérebro inconsciente parece que aderiu). Quando eu comecei a criar estes textos, a única regra que eu queria seguir era a flexibilidade. Eu queria, simplesmente, “vomitar” palavras no papel sem me cobrar nada, como estou fazendo agora. Isso aqui não pode ser rígido e com padrões preestabelecidos. Isso aqui precisa ser livre, leve e solto para que flua com harmonia. E da mesma forma, na sua vida, você também deve aderir, muitas vezes, à flexibilidade. Nós somos seres de hábitos, rotinas e comportamentos automáticos. Não adianta, nosso cérebro sempre buscará formas de automatizar as coisas para poupar energia e preservar a nossa sobrevivência. Por isso precisamos ficar atentos, precisamos nos manter atentos para a criação de padrões do cérebro que nos coloca dentro de um processo de automatização inconsciente. A partir da sua consciência você pode intervir neste ciclo de automatização e se desautomatizar. Porque todo padrão que nos automatiza é rígido e inflexível. Pare para pensar na sua vida e você perceberá que faz várias coisas exatamente da mesma forma, todos os dias, com um nível de rigidez muito alto. Você escova os dentes da mesma forma? Você sempre senta na mesma cadeira na mesa de jantar para comer? Você sai de casa de carro do mesmo jeito diariamente? Realizamos grande parte das nossas atividades no piloto automático. E claro que, por um lado, isso é muito bom. Mas por outro leva embora a nossa criatividade e capacidade de criação e inovação, que são fundamentais para que nós consigamos evoluir como pessoas e até como espécie. E não, agora eu não vou fazer uma conclusão. O engraçado é que eu percebi que estou muito tentado a criar uma conclusão e dar um passo de ação. Mas não, dessa vez não, hoje não. Não, cérebro, hoje eu ganhei de você. Hoje, conscientemente, eu me desautomatizei. Hoje eu não farei uma conclusão.

Dia 77: Você pode fazer qualquer coisa, exceto…

Eu acredito que nós, como seres humanos, podemos realizar qualquer coisa neste mundo, exceto aquilo que ainda não aprendemos. Então o que você quer fazer de maneira excelente? No que você quer se tornar, de fato, muito bom? Você precisa, primeiro, decidir em qual área você quer se destacar. Depois, certamente, você precisa aprender a fazer o que você quer fazer. Por último, precisa praticar incansavelmente. Você já ouviu falar da teoria das 10.000 horas? São necessárias 10.000 horas de prática para que você se torne mestre em alguma coisa, qualquer coisa. Bill Gates, Os Beatles e Mozart são 3 exemplos que ilustram a teoria das 10.000 horas. Todos praticaram incansavelmente suas artes, programação, música e piano, respectivamente, por pelo menos 10.000 horas antes de se tornaram excelentes no que faziam. E, quem sabe, você já ouviu falar da teoria das 20.000 horas? A teoria das 20.000 horas alega que os grandes gênios da humanidade, como Leonardo da Vinci, praticaram suas artes por pelo menos 20.000 horas antes de se tornarem gênios. Você já parou para pensar no que significam 10.000 ou 20.000 horas? São anos e anos de prática, durante muito tempo, todos os dias. Se você praticar 3 horas por dia, incluindo os finais de semana, alcançará as 10.000 horas em pouco mais de 9 anos. Já para as 20.000 horas, levará mais de 18 anos. Caso pratique 5 horas por dia, você levará quase 5,5 anos para chegar nas 10.000 horas e quase 11 anos para chegar nas 20.000 horas. Se você praticar durante 8 horas, todos os dias, levará quase 3,5 anos para chegar nas 10.000 horas e quase 7 anos para chegar nas 20.000 horas. E não se engane, fazer contas matemáticas é fácil, mas na hora do vamos ver, na hora de praticar diariamente pelo tempo necessário, o bicho pega. Pense bem, mesmo 3 horas por dia já é bastante coisa. São 3 horas direto, sem pausa, sem intervalos. Você conseguiria se dedicar durante 8 horas todos dias, mesmo nos fins de semana, durante anos, para alcançar a maestria? Ou quem sabe, conseguiria se dedicar por 5 horas? E por apenas 3 horas, você seria capaz? Essa é a diferença entre um gênio, um mestre, uma pessoa com habilidades medíocres e alguém que pouco se destaca em uma determinada área. Os melhores estão dispostos a praticar por muito tempo diariamente durante muitos anos. É por isso que tão poucos se destacam, porque nem todos tem a disposição e a persistência necessária para, de fato, praticarem todas as horas que não necessárias para que alcancem um nível elevadíssimo de performance. Mas esse é o caminho, não existe atalho. Se você quiser aprender qualquer coisa, você pode. Se você quiser se tornar muito bom naquilo que você aprendeu, talvez um mestre, ou até um gênio, você precisa estar disposto a percorrer um longo caminho de prática diária, que leva, realmente, muito tempo. Você está preparado? Você se compromete? Se sim, a genialidade está ao seu alcance.

Dia 78: Nova fase de uma fase antiga

Há um pouco mais de 11 meses eu mudei de academia, deixando de lado vários amigos e uma rotina enraizada e confortável, afinal todo dia às 06:30 eu estou na academia. Como eu treino há muitos e muitos anos essa rotina já está muito cravada no meu cérebro. Mas eu resolvi mudá-la. Eu fui para outra academia, um pouco mais longe da minha casa (principalmente porque, depois do surgimento da minha protusão discal, por recomendações do meu quiropraxista, comecei a caminhar por cerca de 20 minutos diariamente). Na outra academia, quase um ano depois, também fiz bons amigos e me adaptei a uma nova rotina confortável. Mas ontem voltei para a minha antiga academia. Por quê? Justamente para mudar a rotina, fazer coisas diferentes, e também para rever o pessoal, que eu já estava com saudades. O fato é que a vida muda, e eu já falei disso. Tudo muda, tudo se transforma, tudo acaba, tudo vai embora. É inevitável. A vida é imponderável e imprevisível. E, de novo, acredito já ter falado bastante sobre isso (afinal, esse é o dia 78 e já foram tantos textos que não consigo me recordar de cada assunto abordado em cada um deles). A vida passa e vai, mas, às vezes, ela também volta. Muitas vezes, aquilo que achamos que não iríamos mais viver, que foi um momento da vida que passou, volta e permite que o vivamos novamente (não da exata forma que foi, mas pode ser parecido). Então eu vou aproveitar esse novo recomeço, essa nova fase de uma fase antiga. Você já teve novas fases de uma fase antiga? Talvez um ex-namoro reatado? Talvez um ex-emprego retomado? Talvez ex-amigos com os quais você passou a conviver novamente? Eu acabei de me lembrar, neste exato segundo, que essa noite sonhei com um grande amigo, de outros tempos, de 2014, para ser mais preciso, quando eu era empregado e trabalhávamos no mesmo local. Faz 5 anos que eu não vejo ele. Foi uma breve amizade, mas muito intensa, porque nos tornamos grandes amigos, por termos muitas afinidades. Meu cérebro acabou de me enviar essa mensagem, a lembrança de que sonhei com meu amigo. Olha como são as coisas. Está tudo interligado, interconectado. Talvez tenha sido até por isso que eu tenha tido o insight para escrever sobre isso, por ter sonhado e lembrado do amigo que eu não vejo há anos – e ter voltado para a minha antiga academia, no mesmo período. É uma amizade que já se foi, mas pode voltar. Enfim, o fato é que devemos aproveitar ao máximo as novas fases de fases antigas. Porque nós sempre podemos vivê-las e, provavelmente, quando elas passarem, porque um dia elas vão passar novamente, dificilmente voltarão. Um raio pode cair 3 vezes no mesmo lugar? Difícil, por isso aproveite a sua nova chance, enquanto ela não passa.

Dia 79: Em busca da próxima cenoura

Você já percebeu como nós, seres humanos, passamos grande parte da vida em busca da próxima cenoura? Quando crianças queremos um brinquedo e, quando o conseguimos, logo já estamos pensando no próximo. Depois, na pré-adolescência, queremos ser adolescentes. Quando somos adolescentes, queremos começar a dirigir. Quando estamos no final no Ensino Médio, queremos ir para a faculdade. Quando chegamos na faculdade, queremos terminá-la rapidamente e arranjar um emprego. Quando conseguimos um emprego, queremos um emprego melhor. E assim a vida continua. Quando não é um emprego, queremos uma empresa mais lucrativa, um salário mais alto, uma casa melhor, o carro do ano, uma viagem para a Europa, um tênis top de linha e assim por diante. Parece que, por mais que consigamos as coisas, nunca nos damos por satisfeitos. Parece que quanto mais conseguimos, na realidade, mais queremos porque achamos que precisamos. Por que isso acontece? Se mais alguma coisa não nos preenche, ou preenche por um breve período, por que nós continuamos sempre em busca da próxima coisa? Sabe por quê? Porque, para sermos felizes, precisamos valorizar as nossas conquistas e criar metas para o futuro. Perceber conquistas passadas e planejar o que queremos alcançar no futuro nos faz felizes. Então você precisa pensar em tudo de valor que conquistou na vida e planejar tudo aquilo de valor que você deseja conquistar. É por isso que estamos sempre em busca da próxima cenoura. Mas, também, para sermos felizes, ao mesmo tempo em que precisamos pensar nas conquistas alcançadas e planejar as próximas a serem alcançadas, ou seja, viver no passado e no futuro, precisamos viver o momento presente. Sim, é meio que um paradoxo. Para ser feliz o ser humano precisa pensar no passado e no futuro, mas viver 100% o presente. Precisamos, literalmente, viajar pelo passado, mentalizar o futuro e estar aqui e agora. Complicada essa nossa mente, não é mesmo? Nem ela sabe o que quer, na verdade. Nos resta fazer o que podemos fazer. Nos resta aproveitar aquelas cenouras que já degustamos com muito gosto, planejar as próximas que comeremos e, principalmente, aprender a degustar cada pequeno pedaço de cada cenoura que estamos comendo no momento que estamos comendo.

Dia 80: Use ela como ela usa você

Ontem eu acordei irritado, o que não é comum porque geralmente eu acordo feliz. Mas por ter dormido um pouco menos do que o normal e logo de manhã cedo me deparar com um problema chato para resolver, fiquei irritado e com raiva. Eu escovei os dentes com raiva, meditei com raiva, li com raiva e fui para a academia com raiva. Realizei o meu treino todo com raiva e quando estava no final, quase terminando, caminhando na esteira, ainda sentindo raiva, tive um insight. Eu percebi que a raiva estava me usando, mas eu poderia usar ela. Eu usei o meu córtex pré-frontal e controlei a raiva. Eu percebi que eu estava me permitindo ser controlado pela raiva e assim eu passei a controlá-la. Quando eu fiz isso, na hora, automaticamente, um sentimento de calma invadiu o meu corpo e eu fiquei tranquilo. Foi uma virada muito grande e uma experiência extremamente engrandecedora. A raiva é uma energia, uma energia muito poderosa, intensa, devastadora. Então, conscientemente, você pode usar a raiva a seu favor. Para quê? Para produzir. Quando você estiver com muita raiva pare e pense sobre o fato de você estar sentindo raiva. Ao fazer isso você vai tomar consciência do seu estado raivoso. Depois que fizer isso, pense em como você pode usar essa abundante fonte de energia a seu favor. Você, quando está com raiva, tem uma quantidade de energia muito grande para usar, mas, geralmente, nós usamos a raiva para fazer coisas ruins e desastrosas. Quantas vezes você discutiu com raiva? Quantas vezes você bateu uma porta com raiva? Quantas vezes você magoou alguém com raiva? Mas quando faz uma escolha consciente você pode usar a raiva para fazer coisas boas. Não necessariamente você vai se sentir bem fazendo, você ainda pode ficar com raiva, mas pelo menos estará realizando atividades produtivas, mesmo irritado. E foi isso que eu fiz ontem, eu fui extremamente produtivo e consegui usar a minha raiva para trabalhar incansavelmente, com muito foco e determinação. O fato é que toda emoção gera uma energia. Essa energia pode ser boa ou ruim. Se a energia for boa, simplesmente deixe que ela flua. Por outro lado, se a energia for ruim, use o seu cérebro consciente e o seu poder de decisão para usar uma energia ruim para fazer coisas boas e produtivas. Você, em muitos momentos, não poderá escolher qual emoção vai tomar conta de você. Mas você pode sim determinar o rumo que as coisas vão tomar ao escolher o que você fará com a emoção que surgiu. Então a escolha é sua, está nas suas mãos. O poder de decisão é seu. Eu sugiro que você não permita ser usado pela raiva, mas que você use ela como ela usa você.

Dia 81: Vá levando a vida

Você foi demitido do emprego? Vá levando a vida. Você foi reprovado em uma matéria da faculdade? Vá levando a vida. Você terminou um relacionamento amoroso de longa data? Vá levando a vida. Você sofreu um acidente e ficou seriamente ferido? Vá levando a vida. O seu animal de estimação morreu? Vá levando a vida. Você perdeu uma das pessoas que mais ama na vida? Vá levando a vida. A vida é , muitas vezes, imponderável e imprevisível. Então, diante de acontecimentos ruins e marcantes, não resta outra opção a não ser levar a vida. Você precisa levar a vida. Você precisa continuar caminhando, você precisa continuar seguindo em frente e buscando as suas grandes metas e objetivos. Mas de maneira nenhuma e em nenhuma hipótese você pode permitir que, ao invés de levar a vida, você deixe que a vida leve você. Deixa a vida me levar, vida leva eu? Negativo. Eu não deixo a vida me levar, eu levo a vida. Se você deixa a vida levar você, você já está à deriva há muito tempo, você já perdeu o comando da própria vida e, muito menos, sabe qual é a direção dela. Por outro lado, quem está levando a vida, mesmo que esteja enfrentando muitas dificuldades e passando por muitos problemas e adversidades, tem o controle dela nas próprias mãos, sabe claramente qual é a direção da própria vida e está muito mais preparado para enfrentar as batalhas de frente, de cabeça erguida. Essas não são apenas palavras bonitinhas de positividade, mas uma postura mental, uma postura de protagonista e autor da própria vida, uma postura de quem faz acontecer e assume o comando da própria história. Você pode ser um desses dois tipos de pessoas: aquele que é guiado pela vida ou aquele que guia a vida. Sabe aquele tipo de pessoa que fica triste quando está chovendo? Ou quem fica irritado e mal-humorado por causa do trânsito? Conhece alguém que fica desolado e desesperado quando o time perde a final do campeonato? Ou quem reclama do governo e dos políticos, mas não faz nada para mudar? Essas pessoas são levadas pela vida, essas pessoas não tem o mínimo comprometimento e a mínima responsabilidade consigo mesmas e com a própria vida, infelizmente. Não é o tempo, o trânsito, o time de futebol ou o governo que faz o seu humor, e muito menos que determina como você vai pensar, agir e gerar resultados na vida. Pelo menos não deveria ser. Então, se você é um chorão, que resmunga, reclama e fica parado, esperando que a vida leve você para onde ela quiser, deixe de lado, neste exato momento, essa postura vitimista e perdedora, porque só depende de você assumir o controle e passar a levar a vida. O fato é que ou a vida vai levar você ou você vai levar a vida. De qualquer maneira, em qualquer situação, em todos os momentos, você pode levar a vida. Então vá levando a vida. Porque esse poder está nas suas mãos.

Dia 82: Você acreditou em mim?

Você acreditou nos seus pais? Você acreditou nos seus professores? Você acreditou nos seus amigos? Você acreditou na sociedade? Você acreditou em mim? Espera lá um pouquinho. Nós temos a tendência de acreditarmos na maioria das coisas que escutamos, sabe por quê? Porque, em primeiro lugar, você foi condicionado a ouvir, acatar e seguir as figuras de autoridade como os seus pais e os seus professores. E em segundo lugar porque tudo aquilo que nós conseguimos assimilar facilmente nós acreditamos rapidamente. Aquilo que é facilmente entendido pelo seu cérebro é rapidamente armazenado como uma informação correta. Por isso eu te pergunto: você vem acreditando em mim? Em tudo o que eu falo para você aqui? Por que você não questiona as minhas ideias? Por que você não põe em xeque os meus argumentos, tentando contrariá-los? Será que tudo o que eu falo para você é aceito como certo? Nem tudo o que eu falo é certo, pelo menos pode não ser para você. Para mim, certamente, tudo o que eu falo é certo – até o presente momento. Porque é a minha vida, a minha realidade, a minha personalidade, a minha percepção de mundo. Mas para você muitas das coisas que eu digo podem não ser certas. Somos diferentes, não adianta fugir deste fato. Tudo o que eu falo funciona e faz bem para mim, mas para você pode não fazer tão certo e bem assim. Então, você, como um pensador, um questionador, um observador, deve aprender a pensar por si próprio para entender o que faz sentido e funciona para você e o que não faz sentido e não funciona para você. Eu, na vida, tenho uma regra muito clara: de tudo o que ouço das outras pessoas eu aproveito aquilo que eu posso aproveitar e descarto aquilo que não posso aproveitar. Porque as pessoas têm suas qualidades e defeitos, suas ideias e ideais, seus valores e paradigmas, e todos são diferentes, por isso eu filtro o que, na minha visão de mundo, vale a pena ser adicionado no meu repertório de conhecimento para ser aproveitado no futuro e descarto aquilo que não vale a pena. Todas as pessoas podem me ensinar alguma coisa útil, mas muitas coisas inúteis também, por isso é preciso aprender a filtrar as informações. E você percebeu o que eu acabei de fazer? Eu falei para você não acreditar em mim sem questionar, sem pensar a respeito do que eu falo. Mas você vai acreditar em mim? Você vai seguir o que eu falei? Questione até o fato de eu falar para você questionar, não compre por um preço tão baixo a minha verdade. O fato de eu falar para você pensar por si próprio deve ser levado a sério por você? Não sei. Isso faz sentido para você? Vale a pena? Está em congruência com os seus valores? É você que sabe, é você que deve saber. Ou não? Será que sim? Será que não? Talvez? E agora?

Dia 83: Qual é a hora da recarga?

Eu trabalho bastante, até porque sou empresário e meu próprio chefe, então todo o meu negócio depende de mim para dar certo, inclusive estrategicamente. Muitos dos meus mentores, também empreendedores, trabalham de 12 a 16 horas por dia, e por isso eu tenho a tendência de levá-los bastante a sério, seguindo os passos deles. Antigamente eu tinha essa visão e atitude. Eu pensava que precisaria trabalhar pela maior parte do dia para ter uma empresa bem-sucedida. Mas a vida não é só trabalho. Além de trabalhar nós precisamos estudar, o que muitas pessoas param de fazer depois da faculdade, e precisamos descansar. O trabalho é indispensável na vida do homem, ninguém consegue viver só de férias, o trabalho engrandece, enobrece e eleva o homem. O trabalho, além de ser uma fonte de renda, é capaz de proporcionar satisfação e autorrealização para uma pessoa. O estudo, muito negligenciado, é fundamental para que você continue evoluindo o cérebro, modificando as suas conexões cerebrais, elevando o seu conhecimento, aumentando a sua cultura, expandindo a sua consciência e se desenvolvendo cada vez mais como pessoa. Por último, o descanso serve para que você relaxar e recarregar as energias. Para trabalhar e estudar bem é preciso descansar bem. Além do mais, é no descanso, enquanto você se recarrega, que surgem os melhores insights e as soluções inovadoras. A criatividade floresce quando você não está tentando ser criativo, mas quando você está em um estado mental e cerebral relaxado, sem cobranças, sem pressões. É nessa hora que o cérebro consegue juntar informações e combiná-las em algo totalmente novo e inovador. Por isso, se você tem a tendência de trabalhar muito, negligenciando o estudo e, principalmente, o descanso, passe a programar na sua agenda um tempo para ter tempo. Programe um tempo para que você possa parar, relaxar e recarregar. A recarga não é opcional, é obrigatória para que você consiga viver em alta performance e consiga viver de forma plena, equilibrando todas as áreas importantes da vida. Ninguém nasceu só para trabalhar, só estudar ou só recarregar. Esses 3 elementos precisam estar em equilíbrio e, claro, muitas vezes você precisará sair do equilíbrio para alcançar resultados acima da média, mas a sua meta principal, que deve ser buscada na maior parte do tempo, é atingir o equilíbrio entre essas 3 áreas: trabalho, estudo e descanso. Portanto, se você ainda não tem, qual é a hora da recarga?

Dia 84: Essa não é a resposta

Ontem eu estava vendo um vídeo no YouTube, de um canal que eu acompanho regularmente, e o cara do vídeo disse que estava com um tênis novo e que todo vídeo ele aparecia com um tênis novo. Todo vídeo com um tênis novo? Isso dá quase um tênis por semana, no mínimo, ou 52 pares de tênis novos por ano. Será que ele precisa disso? Será que eu preciso disso? Será que você precisa disso? Você não precisa de outro tênis, você não precisa de outro sapato, você não precisa de outro celular, você não precisa de outra bolsa, você não precisa de outro carro, você não precisa de outra roupa, você não precisa de outra casa, você não precisa de mais coisas na sua vida. É claro que comprar uma coisinha ou outra, de vez em quando, não faz mal para ninguém. Comprar nos deixa momentaneamente felizes. Eu não sou um extremista que acredita que você deve viver só com pão e água. Não, não é isso o que eu quero dizer. O que eu quero dizer é que essa não é a resposta. Comprar coisas não é a resposta. Nós temos uma forte tendência de associar a felicidade com o dinheiro porque através do dinheiro poderemos comprar coisas e quando comprarmos coisas seremos felizes. Mas isso não é verdade. Existe um teto para a compra de coisas. Na verdade, quando você é capaz de suprir as suas necessidades básicas, tem um teto para morar e comida na mesa todos os dias, comprar coisas não vai te deixar mais feliz, por isso você não precisa de mais nada. Todas as coisas acima disso se tornam desnecessárias. Ao invés de comprar coisas, sabe o que vai te fazer mais feliz? Experiências. Viver experiências, que podem ser compradas, vai fazer você muito mais feliz do que comprar coisas. Então se você tem o costume de sair comprando coisas para se sentir feliz, e, inclusive, você pode fazer isso inconscientemente, pare de gastar o seu dinheiro com coisas e compre experiências. Na verdade, foi provado através de pesquisas que investir em experiências é muito mais gratificante para o ser humano do que investir em produtos. E sabe qual é uma das melhores formas para viver experiências? Viajar. Viajar é, talvez, a melhor maneira de todas para que você viva novas experiências. Quando foi a última viagem que você fez? E quando foi a última vez que você comprou alguma coisa? Em qual das duas situações você se sentiu mais feliz? Pense nisso.

Dia 85: Você é fruto das expectativas deles

Desde que você nasce dizem o que você precisa fazer. Faça isso, faça aquilo, não faça isso, não faça aquilo. Os seus pais ensinam tudo para você, desde a mínima coisa que você não pode fazer até aquela grande coisa que você é obrigado a fazer. E aí, quando você vai crescendo, vêm os seus professores e, da mesma forma, falam para você o que é o certo e o errado. Nós somos criados com um programação mental que nos faz escutar e fazer o que os responsáveis mandam nós fazermos. O fato é que você se torna aquilo que os seus grupos próximos esperam que você se torne. Só que a mentalidade dos grupos próximos de você é baseada no sistema, que engloba os meios de comunicação, o ensino formal de educação e a sociedade de forma geral. O problema é que o sistema é muito quadrado, rígido, inflexível e fundamentado em paradigmas muito antigos, que já não são mais adequados para as mudanças brutais que a tecnologia gerou na sociedade moderna. Dessa forma, você, que é redondo, tenta se encaixar em um sistema quadrado. É claro que isso não vai dar certo. A principal influência para que você tenha se tornado quem você se tornou é a sua família. A sua família moldou você e esperou que você se tornasse a pessoa que ela gostaria que você se tornasse. E não tem problema nenhum nisso, contanto que a pessoa que você tenha se tornado realmente satisfaça o seu ser. Se a pessoa que você se tornou gera autorrealização para você, ótimo. O problema é que nem sempre é assim, aliás, na maioria das vezes não é assim. Então você precisa ter um pensamento crítico apurado para perceber e entender se quem você se tornou foi quem você realmente queria se tornar ou a pessoa que você se tornou é fruto apenas das expectativas dos seus grupos de convívio mais próximos. Se você não se tornou quem você quer se tornar, reinvente-se. É difícil ir contra o seu grupo mais próximo, mas é inevitável se você quer viver uma vida legítima, uma vida em que você é aquele que cria e vive a própria história. Se você sabe que não se tornou quem você queria ter se tornado porque o seu grupo de convívio mais próximo quis que você se tornasse outra pessoa saia dessa enrascada o quanto antes, doa a quem doer, reclame quem reclamar, chore quem chorar. Porque não vale a pena viver a vida de outra pessoa. Você só tem uma vida. E você só tem algumas décadas de vida. Não desperdice o seu tempo não fazendo aquilo que você quer fazer e não sendo aquela pessoa que você quer ser. Faça o que você quer fazer. Seja quem você quer ser. Seja legítimo.

Dia 86: O que você conseguiu?

Estamos chegando em mais um final de ano, hoje já é quase natal e mais um ano está indo embora. Cada vez mais, parece que os anos voam. Estamos perto da próxima década e parece que foi ontem que eu entrei na faculdade, em 2010. Mas, enfim, o que eu quero saber hoje é o que você conseguiu. O que você conseguiu este ano? O que você fez de relevante na sua vida? O que você conquistou? No começo de 2019 você traçou metas para si mesmo? Ou você aceitou permanecer um ano inteiro à deriva, apenas reagindo às circunstâncias, pessoas, eventos e acontecimentos? Será que você viveu um ano de crescimento, expansão, evolução e melhoria pessoal, ou apenas repetiu o mesmo ano que você havia vivido anteriormente? Você conseguiu realizar as suas metas? Ou será que você nem traçou metas? Se você não conseguiu cumprir todas as metas que você traçou, o que faltou? Por que você não conseguiu? O que você deveria ter feito? Como você deveria ter feito? O porquê você deveria ter feito? Já estamos quase no último dia do ano, mas mesmo que você não tenha feito nada, ainda dá para mudar e gerar um grande resultado expressivo. Ainda dá para fazer o seu ano valer a pena. Sabe como? Mudando a sua perspectiva de uma vez por todas. Mudando de vez a sua mentalidade. Você tem que entender de uma vez por todas que se você não forçar a barra, criando metas, traçando planos de ação e agindo massivamente todos os dias para fazer alguma coisa, nada vai acontecer na sua vida e ela vai continuar sendo sempre a mesma. Porque o nosso cérebro quer nos manter na zona confortável, preservando a nossa energia. Não é incomum, quando não muda intencionalmente, você passar alguns anos da sua vida no piloto automático, fazendo rotineiramente as mesmas coisas todos os dias, sem evoluir em nada, sem crescer e se desenvolver. E aí, no fim das contas, você acaba vivendo o mesmo ano repetidas vezes. Essa situação é triste. Não vale a pena. Por isso, se você não conseguiu muita coisa esse ano, ainda dá tempo. Ainda dá para, de uma vez por todas, você tomar a decisão de começar a tomar o controle da sua vida, ser o líder de si mesmo e o tomador de decisões do próprio destino. Se você realmente se compromete com isso, então eu faço um desafio para você. Eu desafio você a mudar intencionalmente uma coisa na sua vida nos próximos 7 dias – e não importa o dia, o mês e nem o ano em que você esteja lendo isso. Porque se você realmente aceitar o desafio, você vai poder dizer que o seu ano valeu a pena, porque você conseguiu mudar uma coisa, mesmo que pequena. Se você não aceitar, então o que restará? Restará aquilo que você conseguiu esse ano. E o que você conseguiu?

Dia 87: Qual é o seu nível de originalidade?

Você é novo e inovador ou apenas mais um produto do meio? Você é original ou mais uma peça na engrenagem do sistema? Você tem ideias próprias e age a partir dos seus próprios valores e convicções ou aceitou seguir aquilo que o sistema impôs para você sem ao menos questionar o status quo e buscar por outras alternativas? Ser original é ter voz própria, mente própria, atitude própria. Ser original é ser único, fazendo diferente. Ser original é não ser mais do mesmo, é não seguir pelo convencional, é mudar, revolucionar, encontrar outro caminho, o próprio caminho. Porque é muito fácil você chegar na metade da vida e perceber que não é original, é o mais comum, na verdade, você chegar aos 30 anos e perceber que se tornou mais um produto do meio medíocre em que vivemos, mais um peão que trabalha de acordo com o que o sistema prega para a gente. É muito comum você ser comum. E eu detesto ser comum. Qual é a graça de ser comum? Qual é a graça de ser mais um na multidão? Qual é a graça de ser amarelo no meio de mais um bilhão de amarelos? Você já pensou em ser vermelho no meio de tantos amarelos? Ou quem sabe azul? Verde? Roxo? Cinza? Qualquer cor, menos a cor padrão. Não seja mais um boneco do sistema, uma marionete controlada pelas mãos de outras pessoas. Questione, ouse, arrisque, invente e se reinvente, mas, de maneira nenhuma, aceite passivamente as ordens e obrigações que o sistema quer impor na sua vida a todo custo. Você é um original em potencial, todos somos, porque nosso cérebro é uma máquina pronta para se modelar, se inventar e se reinventar. O primeiro passo para que você se torne original é entender que você pode se tornar original. É entender que você não precisa ser mais um na multidão, é entender que você pode se destacar. E, veja bem, se destacar, nesse sentido, não quer dizer criar nenhuma obra magnífica para a humanidade. Até pode ser, mas não precisa, necessariamente, ser. Ser original significa, em essência, fugir do padrão, não ser comum. Apenas o fato de você ir contra a corrente, remando contra a maré, já torna você um original. É claro que essa é apenas a minha opinião. Eu não vejo graça em ser mais um no meio da multidão. Se para você esse tipo de vida vale a pena, sem problemas. Cada um é livre para fazer as próprias escolhas. Mas seguir o seu próprio caminho, ouvir a sua própria voz e criar a sua própria obra é muito mais gratificante e realizador, isso eu garanto para você. Então decida. Você quer ser original? Ainda há tempo. Nunca é tarde. O seu cérebro tem uma capacidade incrível de se modelar e se reinventar, como eu disse. Então só depende de você sair do padrão e fazer diferente.

Dia 88: Você tem sonhado acordado?

Mais importantes do que aqueles sonhos que você tem dormindo, são os sonhos que você sonha acordado. Você tem sonhado acordado? Aquele velho clichê de que sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho é a mais pura verdade. Se eu posso sonhar grande, por que eu vou sonhar pequeno? Vai dar o mesmo trabalho. Ah, mas vai ser muito desconfortável, vai ser muito cansativo. Mimimi, mimimi, mimimi. Para. Chega. Se livra dessa postura vitimista. Se livra dessa conformidade. Se livra dessa falta de protagonismo. Vai dar trabalho mesmo, e vai dar muito trabalho, vai dar tanto trabalho a ponto de você achar que não vale a pena tanto trabalho. Mas e daí? O que você quer da vida então? Você quer ficar sentadinho, o dia inteiro, assistindo Netflix? Você quer ficar na moleza o resto da vida? Se a sua resposta for sim, eu sinto lhe informar, mas você vive uma vida triste. Um ser humano precisa produzir, trabalhar, estudar, viver com significado. Lutar por um grande sonho torna você vivo, faz com que você viva com intensidade, com tenacidade, com voracidade, com sagacidade, com vontade de acordar todos os dias, abrir os olhos e partir para cima. O mundo é dos grandes sonhadores. De Copérnico à Martin Luther King, de Leonardo da Vinci à Elon Musk, todos que mudaram o mundo foram grandes sonhadores. Você pode aceitar ter um sonho pequeno, claro, como todos fazem. O sonho da casa própria, o sonho do emprego com um alto salário, o sonho do carro do ano, o sonho da viagem para a Europa. Francamente, que sonhos pequenos. Não tem mais nada por aí? Sério mesmo? Você não quer suplantar esses sonhos tão medianos? Quanta pequenez. Você pode muito mais do que isso. Você é muito mais capaz. Por que não sonhar em viajar para a Lua? Por que não sonhar em criar uma empresa listada na Bolsa de Valores? Por que não sonhar em escrever um livro best-seller? Por que não sonhar em ajudar um bilhão de pessoas? Por que não sonhar em ter dez filhos? Por que não sonhar em fazer a coisa mais difícil que você pode imaginar agora? Você pode deixar para o mundo uma obra muito maior do que aquela que vislumbra neste exato momento. Então trate de colocar em pauta um sonho que hoje você acredite ser de impossível realização. E, principalmente, um sonho que não esteja relacionado apenas com você. O meu carro, a minha casa, a minha empresa, o meu corpo, o meu dinheiro. Pare de sonhar tanto só com você e inclua outras pessoas no seu sonho. Adote um sonho que esteja relacionado com a atitude de ajudar as outras pessoas. Adote um grande sonho que esteja ligado com o ato de tornar a vida dos outros seres humanos melhor. Isso vai tornar você, por experiência própria, extremamente feliz e realizado. Sonhe acordado, e sonhe muito mesmo, mas não seja mais um individualista raso, alcance a profundidade pensando no coletivo, em como você pode tornar o mundo um lugar melhor com o seu sonho. Todos os grandes sonhadores têm essa característica, os sonhos deles, invariavelmente, estão relacionados com o fato de deixar o mundo um lugar melhor para todos.

Dia 89: Eu estava precisando disso

Hoje, agora, na verdade, eu oficialmente entrei de férias. Eu estava precisando disso. Venho trabalhando há muitos anos sem férias, inclusive nos finais de semana. Sinto que preciso tirar um tempo para recarregar. Sinto que preciso descansar um pouco e tirar a mente e os pensamentos do trabalho. Eu tenho uma rotina flexível, porque trabalho em casa, mas mesmo assim, inevitavelmente, acabo trabalhando bastante. E todos nós precisamos de férias. Um homem não vive só de trabalho, precisamos também do estudo, do lazer e do descanso. É preciso parar. É preciso parar para parar. É justo. Faz bem. Abre a sua mente. Expande a sua consciência. Eu vou aproveitar este período, que será de duas ou três semanas, para fazer coisas completamente diferentes daquelas que eu faço na minha rotina. Eu escrevendo este texto em outro horário, fora do habitual, para mudar até o nível de ondas cerebrais no qual estou habituado a escrever os textos. Talvez saiam coisas diferentes por causa disso. Nessas férias quero abrir a cabeça e expandir o meu entendimento de mundo, quero voltar outra pessoa, com outras ideias e perspectivas. Vou dormir e acordar na hora que der na telha, sem despertador, apesar de que, muitas vezes, eu já acordo sem despertador. Mas abrir os olhos na hora que o seu corpo quiser é a melhor coisa, não é verdade? Se você também vem trabalhando há muito tempo sem tirar férias, talvez seja a hora de você também dar um descanso para si mesmo. Você merece. Todos merecemos. Concorda? O texto hoje vai ser até mais curto, porque eu realmente quero ficar de pernas para o ar, sem nenhum compromisso, sem nenhuma formalidade, sem nenhuma rotina pré-programada. Então eu vou indo nessa. Mas não se preocupe porque os textos aqui não vão parar. Essa é a única coisa do meu trabalho que eu ainda vou manter nessas semanas de férias. Porque, como você deve saber, o meu comprometimento é maior do que tudo. Quando eu falo eu falo. Quando eu me comprometo eu me comprometo. Porque eu não tento, eu faço. Então, se eu disse e me comprometi com estes textos, não existe a mínima possibilidade de eu parar de escrevê-los. Você ainda vai me ver todos os dias aqui, por um bom tempo. Até eu me comprometer em deixar de escrevê-los (que eu não sei se vai acontecer). Por hoje é isso. Um grande abraço e boas férias!

Dia 90: Feliz Natal!

Hoje, nessa noite, comemoramos o natal. Feliz natal! Que você realize tudo aquilo que deseja na sua vida e conquiste todos os objetivos que traçar. Só não apenas espere realizar tudo aquilo que você quer, busque ativamente por realizar os seus sonhos. Como eu digo sempre, nada vai acontecer se você não tomar a decisão de fazer acontecer. Então sonhe, mas aja, aja todos os dias, proativamente, para realizar tudo aquilo que você quiser. Eu desejo que você realize todos os seus grandes sonhos e, acima de tudo, que você seja muito feliz. Porque no final isso é o que mais importa, que sejamos felizes. O que mais importa é você acordar todos os dias feliz, com vontade de levantar para produzir e viver mais um dia em grande estilo, simplesmente porque você percebe que tem o privilégio de poder respirar e existir. Curta hoje com as pessoas que você mais ama na vida, porque elas são o que mais importa na sua vida. As pessoas fazem você feliz. São as pessoas que fazem você feliz. A sua maior fonte de felicidade são os seus relacionamentos mais íntimos, as pessoas mais próximas de você, e a convivência que você tem com elas. É isso o que faz você feliz. Então viva e conviva! Hoje é um dia para descansar, um momento para relaxar e curtir. O que deveria ter sido feito já foi feito, então esqueça de todo o resto, apenas viva o momento presente, apenas saboreie a ceia de natal com a sua família e as pessoas queridas que estarão junto com você, focando-se totalmente no momento presente. Cada dia que passa em nossas vidas, na verdade cada segundo, não volta mais. Cada momento é único e insubstituível, você nunca mais viverá o que acabou de viver no segundo que acabou de passar. Então aprenda a viver, aprenda a ser feliz no único momento que existe, o aqui e agora. O presente é um presente, então aprenda a aceitá-lo como ele é. Mais uma vez, feliz natal, tudo de bom para você e sua família. Ainda tem muito pela frente, a vida é uma aventura a ser vivida e uma maravilha incomparável. Pense bem, você tem o privilégio de viver, você tem o privilégio de existir. Você pode pensar, se mexer, viver. Só isso já não basta para que você seja uma pessoa feliz? Poucos têm o privilégio de viver. E poucos têm o privilégio de viver como um senhor do mundo, um homo sapiens. Mas nós podemos, então aproveite. Feliz natal!

Dia 91: A dificuldade em mudar padrões

Eu acordo todos os dias às 5:00, talvez você saiba disso ou não. Eu durmo entre 21:00 e 21:30 diariamente às 5:00. Nessa férias, como você deve ter lido em um texto passado, eu decidi não ter mais horário para dormir e acordar. Antes de ontem fui dormir pelas 23:00 e ontem fui dormir era quase meia-noite. E sabe o que aconteceu? No primeiro dia acordei às 5:10 e no segundo dia, hoje, acordei às 5:08. O cérebro tem uma grande dificuldade em mudar padrões, meu organismo já está habituado há tanto tempo em acordar nesse horário de modo que mesmo que eu tente, no começo, não é fácil mudar. Como você também já deve saber o cérebro adora padrões porque os padrões, as rotinas automatizadas, economizam a nossa energia e, consequentemente, preservam a nossa sobrevivência. É por isso que é tão difícil mudar um padrão, porque o cérebro faz de tudo para que você mantenha ele. E sabe qual é o segredo para mudar um padrão? A insistência. Você precisa insistir em uma uma nova rotina, até que o seu cérebro se acostume com ela e passe a adotá-la. Hoje, por exemplo, eu acordei às 5:08, mas virei para o lado e consegui dormir até às 5:58, o que não consegui fazer ontem quando acordei às 5:10, mesmo tendo dormido muito menos do que o habitual. Por isso, se você realmente quiser mudar um padrão, é preciso insistir, gradativamente, passo por passo, etapa por etapa, para que o seu cérebro se acostume com o novo comportamento e, de fato, consiga mudar. Pode ser que no começo seja difícil para você, e provavelmente será, mas se você quiser mudar essa adaptação inicial precisa ser vencida. Quando você insiste, insiste e insiste, mesmo diante do desconforto, não existe outra opção para o seu cérebro, apenas aceitar e se adaptar a uma nova rotina, porque pode ter certeza que ele fará isso. O seu cérebro vai se adaptar a uma nova rotina da mesma forma que ele se adaptou na sua rotina habitual. Então, se você quiser mudar, tome repetidamente a nova e mesma atitude, no mesmo horário, diariamente. Insista até que o seu cérebro não tenha outra opção. A dificuldade em mudar padrões pode ser vencida através da sua insistência.

Dia 92: Qual é o seu trabalho intelectual?

Você realiza, regularmente, algum tipo de trabalho intelectual? O ser humano tem, basicamente, 4 dimensões. E uma dessas 4 dimensões importantíssimas é a dimensão mental. Quando você trabalha a sua mente, você trabalha o seu intelecto. O meu trabalho intelectual consiste, basicamente, em ler bastante e escrever bastante. Eu leio e escrevo bastante todos os dias. O próprio ato de eu escrever todos os dias trabalha o meu intelecto. Eu preciso usar muito a minha mente para conseguir escrever diariamente mais um texto. E não é fácil, mas eu sempre consigo. E eu consigo porque quanto mais eu escrevo e treino meu intelecto, mais eu desenvolvo a minha inteligência e a minha capacidade de desenvolver novas ideias e concepções. Nós vivemos em uma cultura em que quando saímos da faculdade praticamente paramos de ler e escrever (com exceção de pessoas em que o trabalho depende da leitura e escrita). Mas quando você não trabalha a sua mente, aos poucos ela vai se atrofiando. Aos poucos ela vai definhando, fica enferrujada, rígida, inflexível. Por isso você precisa ler e escrever. Você precisa trabalhar a sua mente todos os dias. Uma mente ativa mantém o seu cérebro ativo, que mantém a sua saúde em alta, de modo geral. Trabalhar a sua mente desenvolve a sua inteligência e a sua capacidade de enxergar além. O ser humano é muito complexo e é sustentado por uma engrenagem que engloba várias partes. Se todas as partes não funcionam em harmonia, com congruência, alguma coisa de errado acontece. E uma das partes que mais precisa estar funcionando bem é a parte mental. Trabalhar a sua mente não é uma opção, é uma obrigatoriedade. Você não trabalha a sua mente e não desenvolve o seu intelecto? Então, pelo seu bem, adote atividades introduzindo-as em sua rotina que desenvolvam a sua mente. A minha sugestão é exatamente o que eu faço: ler e escrever todos os dias da sua vida.

Dia 93: Todos passam por isso

Desde que eu entrei de férias percebo que estou sem inspiração para escrever. Você também percebeu isso? Parece que os textos estão piores. E está mais difícil para escrever. Estou meio que me arrastando para escrever. Acho que é por causa da mudança total de rotina, das noites de pouco sono, da falta de engajamento cerebral, porque o meu cérebro está habituado a escrever cada texto em um determinado horário específico e agora eu estou escrevendo em horários aleatórios. Mas o fato é que todos passam por isso. Todos passam por momentos de baixa inspiração. Ninguém consegue produzir em alta performance durante o tempo inteiro, 365 dias por ano. Então tive o insight de escrever sobre isso. A falta de inspiração me inspirou a escrever sobre a falta de inspiração. E nesta parte do texto já me faltam palavras, eu já estou querendo encerrar o texto e ir fazer outra coisa. Aliás, nem para ler eu estou com vontade hoje. Já acumulei leitura de ontem, que ficou para hoje, e hoje também não estou afim de ler, mas vou ler mesmo assim. Enfim, fazer o quê? Isso faz parte de ser humano. São quase 100 dias escrevendo todo santo dia com muita inspiração e motivação, por isso eu sabia que esse momento seria inevitável. Na verdade, eu percebo que temos padrões de altos e baixos, em tudo o que gostamos de fazer. Para mim sempre foi assim, na musculação, no trabalho, na leitura, no desenvolvimento pessoal, no empreendedorismo. Na maior parte do tempo eu tenho um grande interesse, mas de vez em quando dá uma cansada. Também sou um ser humano. Tudo que é demais, inevitavelmente, acaba enjoando. Mas, felizmente, a força sempre volta. Ela sempre volta. O interesse e a motivação pelas áreas que eu sou apaixonado sempre voltam. E é incrível que, neste exato momento, enquanto eu escrevo, a minha inspiração e motivação estão voltando. Apenas por começar a fazer eu me inspirei e me motivei. E o texto está se desenrolando. O fato é que é importante que você esteja ciente disso, você vai viver momentos de baixa inspiração e motivação, até naquelas coisas que você ama fazer hoje e faz com muito prazer. Você terá momentos de baixa, isso é inevitável. Mas você vai voltar, porque nós sempre voltamos. Os interesses, às vezes, mudam, mas nós sempre acabamos retornando para a nossa essência, porque ela nos preenche, nos satisfaz e nos realiza, então, uma hora ou outra, a sua motivação e inspiração voltam.

Dia 94: Eles não se entendem

Final de ano e época de natal combinam com o quê? Com encontros familiares, não é verdade? Mas, muitas vezes, encontros familiares acabam em quê? Desentendimentos, divergências de opiniões e discussões acaloradas. Não é assim na sua família? Na minha pelo menos é. E você sabe o porquê as pessoas não se entendem? Porque elas tentam encaixar uma peça azul no quebra-cabeças verde das outras pessoas. As pessoas não se entendem porque elas falam em chinês e querem que os outros entendam em italiano. Não é preciso muito para perceber que isso não vai dar certo. As pessoas não se entendem porque existe uma divergência de valores, o que gera inconsistência e incongruência entre elas. A solução é aprender a entender o outro. A solução é conseguir enxergar o mundo através das lentes do outro, e não a partir das nossas próprias lentes. É preciso empatia para conseguir entender a outra pessoa. Não é fácil desenvolver a empatia, mas é possível. No final das contas, não se trata de estar certo, não se trata de impor ferrenhamente as suas opiniões e as suas crenças para as outras pessoas, mas de entender e aceitar os pontos de vista e as crenças delas. Se trata de entender e aceitar que diferenças existem e que nós podemos conviver com elas. Entender que nem todos são iguais e nunca serão. Entender que o seu direito é tão importante quanto o direito do outro. Entender que a cooperação é mais eficaz do que a competição. Entender que se você tivesse nascido no mesmo lugar, tivesse a mesma criação, vivido as mesmas experiências, lido os mesmos livros, sido criado pelas mesmas pessoas, nas mesmas circunstâncias, ou seja, se você fosse a outra pessoa, você seria exatamente igual a ela. Porque você é um ser humano igual ao outro. E todos nós, como seres humanos, estamos sujeitos às mesmas programações cerebrais e mentais. O que você é e a maneira como você pensa não passa de uma programação do cérebro. E a outra pessoa também. São apenas duas programações diferentes coexistindo. Se a sua programação fosse exatamente igual à programação da outra pessoa, você seria exatamente igual a ela, nos mínimos detalhes. Pensar neste simples fato traz uma grande dose de empatia para você e pode te ajudar no seu próximo combate interpessoal, que eventualmente pode – e vai – acontecer.

Dia 95: Eu não pensei que falaria isso

Hoje, no 95º dia de reflexões do dia, eu estou pensando em desistir. Eu disse que estou pensando, não que eu vou desistir. Na verdade, não estou nem pensando, apenas passou pela minha cabeça em desistir. Porque eu nunca vou desistir. Como eu já falei, o meu comprometimento é maior do que tudo. É por isso que eu não desisto nunca daquilo que eu quero. Não sei se é a rotina de férias que estou vivendo, mas a inspiração para escrever os textos está baixa. Tipo Ronaldinho Gaúcho em fim de carreira, sabe? E o fato é que você, na sua vida, vai pensar em desistir em vários e vários momentos. Seja lá o que você estiver buscando, uma hora a vontade de desistir vai passar pela sua cabeça. Mas será que você vai desistir? Essa é uma grande diferença entre aqueles que têm sucesso daqueles que não tem. Aquelas pessoas que não alcançam o sucesso porque não conseguem o que querem cedem ao pensamento de desistência. Quando a vontade de desistir surge em suas mentes, rapidamente elas aceitam e desistem. Por outro lado, aqueles que são bem-sucedidos não desistem nunca, mesmo que tenham muita vontade de fazer isso. Você sempre vai ter vontade de desistir. Sempre. Mas nessas horas, quem será você? Aconteça o que acontecer, passe eu pelo que eu passar, nunca vou desistir. Eu sempre vou estar aqui, até porque sei que essa é só uma fase. É assim que é. Ou você desiste ou você vence. A desistência daquilo que realmente se quer na vida é para os fracos. O que você escolhe? Não importa o tipo de pensamento que surja na sua cabeça, o que importa é o que você vai fazer com ele. Na minha cabeça surgiu o pensamento da desistência. E o que eu fiz com ele? Nada. Deixei que ele viesse e fosse embora. Simplesmente não permiti que ele me vencesse. Eu venci ele. Estou aqui vencendo ele. Você nunca perde para os seus pensamentos, nem para fatores externos, você perde apenas para si mesmo. Você só pode perder para si mesmo. Quando desiste você perde para si mesmo. Portanto, olhe para aquelas coisas que você realmente quer realizar na vida, porque sabe que elas têm grande valor, e se comprometa em não desistir nunca delas, acontecendo o que acontecer.

Dia 96: Nesse caso, esqueça todos

Eu sempre falo que você precisa de pessoas para viver e ser feliz. Mas tem um aspecto que você precisa esquecer de todos. Sabe qual é? Quando o assunto é a sua vida. Quando o assunto é o que você vai se tornar na vida. Sabe por quê? Porque existe uma grande pressão social, de todos os lados, e principalmente da família, para que você “se torne alguém na vida”. Você precisa se tornar alguém na vida, não é verdade? O que é ser alguém na vida? Você quer ser alguém na vida? Quantas vezes você já ouviu isso de outras pessoas? Você não precisa se tornar alguém na vida. Você precisa se tornar quem você quer se tornar. É a sua vida. Você só tem uma vida. Uma vida que passa rápido, muito rápido. Por isso você não pode aceitar ser aquilo que outras pessoas querem que você seja, mesmo que isso signifique magoar e desapontar todos aqueles que estão ao seu redor. Todos mesmo. É uma atitude muito tirana querer impor o que os outros precisam ser. E infelizmente é isso o que acontece conosco. Desde que nascemos os outros impõem o que nós “precisamos ser”. E aí você pode acabar se sentindo mal, muito mal, por não se enquadrar nas expectativas que as outras pessoas criaram para a sua vida. Ou você acaba se tornando frustrado e infeliz porque você vive para satisfazer as expectativas de todas as outras pessoas, menos as suas. Só que as expectativas supridas devem ser as suas, e não expectativas alheias. Porque como eu falei, é a sua vida. Então esqueça todos. Quando se trata daquilo que você irá se tornar, esqueça as convenções sociais, seja iconoclasta. Seja novo, inovador, original. Faça aquilo que você quer fazer. Nunca ceda às pressões sociais porque você tem medo. Você sempre vai ter medo, mas você não pode ceder. Porque o arrependimento, lá na frente, algumas décadas depois, será o pior sentimento que você vai ter na vida. Você vai chegar no fim da vida extremamente amargurado por não ter feito e sido o que você realmente queria ser, por não ter vivido a vida que você queria ter vivido, por ter sido alguém que os outros moldaram.

Dia 97: O melhor ano da sua vida

Estamos chegando em mais um final de ano. Para variar, este ano também passou voando. Quanto mais vivemos, mais parece que a vida passa rápido. Por isso esse precisa ser o melhor ano da sua vida. Qual a graça de não decidir fazer de cada ano o melhor ano da sua vida? Então vá com tudo e faça desse o melhor ano da sua vida. O melhor que você puder. O melhor que você quiser. A escolha é sua. Fazer o que você quiser fazer da sua vida é uma escolha sua. Todo ano precisa ser o melhor ano da sua vida. A abundância está ao seu alcance. Novamente, qual é a graça de não viver com abundância, sabendo que você pode buscá-la? A abundância não é uma utopia. Todos podem viver em abundância. Não é pecado. Faz bem. Quanto mais abundante você for, mais você pode ajudar os outros a também serem abundantes. Então busque a abundância. Abundância de dinheiro, abundância de saúde, abundância de amor, abundância de bons relacionamentos, abundância de tempo, abundância de autorrealização. Busque a abundância. Porque ela está ao seu alcance. Basta querer. Basta querer, sonhar e, principalmente, agir. Agir para que este seja o melhor ano da sua vida. Eu desejo para você um feliz ano novo e um novo começo, de muitas realizações. Que estas resoluções de ano novo não sejam apenas da boca para fora, mas que de fato se realizem, porque você se comprometeu em realizá-las. Busque a abundância porque esse pode ser o melhor ano da sua vida. Feliz ano novo!

Dia 98: Concessões são necessárias

Em qualquer relação interpessoal nós precisamos fazer concessões. As pessoas têm ideias, pensamentos, crenças, ideologias, ideais, valores e atitudes diferentes. Não há como fugir deste fato, nós somos diferentes, muito diferentes, em vários aspectos. Por isso, em uma relação, qualquer relação, precisamos ceder, para encontrar um equilíbrio. Eu tenho as minhas ideologias, mas também aprendo a aceitar as suas e conviver com elas. Você tem as suas ideologias, mas também aprende a aceitar as minhas e conviver com elas. Eu posso até não concordar com você, mas eu preciso aceitar e entender você. Eu posso até não concordar com você, mas preciso defender até a morte o seu direito de expressar quem você é. Se não for assim, não existe civilidade. Se não for assim, não existe harmonia. Se não for assim, a convivência se torna seriamente prejudicada. Portanto, aprenda a ceder. Aprenda a entender. Porque isso é sinônimo de aprender a conviver. Aprenda a fazer acordos, onde todas as partes saiam beneficiadas e satisfeitas, encontrando um equilíbrio que engloba as vontades de todos os envolvidos. Sempre é possível encontrar uma solução que seja benéfica para todos. É possível. Mas claro, você, assim como o outro, precisará ceder em alguns momentos. Colocando os cérebros para trabalhar em união nós sempre conseguimos encontrar soluções em que todos os envolvidos possam ganhar. A vida não é uma competição, ela deve ser uma cooperação. Quando nós competimos uns ganham e os outros perdem. Quando nós cooperamos todos saem ganhando. Por isso aprenda a cooperar. Você aprende a cooperar aprendendo a aceitar e entender o outro. E você aprende a aceitar e entender o outro aceitando e entendendo as crenças, os valores, as ideias, os pensamentos, as ideologias, os dogmas, os paradigmas e as atitudes dele. De qualquer maneira, esteja pronto para fazer concessões e ceder à outra pessoa. Quando um cede um pouco aqui e o outro um pouco ali, conseguimos encontrar um equilíbrio saudável capaz de satisfazer todos os envolvidos.

Dia 99: Aceite como é

Um dos nossos piores problemas é não aceitar as coisas como são, a vida como é e se apresenta. O problema não é o problema, o problema é sua falta de aceitação a respeito do problema. O problema existe, ele está ali e você não pode lutar contra este fato. Você nunca pode mudar o problema, mas você sempre pode mudar a sua percepção e atitude em relação ao problema. A mudança de perspectiva é o primeiro passo para que você vença o problema. E isso passa pela aceitação. Antes de qualquer coisa você precisa aceitar que o problema existe e que ele não vai mudar. Ficar resmungando, choramingando, se vitimizando, não vai adiantar nada. A pior coisa que você pode fazer é não aceitar, é tentar mudar o que não pode ser mudado. Não existe a mínima possibilidade de fazer isso. Por isso você precisa aceitar. Aceite as coisas como são, aceite as pessoas como são, aceite a vida como ela é. Porque quando fizer isso você quebrará a barreira que existe entre você e o problema, que é justamente a sua falta de aceitação a respeito dele. Só que, veja bem, de maneira nenhuma aceitar as coisas como são é o mesmo que se resignar e ficar conformado, acreditando que você não pode fazer nada a respeito. Você precisa aceitar que o problema existe e que não há nada a fazer contra este fato. Este é o primeiro passo. Mas depois o que você precisa fazer é procurar ativamente por uma solução. Depois que você muda a sua percepção em relação ao problema é preciso mudar a sua percepção em relação à solução. O que você pode fazer não para mudar o fato de que o problema existe, mas para criar um novo resultado e, consequentemente, um novo fato que representa o fim do problema? Essa, com certeza, é uma atitude de um protagonista da própria vida. Um protagonista não luta com o que ele não pode lutar porque ele sabe que a derrota é certa, mas ele age a partir daquilo que ele pode fazer com o que tem em mãos. Portanto, lembre-se sempre: o problema não é o problema, o problema é a sua falta de aceitação em relação ao problema, a maneira que você enxerga o problema e como você age diante do problema.

Dia 100: As atividades essenciais

Nessas minhas férias eu tenho pensado bastante nas minhas metas para este ano e cheguei em uma conclusão que eu já havia chegado há bastante tempo, mas não vinha pondo em prática com consistência. Nós precisamos focar nas atividades realmente essenciais para a nossa vida, em todas as áreas da vida. Eu sou um cara detalhista, perfeccionista e gosto de fazer tudo com muita qualidade. O problema é que, em muitos casos, isso não é necessário. Sempre existem aquelas atividades que são extremamente essenciais porque são elas que geram os maiores resultados em nossas vidas. É o princípio de Pareto. Aproximadamente, 20% das atividades geram 80% dos resultados. Sempre existe aquilo que é essencial. O que é essencial na sua vida? Em cada uma das áreas da sua vida, quais são aquelas atividades que vão gerar mais resultados? É nessas atividades que você deve focar. Você precisa procurar primeiro pela importância e em seguida procurar pela importância dentro da importância. Por exemplo, no meu negócio, o que mais gera resultados é vender, produzir e divulgar conteúdo. Na minha saúde, o que mais gera resultados é cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos. Isso funciona para todas as áreas da vida. Por isso você precisa fazer uma autoanálise para perceber o que, de fato, em cada área da sua vida, gera mais resultados. E aí você precisa se focar, primeiramente, nessas atividades. Depois você vai para o resto. Enquanto você não conseguir gerar resultados reais e expressivos nas atividades principais, esqueça todo o resto. Se foque em fazer com excelência aquilo que é primordial, depois vêm o resto. Não adianta esmiuçar o que não deve ser esmiuçado e exaustivamente trabalhado no momento. Esqueça os detalhes irrelevantes e mantenha o seu foco e a sua energia nos pilares que sustentam cada uma das áreas da sua vida. Não tem coisa mais ineficaz do que fazer excelentemente algo que não deveria ser feito. Comece pelo básico e essencial, que gera grande parte dos resultados. Depois, quando você estiver muito bom e tiver muita consistência no básico, aí sim, só assim, só depois disso, você parte para ficar bom nos detalhes, nas atividades secundárias que geram a menor parte dos resultados.

Dia 101: O descontrole emocional

As emoções são poderosas influenciadoras dos seres humanos. As emoções positivas e negativas nos mudam totalmente, mesmo que momentaneamente. E, ultimamente, mesmo eu tendo um alto nível de autocontrole, estou me deixando ser comandado por emoções negativas como raiva, ira e agressividade. Nessas minhas férias tenho jogado um jogo online extremamente competitivo onde os jogadores podem conversar uns com os outros. E, infelizmente, tendo me deixado levar pelas provocações de outros jogadores, dos times adversários. É difícil controlar, porque tudo isso está ligado com a nossa sobrevivência, mas não é impossível. Quando você é provocado, como estou sendo provocado muitas vezes, você pode ficar com raiva e revidar, você pode ficar com raiva e não fazer nada ou você pode decidir não ficar com raiva. Em qual nível dos 3 você está? Ficar com raiva e revidar é o mais básico, primitivo e instintivo. Ficar com raiva e não revidar exige uma certa dose de autocontrole e autoconsciência. Já o terceiro nível, decidir não ficar com raiva, é o ápice do autocontrole, porque isso não é fingir que você não está com raiva, é realmente, de fato, conseguir não ficar com raiva. Porque não é o que o outro fala, é como você se permite ser impactado por aquilo que o outro fala. Você consegue, se assim quiser, não ser impactado. Mas, para isso, é preciso treinar essa habilidade, a capacidade de não se permitir ser afetado emocionalmente por aquilo que os outros falam para você. Ter a consciência plena desse cenário é a grande chave para que você consiga se desvencilhar dos truques que os nossos cérebros pregam na gente. Saber claramente e racionalmente que você está sendo dominado pelas suas emoções negativas e falar isso para si mesmo é a grande chave para que você consiga atingir um nível de autocontrole emocional muito grande. Porque quando não tem essa consciência você continua no piloto automático, sendo comandado pelas emoções negativas. Mas quando você toma a consciência, aí sim você pode intervir racionalmente e escolher outra maneira de pensar, sentir e agir.

Dia 102: Quantas experiências podemos viver?

Um ser humano vive, em média, quase 80 anos. Mas, durante essas 8 décadas, quantas experiências nós vivemos? E quantas nós podemos viver? Você já parou para pensar que as experiências que podemos viver são infinitas? Existem trilhões e trilhões de combinações de experiências que podemos viver. Nós poderíamos viver 1.000 anos e mesmo assim não conseguiríamos viver todas as experiências que podemos viver. Mas por que, mesmo podendo viver muitas e muitas experiências, nós passamos uma vida inteira vivendo muito menos experiências do que poderíamos viver? Você conhece pessoas que vivem o mesmo ano há 30 anos? Pessoas que viveram um ano repetido 30 vezes? Eu conheço várias pessoas assim. Aquelas que trabalham de segunda à sexta-feira em um emprego comum e esperam o final de semana para beber e assistir televisão até domingo de noite, quando ficam tristes porque a segunda está chegando novamente. Eu conheço pessoas que fazem isso há 30 anos. Infelizmente, essa é uma vida triste, morna, sem graça, limitada. O nosso cérebro age para que nós fiquemos confortáveis, por isso é normal entrar na rotina e permanecer nela. É confortável. É agradável. Então nós tendemos a querer fazer sempre as mesmas coisas, daquele jeitinho que a gente faz tão bem. Porém, sabendo conscientemente disso, você pode tomar a decisão de viver novas experiências todos os dias. Para que você tenha uma vida em que pode viver quantas experiências quiser durante os seus dias você precisa de liberdade. E para ter liberdade, no mundo em que vivemos, você precisa comprar o seu tempo. E para comprar o seu tempo você precisa ter fontes de rendimentos passivos que supram as necessidades financeiras do seu estilo de vida. Em outras palavras, você precisa ter independência financeira, não trabalhar mais pelo dinheiro. Se você conseguir chegar nesse patamar, ótimo, mas isso não é uma desculpa para que você viva um ano repetido 30 vezes. Enquanto você busca a sua independência financeira (porque você deve fazer isso), você pode – e deve – se forçar a viver novas experiências diariamente. Não precisam ser grandes experiências, podem ser pequenas coisas. Podem ser pequenas atitudes, pequenas atividades que façam você fazer coisas diferentes. Como eu disse, existem trilhões de combinações de experiências que você pode viver, então seja criativo e se abra para a vida. Experimente coisas novas, todos os dias, em todos os momentos que você puder. A sua vida pode ser muito mais interessante do que ela é agora, pode ter certeza disso.

Dia 103: Um poder ilimitado

A mente humana é poderosa demais. Nós, como seres pensantes, cujos pensamentos surgem de nossa própria mente, ainda não conseguimos conceber e desvendar todo o poder da nossa própria mente. A sua mente pode pensar sobre ela mesma. A mente pode pensar a respeito do fato de que ela pensa. Isso é incrível, você não acha? Ainda existem muitos mistérios a respeito da mente, apesar de que ultimamente estamos avançando bastante nas ciências cognitivas. Ainda assim, muito dos processos mentais permanecem um mistério. Eu só sei que a mente é poderosa demais e ela é capaz de nos jogar na lama ou nos levar ao triunfo. Tudo começa na sua mente. Tudo que existe no mundo e foi criado pelos seres humanos começou, primeiramente, como um projeto mental. Tudo foi, antes de tudo, pensado, idealizado, mentalizado. O computador que eu escrevo, a mesa que eu uso, a cadeira que você está sentado, o celular ou tablet que você utiliza, o chão que sustenta você, enfim, tudo o que foi criado fisicamente por um ser humano foi, antes de qualquer coisa, criado mentalmente. E a execução dos projetos que criaram tudo o que existe também foi planejada e realizada por uma mente humana. A nossa mente é fenomenal. Ela nos elevou ao patamar de senhores do mundo. Sem ela, pouco evoluiríamos. E o fato é que a sua mente faz você perder ou vencer. Se a sua mente acredita que você não pode, ela está certa. E se a sua mente acredita que você pode, ela também está certa. Por isso, o seu trabalho, caso queira ser uma pessoa vitoriosa, é aprender a usar a sua mente a seu favor. É entender como a sua mente funciona, quais são os mecanismos dela, para que você consiga fazer com que essa ferramenta extraordinária jogue ao seu lado, e não contra você. A chave mestra de todo e qualquer sucesso que você quiser alcançar na vida é aprender a dominar e usar a sua mente. Então desvende e use o seu poder ilimitado.

Dia 104: Se for inevitável, faça

Talvez um dia você acorde e perceba que a vida que está levando não é aquela que você sempre sonhou. Talvez você perceba que os seus sonhos não se realizaram e tudo aquilo que você sempre quis se tornar não está nem perto de virar realidade. Talvez você se sinta frustrado, triste, infeliz, ansioso e desesperançoso. Talvez você acredite que a vida que está levando não vai levar você a lugar nenhum. Se um dia você chegar em um momento desses, será preciso tomar uma decisão. A decisão de continuar na mesma vida infeliz que você pode estar vivendo ou decidir largar tudo e recomeçar do zero. Começar de novo. Iniciar tudo novamente. Jogar tudo para o alto e traçar uma nova rota para a sua vida. Se for inevitável, comece do zero. Pense bem. O que você tem a perder? Você só tem uma vida. Você só tem uma chance. Você só tem uma bala, e você precisa dar o tiro certo. Você está nu diante do espelho. Novamente, o que você tem a perder? Recomece. Esqueça tudo o que passou e crie um novo futuro, a partir do presente. Só não caia na armadilha de ficar preso no seu medo de mudar. Porque ele sempre vai existir. O medo de mudar pode ser um grande paralisador porque você não sabe o que vem pela frente. Mas se a sua vida está ruim hoje, do que você tem medo? Do que adianta não agir e continuar sofrendo? Vale mais a dor da mudança e do crescimento do que a dor da monótona e infeliz estagnação. Qual dor você prefere? Será inevitável sentir dor. Ou você vai sentir a dor de continuar na mesma ou você vai sentir a dor de arriscar mudar. Na mesma, você já sabe o que acontecerá. Portanto, se dê a chance de viver uma nova vida, totalmente renovada e melhor. Você merece isso.

Dia 105: Parar para se organizar

Um novo ano começou e com ele a promessa e a esperança de uma vida nova, para a maioria das pessoas, não é verdade? As pessoas criam suas resoluções de ano novo e decidem que irão mudar vários aspectos em suas vidas, mesmo que, repetidamente, ano após ano, poucas coisas mudem. Para que você mude e consiga atingir as suas metas para esse ano é preciso realizar algo essencial: planejamento. Você precisa se planejar. Não temos o hábito de fazer um planejamento. Geralmente, quando criamos metas, isso se criamos, apenas colocamos algumas palavras no papel indicando o que queremos fazer, mas isso é muito vago e gera poucos resultados. Um planejamento bem feito exige que você coloque as suas metas no papel, com um prazo final para a realização das mesmas, junto com um plano de ação para que você consiga cumprir tudo aquilo que você se propôs. Então, se você ainda não fez, sugiro que você planeje agora mesmo o ano que acabou de começar. É isso que eu vou fazer hoje, no fim das minhas férias. Vou planejar, passo por passo, detalhadamente, todo o meu ano de realizações. Essa é uma pequena atitude que leva apenas algumas horas e que gera resultados para o seu ano inteiro – talvez para uma vida inteira. Então pense nisso. Pense e planeje a sua vida inteira para o próximo ano, abrangendo tudo aquilo que você mais quer realizar na sua vida no início desta nova década.

Dia 106: Faça o que eles fazem, consiga o que eles conseguem

O que você quer da vida? Quais são as suas maiores metas e os seus maiores sonhos? Quais são os grandes objetivos que você quer alcançar? Tudo aquilo que você mais deseja, certamente, já foi realizado por algum ser humano no planeta Terra. Qualquer coisa que você quiser fazer, com certeza, alguém já fez. Bem, tudo, tudo, tudo, talvez não. Se você tem ideias como as de Elon Musk talvez você não encontre alguém que já tenha feito o que você quer fazer. Você conhece alguém que já colonizou Marte? Eu não. Mas, enfim, pode ter certeza de que para 99,9% das metas que você tem na vida existe pelo menos uma pessoa que já fez o que você quer fazer. Então sabe o que você deve fazer? Encontrar essas pessoas e copiar o que elas fizeram. Simples assim. Copiar as mesmas estratégias que aquelas pessoas que realizaram o que você quer realizar usaram é a receita mais rápida para que você consiga atingir os resultados que você quer atingir. Dessa forma você pega um atalho e corta grande parte do caminho que precisa ser percorrido, você começa a corrida com muita vantagem. Por isso copie, adapte a estratégia à você e melhore. Misture o seu DNA no processo e colha resultados parecidos ou até superiores. A internet possibilita que você encontre qualquer coisa em apenas alguns segundos. Então fica fácil descobrir o que você precisa fazer e como você deve fazer aquilo que você tem que fazer para chegar nos resultados que você quer chegar. Dessa forma, a única coisa que resta é a sua capacidade de agir tomando atitudes diariamente até que você consiga chegar aonde você quer chegar. A falta de conhecimento não é mais uma desculpa porque você sempre pode descobrir o que as outras pessoas já fizeram para que você chegue no mesmo resultados que elas chegaram. Portanto, lembre-se sempre disso: se fizer o que elas fizeram você conseguirá alcançar o que elas alcançaram.

Dia 107: Qual é o seu nível de compromisso com a sua natureza?

Você é fiel ao seu compromisso com a sua natureza? Você sabe qual é a sua natureza? Você conhece ou criou a si mesmo? Eu sou fiel ao compromisso com a minha natureza. Eu sou diferente, original, único, especial. Eu fujo da manada, eu me desgarro dos padrões medíocres que a sociedade impõe. Eu sou singular e exerço a minha singularidade. Tentaram me encaixar em um buraco quadrado, mas eu sou um pino redondo, então isso nunca vai dar certo. Eu bato no peito e assumo a responsabilidade por ser e fazer diferente. E não é fácil ser e fazer diferente. É preciso nadar contra a correnteza. Seguir o fluxo da correnteza é muito fácil, você apenas precisa se deixar levar. Difícil é nadar contra a correnteza. A correnteza exerce uma força muito grande contra você, por isso você precisa ser mais forte do que ela. Você precisa desenvolver essa força ao mesmo tempo em que nada, sem nunca ter se preparado para isso. Mas apesar de ser o caminho mais difícil e menos cômodo, nadar contra a correnteza é a melhor coisa que você pode fazer. Nada contra a correnteza significa seguir o curso que a sua natureza quer que você siga, sem permitir que você se desvie em função de influências externas. Porque não ser fiel ao compromisso com a sua natureza é a receita certa para você viver uma vida fracassada, triste, infeliz. Ser fiel ao compromisso com a sua natureza é a receita para viver uma vida plena, feliz, realizada. Imagine ter que se enquadrar, pelo resto da sua vida, em funções que você não nasceu para fazer. Não é muito difícil perceber que isso é um desastre total. Por isso você precisa, de todas as maneiras, ser fiel ao compromisso com a sua natureza. Você precisa ser o que você é, e talvez nem saiba ainda. Se você ainda não sabe qual é a sua natureza, continue procurando, continue testando até você encontrar, ou, ainda melhor, crie a sua própria natureza de acordo com as suas vontades legítimas. E quando você descobrir a sua natureza viva de forma natural. Viva da maneira que você precisa viver, não se enquadrando em modelos pré-programados que a sociedade expõe e quer convencer você, de todas as formas, que você é obrigado a seguir. Se você nasceu no meio de milhares de pinheiros, mas sabe que é uma macieira, não tente se transformar em um pinheiro, porque você nunca conseguirá, isso é impossível. Bata no peito, com muito orgulho, e permita que a sua macieira gere muitas maçãs para o mundo.

Dia 108: Você precisa se impor

Nós temos muito receio em relação àquilo que os outros irão pensar de nós. Ficamos com vergonha e com medo do que os outros pensarão e falarão. Mas do que isso adianta? Por que levamos tanto em consideração a opinião dos outros? Você precisa ser mais você, confiar mais em você e no seu taco. Você precisa se impor. Você precisa mostrar o que veio fazer no mundo. Você precisa mostrar quem você é, quais são os seus ideais e os seus valores. Você precisa levantar a sua bandeira e defender a sua bandeira, independemente de quem vai aprovar ou gostar, porque a vida é sua e a sua vida é o que mais importa para você. Então nunca permita que outras pessoas ofusquem o seu brilho e nunca diminua a si mesmo ou deixe de expressar a sua personalidade porque você tem medo ou vergonha do que os outros pensarão ou falarão. A vida é só uma, muito curta e passageira para que você se permita ser menos do que você pode ser. Ter a autoconfiança e a autoestima elevadas para mostrar quem você é para quem quer que seja é fundamental para que você viva uma vida plena. Porque você não só precisa expressar quem você é, mas de fato ser quem você é. E se não consegue expressar quem é por medo do que os outros irão pensar você não consegue ser quem você é e, por consequência, nunca vive uma vida plena. Viva a vida da maneira que você quiser, sendo quem você quer ser, expressando a sua verdadeira personalidade, sem permitir que você seja comandado pelas opiniões e julgamentos alheios. Tudo vai passar, tudo vai acabar, e nada mais disso aqui importará, então faça o que importa e se importe com o que realmente importa. O que realmente importa é a sua verdade e não o apontamento de qualquer pessoa que seja. Imponha-se para o mundo e você obterá respeito. Primeiro respeito próprio, o seu próprio respeito. Depois o respeito de todas as pessoas ao seu redor. O mundo e a vida recompensam que tem a coragem necessária para impor a própria personalidade, sem medo de ser real.

Dia 109: É hora de voltar

Existe o tempo de trabalhar, o tempo de descansar, o tempo de festar e o tempo de voltar a trabalhar. Eu cheguei no tempo de voltar a trabalhar. Já descansei e festei bastante, mas agora é preciso voltar. Todos nós precisamos disso. O trabalho engrandece o homem, por isso é preciso voltar. Já alonguei minhas férias de duas para três semanas, portanto sinto que está na hora de voltar. E sair da rotina de férias não é fácil, porque já nos acostumamos com uma vida mais tranquila e leve, mas isso é necessário. Quase ninguém aguenta viver uma vida em eternas férias, porque o homem precisa do trabalho para, literalmente, trabalhar a mente, o cérebro e o intelecto. Amanhã eu volto, esse é o compromisso que eu firmo comigo e com você. Amanhã eu volto para a rotina de trabalho intenso e focado, e agora totalmente renovado e com uma nova estratégia. E você? Já está trabalhando? Um trabalho, não necessariamente, é a mesma coisa que um emprego. Um emprego é algo que paga as suas contas, mas um trabalho, além de pagar as suas contas, gera autorrealização. Portanto, se você sempre volta de férias para um emprego, talvez isso seja mesmo um martírio para você. Mas quando você volta de férias para um trabalho, aí sim você percebe como é bom trabalhar. Então, se você tem um emprego, eu sugiro fortemente que você procure um trabalho. Talvez, para você, não seja apenas a hora de voltar, mas a hora de começar, a hora de começar a trabalhar de verdade.

Dia 110: Qual é o seu limite?

Sério, de verdade, o quanto você aguenta? O quanto você aguenta continuar firme diante do cenário mais difícil de todos? Hoje, para mim, está sendo muito difícil. Eu não dormi, passei a noite em claro e estou só o bagaço. Mas, mesmo assim, eu decidi que farei tudo o que eu preciso fazer. Até porque hoje acabaram as minhas férias e eu preciso voltar para o trabalho. Não importa se eu dormi ou não, só vou fazer o que eu tenho que fazer. Fui treinar na academia, mesmo exausto, voltei agora e estou escrevendo. Não importa como eu estou me sentindo, mas sim como eu lido com isso. Como você lida com o pior cenário possível? Qual é o limite que você tem? Sabe qual é o seu limite? O seu limite é aquele mesmo que você se impõe. Eu poderia falar para mim que eu não consigo, que eu preciso descansar, que eu preciso dormir, mas aí eu estaria colocando um limite muito baixo para mim. Eu disse para mim mesmo que eu posso, que eu consigo e que eu vou fazer. E aqui estou eu. O meu limite é não ter limites. Privação de sono, privação de energia, privação de foco, privação de qualquer coisa, nada me para, nada é capaz de me parar. Somente eu posso me parar. São apenas momentos passageiros, temporários, que logo vão embora, mas o meu compromisso e a minha força interior continuam aqui, intactas, inabaláveis. Como dizia Henry Ford, se você acredita que pode, você está certo, e se você acredita que não pode, você também está certo. De qualquer maneira você está certo, você está sempre certo. A sua certeza guia a sua vida. E a sua certeza é você quem faz, é você quem cria. Então qual é a sua certeza? Qual é o seu limite? O que você escolhe para si mesmo? O poder pessoal é a chave para você ser dono do mundo. Porque o mundo, em essência, é você. O seu mundo é criado por você. Ponto final. Portanto, escolha o limite que você quer ter. Eu, como falei, decidi que o meu limite é não ter limites.

Dia 111: Conecte-se com o seu animal

Nós caçamos, coletamos e evoluímos na natureza durante muito e muito tempo. Nos desenvolvemos vivendo na natureza, nós corríamos atrás de animais e fugíamos de predadores, pulávamos sobre pedras, trepávamos em árvores e estávamos constantemente em movimento, afinal somos animais, animais racionais, da espécie homo sapiens. Mas hoje em dia, com toda a tecnologia e em função do nível avançado da sociedade em que vivemos, paramos de nos conectar com nosso instinto animal. Não é incomum ver pessoas vivendo décadas da vida dentro de um apartamento, pouco se mexendo, sem ter contato nenhum com a natureza e sem se conectarem com o animal interno. Você se conecta com o seu animal? Isso é essencial. Faz parte do seu DNA e da sua evolução, está no seu sangue. Sair na natureza para, principalmente, experimentá-la, mantendo-se em movimento, é uma grande maneira de você se conectar com o seu animal. E você precisa disso. Todos nós precisamos. Por isso, se você não tem o hábito, passe a se conectar com o seu animal interior constantemente. Saia na natureza para mexer o seu corpo. Viva como os seus ancestrais viveram. Liberte o seu animal interno.

Dia 112: Qual é o seu maior problema?

Todas as pessoas do mundo têm problemas. Não importa qual seja a raça, a classe social ou o nível de escolaridade, todos têm muitos problemas. Maiores ou menores, em grande ou pequena escala, todos nós temos problemas, muitos problemas durante a vida. Os problemas são inevitáveis, mas eles são uma benção. É claro que é ruim ter problemas e ninguém gosta de tê-los. Mas ter problemas é bom, sabe por quê? Porque os problemas exigem que você evolua e se desenvolva para conseguir superá-los. Se você não tivesse os problemas que tem, você não precisaria fazer nada, poderia ficar quieto, na sua, sem se mexer, sem precisar crescer como ser humano. Quando tem um problema você é obrigado a desenvolver uma habilidade equivalente para conseguir vencer o problema. Antigamente você não conseguia se comunicar, porque você não sabia falar, e aí você aprendeu a desenvolver a fala. Você resolveu um grande problema e desenvolveu uma grande habilidade. E isso aconteceu várias e várias vezes durante a sua vida. Você desenvolveu todas as habilidades que tem hoje porque foi obrigado a vencer os problemas que apareceram na sua frente. Se esses problemas não existissem você teria poucas habilidades. Então, hoje, qual é o seu maior problema? Qual é a pior coisa que você vem enfrentando? Talvez a sua perspectiva diante do seu maior problema seja negativa. Mas se você parar para pensar, esse grande problema exige que você desenvolva uma grande habilidade. Então qual é a habilidade que você precisa desenvolver para vencer o seu maior problema? Pense por essa perspectiva. Pense pela perspectiva da solução e não pela perspectiva do problema. Esqueça o problema que você tem, foque-se na habilidade que você precisa desenvolver. Ao invés de pensar em qual é o seu maior problema, pense em qual é a maior habilidade que você precisa desenvolver, e aí, de fato, desenvolva essa habilidade. Isso vai mudar a sua vida.

Dia 113: Os esforçados serão recompensados

O quanto você consegue, e está disposto, se esforçar para atingir um grande sonho? O quanto você consegue lutar, incansavelmente, atrás do seu grande sonho? Será que você realmente está comprometido? Porque querer é fácil, todos querem muitas coisas. Difícil é se comprometer em conseguir, de fato, realizar um grande sonho. Ontem o meu primo foi empossado como juiz, passando em um dos concursos públicos mais difíceis do Brasil. De mais de sete mil candidatos, apenas 33 foram aprovados. Meu primo está entre eles. Foram mais de 3 anos e 8 meses de esforços contínuos. Ele estudou durante todo esse tempo sozinho, sem cursos preparatórios, e se privou de muitas coisas. Muitos finais de semana que não foram “curtidos”, muitos dias fechado em casa, apenas estudando, com um método sistemático, sem fazer mais nada. Quantas pessoas conseguem fazer isso? Quantas pessoas estão realmente dispostas a se comprometer com uma caminhada tão árdua? Você está disposto? Você acredita que está preparado? A maioria não está e a maioria não consegue. E é por isso que a maioria não realiza um grande sonho. Mas os esforçados sempre serão recompensados. Os esforçados, no final, sempre vencem. A maior batalha do meu primo não foi contra os mais de sete mil concorrentes, mas sim contra ele mesmo. A batalha de tomar a decisão de, todos os dias, sentar na cadeira e estudar por horas e horas, tendo em mente um único objetivo: passar na prova e se tornar juiz. Será que você conseguiria? Para conseguir realizar um grande sonho, o seu maior sonho, você precisa não apenas querer, mas se comprometer. E para se comprometer você precisa saber o porquê você quer, qual é o seu propósito por trás, e entender qual é a sua grande motivação, caso contrário você não aguenta a caminhada, que é solitária, cheia de buracos, desvios e decepções. Mas, no fim, se você realmente estiver disposto a se esforçar ao máximo, aprendendo a canalizar a sua energia em prol de um único objetivo, e continuar tentando até chegar lá, inevitavelmente, você é recompensado. Meu primo levou quase 4 anos. Se não tivesse dado agora, seria na próxima, ou, talvez, na próxima. Poderia ter levado um ano, dois, três, cinco ou sete, porque não importa, uma hora, inevitavelmente, ele chegaria, porque ele já tinha tomado a decisão. Você está disposto a tomar essa decisão? Você está disposto a abdicar de muitas coisas, se esforçando ao máximo para realizar um grande sonho? Os esforçados serão recompensados.

Dia 114: Falta de inspiração, sabe o que fazer?

Hoje me falta inspiração para escrever estas palavras que estou escrevendo. Na verdade, isso é inevitável, para todos. Inclusive, eu já falei sobre isso em outro texto. O fato é que sempre sofreremos de falta de inspiração. Nem sempre ela estará disponível como naqueles dias que as coisas fluem magnificamente. Então, nesses dias, de pouca inspiração, sabe o que fazer? Faça, apenas faça. Sim, isso mesmo. Force a barra. Não espere que a inspiração surja na sua mente como uma faísca mágica. Na realidade, é você quem cria a sua inspiração. Eu já vi muitos escritores e artistas de sucesso falando que a inspiração surge, na verdade, do hábito de todos os dias, no mesmo horário, realizar aquilo que você precisa fazer, na área que busca realizar algo. Todos os dias sente-se, ou fique do jeito que você precisa ficar, e faça o que você tem que fazer, mesmo se sentindo ou não inspirado. No decorrer da atividade a inspiração surgirá, assim como está acontecendo comigo agora. Um minuto atrás eu não estava inspirado e não sabia o que eu iria escrever. Então tive a inspiração de escrever sobre a falta de inspiração e sobre como vencê-la. E é exatamente o que eu estou fazendo agora. E aí, nesse processo, a inspiração chegou. O fato é que você nunca pode esperar se sentir inspirado para fazer, você precisa fazer para se sentir inspirado, entendeu? Não fique parado, mexa-se, porque aí as coisas acontecerão e a inspiração chegará. A maior parte das pessoas espera ter inspiração para fazer alguma coisa, mas a inspiração, na maior parte das vezes, não aparece como em um passe de mágica. Aqueles que são bastante inspirados, na verdade, trabalham diariamente a própria inspiração, através de um método sistemático de atitude baseado em um forte hábito. É assim que você cria a sua própria inspiração, martelando, realizando todos os dias aquilo que você precisa, mesmo com vontade ou não, mesmo sem inspiração ou não. Você é o criador de tudo na sua vida. Então não seria diferente com a sua capacidade de se inspirar. Portanto, crie, forme o hábito, inspire-se.

Dia 115: Só vai, sem olhar para trás

Uma das coisas mais difíceis que um ser humano pode fazer é encontrar o próprio caminho e conseguir trilhá-lo. É difícil encontrar o próprio caminho porque começamos a ser padronizados pela sociedade desde que nascemos. A linha de montagem quer nos formar quase iguais, muito parecidos, dentro de um padrão específico ao qual, teoricamente, todos nós precisamos nos enquadrar. Mas têm algumas pessoas que conseguem fugir da linha de montagem e se destacam. Essas pessoas conseguiram encontrar o próprio caminho. Encontrar o próprio caminho significa saber claramente qual é a sua direção na vida, é perceber nitidamente o que você quer fazer da sua vida, é entender perfeitamente o que você quer se tornar. Para encontrar o seu caminho você precisa, primeiro, abrir a sua mente, para entender que não existe apenas aquele caminho que apresentaram para você, existem muitos outros caminhos e o mundo está repleto de possibilidades. Em segundo lugar, você precisa testar. Você precisa experimentar e testar para encontrar novas oportunidades, desafios e paixões. Se não testar, dificilmente você encontrará o seu caminho. Por último, quando encontra o seu caminho, você precisa ser mais você e assumir a responsabilidade por trilhar o seu caminho. Não é fácil seguir por um caminho alternativo porque existe muita pressão interna e externa atuando contra você. Mas se você realmente encontrar o seu caminho e tiver certeza de que, de fato, é o seu caminho, você precisa ir, você precisa seguir adiante. Porque se você não fizer isso, optando por continuar seguindo um caminho convencional, lá no fim da vida você vai se arrepender demais porque você terá o gostinho de ter encontrado o seu caminho, mas de não ter tido a coragem para desbravá-lo com ousadia. Portanto, se um dia você tiver a “sorte” de realmente encontrar o seu caminho, não hesite, siga o seu caminho com todas as suas forças, custando o que custar, levando o tempo que levar.

Dia 116: Nem ir nem vir, apenas observar

O quanto você vai? O quanto você vem? O quanto você observa? Você já percebeu como a nossa mente sempre está indo e vindo, mas nunca observando? Parar para apenas observar, você já fez isso? Essa é a essência da meditação, que pode ser considerada um treinamento cerebral. A mente sempre estará relembrando no passado ou projetando o futuro, mas para que você consiga se tornar mestre dela, inibindo a reatividade, é preciso aprender a observá-la. Como um observador, literalmente, apenas faça isso. Deixe que a mente vagueie, mas torne-se consciente a respeito de seus pensamentos. Não tente fazer com que a sua mente não viaje para o passado ou para o futuro, deixe que a mente se mova para onde quiser e apenas observe seus movimentos. Tome consciência do que você está pensando. Seja bom ou ruim, não importa, apenas observe. Apenas permita que a sua mente exista, sem se inibir, sem se censurar. Não importa se o pensamento que está surgindo na sua cabeça não é um tipo de pensamento que você gostaria de ter. Deixe que ele exista e apenas observe a existência dele. Permita que todos os pensamentos existam na sua cabeça, mas nunca se prenda a eles. Não se renda aos seus pensamentos. Constate que eles existem e deixe eles irem embora. Eles vêm e vão, vêm e vão, vêm e vão, e você apenas observa, percebe a existência deles e permite que eles terminem. Deixe que qualquer pensamento surja e desapareça tranquilamente, sem cobrança nenhuma. Imagine que a sua mente é um céu azul e que os seus pensamentos são nuvens. As nuvens sempre surgirão no céu, mas elas sempre irão embora. Você não é o céu e nem as nuvens, você é o observador de toda a paisagem. Você apenas observa, e mais nada. Você apenas aceita e percebe tudo, como uma testemunha da própria mente. Ao fazer isso todos os dias, sentado em uma posição confortável, com os olhos fechados, por 5 minutos que seja, você estará treinando a sua mente para levá-la ao próximo nível.

Dia 117: Você pensa em ser rico?

Você pensa em ser rico, ganhar milhões de reais e se tornar dono do seu tempo? Acredito que sim, não é verdade? Mas você está comprometido em se tornar rico financeiramente? Acredite, essa é uma das coisas mais difíceis que você pode fazer na vida. E sabe o porquê você deveria querer ser rico? Para ser livre e para se desenvolver absurdamente como pessoa. O dinheiro permite que você compre o seu tempo e se torne livre, fazendo o que você quiser, quando você quiser, na hora que você quiser, onde você quiser e com quem você quiser. Quando tem a possibilidade de comprar o próprio tempo você não precisa mais prestar contas e obedecer ordens de ninguém, você ganha autonomia sobre si mesmo e se torna o dono da própria vida. Em segundo lugar, como eu disse, ficar rico é uma das coisas mais difíceis que você pode se propor a fazer na vida, só que isso significa que você precisará se desenvolver muito como pessoa, você precisará desenvolver novas habilidades e competências, além de expandir a sua inteligência emocional ao máximo. É por isso que você deveria se comprometer em enriquecer. Não é só o dinheiro, mas principalmente a pessoa, a pessoa que você precisa se tornar para ter muito dinheiro. E sabe como ficar rico? Primeiro você precisa acreditar que você pode, você precisa crer totalmente em si mesmo, e a maioria das pessoas não acreditam em si mesmas. Tudo começa na sua confiança a respeito da sua capacidade de realmente estar apto para criar milhões de reais. Veja bem, eu falei criar, não ganhar. Um milionário cria os próprios milhões. E sabe como ele cria? A maneira mais rápida para você criar milhões de reais é empreendendo. O jogo do empreendedorismo não é fácil, mas é o mais recompensador, porque é o jogo que mais gera dinheiro para as pessoas. Olhe para a lista das pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes e você perceberá este fato. Todos os indivíduos são, sem exceção, empreendedores. Não são médicos, não são advogados, não são engenheiros. Essas profissões estão no topo do jogo da classe média, mas não no topo do jogo da classe alta. O melhor pipoqueiro da cidade tem um potencial de ganhos financeiros mais alto que o melhor médico da cidade, sabe por quê? Porque o médico vende tempo, mas o pipoqueiro vende produtos. O tempo não é escalável, um produto sim. Digamos que o melhor médico da cidade ganhe R$1.000,00 reais por hora e trabalhe 8 horas por dia, 20 dias por mês. Isso representa um faturamento de R$160.000,00 por mês. Digamos que o pipoqueiro venda cada pacote de pipoca por R$5,00 e consiga vender, em média, 50.000 pacotinhos de pipoca por mês. Isso representa um faturamento de R$250.000,00 mensalmente. Este é um fato. Quando você vende um produto a sua capacidade de criar dinheiro é muito mais alta do que quando você vende tempo. Por isso, se você quer enriquecer, antes de tudo você precisa acreditar, depois disso você precisa começar a vender produtos. O caminho dos milhões é o mais difícil de todos, mas com certeza é o mais recompensador, porque você se torna livre e é obrigado a se desenvolver muito como ser humano.

Dia 118: Você precisa ser o centro

Os humanos são seres de altos e baixos, nossas emoções oscilam bastante, até mesmo durante algumas poucas horas. Pela manhã podemos estar muito bem, mas no meio da tarde podemos já não estar mais nos sentindo tão bem assim. O humor varia bastante, e até mesmo aquelas pessoas mais felizes, que sempre estão bem, como eu, têm os seus momentos de baixa e tristeza. Mas, no fundo, não importa se você é uma pessoa que oscila bastante ou pouco. Não importa se você é uma pessoa mais triste ou mais feliz, porque você não é o seu estado de humor. Você é mais poderoso que o seu estado de humor. Ao entender que o seu estado de humor não passa de reações biológicas e neurológicas, você se torna bastante poderoso. Você se torna poderoso porque você entende que você é o centro, e não os extremos. Você é a plataforma e não as estações. Não é você que sobe e desce. Você sempre está aí, no mesmo lugar, quem sobe e desce é o seu cérebro. Quando entende que você é o centro você percebe que, mesmo que você suba ou desça muito, você está no controle, você pode controlar o seu sentimento. Você pode. A subida e a descida, inevitavelmente, sempre irão ocorrer. Mas o que mais importa é como você vai se comportar diante de cada subida e cada descida. Nunca se confunda com a subida ou com a descida, tenha sempre a consciência de que você é quem manda, não as suas variações de humor. Você é o centro, você precisa ser o centro.

Dia 119: Quando você parou de sonhar?

Lembra de quando você era criança e nutria vários e vários sonhos? Quais eram os seus maiores sonhos, quando criança? Com certeza você tinha vários. E com certeza você acreditava que seria capaz de realizá-los. Mas, um dia, enquanto você crescia, você parou de sonhar e, pior ainda, parou de acreditar em si próprio. Não é verdade? Quando foi que você parou de sonhar? Quando foi que você parou de acreditar nos seus sonhos? Quando foi que você parou de acreditar em si mesmo e na sua capacidade de realizar os seus maiores sonhos? Eu tenho certeza que, enquanto você se desenvolvia, veio a sociedade e jogou um balde de água fria na sua cabeça. Disseram para você que os seus sonhos eram impossíveis, disseram que você não conseguiria realizá-los, disseram que você não era capaz. E você acreditou em tudo isso. Você foi induzido a abandonar os seus maiores sonhos. E você seguiu por esse caminho. Você acreditou e tomou como verdade a falsa crença de que você, de fato, não poderia realizar os seus grandes sonhos. Ou eu estou mentindo? Reflita a respeito da sua vida, desde a sua infância. Pare por um minuto e me responda: você realmente não abandonou, pelo menos, um grande sonho da infância? É muito provável que você tenha abandonado, porque a maioria das pessoas não consegue resistir a pressão da sociedade. Mas aqueles que resistem são os chamados realizadores de sonhos, que não são super-heróis, mas apenas pessoas que tomaram a decisão de realizar os próprios sonhos. O primeiro passo para você realizar um grande sonho é você acreditar que pode realizá-lo. A crença na sua capacidade de realização é o seu maior poder. Um dia falaram que você não poderia mais realizar os seus grandes sonhos, como você tinha imaginado. Agora eu falo para você: sim, você pode, você está livre para realizar os seus grandes sonhos, você está livre para ser, fazer e ter tudo aquilo que você quiser. Só depende de você. Sonhar, agir, realizar. Ou você aceita que pode ou aceita que não pode, das duas maneiras você está certo. Se até agora você aceitou que não podia, qual caminho restou para você? O “não” você já tem. Então o que você tem a perder?

Dia 120: Você vai morrer

Eu vou morrer, você vai morrer, nós vamos morrer. Pode ser amanhã, daqui um ano ou daqui há dez décadas, mas, algum dia, nós vamos morrer. Diante dessa perspectiva, o que você tem a perder? Diante do fato de que você vai morrer, tudo fica menor, os problemas se esvaziam e as preocupações diminuem. Pense nisso, você vai morrer. E quando você morrer, nada mais importará, nada mais fará sentido, então, nesse caso, por que não viver as alegrias que você quer viver? Por que não viver as tristezas que você precisa viver? Por que continuar se escondendo debaixo do cobertor? Por que continuar mascarando aquilo que você mascara? Por que não se jogar para a vida? Por que não se abrir para o mundo e para as oportunidades? Por que não correr atrás dos seus maiores sonhos? Por que não correr riscos para atingir altos patamares? Por que continuar sentindo vergonha de expressar a sua personalidade? Não há nada mais a fazer, isso é inevitável, a morte chega para todos. Quando você tem a clareza de que vai morrer, sinceramente, a vida fica mais fácil, mais leve, mais simples. Pouco importa tudo aquilo de ruim que existe na sua vida diante da morte. E quando você estiver próximo da morte, os seus maiores arrependimentos serão aqueles ligados às coisas que você deixou de fazer, e não àquelas que você fez. Portanto, sabendo que você vai morrer, faça tudo, tudo o que você quiser, tudo o que você puder, do jeito que você quiser, da maneira que você precisa fazer. Lembre-se que hoje pode ser o seu último dia de vida. Se hoje fosse o seu último dia de vida você faria exatamente o que está fazendo hoje? Não? Então o que você estaria fazendo? Por que não começar a fazer isso agora? Você vai morrer, e quando esse dia chegar será tarde demais.

Dia 121: Quais são as suas influências?

Desde que nascemos fomos treinados para aprender com mentores e seguir os mentores. Nossos pais, professores, irmãos e pessoas mais velhas, de modo geral, influenciaram muito a nossa vida e, de fato, quem nos tornamos. Portanto, pare para pensar um pouco: quais foram as suas influências? Será que as pessoas que influenciaram você foram as pessoas certas? Será que as influências que você sofreu mudaram a sua vida para melhor? Existem pessoas que nos influenciaram sem que nós estivéssemos no controle, porque nascemos ou convivemos ao redor delas, e existem pessoas as quais nós mesmos escolhemos para que nos influenciassem. Então, quais são as pessoas que você escolheu consciente para influenciar você? As pessoas que influenciaram você não por sua vontade não foram uma escolha sua. Mas hoje, as pessoas que atualmente influenciam você são uma escolha sua. Portanto, tome muito cuidado com quem você permite que o influencie, porque isso com certeza está moldando a sua vida toda. As influências que você sofre mudam a sua mentalidade, que muda o seu comportamento, que muda os resultados que você tem na vida. Se a sua vida não é a vida dos seus sonhos, perceba quem mais influencia você atualmente. Será que é hora de mudar de influências? O que passou passou, não mais como mudar o passado. Você só pode mudar o seu futuro a partir do seu presente, e isso pode passar por escolher novas influências para a sua vida, abandonando completamente as antigas ou atuais influências que estão influenciando negativamente a sua vida.

Dia 122: A arte do não sofrimento

Você não pode não sentir dor, mas você pode evitar o sofrimento. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Sabe como evitar o sofrimento? Escolhendo não sofrer. Não é fácil, mas pode ser possível. Você pode escolher enxergar a vida a partir de uma perspectiva neutra, nem boa nem ruim, mas apenas isenta de julgamentos. As coisas são como são, não há nada a fazer em relação a isso. Não adianta sofrer, isso só piora a sua situação e a sua vida. No fundo, vale a pena ficar remoendo as coisas ruins? Vale a pena ficar desesperado porque você está sentindo dor? É lógico que não. Por isso, sempre que você sentir dor, lembre-se que você pode escolher sofrer ou não. E o simples fato de você tentar parar de sofrer fará com que você sofra menos. E aí você vai perceber que, no fundo, é você quem está escolhendo sofrer tanto. Deixe tudo ser e acontecer como é, não se apegando emocionalmente ao sofrimento. Mesmo que algo seja muito doloroso, você pode escolher não sofrer. E como fazer isso? Simplesmente falando para si mesmo que você escolhe não sofrer. Por quê? Porque não vale a pena sofrer. No começo pode não ser fácil e pode ser que você tenha dificuldade em aceitar que você pode escolher não sofrer – ou pelo menos sofrer menos – porque a dor é real e muito forte. Mas, com o tempo, quanto mais você treinar ser isento, quanto mais treinar a arte do não sofrimento, mais poderoso você se tornará diante de qualquer dor, porque, de fato, você perceberá que pode escolher não sofrer. A dor sempre será inevitável, mas o sofrimento, da mesma forma, sempre será opcional. Qual é a sua opção? É você quem cria o seu mundo. E você pode escolher, em muitos momentos, qual será o seu sentimento. Então escolha de acordo com aquilo que é melhor para a sua vida.

Dia 123: Aprenda a pescar

Antes de escrever este texto eu estava deitado na cama pensando sobre o que eu iria falar hoje. E foi aí que eu pensei que, todos os dias, eu preciso pescar o meu próprio peixe. E assim eu tive a ideia de escrever sobre isso: você precisa aprender a pescar. E o que isso significa? Significa que você precisa aprender a fazer as suas coisas por conta própria. Nós esperamos muito das outras pessoas, nós colocamos nas costas dos outros aquelas responsabilidades que deveriam ser assumidas por nós mesmos. Vale muito mais aprender a pescar do que ganhar o peixe. Quando você aprende a pescar e começa a pescar diariamente o seu próprio peixe você desenvolve grandes habilidades indispensáveis na sua vida: autorresponsabilidade, autoeficácia, autocomprometimento. E desde que nascemos nós fomos acostumados a receber o peixe na mão. Nossos pais nos criaram por muitos anos, até que pudéssemos caminhar com as próprias pernas. O problema é que isso nos deixou mal acostumados. Quando não recebemos do mundo aquilo que queremos, podemos ficar chateados, e aí ficamos resmungando sobre o porquê as coisas não chegam até nós. O melhor conselho que eu posso dar para você nesse texto é o seguinte: não espere que nada chegue até você, consiga aquilo que você quer através do seu próprio esforço e desenvolvimento de habilidades. Pode até ser que, em alguns momentos, as pessoas façam coisas por você, colocando o peixe prontinho na sua mesa, e as coisas cheguem até você, mas não acredite que essa será a regra, porque essa é a exceção. Se você passar uma vida inteira esperando que outros coloquem o peixe na sua mesa você vai se frustrar bastante porque isso não acontecerá, e, além disso, você será obrigado a saborear a receita que outras pessoas prepararam para você. Por experiência própria, eu digo para você, a sua receita é muito mais gostosa e prazerosa, por isso, aprenda a pescar e preparar o seu próprio prato.

Dia 124: Por que você não tem um trabalho?

Estatisticamente, existe uma chance muito grande de que você não tenha um trabalho, sabe por quê? Porque a maioria das pessoas não tem um trabalho, mas sim um emprego. E existe uma grande diferença entre um trabalho e um emprego. Um emprego é uma atividade que, necessariamente, paga as suas contas, mas não necessariamente gera autorrealização e o sentimento de utilidade. Já um trabalho, necessariamente, gera o sentimento de utilidade e realização, mas não necessariamente paga as suas contas – podendo até pagar, o que seria o cenário ideal. Um emprego é algo que você faz porque é obrigado, um trabalho é algo que você faz porque ama. Um emprego é algo chato e desestimulante, um trabalho é algo inspirador e estimulante. Em um emprego pouco existe um forte senso de propósito, em um trabalho existe um forte senso de propósito. Então, pensando na sua vida, depois de ler estas palavras, você tem um emprego ou um trabalho? Se você não tem um trabalho, por que você não tem um trabalho? Para ser feliz você precisa de um trabalho, de preferência um trabalho que pague as suas contas. Porque não há como viver décadas de vida realizando, na maior parte do dia, atividades que você não gosta e não nasceu para desempenhar. Você precisa de um trabalho porque um trabalho gera felicidade. Todo homem, da espécie homo sapiens, precisa de um trabalho, algo que ocupe a sua mente e a sua vida de forma proveitosa e instigante. O seu trabalho está ligado com a sua vocação. Você sabe quais são as suas inclinações? Se você não sabe é preciso procurar até que você encontre. Caso já tenha encontrado, como é possível conseguir um trabalho na área em que você é apaixonado? De preferência um trabalho que gere remuneração para que você consiga se sustentar a partir do seu trabalho, e não do seu emprego. Talvez, no início, você precise ter um emprego e um trabalho. Se, no começo, o seu trabalho gerar poucos frutos financeiros você precisará seguir por uma jornada de dois turnos, onde trabalha tanto no emprego como no trabalho, até que você consiga, gradativamente, substituir o seu emprego pelo seu trabalho. De todas as formas, nunca desista de encontrar um trabalho para conseguir sair do seu emprego porque essa é a receita para ser bem-sucedido na vida profissional – e pessoal.

Dia 125: Durante o próprio caminho

Eu falo muito sobre traçar e trilhar o seu próprio caminho, pensar por conta própria e assumir a responsabilidade pela autoria e protagonismo da sua vida. E, de fato, você deve fazer isso. Mas, às vezes, nós nos sentimos perdidos. Nem sempre você sabe qual é o seu caminho, nem sempre você sabe, claramente, para qual direção você deve seguir. Muitas vezes você pode se sentir perdido, e isso é normal. Mas você sempre pode ajustar as velas do barco durante a própria viagem. Você é capaz de fazer o seu próprio caminho durante o próprio caminhar. Mas você deve começar, seguindo por alguma direção, mesmo que você tenha somente uma vaga ideia de qual é o seu caminho. Porque se você ficar parado, estagnado, sem se mexer, nada vai acontecer e você não criará caminho nenhum. Mas quando você dá um passo e entra em uma jornada muitas coisas vão acontecendo pelo meio do caminho. E é nessa hora que você começa a descobrir o seu caminho, durante a própria caminhada. Uma caminhada que, inicialmente, parece não levar você para muito longe, com o tempo pode fazer você perceber que existem, dentro desta caminhada, outros caminhos para você seguir. E um desses caminhos é o seu caminho. Você entenderá o que eu estou falando quando começar a caminhar, mesmo que não saiba para qual direção está indo. Na maior parte das vezes, arriscar por um caminho pelo qual você não sabe se é o certo é muito melhor do que ficar parado com medo de dar o primeiro passo. Por isso mova-se, mexa-se, aja, faça alguma coisa. Dê o primeiro passo e entre em um caminho porque no meio do caminho, durante o próprio caminho, você pode encontrar o seu caminho. A caminhada, na realidade, se faz durante o próprio caminhar.

Dia 126: O padrão da vitória

Você quer vencer na vida? Em qual área? Em todas? Você quer ser um empresário de sucesso, um empregado fenomenal, uma pessoa com muita saúde, alguém que tem muitos amigos, um relacionamento amoroso extremamente satisfatório e um corpo bonito? Ou você quer tudo isso e mais um pouco? Ótimo! Você pode fazer tudo isso e mais um pouco, porque vencer é uma questão técnica. O cérebro é uma máquina que funciona a partir de padrões. E para tudo que você quiser realizar na vida existe um padrão a ser buscado. Qual é o padrão dos empresários de sucesso? Qual é o padrão de uma pessoa que tem muita saúde? Qual é o padrão de alguém que tem muitos amigos? Qual é o padrão daqueles que têm bons relacionamentos amorosos? Qual é o padrão daquela pessoa que tem um corpo bonito? Pode ter certeza que todos os vencedores, em qualquer área, têm um padrão, todos, sem exceção, têm os seus padrões. O que você precisa fazer, para fazer o que você quer fazer, é descobrir quais são os padrões do vencedores e adotá-los para si mesmo. Você precisa entender quais são os padrões e agir para implementar esses padrões no seu cérebro. Quando você implementar os padrões da vitória no seu cérebro, gradativamente, ele vai levar você, através de hábitos e atitudes diárias, até os resultados que você deseja. É simples assim. Simples, não fácil. E extremamente possível. Você tem um cérebro igual ao de todos, então você pode aprender e introduzir o mesmo padrão que qualquer pessoa no mundo já introduziu. Escolha os padrões que você quer criar e você terá os resultados condizentes com os padrões que você escolheu. Não escolha os padrões que você quer criar e você terá os resultados que o seu cérebro está programado para gerar, isto é, apenas preservar a sua sobrevivência e proporcionar a sua reprodução. Para mim isso é pouco demais, por isso eu escolho criar o padrão das vitórias que eu quero. E você?

Dia 127: E se você só tivesse uma chance?

E se você só tivesse uma chance de fazer acontecer? Se você só pudesse ter uma única chance, o que você faria? Você iria com tudo ou desistiria para sempre? A verdade é que você só tem uma chance. Então ou você vai com tudo ou você desiste. Você só tem essa vida para fazer acontecer, você só tem algumas poucas décadas para se tornar um realizador. Então, diante dessa perspectiva, o que você tem a perder para ser tudo o que você pode ser? O que você tem a perder para fazer tudo o que você quer fazer? O que você tem a perder para ter tudo o que você pode ter? Nada. Na verdade, a perda você já tem, que é não ser o que você pode ser, não fazer o que você pode fazer e não ter o que você pode ter. O “não” já é seu, concorda? Então não há mais nada a dizer, a não ser: seja, faça, tenha. Porque você só tem uma chance e o tempo inteiro que você está desperdiçando aí parado, deixando a sua única chance ir embora, não volta mais. A cada segundo que passa, e você deixa de agir para ser o melhor que você pode ser, você continua perdendo. Esse tempo não volta mais, e nunca voltará. E assim passam-se os dias, as semanas, os meses e os anos. E você continua ali, parado, sem utilizar a única chance que você tem. Por isso, pense bem, pense muito bem. Porque ao pensar que você só tem uma chance você entende que a hora para fazer acontecer é agora, neste exato momento. Se você só tivesse uma chance, você faria acontecer? Pois bem, você só tem uma chance.

Dia 128: Você é inteligente?

Você se considera uma pessoa inteligente? Você acredita que nasceu inteligente? Você era bom na escola? Era bom na faculdade? Você sempre teve facilidade para aprender as coisas ou teve dificuldade? Você acredita que tem um QI elevado? Na verdade, pouco disso importa. Porque a inteligência pode ser desenvolvida por qualquer pessoa. A partir do seu esforço e trabalho duro em prol do desenvolvimento da sua inteligência você pode desenvolvê-la. Quanto mais você estuda e trabalha intelectualmente, mais inteligente você se torna. É provado que o QI pode aumentar. Não importa se você acredita que não é inteligente. O que importa é a sua disposição e o seu comprometimento em trabalhar para desenvolver a sua inteligência. O seu cérebro é altamente mutável e moldável, ele pode se desenvolver e se aprimorar, isso já é provado pela neurociência. Portanto, se você se dá a desculpa de que “não é inteligente”, pare com isso agora. Porque você pode se tornar inteligente. Eu acredito que a genética influencia, mas com certeza ela não determina. Uma pessoa esforçada e dedicada pode se tornar mais inteligente do que um “gênio” preguiçoso. Até porque quem acredita que é muito inteligente acaba ficando preso em uma mentalidade fixa, como diz Carol Dweck. Quem sabe que pode sempre aprender e se aprimorar mais, continuadamente, acaba se desenvolvendo a cada dia mais. Portanto, não importa de onde você veio ou quem você é, mas sim para onde você vai e quem quer se tornar. Para se tornar inteligente treine o seu cérebro, desenvolva-o, aprimore-o, todos os dias, gradativamente, sempre mais. A inteligência é uma questão de esforço e trabalho duro diário.

Dia 129: A primeira coisa

Tem alguma atividade na sua vida que você quer muito realizar, mas que vem procrastinando há bastante tempo? Pode ser na vida pessoal ou profissional, tanto faz. Pense naquela atividade que vai gerar grandes resultados na sua vida e que você sempre se determina a realizar, mas acaba não conseguindo. Sabe o que você deve fazer com ela? Priorizar. Realize essa atividade como a primeira atividade do seu dia. Se programe para fazer essa atividade logo no primeiro momento que você puder. Sabe por quê? Porque a força de vontade é como um músculo, que fadiga com o passar do dia. No início do dia, logo cedo pela manhã, você está com a força de vontade em alta. Então fica muito mais fácil para você realizar a sua atividade importante. Não espere para fazer a atividade no final do dia porque aí a sua força de vontade terá diminuído bastante e muito provavelmente você irá procrastinar, deixando de lado aquilo que é importante e difícil para realizar outra atividade que seja mais cômoda e fácil. O problema é que dessa forma você nunca realiza o que precisa realizar e, por consequência, permanece sempre na mesma. Portanto, aprenda a priorizar. Coloque aquela atividade que você vem procrastinando há muito tempo como prioridade na sua vida. E, como prioridade, realize-a no primeiro momento, logo cedo, um tempo depois que você acordar. Se não for possível realizá-la logo pela manhã cedo, acorde uma hora mais cedo. Se for preciso, para fazer isso, durma uma hora mais cedo. Eu tenho certeza que você consegue enxugar uma hora do seu dia, que é gasta com atividades não prioritárias, para usá-la em prol de uma grande prioridade da sua vida. Se você se comprometer em realizar a sua grande prioridade, que vem sendo procrastinada há bastante tempo, como a primeira coisa do dia, a sua vida vai mudar.

Dia 130: A maneira mais rápida para ficar mais inteligente

Há alguns dias eu falei a respeito da inteligência, sobre como é possível ficar mais inteligente, lembra? Pois é, e você sabe qual é a maneira mais rápida para ficar mais inteligente? Lendo um livro. Um livro, um bom livro, é um documento rico de informações e conhecimentos, onde você pode aprender muito. Um livro pode mudar a sua vida radicalmente. Os livros mudaram completamente e minha vida e a vida de milhões de pessoas. Por R$20 ou R$30 você pode entrar em contato com a experiência de vida inteira de uma pessoa, o que representa décadas de conhecimento condensado em algumas centenas de páginas. Comprar um livro é um dos melhores investimentos do mundo. Porque ficar mais inteligente é uma das melhores coisas que você pode fazer na vida. Imagine passar uma tarde inteira com um grande pensador. Se pudesse escolher, com quem você passaria uma tarde? Eu já disse isso em outro texto, mas quero repetir: certa vez, Steve Jobs disse que trocaria tudo o que tinha por uma tarde com Sócrates. Ele sabia o valor da sabedoria e do conhecimento. Portanto, novamente, com qual pessoa você passaria uma tarde? É muito provável que essa pessoa tenha um livro publicado ou um livro a respeito dela publicado. O que você precisa fazer é apenas comprar e ler o livro porque assim você passará muitas horas na companhia dela absorvendo a mentalidade e a sabedoria dessa pessoa. Essa é a maneira mais rápida para ficar mais inteligente, aprendendo com quem já ficou mais inteligente, muito inteligente. Imagine ler 100 livros e absorver a mentalidade e os conhecimentos de 100 pessoas fora de série. Já pensou nisso? Quem você se tornaria? O que você faria? Aonde você chegaria? O que você teria? A maior parte das pessoas tem preguiça de ler, mas se você conseguir vencer a barreira da preguiça, forçando-se a criar o hábito da leitura, você vai se tornar mais inteligente do que a maioria. E quando você se torna mais inteligente do que a maioria grandes oportunidades surgem na sua vida. O fato é que essa simples atitude está há um passo de distância, basta você comprar um livro e abri-lo para começar a ficar mais inteligente. Portanto, o que você está esperando?

Dia 131: Primeiro as pedras grandes

Na sua vida, o que é mais importante? Quando constrói uma casa você não começa pela mobília, mas sim pela estrutura, que é sólida e vigorosa. Na vida, você deve agir da mesma forma. Primeiro você solidifica a base, depois vêm os detalhes. Imagine que você tem um balde, pedras grandes, bolas de gude e areia e você precisa encher o balde com todos esses elementos. Se tentar encher o balde colocando primeiramente a areia e as bolas de gude, você não conseguirá encaixar todas as pedras grandes dentro do balde. Mas se, primeiro, você colocar as pedras grandes, depois as bolas de gude e por último a areia, tudo se encaixará perfeitamente dentro do balde. Isso quer dizer que primeiro você deve ajustar aquilo que é prioritário e mais importante na sua vida e, como eu disse, depois vêm o resto. Então o que é mais importante na sua vida? Pense nisso. Esqueça os pormenores. Eles devem vir depois. O seu foco deve ser o de fazer acontecer, primeiramente, naquilo que é mais importante e vai gerar mais resultados para você. Porque, muitas vezes, temos a tendência de focar nos detalhes, naquilo que é secundário e não vai gerar os maiores resultados. Portanto, lembre-se sempre disso: primeiro as pedras grandes. Quais são as pedras grandes da sua vida? Quais são as bolas de gude? Qual é a areia? Pense em tudo isso e comece colocando dentro do seu balde as pedras grandes, pedra por pedra, depois as bolas de gude e por último a areia.

Dia 132: É preciso lutar todos os dias

Para ter sucesso e vencer na vida é preciso lutar todos os dias. Diariamente, você precisa lutar, não contra o mundo, mas contra a própria natureza. Vencer no mundo externo significa vencer no mundo interno. Você precisa se superar todos os dias, você precisa ser melhor do que o seu cérebro. Por isso essa batalha é tão difícil, você faz parte do seu cérebro, então você tem que lutar contra si mesmo. É a sua consciência tentando vencer a sua inconsciência. Viemos evoluindo há centenas de milhares de anos com dois propósitos principais: sobrevivência e reprodução. Isso foi, por muito tempo, nossa noção de “sucesso”. Mas hoje em dia o mundo não é mais uma guerra, como já foi. Ultrapassamos muitas barreiras e chegamos em um nível de sociedade muito avançado. As nossas ambições agora são maiores, muito maiores, mas o nosso cérebro ainda persiste em buscar, principalmente, aquilo que ele foi programado para buscar. As prioridades dele serão sempre sobrevivência e reprodução. O seu cérebro não está nem aí para o que você quer, ele faz de tudo para manter você na zona de conforto, preservando a sua energia. Se você quer ganhar mais dinheiro, ter um corpo mais bonito, ou procura qualquer outro tipo de “sucesso” que visamos hoje em dia, o seu cérebro não está nem aí. É por isso que você precisa vencer a si mesmo todos os dias. Porque o seu cérebro não está de acordo com os seus principais objetivos atuais, ele ainda está trabalhando em função de uma programação fundamentada numa época em que vivíamos em um mundo com grande escassez. Mas hoje temos abundância. Os tempos são outros e, juntamente com isso, as vontades e necessidades humanas mudaram. Você precisa se adaptar. Para se adaptar, aprenda a vencer a si mesmo todos os dias. Você precisa aprender a vencer a preguiça, a procrastinação, a falta de força de vontade e os maus hábitos, que estão fortemente enraizados no seu cérebro. E como fazer isso? Estudando as relações entre cérebro, mente e comportamento humano. Fazendo isso, você será capaz de mudar a sua mente, para mudar o seu cérebro, para mudar os seus comportamentos que, consequentemente, mudarão a sua vida.

Dia 133: Apenas sente-se e faça isso

Eu sugiro que você crie um grande hábito na sua vida: escrever. Todos os dias, pode ser por apenas 3 minutos mesmo, sente-se e escreva. E escrever sobre o quê? Escrever sobre qualquer coisa, simplesmente qualquer coisa que você quiser escrever. Pode ser sobre o que você está sentindo, sobre o que você fez ontem, sobre o que você vai fazer amanhã ou até a respeito de planos grandiosos para o futuro. Isso vai se tornar uma terapia para você. Sente-se e escreva sobre o que você quiser. Ninguém precisará ler o que você vai escrever, é um momento seu, que você terá consigo mesmo. Grande parte dos nossos problemas fica dentro da nossa mente, remoendo nossos pensamentos. Por isso, quando você exterioriza, tirando as coisas ruins da cabeça, colocando-as no papel, você liberta a sua mente das preocupações excessivas. É por isso que essa prática pode se tornar uma terapia, porque você reduz o estresse, o medo e a ansiedade. E você pode até jogar fora tudo aquilo que você escreveu, mas o importante é escrever. Quando escreve, além de liberar a sua mente de preocupações, você acaba desenvolvendo o seu cérebro, o seu poder de argumentação, a sua capacidade de raciocinar, concretizar ideias e se expressar verbalmente. Porque antes de falar você precisa pensar no que vai falar. E quando você escreve é preciso pensar no que você vai escrever. E aí, quando você escreve todos os dias, você se torna cada vez melhor na arte de pensar. Sendo assim, não espere amanhã, comece agora, apenas sente-se e faça isso.

Dia 134: Tão fácil quanto passar o fio dental

Qualquer sucesso que você queira alcançar na vida está ligado com atividades-chave que são necessárias para que você chegue no patamar que deseja. O problema é que, na maioria das vezes, essas atividades não são tão fáceis. Você passa o fio dental todos os dias? Eu passo o fio dental, antes de escovar os dentes, depois de todas as minhas refeições. Por eu fazer isso há muitos anos, essa já se tornou uma atividade extremamente fácil. E o fato é que a repetição diária é a chave para que você consiga tornar uma atividade tão fácil quanto passar o fio dental. E isso funciona para qualquer atividade que você precisa realizar, ligada com qualquer sucesso que você deseja. E quando eu falo fácil, não quero dizer que não será desconfortável. Pode ser que seja desconfortável, mas que será fácil será porque você estará extremamente acostumado com a atividade. Para mim, foi assim com tudo. Escrever estes textos, por exemplo, é desconfortável, claro, porque eu preciso pensar bastante e gastar bastante energia, mas já se tornou uma atividade tão fácil quanto passar o fio dental, porque este já é o 134º dia e meu cérebro está bastante acostumado com esta tarefa. Eu uso essa regra da repetição para tudo o que eu quero e faço há muitos anos: meditação, academia, leitura e assim por diante. Todas as atividades que me levam aos meus sucessos são extremamente fáceis para mim. Novamente, não que não sejam desconfortáveis, mas são fáceis. Eu as realizo com extrema facilidade porque já estou muito habituado a realizá-las. Portanto, você, na sua vida, deve fazer o mesmo, transforme cada atividade-chave em um hábito diário que, de tanto repetido, se tornará tão fácil quanto passar o fio dental. Quando você transformar cada atividade importante da sua vida em uma tarefa tão fácil quanto passar o fio dental, o seu sucesso, em cada área específica, será só uma questão de tempo. Olhe para o mundo e perceba essa verdade. Existem pessoas que ganham dinheiro de modo tão fácil quanto passar o fio dental. Outros realizam exercícios físicos de modo tão fácil quanto passar o fio dental. Outros conseguem estudar e ler várias horas pro dia de maneira tão fácil quanto passar o fio dental. E os exemplos são inúmeros. Para cada área, cada atividade, cada coisa que você quiser realizar, existe alguém que faz aquilo de modo tão fácil quanto passar o fio dental. Essas pessoas chegaram nesse nível através da repetição diária, simples assim.

Dia 135: Cuidado com o comprometimento

Eu falo bastante sobre comprometimento, eu falo que você deve não apenas querer, mas realmente se comprometer com aquilo que você deseja de verdade na vida. Porém, por outro lado, também é preciso tomar bastante cuidado com o seu comprometimento. Porque nós temos uma tendência comum de nos comprometermos com muitas e muitas coisas, que acabam tirando o nosso foco daquilo que é realmente importante. Pense um pouco na sua própria vida: com quantos projetos, eventos, pessoas e situações você vem se comprometendo? O quanto você está dizendo “sim” para os outros? O quanto você consegue dizer “não”? Aprender a dizer “não” para algumas coisas e parar de dizer “sim” para tudo é um processo altamente libertador e recompensador. Será que a sua agenda não se tornou a agenda dos outros? Tome muito cuidado com isso. Porque quando você está vivendo a maior parte do tempo para suprir as necessidades alheias, você perde energia e tempo que deveriam ser investidos nas suas necessidades. Muitas vezes é apenas isso o que falta para que você consiga começar a fazer acontecer, deixar as vontades dos outros de lado para se focar nas suas necessidades, porque são elas que geram resultados reais na sua vida. Então, neste momento, pare e reflita bastante a respeito de si mesmo: com o que você está se comprometendo diariamente? Semanalmente? Mensalmente? As coisas com as quais você se compromete estão atrapalhando a realização daquilo que é, de fato, importante para você? É muito provável que você perceba que sim. Portanto, se for o seu caso, pare de se comprometer com aquilo que não merece o seu comprometimento e passe a se comprometer apenas com aquilo que merece o seu comprometimento.

Dia 136: O obstáculo é o caminho

Nós temos a tendência de achar que o obstáculo não deveria estar no caminho. Nós não gostamos de um obstáculo. Porque superar um obstáculo é trabalhoso e envolve muito gasto de energia. Mas o obstáculo faz parte do caminho e, na verdade, obstáculo é o caminho. Nenhuma trajetória de sucesso foi percorrida sem obstáculos, nenhuma. O obstáculo não é só parte do caminho, como fundamental para o sucesso. Porque é a partir da dor que você cresce, é a partir da dor que você precisa aprender a se desenvolver. Se não existe uma caixa para você pular no meio do caminho, como você vai aprender a pular? Como você vai desenvolver uma nova habilidade? O obstáculo é fundamental para o sucesso e para que você se desenvolva como ser humano, em qualquer área da vida e em qualquer sucesso que você esteja buscando. Por isso, a partir de hoje, aceite o fato de que, em qualquer coisa que você quiser realizar que realmente valha a pena ser realizada, você vai encontrar diversos obstáculos. Mas todos esses obstáculos são necessários para que você vença e para que você se torne um ser humano melhor, mais desenvolvido e evoluído. Cada obstáculo que aparece na sua frente representa mais uma habilidade que você precisa desenvolver para conseguir ultrapassá-lo. E se o obstáculo não existisse você não desenvolveria uma nova habilidade, que será usada durante a sua vida inteira. A dor de vencer um obstáculo é temporária, mas a nova característica positiva que você desenvolve em si próprio quando vence o obstáculo é para sempre. Pense nisso durante a sua caminhada, quando estiver difícil e você estiver com vontade de desistir porque está diante de um obstáculo muito grande. De todas as formas, lembre-se sempre: o obstáculo é o caminho, portanto, não queira fugir dele, não tente evitá-lo, não finja que ele não existe e não existirá. Ao evitar o obstáculo você nunca será capaz de percorrer o caminho, porque o obstáculo é, de fato, o verdadeiro caminho. Se recusar a passar pelo obstáculo é o mesmo que desistir de percorrer o caminho. E ao não percorrer o caminho, inevitavelmente, você é derrotado. Por isso, como um realizador, enfrente o obstáculo, desenvolva a si mesmo e vença.

Dia 137: Pense com a sua própria cabeça

Desde que nascemos somos ensinados por outras pessoas a respeito de tudo aquilo que devemos fazer. Por um lado, isso é bom, porque nos protege e preserva a nossa sobrevivência. Afinal, se não existissem pessoas falando que não podemos pular de lugares altos, por exemplo, nós morreríamos facilmente. Mas, por outro lado, nos tornamos limitados. Limitados porque a nossa capacidade crítica e criativa é afetada. Se sempre existem regras que devemos seguir, por que iremos pensar em novas alternativas? É preciso que você desenvolva o seu pensamento crítico. É preciso que você aprenda a questionar e comece a pensar por conta própria. Qual regra da sociedade atual, completamente aceita, você acredita que não está certa ou pode ser melhorada? Pense. Pense a respeito disso. Critique. Aguce o pensador que existe aí dentro da sua cabeça. Não aceite todas as regras que impuseram para você. Não quebre as leis, mas questione as regras, principalmente aquelas regras que não estão de acordo com os seus valores. Eu questiono muito o sistema de trabalho que rege a nossa sociedade. Teoricamente, temos 8 horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas de “tempo livre”, para nós mesmos. Mas por que precisamos trabalhar por 8 horas, principalmente em empregos que nos tornam infelizes e insatisfeitos? Será que essa é a única opção? Será que fazer uma faculdade e passar 40 anos da vida trabalhando no mesmo local vai me fazer feliz? Dificilmente. Antigamente, ainda que possível, era difícil se desvencilhar desse sistema de trabalho. Mas hoje, com a revolução tecnológica, grandes oportunidades surgiram diante de nossos olhos. E eu, como um questionador, como um inovador, como um quebrador de regras, larguei o sistema de trabalho formal e me dediquei a outro ramo. Driblei o sistema e sou muito mais feliz por isso. Por conseguir ter um trabalho onde eu sou realizado, fazendo o que eu gosto, e ganho muito mais dinheiro do que em um emprego convencional. Sem contar que eu trabalho por quantas horas eu quiser por dia e não por um determinado número de horas que outras pessoas me obrigam a trabalhar. Esse é apenas um exemplo meu, de um paradigma social que eu decidi não aceitar e mudei em minha vida. Mas e você? Novamente, quais são as regras sociais que não se alinham com você, com a sua vida e com os seus valores? Drible essas regras. Você não é obrigado a aceitá-las. Não é mesmo, de maneira nenhuma. Use a sua criatividade para pensar a respeito de como você pode vencer as regras que não te agradam e sobre como criar as suas próprias regras, para que você viva de acordo com aquilo de mais valioso que existe na sua vida.

Dia 138: Cada um sabe o fardo que carrega

A vida não é fácil, nós sabemos disso. E isso não quer dizer que ela seja triste. Eu sou uma pessoa bastante feliz, mas reconheço que a vida, muitas vezes, não é fácil, para ninguém. E isso não tem nada a ver com a classe social de cada um. A vida não é fácil para os pobres, para as pessoas de classe média e nem para os ricos. Porque dinheiro nenhum é capaz, muitas vezes, de comprar a cura para as feridas emocionais e psicológicas a que somos expostos durante a nossa existência. Ao longo da vida nós vamos acumulando traumas, sofrimentos e desgostos que, somados, se transformam em um fardo em nossas costas. Qual é o seu fardo? O quanto ele é pesado? Cada um sabe o fardo que carrega. Cada um sabe dos traumas que viveu, dos sofrimentos que precisou enfrentar e dos desgostos que foi obrigado a suportar. Todas as pessoas, sem exceção, já sofreram na vida. Seja por amor, por uma doença, pela morte de uma pessoa amada, por uma demissão ou até por uma derrota num esporte, todos nós já sentimos o gosto do sofrimento, várias e várias vezes. Mas, saiba você, meu caro amigo, que o tamanho do fardo que você carrega é diretamente proporcional ao nível da sua evolução pessoal. Quanto mais pesado é o fardo que você carrega nas costas mais você é obrigado a evoluir e se desenvolver emocionalmente para conseguir suportá-lo. Quanto mais sofrimento e dificuldades você enfrentou mais forte você se tornou. E mesmo que você tenha sofrido, e venha sofrendo, bastante, você se tornou mais forte, não há como negar este fato. Por isso, não se lamente se o seu fardo é muito pesado, aceite-o como é e agradeça por ele fazer você uma pessoa melhor. Não fuja, não se esconda, não negue-o, enfrente-o, vença-o e se torne mais forte e poderoso do que ele. Ou você sucumbe ao fardo que carrega, como muitas pessoas, ou você entende que ele está ali para ser carregado por aquele que sabe claramente que, ao carregá-lo, se tornará mais forte, mais determinado e mais poderoso. Foi o seu fardo que trouxe você até aqui e será o seu fardo que levará você até onde você irá chegar.

Dia 139: Eu demorei muito tempo para fazer isso

Você se considera um cidadão do mundo? Um cidadão do mundo é aquele que fala a língua mundial. A língua mundial é, de fato, a língua inglesa. Você fala inglês? Eu demorei muito tempo para decidir aprender a falar inglês. Eu procrastinei alguns anos para começar a falar a língua mundial e virar um cidadão do mundo. Por isso eu falo para você, por experiência própria, que você deve aprender a falar inglês o quanto antes. Além de desenvolver o seu cérebro por aprender um novo idioma você terá acesso a muito mais oportunidades e conhecimento. Quem fala inglês tem preferência para chegar em um cargo mais elevado na carreira. Quem fala inglês tem maiores chances de ser aceito em uma entrevista de emprego. Quem fala inglês pode viajar para praticamente qualquer país do mundo. E eu poderia continuar citando inúmeros benefícios de saber falar inglês, mas o melhor de tudo, para mim, é que ao aprender inglês você tem acesso a um vasto conteúdo disponível para estudo. A maior parte dos bons conhecimentos criados pela humanidade está em inglês. Hoje, na internet, você pode encontrar qualquer tipo de conhecimento que quiser, simplesmente qualquer um mesmo. Todo o conhecimento do mundo, a respeito de tudo, está na internet. Mas a maioria do conhecimento está em inglês. Portanto, quando aprende inglês você adquire instantaneamente acesso a milhões de livros, vídeos, artigos etc. que só existem na língua inglesa e nunca serão traduzidos para o português. Antigamente, aprender inglês era um plus, um algo mais, hoje em dia é básico e obrigatório. O fato é que quem não fala inglês tem muito menos oportunidades na vida do que aqueles que falam inglês. Você fala inglês? Eu demorei muito anos para pensar em aprender a falar inglês, mesmo sabendo que era essencial, portanto não cometa o mesmo erro que eu cometi.

Dia 140: Você será tentado a fazer isso

Hoje, enquanto eu estava lendo, tive um pensamento do tipo: “Por que eu não fiz uma faculdade e agora tenho que trabalhar tanto? Se eu tivesse feito uma faculdade eu teria uma vida mais tranquila”. Logo em seguida, depois de ter esse pensamento, automaticamente eu falei: “Que isso, cara? Sucumbindo à mediocridade? Indo tudo contra o que você é e valoriza?”. Eu percebi que estava dando um golpe em mim mesmo, nos meus próprios valores e nos meus maiores sonhos. Eu não sou o cara que faz faculdade, eu não nasci para viver uma vida na média, trabalhando no mesmo emprego por vários anos e recebendo um pouquinho de alpiste ao final de cada mês. Eu nasci para ser livre, criar o meu próprio caminho e protagonizar a minha própria história. Sei bem o que eu quero e onde irei chegar, então não posso aceitar me permitir me vitimizar e ficar lamentando isso ou aquilo. Rapidamente eu afastei aquele pensamento pessimista da minha cabeça e continuei em frente, convicto das minhas verdadeiras convicções. E o fato é que, por mais faca na caveira que você seja, por mais determinado e comprometido que você seja, algumas vezes, mesmo que raras vezes, você pode duvidar de si mesmo, você pode se vitimizar, você pode pensar que se tivesse ido por outro lado seria melhor. Só que esses pensamentos não surgem da sua essência, surgem do seu eu cansado, aquele que vê os problemas e não as soluções, aquele que está estressado e só gostaria de ter um pouquinho de descanso, para economizar energia. Você pode até ouvir esse eu, você pode até escutar o que ele tem para falar, mas de maneira nenhuma você pode aceitar seguir o que ele quer que você siga. Se você sabe bem o que quer e está numa caminhada difícil, porque toda caminhada que realmente valha a pena é difícil, em alguns momentos você pode ficar tentado a sucumbir à mediocridade. Mas de maneira nenhuma, se sabe que realmente está no seu caminho, você pode sucumbir. Você precisa entender que não é a sua essência falando, mas sim o seu eu que quer jogar tudo para o alto e ficar deitado no sofá o dia inteiro. O eu cansado não realiza nada, mas a sua essência sabe o que quer e vai lutar até o fim para conseguir o que você quer. Não confunda cansaço com desistência. Se estiver cansado, pare e descanse, mas jamais desista do seu caminho, por mais diferente que ele seja, para aceitar viver uma vida medíocre e se enquadrar nos padrões medianos que a sociedade nos impõe – porque você será tentado a fazer isso.

Dia 141: Você tem medo de quê?

Você se considera uma pessoa medrosa? Muito provavelmente, se você é como a maioria das pessoas, você tem bastante medo. Você tem vários e vários medos, e muitos deles não são reais. O medo foi uma emoção fundamental para os seres humanos porque preservou a nossa sobrevivência. Inclusive, hoje em dia, o medo continua preservando a nossa sobrevivência. Mas, apesar disso, existem muitos medos que nos cercam e nos afetam negativamente e não impactam em nada a preservação da nossa sobrevivência. Os seus maiores medos são aqueles que você mais deve enfrentar. Os seus maiores medos são aqueles que mais paralisam você e barram as realizações da sua vida. Você tem medo de quê? Quais são os seus maiores medos? Você tem medo do julgamento das pessoas? Você tem medo de falar em público? Você tem medo de abordar um estranho? Você tem medo de se expor nas redes sociais? Você tem medo de pular de paraquedas? Você tem medo de sair da zona de conforto e arriscar uma nova carreira? Você tem medo de trocar o “certo” pelo “duvidoso”? O medo paralisante, na maioria das vezes, faz as pessoas trocarem a incerteza pela infelicidade. As pessoas têm medo, muito medo, da incerteza, e por isso aceitam continuar vivendo infelizes, pois o medo daquilo que é incerto é mais influente do que a infelicidade – por incrível que pareça. Será que você é uma dessas pessoas? A sua vitória e a sua felicidade estão a um passo de distância. Basta você vencer os seus medos. E sabe como vencer os seus medos? Enfrentando os seus medos, fazendo aquilo que você tem medo de fazer. Ao enfrentar o medo fazendo aquilo que tem medo você perceberá que o seu maior medo é o medo do medo, e não o medo das consequências de fazer o que você tem que fazer. Você vai perceber que estava com medo de sentir medo e não percebia isso. Portanto, eu pergunto novamente: você tem medo de quê? Tome consciência dos seus medos porque são os seus maiores medos que você precisa vencer para se tornar uma pessoa plena. Enquanto não vencer os seus maiores medos você não será realizado porque faltará alguma coisa. Todo grande medo está ligado com uma grande realização. Sendo assim, se não enfrenta e vence o medo você não realiza. E se não consegue realizar você não se sente pleno. Portanto, você só tem duas opções: ou você fica paralisado, morrendo de medo, não realizada nada e não se sente pleno ou você enfrenta e vence o medo fazendo aquilo que você tem medo e começa a se tornar uma pessoa realizada e plena. Você tem medo de quê?

Dia 142: Quanto vale a sua ideia?

Você é uma pessoa que tem muitas ideias? Ou quem sabe você é uma pessoa que tem uma grande ideia? A sua ideia pode valer muito. Steve Jobs, por exemplo, teve a ideia do iPhone. Thomas Edison teve a ideia da lâmpada elétrica. Albert Einstein teve a ideia da relatividade. E muitas outras pessoas tiveram ideias brilhantes que com certeza revolucionaram o mundo. Portanto, a questão é a seguinte: quanto vale a sua ideia? Sabe quanto vale a sua ideia? Nada. A sua ideia vale, literalmente, nada. O que realmente vale é a execução da sua ideia. A execução e, de fato, a concretização da sua ideia é o que vale alguma coisa. Se você tem uma ideia que não é posta em prática, você só tem um sonho, nada mais do que isso, um mero devaneio que nunca se tornará realidade. Por outro lado, se você tem uma ideia e a coloca em prática todos os dias, visando sua concretização, as chances de que a sua ideia transformada em realidade valha alguma coisa aumentam drasticamente. Quantas ideias engavetadas você tem? Quantos futuros projetos você já adiou e nunca realizou? Nós somos seres criativos e temos muitas ideias, mas geralmente não colocamos nossas grandes ideias em prática. Se Jobs, Edison ou Einstein não tivessem colocado suas ideias em ação, nada aconteceria e, provavelmente, nunca ouviríamos falar deles. Bilhões de pessoas ao redor do mundo têm bilhões de ideias por dia, mas poucos, de fato, colocam suas ideias em prática. Aqueles que colocam suas ideias em prática e persistem até a concretização das mesmas são chamados de bem-sucedidos. Então, se você é um sonhador, com grandes ideias, mas pouco executa, dificilmente realizará alguma coisa. Quando tiver uma ideia, uma grande ideia, aos seus olhos, não hesite, comece no exato momento a transformá-la em realidade. Porque do contrário, as chances de que você procrastine e tenha medo de tentar transformar a sua ideia em realidade são muito altas. O resultado é que você nunca fará nada e engavetará mais uma grande ideia que poderia revolucionar a sua vida e, talvez, o mundo. Por isso, lembre-se sempre: a sua ideia não vale nada, o que pode valer muito é a execução da ideia visando sua concretização.

Dia 143: Quantas fichas você aposta?

Na hora de apostar as suas fichas, como você se comporta? Você se considera uma pessoa conservadora ou agressiva? Você coloca tudo na mesa ou nem sequer você está na mesa para colocar as suas fichas? Eu aposto tudo, eu vou all-in. Naquilo que eu realmente tenho certeza que vale a pena e estou comprometido, eu coloco todas as minhas fichas. Porque eu não tento, eu faço. E quando eu faço, eu faço. Ou eu faço ou eu não faço. Para mim não existe meio-termo, não existe tentar por tentar. Não existe apostar e torcer para que dê certo. Porque eu vou fazer dar certo. Ou eu estou lá com todas as minhas forças e habilidades e todo o meu comprometimento ou eu não estou lá. Desde criança adotei para a minha vida essa filosofia, esse modo de pensar e agir. Mas, veja bem, não sou imprudente, apenas aposto todas as minhas fichas nas coisas que eu realmente estou certo, naquelas que creio plenamente. Pode ser até que as coisas não deem certo, ou demorem mais tempo do que o esperado, mas eu sempre estou certo de que quero aquilo. E é isso que eu recomendo para você também. Não seja negligente, não aposte todas as suas fichas em uma coisa que você não tenha absoluta convicção de que valha a pena. Porque quando você apostar, terá que estar por inteiro, com todas as suas forças, energias, competências e disposição. E se você não acreditar de verdade naquilo em que está apostando, você não conseguirá se empenhar com todo o potencial do seu cérebro, do seu corpo e da sua mente. Portanto, quando for apostar tudo, aposte, mas tenha a clareza absoluta de que você realmente quer fazer aquilo e está disposto a apostar tudo o que tem naquilo. Porque você não terá a opção de tentar, somente a de fazer.

Dia 144: Você com você

Sozinho, parado, num lugar calmo e tranquilo, você em um encontro consigo mesmo. Você tem este hábito? Muito provavelmente, não. Neste mundo caótico em que vivemos as pessoas têm medo de se encontrarem consigo mesmas. Por que será? Por que será que sempre você precisa fazer alguma coisa? Por que será que o barulho externo sempre precisa estar presente na sua vida? Por que a quietude interior não é o bastante? Por que a solidão esporádica não pode ser boa? Se não tem notificação de celular, tratemos de ligar a televisão. Se não tem televisão, tratemos de colocar uma música. Se não tem música, tratemos de fazer algum tipo de barulho, seja entoando ou batucando na mesa. Por que temos pavor do silêncio? Por que temos medo do tédio? Por que fugimos do ócio? Por que nos tornamos máquinas de “fazer coisas” e não paramos nunca? Eu não estou falando simplesmente de parar para descansar, deitar na cama e ficar assistindo TV ou mexendo no celular. Eu estou falando para parar e, literalmente, não fazer nada além de permanecer presente com a sua própria presença. Apenas você com você. Você consigo mesmo e mais ninguém. Você tem medo de fazer isso? Por quê? Você tem medo do que você próprio tem para dizer a si mesmo? Você tem medo de ficar na sua própria companhia? Não deveria. Você precisa enfrentar a si mesmo. Você precisa aprender a ficar confortável com a sua própria presença. Você precisa aprender a ouvir o que você tem a dizer para si mesmo. Os seus medos, os seus traumas e os seus pesadelos podem vir à tona, e talvez seja por isso que você tanto evita a si próprio. Mas, com o tempo, você vai perceber que as coisas não são tão ruins como você projeta, além de que você se sentirá confortável com a sua própria presença. No final das contas, se você realmente criar o hábito de parar para ouvir a si mesmo, você receberá respostas, você entenderá que é muito sábio e que as respostas já estão dentro de você, sempre estão e sempre estiveram, bastava você ter se dado a chance de ouvi-las.

Dia 145: Qual é a sua principal personalidade?

Você já percebeu como podemos dizer que temos várias personalidades? Por exemplo, o focado e ambicioso, aquela pessoa que quer alcançar grandes conquistas na vida e trabalha com afinco para conseguir o que deseja. Já, por outro lado, outra personalidade é o preguiçoso e vagabundo, que só quer moleza, apenas ficar de pernas para o ar sem fazer nada o dia inteiro. Muitas vezes também somos o corajoso e destemido, que é ousado o suficiente para ir em frente, mesmo com medo, e vencer as barreiras psicológicas que nos impedem de avançar em certas situações. Ou, quem sabe, muitas vezes somos o tímido e medroso, que fica quieto, sem falar ou fazer o que sabe que deveria fazer, mas acaba não fazendo. Estes são apenas alguns exemplos de personalidades que vivem dentro de todos nós. E existem várias e várias personalidades que habitam dentro de cada ser humano. Quem nunca foi o mentiroso, que cometeu aquela mentirinha para não machucar outra pessoa? Quem nunca foi o trapaceador, que enganou o amiguinho da escola para levar alguma vantagem? Mas, independentemente de termos várias personalidades, uma das personalidades sempre é a base de quem você é. Então, qual é a sua principal personalidade? Eu sei bem qual é a minha principal personalidade, sou o focado e ambicioso. Na maior parte do tempo eu sou o focado e ambicioso. Mas e você? Você tem este conhecimento a respeito de si mesmo? Esse autoconhecimento é importante para que você consiga voltar ao seu centro, em qualquer hora que você precisar. Quando eu percebo que estou vivendo, em alguns momentos, com base em uma personalidade que não é benéfica para mim, rapidamente eu me volto para o meu centro, focado e ambicioso, e direciono as minhas energias para voltar a fazer o que é o certo para mim. Portanto, faça essa reflexão pensando a respeito de si mesmo para entender qual é a sua principal personalidade. Porque, dessa forma, você sempre poderá invocá-la quando for necessário.

Dia 146: Antes tarde do que nunca

Já estava na hora, depois de 145 dias escrevendo um texto por dia eu finalmente comecei a postar cada uma das reflexões. Isso significa que se você lê os meus textos, você levou pelo menos 145 dias, quase 5 meses, para poder começar a lê-los. Já estava na hora de eu começar a postar. Nem sei porque demorei tanto. Aliás, eu sei bem o porquê demorei para postar: procrastinação e falta de priorização. Me dei várias desculpas. Eu falei que queria criar vários textos antes de começar a postar, falei que eu estava de férias e precisava descansar, falei que em tal dia eu começaria e assim por diante. Mas a grande verdade é que até aqui eu não havia tratado isso como prioridade, mas agora se tornou uma grande prioridade porque já passou da hora. Só que, independentemente disso, de eu ter demorado para postar, o que eu quero transmitir para você é a mensagem de que é melhor fazer tarde do que não fazer nunca. Você prefere fazer tardiamente ou nunca fazer? Nunca é tarde para você correr atrás daquilo que você realmente quer da vida. Nunca é tarde para você lutar pelo que quer que seja, um grande sonho, um grande amor, um grande emprego, uma grande empresa, uma grande viagem, enfim, uma grande realização. Nunca é tarde para você ser, fazer e ter tudo aquilo que você quiser. Existem inúmeros casos de pessoas que encontraram a si mesmas tardiamente na vida. Existem vários exemplos de indivíduos que, em um determinado momento da vida, perceberam que ainda não haviam encontrado o próprio caminho e decidiram jogar tudo para o alto para irem atrás daquilo que realmente precisavam encontrar. A vida é uma aventura que precisa ser vivida do primeiro até o último dia, então não coloque nas suas costas o peso do tempo ou até mesmo o peso da idade para deixar de fazer o que você quer e sabe que precisa fazer, seja na área da vida que for. Não use essa desculpa porque no final da vida o que sobrará é arrependimento e amargor por não ter buscado aquilo que você sempre quis. Só que aí, lá no final da sua existência, quando você tiver, de fato, nos seus últimos dias, aí sim será realmente tarde e você não poderá fazer mais nada. a respeito. Portanto, hoje, não adianta ficar resmungando e se lamuriando porque “agora é tarde”. É tarde por quê? Se você ainda não fez o “não” você já tem. Então o que você tem a perder? Nunca é tarde. Antes tarde do que nunca. Pense, aja, crie, faça, realize. Ainda dá tempo. Você tem tempo. O tempo é seu. Faça, no seu tempo.

Dia 147: O homem é a medida de todas as coisas

Quem disse essa frase, o título dessa reflexão, foi Protágoras, filósofo grego nascido em 490 a.C.. Em essência, a frase tem o sentido de que a verdade é relativa e subjetiva. Porque a verdade surge a partir do homem, que é a medida de todas as coisas. Para um, a verdade pode significar uma coisa, para outro, pode ser outra. Então quem está certo? Cada homem está certo, dentro da sua própria verdade subjetiva. Hoje está quente, eu posso dizer, e eu estou certo. Por outro lado, um homem na Noruega pode dizer que hoje está frio, e ele também está certo. Veja, ninguém está errado, os dois estão certos porque o homem é a medida de todas as coisas. O que é o certo? O que é o errado? São interpretações subjetivas. O homem é a medida de todas as coisas. As crenças, os valores e a ética de uma sociedade estão certos? Sim, para aquela sociedade, mas para outra podem estar completamente errados. Então, veja você, novamente, que a verdade é relativa e extremamente subjetiva. Matar uma outra pessoa é certo ou errado? Para mim, e para você, muito provavelmente, é completamente errado. Mas e para um homem das cavernas, que teve seu território invadido por uma tribo rival e presenciou-a assassinando seus filhos? O que você precisa fazer, como um ser dotado de um poderoso cérebro, é ser crítico e questionador, para que você consiga chegar nas suas próprias verdades. Você é um ser pensante, dotado de uma inteligência extraordinária. Por isso, é preciso usar a sua capacidade de pensar e a sua inteligência para desenvolver a habilidade de questionar tudo. Indague e questione com o intuito de encontrar as suas verdades, para que você, o homem, seja a medida de todas as coisas do seu mundo. Não aceite tudo aquilo que você lê, ouve ou presencia como uma verdade incontestável. Você precisa ter autonomia intelectual, desenvolver a sua capacidade de julgar informações e fatos como verdadeiros e úteis para você ou não. De maneira nenhuma aceite aquilo que os outros dizem para você que é certo ou errado como se fosse uma escritura em pedra. Mais uma vez, desenvolva a sua autonomia intelectual para que você seja a medida das coisas do seu mundo e da sua vida.

Dia 148: Isso sempre vai acontecer, então prepare-se

Há cerca de duas semanas, o meu notebook, o qual eu uso para trabalhar diariamente e inclusive para escrever cada reflexão do dia, teve um problema. Era mais um dia comum de trabalho, porém, quando abri a tela do notebook pela manhã a dobradiça quebrou. Até aí tudo bem, eu ainda consegui abrir a tela e poderia trabalhar, até mandar a máquina para o conserto. O problema é que quando fui me conectar na internet o notebook não reconheceu nenhuma rede Wi-Fi. Então não teve jeito, precisei adiar o trabalho e fui para a loja de informática mais próxima que eu encontrei. O serviço ficou pronto em menos de uma hora. O técnico não trocou as dobradiças, porque estavam em falta na loja, e nem colocou uma nova placa de Wi-Fi (que estragou junto com as dobradiças), mas ele passou um fio pelo notebook, simulando as dobradiças, e recomendou que eu comprasse um adaptador de Wi-Fi USB, o que eu fiz e funcionou perfeitamente. O problema, que no começo me causou uma grande dor de cabeça, foi solucionado em menos de uma hora. Em uma hora e meia eu já estava de volta em casa trabalhando, com o notebook funcionando perfeitamente. Foi aí que hoje, quando eu fui escrever a reflexão dia, que sempre é a primeira coisa do trabalho que eu faço, liguei o notebook e o que aconteceu? A tela não ligava e notebook começou a apitar. Me mantive calmo e tranquilo, apesar de ser uma situação estressante, porque venho treinando a minha inteligência emocional há muitos anos. Essas coisas acontecem, e o fato já estava consumado mesmo, então não adiantava ficar resmungando. Na hora, a primeira coisa que eu pensei foi voltar na loja para que o técnico arrumasse o meu notebook. E foi isso o que eu fiz. A loja abre às 08:00 e 08:05 eu já estava lá na frente. Eu sabia que em menos de uma hora meu problema estaria resolvido. Porém, para a minha surpresa, quando cheguei na frente da loja havia uma mensagem na porta afirmando que o estabelecimento estaria fechado do dia 13/02 até o dia 01/03 e que o técnico estaria à disposição, para qualquer coisa, através do número de celular que também constava na mensagem. Eu, parado na frente da loja, enviei uma mensagem pelo WhatsApp e não obtive resposta até agora. Voltei para casa, um pouco frustrado, logicamente, mas já vim pensando em tudo o que eu faria para contornar essa situação. A primeira coisa que eu fiz foi pegar um antigo notebook que eu tenho, que eu quase nem lembrava de sua existência, para que eu pudesse escrever a reflexão do dia, o que estou fazendo agora. A segunda coisa é levar o meu notebook em outra loja que conserta computadores para que o meu problema possa ser resolvido. E é exatamente isso o que eu farei daqui a pouco, depois de terminar de escrever este texto. E sabe por que eu estou falando tudo isso? Para exemplificar que a vida vai te testar bastante, porque imprevistos sempre acontecerão, por isso você deve estar preparado para eles. Se fosse em outras épocas da minha vida, eu ficaria muito estressado e ansioso, porque, afinal, como eu disse, o meu notebook é o meu principal instrumento de trabalho. Sem ele eu não consigo fazer praticamente nada. Mas eu me mantive calmo, tranquilo, mesmo com essa situação me testando duas vezes, logo quando fui começar a trabalhar e quando cheguei na loja. Me mantive sereno nas duas ocasiões porque eu estou ciente que imprevistos sempre acontecem e sempre continuarão acontecendo. Não adianta resmungar, não adianta reclamar, não adianta jogar energia fora focando no problema, mas sim pensar em uma solução que possa resolver o problema o quanto antes. Portanto, da mesma forma, você, na sua vida, quando surgirem imprevistos – porque eles vão surgir – não se desespere. Não aumente ainda mais o problema, não aumente ainda mais o estresse, não drene as próprias energias. Pense rapidamente no que você pode fazer para solucionar o problema o mais rápido possível. Essa, sem sombra de dúvidas, é a melhor atitude a ser tomada. E você consegue ter a calma, a serenidade e sabedoria suficientes para conseguir fazer isso adquirindo a clareza de que imprevistos sempre acontecerão, sempre. Então se antecipe, esteja preparado, porque em qualquer momento eles podem surgir. Agora eu vou, calmamente, porque eu já estou mentalmente preparado para superar qualquer imprevisto e eventual chateação, levar o meu notebook para o conserto.

Dia 149: Como você se diferencia?

No seu trabalho, seja você um empresário ou empregado, como você se diferencia? Será que você é aquela pessoa que apenas “bate ponto” e, desde o momento em que chega no ambiente profissional, não vê a hora de ir embora? Como você se destaca, se torna único e insubstituível? Porque nos tempos modernos, mais do que nunca, com tanta volatilidade e transformações, ser mais um do mesmo é pedir para ser ultrapassado. É certo que se você for mais uma cópia do que todos são, será substituído. Porque, pense bem, substituir alguém que é igual a todos os outros não é muito difícil, concorda? Trocar seis por meia dúzia dá na mesma e o seu chefe ou os seus clientes não vão demorar muito para fazer isso. Pense na sua vida. Quantas vezes você já trocou seis por meia dúzia, sejam produtos ou serviços que você experimentou, mas decidiu trocar pois existiam concorrentes exatamente iguais? Lembrando dessas situações você vai perceber que tanto faz e tanto fez naquele momento, fazer a troca que você fez, porque daria na mesma. Mas e se você estiver sendo esse “produto ou serviço” que dá na mesma? E se as outras pessoas olharem para você com o mesmo sentimento de tanto fez e tanto faz que você sentiu? Você está preparado para ser substituído amanhã? Quais seriam as consequências disso na sua vida? É por isso que você precisa se diferenciar e se destacar de alguma maneira. Qual é a sua habilidade única? O que você faz melhor do que os outros? Qual é a sua exclusividade? Você precisa ser insubstituível porque dessa forma, literalmente, você nunca poderá ser substituído e se manterá sempre em crescimento profissional. Em um mundo profissional com tanta concorrência, ter um algo a mais para oferecer já se tornou obrigatório. Você está em um ambiente em que todos são muito dinâmicos e podem realizar muitas coisas, então a concorrência é muito grande. É por isso que ser apenas bom já não é mais suficiente, você precisa ser diferente, você precisa de um grande diferencial, você precisa mostrar que os outros dependem das suas habilidades únicas, e não é você quem depende dos outros. Você precisa mostrar, tacitamente, e até explicitamente, para o seu chefe ou para os seus clientes que quem mais tem a perder, caso eles decidam encerrar a relação com você, são eles e não você. Por isso, para finalizar, eu pergunto de novo: qual é o seu grande diferencial? Por que você é único e insubstituível? O que você faz melhor do que todos os outros que o torna especial? Qual é a sua originalidade e a sua grande exclusividade? Se você não sabe essa resposta, trate de descobri-la. Trate de entender, ou mesmo criar, o seu elemento de diferenciação e comece a praticá-lo conscientemente, para que você eleve o seu patamar diante dos outros de modo que eles percebam que você é insubstituível e merece permanecer na companhia deles para o resto da vida.

Dia 150: Você pode prever o futuro

Se você fosse vender a sua palavra, quanto ela valeria? R$1.000? R$10.000? R$1.000.000? Se a sua palavra tiver um preço, sinceramente, ela vale pouca coisa. O que eu quero dizer com isso? Eu quero dizer que a sua palavra não tem preço – ou, pelo menos, não deveria ter. A sua palavra tem valor. A sua palavra é uma das coisas mais valiosas que você tem na vida – ou deveria ter. Desde que eu era criança, meu pai falava que a palavra dele valia mais do que um documento. Ele falava isso porque aprendeu este grande ensinamento, tacitamente, com o meu avô, que foi um homem extremamente íntegro e honroso. Eu enraizei este valor e adotei-o para a minha vida. A minha palavra vale mais do que um documento. Se eu faço um acordo verbal, ele vale mais do que um documento escrito. Por quê? Porque a minha palavra tem mais valor do que um documento. Mesmo que o ato de cumprir a minha palavra possa, eventualmente, até me prejudicar, se eu dei a minha palavra, eu cumpro. Não existe outra opção. Se eu me comprometo com outra pessoa eu cumpro a minha palavra, custando o que custar, mesmo que seja extremamente difícil e incômodo para que eu possa cumpri-la. Porque se eu não mantiver o poder da minha palavra, eu não tenho nada, eu perco tudo, eu me perco de mim mesmo, eu deixo de ser íntegro, inteiro. A integridade, ligada com o cumprimento da minha palavra, está no topo dos meus valores. E se eu ferir a minha palavra eu estou ferindo a mim mesmo, eu estou quebrando as minhas próprias pernas. Então, no fundo, a minha palavra, mais do que um comprometimento com outras pessoas, é um acordo fiel comigo mesmo. Quando eu me comprometo com outra pessoa, mais do que tudo, eu estou me comprometendo comigo mesmo. E quando eu me comprometo comigo mesmo, eu não falho, nunca. Um exemplo claro do meu comprometimento com a minha palavra são estas reflexões de cada dia. Todos os dias estou aqui escrevendo, tendo eu vontade ou não de escrever. Em alguns dias, mesmo sem vontade eu estou aqui porque eu me comprometi em fazer isso, lá no primeiro texto que eu escrevi. E se você leu todos os textos, deve ter visto que eu já tive vontade de desistir dessas reflexões, mas eu não desisti, justamente porque firmei um compromisso comigo mesmo. Portanto, para que você consiga se comprometer com qualquer pessoa e não falhar nunca, acima de tudo, você precisa aprender a se comprometer consigo mesmo. Um compromisso que você firma com outra pessoa precisa ser, na verdade, um compromisso interno, um compromisso que você firma consigo próprio, o compromisso de manter a sua palavra intacta, irretocável, irrefutável. Quando desenvolver o poder de falar e fazer você poderá fazer tudo o que quiser na vida. Quando chegar nesse nível de comprometimento as maiores recompensas estarão esperando por você porque você se tornará poderoso demais. Poderoso porque você ganhará o poder de prever o futuro. Sabe por quê? Porque quando você falar alguma coisa, aquilo de fato acontecerá. E quem tem o poder de prever o futuro tem o mundo à sua disposição. O que você vai fazer amanhã? O que você não vai fazer amanhã? É você quem decide, e a sua palavra é o juiz que bate o martelo. Se realmente tiver palavra você poderá fazer exatamente o que você quiser. Talvez você não perceba claramente, mas existe um poder inestimável em conseguir prever o futuro. Você pode prever o futuro. Sendo assim, passe a prevê-lo.

Dia 151: Qual é o seu dom?

Você tem algum dom especial, algo que desempenha com maestria, desde que você nasceu? Sabe aquela história do gênio para matemática, do guitarrista nato, do escritor best-seller, do jogador de futebol extraordinário? Há muito tempo existe na sociedade a discussão do dom inato. Você acredita em dom inato? Você acredita que certas pessoas nascem com habilidades naturais acima da média para determinadas áreas? Eu acredito que existe um grande mito que envolve a genialidade, o mito de que as pessoas já nascem gênios para determinadas áreas. Sabe por quê? Porque existe uma característica em comum entre todos os grandes gênios. Sabe qual? Todos, sem exceção, praticaram as suas genialidades por décadas, durante muito tempo, todos os dias. Os fatos provam o meu argumento. Pense em grandes gênios da humanidade, nas mais diversas áreas: Einstein, Mozart, Leonardo da Vinci e assim por diante. Estude a história desses ícones, ou de quaisquer outros, e você perceberá que todos tinham um gosto específico por uma área e, a partir dessa faísca inicial, começaram a praticar incansavelmente, diariamente, por muitos anos, as atividades relacionadas às suas áreas de interesse. É por isso que eu acredito que a genialidade é superestimada. E esse é um grande problema. Achar que ser um prodígio em alguma área é uma questão de sorte, uma questão de nascer com um dom ou não, é uma grande barreira. Porque quem pensa dessa forma acaba se limitando tremendamente, impondo um grande limite para si mesmo. Porque quem pensa que não nasceu privilegiado não pode fazer nada a respeito para mudar. Mas a verdade é que pode. Sabe o que quem “não nasceu privilegiado” pode fazer? Eu já falei, pode praticar incansavelmente, várias horas por dia, durante muitos anos. Porque essa é a verdade nua e crua. Quem se tornou excelente em realizar uma determinada atividade praticou-a por muito e muito tempo antes de alcançar a maestria. Portanto, eu pergunto novamente: qual é o seu dom? Não importa se você acha que não tem um dom porque você pode criar o seu dom. Sim, isso mesmo. Crie o seu dom. No que você quer ser bom? Escolha. Defina o que você quer e passe a praticar a sua arte todos os dias, por algumas horas, durante alguns anos. Depois, volte aqui e me conte a sua nova percepção sobre o fato de você ter nascido “privilegiado” ou não.

Dia 152: Então quer dizer que você simplesmente aceitou?

Eu gosto bastante de assistir filmes e séries, e geralmente assisto no Netflix. E você? Bem, meu pai e meu irmão também gostam de séries e filmes, por isso de vez em quando nós conversamos a respeito com o intuito de recomendar séries e filmes uns para os outros. Como hoje, segunda-feira de carnaval, é aniversário da minha mãe estamos todos reunidos na casa dos meus pais desde sexta-feira. E aí, em um momento, eu, meu pai e meu irmão falamos sobre séries. Eu falei de uma série para meu irmão que acabou de ser lançada no Netflix, que eu vi alguns episódios e gostei, mas ele me disse que viu o primeiro episódio e não gostou. Meu pai ouviu meu irmão falando para mim que não gostou da série e quando me viu assistindo a um episódio disse o seguinte: “Você está assistindo essa série? O Rodrigo (meu irmão) disse que não vale nada”. E aí eu falei: “Pai, essa é a opinião dele, eu tenho a minha própria opinião e gostei da série. Primeiro assista, tire as suas próprias conclusões e só depois emita um julgamento”. E por que eu estou contando toda esta história? Porque esse é justamente o tema desta reflexão. Quantas opiniões alheias você simplesmente aceita sem questionar? Eu mesmo já fiz muito isso. Percebo que em certas ocasiões deixei de lado várias coisas boas por anos simplesmente porque outros falaram para mim que não valiam a pena. E depois dos anos que passaram, quando fui experimentar ou viver tais experiências, gostei demais. Portanto, pense bem na sua vida. Quantos filmes que outra pessoa disse que não eram bons você não assistiu? Quantos livros que outras pessoas falaram para você que não valiam a pena você deixou de ler? Quantos alimentos você deixou de experimentar porque alguém falou para você que não eram gostosos? Enfim, quantas experiências você deixou de viver porque outras pessoas falaram que não valiam tanto a pena assim? Nós compramos barato demais as verdades das outras pessoas. Mas, em muitas ocasiões, as verdades delas não são as suas verdades. Tome muito cuidado com isso. Desenvolva a sua própria personalidade e a sua própria opinião. Seja você o juiz das suas próprias decisões. Seja mais curioso e mais crítico, viva as experiências por si mesmo antes de aceitar facilmente as experiências que outras pessoas viveram e descreveram para você. Caso contrário, você se torna um mero coadjuvante da própria história, alguém que não tem opinião e discernimento para saber o que é o certo, o errado, o bom e o ruim para a própria vida, alguém que vive à mercê das vontades, necessidades e percepções os outros. Portanto, da próxima vez que você estiver diante de uma dessas situações, porque elas vão surgir aos montes na sua vida, pare por um segundo, pense proativamente e decida primeiro viver a experiência para só depois emitir um julgamento a respeito da mesma. Não aceitar qualquer opinião facilmente, antes de viver por si próprio, com certeza, é uma atitude de um protagonista.

Dia 153: Agora começa?

Todo ano, quando chega dezembro, muitas pessoas se dão conta de como mais um ano passou rápido demais, novamente chegou o natal e elas pouco realizaram das metas que haviam estabelecido lá no começo do ano. E aí, no dia primeiro de janeiro as pessoas fazem as resoluções de ano novo. As pessoas dizem para si mesmas que já no início do novo ano elas irão ler mais, irão praticar mais exercícios físicos, irão poupar e investir dinheiro, irão estudar inglês, irão parar de fumar e assim por diante. Passada a empolgação da virada do ano, as pessoas percebem que as coisas são mais difíceis do que elas imaginavam e se dão uma nova data para começarem. As pessoas falam para si mesmas que, de certeza, passando o carnaval elas começarão a colocar em prática aquilo que se propuseram. Do carnaval não passa, elas dizem. Parece que já virou uma tradição só “começar o ano” apenas depois do carnaval, não é verdade? Já virou cultural, e, para muitos, até motivo de orgulho deixar tudo para depois do carnaval. Se pelo menos as pessoas realmente começassem a fazer as coisas depois do carnaval, tudo bem, não é o cenário ideal, mas seria melhor do que nada. Mas aí o carnaval passa e o que acontece? Nada acontece. Porque as pessoas não fazem e não começam nunca. É uma eterna procrastinação de metas que sempre é adiada para o final da próxima data comemorativa. Pois bem, hoje é o final do carnaval. Hoje é terça-feira de carnaval e amanhã quarta-feira de cinzas. Portanto, se você ainda está esperando terminar o carnaval para começar a agir pelas suas metas, quebre este ciclo procrastinador neste exato momento. Não espere para amanhã o que você pode começar hoje. Ah, mas hoje é feriado, não é? Você até pode pensar isso. Mas e daí? Você não descansou das suas metas o ano inteiro? Comprometa-se. Comece ainda hoje a fazer aquilo que você propôs para si mesmo, porque senão você nunca começará. Sim, em pleno carnaval faça o que você sabe que precisa fazer. Leia um livro, saia para correr, economize o seu dinheiro, estude inglês, pare de fumar (só por hoje) ou faça aquilo que você disse para si mesmo que faria. Porque enquanto não faz aquilo que quer fazer você continua eternamente procrastinando até a próxima data festiva. E quando chega a próxima data você adia novamente a realização das suas metas. E assim você nunca começa nada, não faz nada, não realiza nada. Quebre o ciclo de procrastinação no meio do feriado, no meio do final de semana, no dia que for, caso contrário você tende a não quebrá-lo nunca. Agora começa? Depois do carnaval? Não, comece agora!

Dia 154: Mais um tijolo

Hoje eu estou aqui, são 07:11, está chovendo bastante, fazendo o que eu sempre faço, colocando mais um tijolo na construção do meu castelo. E o que eu quero dizer com isso? Todos os dias, quando eu escrevo mais uma reflexão, eu coloco mais um tijolo no meu castelo da escrita. Da mesma forma, todos os dias quando vou para a academia e faço um treino intenso eu coloco mais um tijolo no meu castelo do fisiculturismo. Todos os dias quando eu trabalho no meu negócio eu estou colocando mais um tijolo no meu castelo empresarial. O fato é que é assim que é, para tudo o que você quiser na vida. Para tudo de relevante que você quiser realizar é preciso fazer exatamente isso: colocar, todo santo dia, mais um tijolo no seu castelo. Não há como construir o seu castelo da noite para o dia. Construir um castelo leva tempo, bastante tempo, e você constrói o seu castelo colocando sempre mais um tijolo por dia. Hoje é o 154º dia, então isso significa que eu já coloquei 154 tijolos no meu castelo da escrita. Esse é o meu nível de consistência. Qual é o seu? E eu sei que 154 tijolos não é nada para construir um belo castelo, ainda tem muito caminho – e tempo – pela frente. Vai demorar muito, muito, mas muito mesmo. Entretanto, eu estou preparado para aguentar o caminho. E você? Eu já estou construindo outros castelos há muito mais tempo do que este castelo aqui, no qual coloquei apenas 154 tijolos. Tem outros castelos em minha vida que eu já coloquei, literalmente, milhares de tijolos, e eles ainda não estão prontos. Então eu sei que este castelo aqui ainda está no começo. O fato é que 90% do seu sucesso, em qualquer área, reside no processo de conseguir colocar mais um tijolo no seu castelo todos os dias da sua vida, independentemente do que aconteça. Você está disposto a colocar todos os dias mais um tijolo no seu castelo? Não é fácil, realmente não é fácil, por isso nem todos aguentam – e por isso também que nem todos têm sucesso naquilo que querem. Ninguém disse que seria fácil. A maior parte das coisas que vale a pena ser conquistada não é fácil. Então não espere que seja fácil. Esteja preparado para se esforçar muito. Colocar mais um tijolo, diariamente, no seu castelo é uma tarefa hercúlea que exige muita determinação e comprometimento. Mas eu garanto para você que se você estiver disposto a fazer isso, o seu sucesso se torna só uma questão de tempo. Quando você passa anos colocando todos os dias mais um tijolo no seu castelo, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, você constrói um castelo.

Dia 155: Quem manda em você?

Pare para pensar. Hoje você acordou em qual horário? Por que você acordou no horário em que acordou? Hoje você se dirigiu para qual local de trabalho? Por que você se dirigiu para o seu local de trabalho? Qual foi a faculdade que você fez? Por que você fez a faculdade que fez? Qual é o seu carro? Por que você comprou o carro que comprou? Quais são os filmes que você assiste? Por que você assiste os filmes que assiste? Quais são os livros que você lê? Por que você lê os livros que lê? Quem manda em você? O carnaval terminou há um dia. O que você fez no carnaval? Você foi festar? Você assistiu os desfiles na TV? Fez um churrasco e bebeu bastante? Por que você fez o que fez? Aquilo que você fez foi uma escolha sua ou não? Será que você quis fazer o que fez ou você apenas seguiu as convenções sociais? Você fez pois todo ano você faz? Você fez pois todos estavam fazendo e não seria você que ficaria de fora? Quem manda em você? É você mesmo ou você é comandado pelo sistema? Quem toma as decisões da sua vida? Pense nisso. Pense seriamente nisso porque, de fato, isso é muito sério. Ao analisar a sua vida, desde que você nasceu, você perceberá que nós vivemos dentro de um grande sistema complexo que manda em nossas vidas. O sistema te colocou no colégio, fez você escolher uma faculdade, procurar um emprego, moldou os seus gostos, influenciou a roupa que você veste, induziu você a gostar de certas pessoas, ensinou você a ser preconceituoso e por aí vai. Enfim, o sistema, durante a sua vida inteira, esteve por trás de grande parte das suas decisões. Como um pai que ordena que você faça as coisas, o sistema mandou em você. E talvez você não tenha percebido este fato. Talvez você ainda esteja cego para o fato de que o sistema manda nas nossas vidas. Se você pudesse, acordaria em qual horário? Provavelmente, você acordaria em um horário diferente daquele que você acordou hoje, não é verdade? É muito provável que você venha fazendo várias coisas na vida que vão contra as suas vontades, não é mesmo? O sistema te obriga a realizar muitas atividades que você não gosta. Eu estou mentindo? Porém, por que você não faz nada? Por que você não se emancipa e passa a mandar em si mesmo? É claro que não é fácil, mas é extremamente recompensador. Ser o dono da própria vida e o tomador das próprias decisões é para poucos, os poucos que entenderam que não poderiam mais ser comandados pelo sistema e aceitaram pagar o preço por subverter a regra. A maior parte das pessoas passará uma vida inteira e nunca perceberá que não tem autonomia e liberdade de escolha. A maioria apenas seguirá o fluxo e nunca fará nada a respeito para mudar. Mas você pode se tornar a exceção. O primeiro passo é você pensar criticamente usando a sua razão. Questione o porquê você vive baseado nas regras do sistema. Por quê? Não precisa me responder. Responda para si mesmo. Você está feliz em viver com base nas regras do sistema? Você se sente realizado? Se você não está feliz e realizado, o que te impede de mudar? O que te impede de assumir o protagonismo da sua vida e viver com base nas suas próprias regras? O sistema sempre estará aí, querendo mandar na sua vida. Portanto, se você sabe que pode mais e precisa de mais, saia do piloto automático e assuma o controle da sua vida, passe você mesmo a mandar em si mesmo. Quem diz o que você tem que fazer, quando tem que fazer, como tem que fazer e com quem tem que fazer precisa ser você, somente você, e mais ninguém.

Dia 156: Na maioria das vezes, feito é melhor do que perfeito

Você já ouviu a expressão de que feito é melhor do que perfeito? Sabe o que isso significa? Significa que fazer é melhor do que não fazer. Significa que fazer do jeito que você consegue fazer é melhor do que não fazer de um jeito que você não consegue fazer – de uma maneira perfeita. Eu acredito fielmente que, na maioria das vezes, feito é melhor do que perfeito. Entre fazer de modo mediano e não fazer, o que você prefere? Pense bem, quantas vezes na vida você deixou de fazer várias coisas porque elas não estavam perfeitas como você gostaria que fossem? Quantas oportunidades e resultados você deixou de lado por causa dos tantos “E ses” que surgiram na sua cabeça? Sempre que você está diante de uma nova empreitada, vários pensamentos temerosos podem surgir na sua cabeça. E se acontecer isso? E se acontecer aquilo? E se der errado? E se eu falhar? E se eu não conseguir? E se eu não for bom o suficiente? Muitos desses pensamentos podem aparecer na sua mente e levar embora a sua confiança para fazer o que você tem que fazer. E aí, para recuperar a confiança, você faz o quê? Você determina que tudo precisa ser perfeito, milimetricamente alinhado, para que você possa mitigar todos os erros e vencer calculadamente, sem falhas. O problema é que quando tenta fazer tudo perfeito, de primeira, você não consegue, e assim você desiste. Você deixa de lado porque já que é impossível fazer com perfeição, você prefere não fazer. Isso é muito comum e barra as nossas realizações. É por isso que eu digo, por experiência própria, que feito é melhor do que perfeito. Fazer, em 99% das vezes, é melhor do que não fazer. Você pensa que eu comecei isso aqui como? Comecei do jeito que eu sabia e conseguia fazer. Eu escrevo há bastante tempo, e já fui muito ruim nisso. Só que eu não esperei me tornar um escritor perfeito para começar. Até porque eu não sou. Mas já me tornei um escritor muito melhor do que eu era. E apesar de eu ler muito, escrever há um certo tempo e exercer a minha escrita diariamente, sei que eu ainda cometo alguns pequenos erros de português. E está tudo bem. Eu prefiro fazer do que não fazer. Porque eu só tenho a possibilidade de me tornar excelente, “perfeito”, fazendo do jeito que eu sei e consigo fazer. E se esse jeito não é perfeito, eu preciso passar por esse processo, não adianta. Da mesma forma, você também precisa passar por esse processo. Mesmo que você pense que é ruim, que não sabe fazer, que não faz direito, faça. Faça porque com o tempo, com a prática e com a consistência você se tornará cada vez melhor, até que você se torne um mestre e eventualmente possa encontrar os seus momentos de perfeição. Essa é uma grande diferença entre pessoas que realizam grandes feitos daquelas que não realizam. As pessoas que realizam começam algo, fazem alguma coisa, do jeito que elas sabem e conseguem, enquanto que aquelas que buscam começar já alcançando a perfeição não fazem nada e nunca se tornam nada. Com o tempo, as pessoas que fizeram, mesmo de maneira medíocre, se tornam excepcionais e atingem a “perfeição”, mas só porque um dia elas entenderam, mesmo que inconscientemente, que feito é melhor do que perfeito.

Dia 157: Quando for fazer, faça

Você já percebeu como a mente humana tem uma natureza extremamente inquieta? Nós estamos constantemente pensando no passado ou projetando o futuro. Existem estudos científicos que provam que a mente dos seres humanos, em muitos momentos, vive em vários lugares, menos naquele que de fato as pessoas estão. Pense a respeito disso. O quanto é comum você realizar alguma atividade enquanto pensa em outra coisa? Quantas vezes durante o dia você faz algo sem estar totalmente presente naquilo que está fazendo? Você lê pensando em outra coisa? Você caminha pensando no que aconteceu ontem? Você conversa com alguém enquanto lembra de uma conversa que teve com outro indivíduo? Você assiste televisão enquanto pensa na foto que viu na rede social? Nós estamos sempre fazendo isso. Então você deve trazer a sua presença plena para cada um dos seus momentos presentes. Fácil não é, é mais fácil falar do que fazer. Em vários momentos eu me pego fazendo alguma coisa e pensando em outra. Mas nós podemos nos recondicionar através de um treinamento consciente. Você pode voltar para o presente sempre que perceber que a sua mente está vagueando por outros caminhos. E uma das melhores maneiras para você retornar ao presente é fazer as coisas com consciência, ou seja, quando for fazer, faça. Quando você for caminhar, caminhe com atenção, preste atenção no simples ato de caminhar. Quando você for observar, observe com atenção, preste atenção no simples ato de observar. Quando você for comer, coma com atenção, preste atenção no simples ato de comer. Quando você for realizar exercícios físicos, pratique com atenção, preste atenção no simples ato de se exercitar. Quando você for ler, como você está fazendo agora, leia com atenção, preste atenção no simples ato de ler. Quando você for assistir TV, assista com atenção, preste atenção no simples ato de assistir TV. Quando você for conversar com alguém, converse com atenção, preste atenção no simples ato de conversar. Quando você for respirar, respire com atenção, preste atenção no simples ato de respirar. Esse conceito simples, de prestar atenção plena em tudo o que você faz, tem o poder de trazer o momento presente para a sua consciência e resgatar a presença para a sua vida. Quando está 100% consciente do que está fazendo você se mantém 100% presente naquilo que está fazendo. E quando você se mantém totalmente presente naquilo que está fazendo você se torna menos ansioso, menos temeroso e muito mais feliz. Portanto, a partir de hoje, se esforce conscientemente para voltar ao presente. Quando for fazer, qualquer coisa, faça.

Dia 158: A estrada da vida

Essa é ela, a vida, uma estrada só de ida, que não tem volta. Você só pode ir para frente, não existe a mínima possibilidade de que você retorne. Desde o exato segundo em que você nasceu, ou, ainda mais, desde o exato momento em que você começou a existir dentro da barriga da sua mãe, você iniciou a sua louca jornada numa estrada em que a única possibilidade é a de andar para frente, porque você nunca pode retroceder. Até aqui tudo passou e continua passando. Nada voltou, e nunca voltará, você nunca conseguiu voltar para viver de novo os tempos que você já viveu. Os segundos que passaram agora mesmo, depois de você ler essas palavras, não voltam mais. A cada segundo que passa você deu mais um passo na estrada da vida, que só tem uma direção: avante. Você nasceu, cresceu, se desenvolveu e viveu várias fases da vida: infância, pré-adolescência e adolescência, até virar um jovem adulto, depois você se tornou um adulto, de fato, e aí talvez você tenha chegado na meia-idade e, por fim, na velhice. Essa é a estrada da vida. Você percebe como ela é só de ida? Portanto, o que você tem que fazer é aprender a caminhar na estrada da vida, com todas as alegrias e tristezas que ela apresenta em todas as fases da existência humana pelas quais passamos. É preciso aprender a viver porque a vida é, realmente, curta, passageira, momentânea, breve, findável. A vida humana é somente uma lágrima no oceano do universo. Apenas uma lágrima que cai, se dissipa e vai embora, para nunca mais existir. Por isso aprenda a viver, aprenda a viajar e dirigir na estrada da vida. Dirija com cuidado e paciência, desenvolvendo a sabedoria necessária para ser capaz de aproveitar a paisagem. Aproveite bem cada paisagem que você está presenciando porque pode ter certeza que você nunca mais verá a mesma paisagem. Você nunca mais verá a paisagem que você está vendo neste exato momento, aqui, comigo, agora. Você irá embora, encontrará novas paisagens e nunca mais poderá voltar para apreciar as mesmas paisagens que apreciou, por isso aprenda a apreciar cada paisagem, porque cada paisagem é única, insubstituível, transitória e terminável. Lembre-se sempre que a estrada da vida só tem uma direção, então aproveite cada paisagem.

Dia 159: Queime a ponte, ou não

Diz a lenda que, certa vez, prestes a entrar em batalha numa guerra, um famoso general queimou a ponte que seu exército havia atravessado, tirando qualquer possibilidade de recuo, para que as tropas vencessem a batalha entendendo que não restava outra possibilidade que não fosse a vitória. O general apostou tudo ao queimar a ponte, era tudo ou nada. E eles venceram a batalha. Da mesma forma, na sua vida, em certos momentos, você precisará tomar a decisão de queimar a ponte, ou não. O que é queimar a ponte? É decidir por algo e ir com tudo em busca desse algo, não permitindo nenhuma possibilidade de fracasso. Um exemplo claro é aquele indivíduo que há muitos anos trabalha como empregado e sempre sonhou em empreender, mas pelo medo e incerteza nunca colocou um plano de ação em prática, procrastinando por muito tempo para abrir sua empresa. E aí, em um dado momento, ele decide queimar a ponte que, nesse caso, significa pedir demissão e começa a pôr em prática rapidamente um plano de ação para ter sucesso em sua empreitada. Com a pressão de não ter mais “estabilidade e segurança financeira” provenientes do emprego, a pessoa precisa fazer o possível e o impossível para ter sucesso com sua empresa, caso contrário ela não conseguirá ao menos sobreviver. Queimar a ponte significa, em essência, decidir pelo tudo ou nada. E quando você tem a possibilidade de não ter nada, isso representa uma grande ameaça para o seu cérebro – porque coloca em perigo a sua sobrevivência -, por isso ele faz de tudo para que você vença – consiga tudo. Então, se você, no seu íntimo, sabe que precisa queimar a ponte, queime, mas esteja preparado para dar o seu máximo, porque é isso que queimar a ponte exige. Agora, se você não tem certeza se deve queimar a ponte, você pode mudar de outra forma, de maneira lenta, gradual e segura. Desse jeito, você se planeja para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, você se mantém do outro lado da ponte, mas também age, de forma mais gradual e segura, como se já tivesse queimado a ponte. Voltando ao exemplo que eu dei, a pessoa poderia continuar no emprego e, paralelamente, empreender, começar um negócio mantendo uma certa segurança financeira até que o empreendimento começasse a gerar lucros e ela finalmente pudesse largar o emprego para se dedicar à sua empresa. Eu, particularmente, prefiro queimar a ponte. Eu prefiro queimar a ponte porque eu sou muito intenso, eu vou com tudo nas coisas que eu faço, então para mim é ruim ter que dividir o foco entre duas coisas. Eu prefiro sempre canalizar todo o meu foco e a minha energia em uma única coisa para que eu possa gerar os maiores resultados possíveis. Porque é assim que geramos os maiores resultados. Mas eu me conheço bem e sei como funciono. Cada um é cada um. Você pode estar se perguntando se deve escolher queimar a ponte ou mudar de forma mais lenta e gradativa. E o fato é que nesse caso eu não posso ajudar você. Eu não posso tomar uma decisão por você porque nem ao menos te conheço. Essa escolha é sua, é uma decisão somente sua, porque você se conhece melhor do que ninguém. A maioria das pessoas, geralmente, escolherá a mudança lenta, gradual e segura, até porque segurança é o que o nosso cérebro busca. Mas sempre existem aqueles que queimam a ponte e talvez você seja um deles. Talvez tenha chegado a sua hora de queimar a ponte. Se você acredita que vale a pena queimar a ponte, porque você precisa muito disso, e você é uma pessoa capaz de queimar a ponte, uma pessoa capaz de assumir as consequências, então vá com tudo. Lembre-se sempre que queimar a ponte é criar uma situação em que você não tem mais possibilidades de recuar, portanto você só tem duas opções: vencer ou morrer. Se você for queimar a ponte, esteja ciente, assuma as responsabilidades e consequências. Por outro lado, se você está com muito medo da mudança, comece de forma lenta, gradual e segura até que você se sinta confiante para finalmente conseguir queimar a ponte.

Dia 160: Você é muito rico

Você é rico, rico demais. Já percebeu este fato? Pense bem, você está com um dispositivo eletrônico lendo um texto na internet. Você venceu na vida. Só por estar aqui você já é um vencedor. E por que eu falo isso? Porque hoje entrei em contato com histórias de vidas de pessoas que realmente lutam para sobreviver, pessoas que acordam as 3 horas da manhã para trabalhar porque senão não terão o que comer na hora do almoço e não conseguirão colocar comida na mesa dos filhos. O triste fato é que existem pessoas realmente guerreiras que passam várias dificuldades apenas para conseguirem o básico que eu e você temos todos os dias de nossas vidas. Quando nos deparamos com essas realidades, levamos um tapa na cara. É uma reflexão que eu faço a respeito de todos nós que, eventualmente, de barriga cheia, reclamamos da vida. Nós temos tudo e muitas vezes reclamamos daquilo que temos. Eu estou mentindo? Você não reclama da vida, de vez em quando? Em muitos momentos, você não pensa mais naquilo que não tem ao invés de pensar naquilo de maravilhoso que você já tem? Quantas pessoas gostariam de ter um smartphone? Quantas pessoas gostariam de ter uma casa para morar? Quantas pessoas dariam tudo apenas para ter uma cama para dormir? Quantas pessoas fariam de tudo para ter o que comer em todas as refeições durante um dia? Isso, para mim, para você, pode ser banal, básico, mas saiba que nem todos têm o que nós temos em abundância. Por isso, o que devemos fazer é agradecer, agradecer por tudo o que temos e pela vida maravilhosa que vivemos. Somos privilegiados e precisamos agradecer por todo o nosso grande privilégio. Antes de escrever a última frase eu fechei os olhos e fiz em voz alta um agradecimento sincero e profundo por eu ter a vida maravilhosa que eu tenho. Agradeci minha família, meus pais e meus avós paternos e maternos por terem criado essa família maravilhosa que eu tenho e por eles terem me proporcionado, desde que eu nasci, tudo o que um ser humano precisa na vida: uma casa, comida na mesa e amor. Se você tem uma casa para morar, comida na mesa todos os dias e pessoas amadas ao seu lado, sinta-se privilegiado e extremamente agradecido, porque você realmente não precisa nada além disso, você é rico, extremamente rico.

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