Como Lidar Com Pensamentos Obsessivos: 3 Estratégias Embasadas Pela Psicologia Para Vencê-los

No complexo universo da mente humana, os pensamentos obsessivos podem surgir como visitantes indesejados e persistir com uma intensidade muitas vezes angustiante.

Eles podem moldar o nosso cotidiano, levando-nos a uma espiral de preocupações incessantes e ruminações sem fim, impactando de maneira significativa o nosso bem-estar emocional e a qualidade de vida.

A psicologia, enquanto ciência do comportamento humano e dos processos mentais, oferece valiosas estratégias e ferramentas para lidar com esses pensamentos obsessivos.

Se você não aprender como lidar com pensamentos obsessivos, será eternamente um escravo da própria mente.

Por isso, neste artigo mergulharemos nas profundezas da mente humana para entender o que são esses pensamentos obsessivos, o porquê eles ocorrem e, o mais importante, apresentar estratégias eficazes, baseadas em evidências da psicologia, para gerenciá-los e minimizar seus impactos.

Ao longo deste texto, exploraremos diferentes abordagens, desde a cognitivo-comportamental até a psicologia positiva, proporcionando um guia prático e útil para quem busca maneiras de lidar com pensamentos obsessivos.

Como Lidar Com Pensamentos Obsessivos

1. Definindo Pensamentos Obsessivos

Os pensamentos obsessivos podem ser entendidos como ideias, imagens ou impulsos intrusivos que invadem a consciência de um indivíduo de forma recorrente e persistente.

Eles podem ser perturbadores, indesejados e difíceis de gerenciar ou eliminar.

Geralmente, esses pensamentos têm um caráter negativo, causando estresse, medo, ansiedade ou desconforto.

Eles podem ocorrer em diversas formas e conteúdos.

Por exemplo, alguém pode ter pensamentos obsessivos relacionados à contaminação, preocupando-se excessivamente com germes ou doenças.

Isso pode levar a um comportamento compulsivo, como lavar as mãos repetidamente.

Outro exemplo comum é a obsessão por perfeição e controle.

Uma pessoa pode se preocupar obsessivamente se fechou a porta de casa ou se desligou o fogão, mesmo sabendo, de forma racional, que realizou essas ações.

Pensamentos relacionados a desastres ou catástrofes, mesmo que improváveis, também são bastante comuns, como a ideia fixa de que algo ruim acontecerá a um ente querido.

É importante notar que todos nós podemos ter pensamentos obsessivos em algum momento.

Eles se tornam problemáticos quando são muito frequentes, intensos, causam sofrimento significativo ou interferem em nossa capacidade de funcionar normalmente em nosso dia a dia.

Quando isso ocorre, pode ser um sinal de um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que é uma condição de saúde mental que exige tratamento profissional.

Entretanto, mesmo que não se trate de um caso de TOC, aprender a lidar com pensamentos obsessivos pode melhorar a qualidade de vida, reduzir o estresse e a ansiedade e promover o bem-estar emocional.

2. Compreendendo a Origem Dos Pensamentos Obsessivos

Os pensamentos obsessivos, como muitas características e experiências humanas, são o resultado de uma complexa interação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais.

Ainda não há um consenso completo na comunidade científica sobre a causa exata desses pensamentos, mas acredita-se que vários fatores contribuem para o seu surgimento.

Seguem alguns fatores que contribuem para o desenvolvimento de pensamentos obsessivos.

  1. Fatores genéticos: a genética desempenha um papel importante em muitos aspectos da nossa saúde mental, incluindo a tendência a ter pensamentos obsessivos. Estudos sugerem que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outros transtornos de ansiedade, que são frequentemente caracterizados por pensamentos obsessivos, têm um componente hereditário. Se um membro da família tem TOC ou outro transtorno de ansiedade, é provável que outros membros da família também o tenham.
  2. Fatores ambientais: experiências traumáticas ou estressantes, como abuso, perda de um familiar, divórcio ou uma grande mudança de vida, podem desencadear pensamentos obsessivos em algumas pessoas. Além disso, a exposição constante a ambientes altamente estressantes ou tensos pode aumentar o risco.
  3. Fatores biológicos e neuroquímicos: alguns pesquisadores acreditam que pessoas com TOC e pensamentos obsessivos podem ter padrões cerebrais ou químicos cerebrais diferentes. Por exemplo, um desequilíbrio na serotonina, um neurotransmissor que ajuda a regular o humor, pode estar envolvido.
  4. Condições de saúde mental: além do TOC, os pensamentos obsessivos são frequentemente associados a outros transtornos de saúde mental, como a ansiedade generalizada, a depressão, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e o transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva.
  5. Estresse e ansiedade: situações de estresse e ansiedade, mesmo que temporárias, podem levar ao surgimento de pensamentos obsessivos. Isso acontece porque, durante essas situações, o cérebro tende a entrar em um estado de hiperatividade, facilitando a ocorrência de tais pensamentos.

É importante lembrar que essas são possíveis influências e que a presença de um ou mais desses fatores não garante que alguém terá pensamentos obsessivos.

Da mesma forma, é possível ter pensamentos obsessivos sem a presença óbvia de nenhum desses fatores.

A compreensão dessas origens potenciais, no entanto, pode ser um passo crucial para lidar efetivamente com esses pensamentos.

3. Impactos Dos Pensamentos Obsessivos

Os pensamentos obsessivos, quando persistentes e descontrolados, podem ter uma série de efeitos negativos no bem-estar geral de um indivíduo.

Vamos analisar mais detalhadamente como eles podem impactar as esferas emocional, física e social da vida:

  1. Impactos emocionais: os pensamentos obsessivos frequentemente causam altos níveis de estresse e ansiedade. Eles podem levar a sentimentos de medo, preocupação e desconforto, que podem ser difíceis de controlar. Isso pode levar a um ciclo vicioso, onde o estresse e a ansiedade alimentam ainda mais os pensamentos obsessivos. Em casos extremos, esses pensamentos podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos de saúde mental, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), a ansiedade generalizada e a depressão.
  2. Impactos físicos: o estresse e a ansiedade crônicos associados aos pensamentos obsessivos também podem ter efeitos físicos. Isso pode incluir problemas de sono, como insônia, fadiga e esgotamento. A ansiedade prolongada pode levar a sintomas físicos, como dores de cabeça, dores musculares, problemas digestivos e aumento da pressão arterial. Além disso, os comportamentos compulsivos que podem acompanhar os pensamentos obsessivos, como lavar as mãos repetidamente, podem causar problemas físicos, como pele seca e rachada.
  3. Impactos sociais: os pensamentos obsessivos podem afetar a capacidade de um indivíduo de se concentrar, o que pode ter um impacto negativo no desempenho escolar ou profissional. Além disso, a preocupação constante e o tempo consumido por esses pensamentos e pelos comportamentos compulsivos associados podem prejudicar os relacionamentos. As pessoas podem se isolar para evitar situações que desencadeiam seus pensamentos obsessivos ou porque se sentem envergonhadas ou incompreendidas.

Compreender esses impactos é um passo fundamental para reconhecer a necessidade de buscar ajuda e aprender estratégias eficazes para lidar com os pensamentos obsessivos.

Apesar dos desafios, é importante lembrar que existem muitos recursos disponíveis, e o suporte de profissionais de saúde mental pode ser extremamente útil na gestão desses pensamentos e na redução dos seus impactos.

4. O Papel da Psicologia no Tratamento Dos Pensamentos Obsessivos

A psicologia desempenha um papel crucial no tratamento dos pensamentos obsessivos.

Através de diferentes abordagens teóricas, ela oferece uma variedade de estratégias e ferramentas para ajudar os indivíduos a gerenciar e reduzir esses pensamentos.

Seguem algumas estratégias para lidar com pensamentos obsessivos:

  1. Psicologia Cognitivo-Comportamental: esta é uma das abordagens mais eficazes para o tratamento de pensamentos obsessivos, particularmente em casos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). O objetivo é ajudar as pessoas a identificar e alterar padrões de pensamento e comportamento negativos. Por exemplo, a terapia pode ajudar alguém a reconhecer que um pensamento obsessivo é irracional e a desenvolver maneiras de parar a obsessão. A exposição e prevenção da resposta (ERP) é uma técnica de TCC comum usada no tratamento do TOC, que envolve a exposição gradual e controlada à situação que provoca o pensamento obsessivo, e então a prevenção da compulsão ou ritual que normalmente seguiria.
  2. Psicoterapia psicodinâmica: esta abordagem, que tem suas raízes na psicanálise, foca na exploração dos significados subjacentes aos pensamentos obsessivos, muitas vezes ligados a experiências passadas e conflitos internos. Ao aumentar a compreensão e a consciência desses problemas, os indivíduos podem começar a gerenciar melhor seus pensamentos obsessivos.
  3. Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): esta abordagem ensina os indivíduos a aceitar os pensamentos obsessivos sem julgamento ou resistência. Em vez de tentar suprimir ou evitar os pensamentos obsessivos, a ACT promove uma relação mais saudável e aceitável com esses pensamentos, reduzindo seu impacto negativo.
  4. Mindfulness ou atenção plena: embora seja mais uma técnica do que uma abordagem teórica, a atenção plena tem suas raízes em várias tradições psicológicas e tem sido usada com sucesso no tratamento de pensamentos obsessivos. Ela envolve a prática de prestar atenção de maneira intencional ao presente, sem julgamento. Isso pode ajudar a diminuir a intensidade dos pensamentos obsessivos e a reduzir a ansiedade associada a eles.
  5. Psicologia positiva: a psicologia positiva foca em fortalecer os aspectos positivos da experiência humana, como otimismo, gratidão e resiliência. Embora não seja uma cura para os pensamentos obsessivos, ela pode fornecer ferramentas valiosas para aumentar o bem-estar geral e a resiliência ao estresse.

Cada abordagem tem suas próprias forças e a escolha do método de tratamento adequado depende das necessidades, preferências e circunstâncias específicas de cada indivíduo.

Um profissional de saúde mental qualificado pode ajudar a determinar a melhor abordagem de tratamento.

5. A Abordagem Cognitivo-Comportamental (TCC) Para Pensamentos Obsessivos

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais amplamente utilizadas e eficazes para o tratamento de pensamentos obsessivos, particularmente em casos de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Ela é baseada no princípio de que nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos estão interligados, e que mudar nossos pensamentos e comportamentos pode ter um impacto significativo em nossos sentimentos e bem-estar geral.

Aqui está um olhar mais detalhado sobre como a TCC pode ser aplicada ao tratamento de pensamentos obsessivos:

  1. Avaliação inicial: a TCC começa com uma avaliação inicial para entender a natureza e o impacto dos pensamentos obsessivos na vida do indivíduo. Esta avaliação pode incluir perguntas sobre a frequência e a intensidade dos pensamentos, os gatilhos, os comportamentos compulsivos associados e os impactos sobre a vida diária.
  2. Educação sobre pensamentos obsessivos: a TCC frequentemente inclui a educação sobre a natureza dos pensamentos obsessivos e o ciclo de pensamento-comportamento-emoção. O terapeuta pode explicar como os pensamentos obsessivos se desenvolvem e se mantêm, bem como as estratégias que serão usadas para modificá-los.
  3. Identificação e desafio dos pensamentos irracionais: uma parte fundamental da TCC é aprender a identificar os pensamentos obsessivos quando eles ocorrem e, em seguida, desafiá-los. Isso pode envolver questionar a validade ou utilidade dos pensamentos e substituí-los por pensamentos mais racionais e adaptativos.
  4. Exposição e prevenção da resposta (ERP): a ERP é uma técnica específica de TCC usada para tratar pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. Ela envolve a exposição gradual e controlada ao pensamento, imagem ou situação que provoca a obsessão, seguido pela prevenção da compulsão ou ritual que normalmente ocorreria. Com a repetição, isso pode ajudar a reduzir a ansiedade associada aos pensamentos obsessivos e a quebrar o ciclo de pensamento-emoção-comportamento.
  5. Desenvolvimento de estratégias de enfrentamento: a TCC também foca no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento saudáveis para lidar com os pensamentos obsessivos. Isso pode incluir técnicas de relaxamento, atenção plena, gerenciamento do estresse e habilidades de solução de problemas.
  6. Avaliação e ajuste contínuos: a eficácia da TCC é continuamente avaliada e ajustada com base na resposta do indivíduo à terapia. O terapeuta e o cliente trabalham juntos para identificar o que está funcionando e o que pode precisar ser alterado para maximizar o benefício da terapia.

A TCC é um processo colaborativo entre o terapeuta e o cliente.

O objetivo não é apenas reduzir os pensamentos obsessivos no curto prazo, mas também equipar o indivíduo com as habilidades e estratégias que ele pode continuar a usar para gerenciar esses pensamentos

6. Mindfulness e Pensamentos Obsessivos

Mindfulness, ou atenção plena, é a prática de prestar atenção deliberada ao momento presente de forma não julgadora.

Ela tem se mostrado eficaz para uma variedade de problemas de saúde mental, incluindo a gestão de pensamentos obsessivos.

Aqui está uma visão detalhada de como a atenção plena pode ser aplicada para gerenciar e reduzir os pensamentos obsessivos:

  1. Entendendo a atenção plena: o primeiro passo é entender o que é a atenção plena e como ela pode ser útil. A atenção plena envolve reconhecer nossos pensamentos e sentimentos como eventos transitórios que passam pela nossa mente, em vez de fatos concretos ou comandos que devem ser seguidos. Esta perspectiva pode ajudar a reduzir a intensidade dos pensamentos obsessivos e a ansiedade que eles causam.
  2. Aprendendo técnicas básicas de atenção plena: há várias técnicas de atenção plena que podem ser úteis, como a meditação da respiração consciente, a varredura corporal e a meditação do amor bondade. Essas práticas ajudam a cultivar um estado de atenção plena, no qual se pode observar seus pensamentos e sentimentos sem se apegar a eles ou se deixar levar por eles.
  3. Aplicando atenção plena aos pensamentos obsessivos: uma vez que alguém aprendeu as técnicas básicas de atenção plena, elas podem ser aplicadas aos pensamentos obsessivos. Isso pode envolver a prática de observar os pensamentos obsessivos quando eles ocorrem, reconhecendo-os como pensamentos (não fatos), e permitindo que eles venham e vão sem reagir a eles ou tentar suprimi-los.
  4. Praticando regularmente: como qualquer outra habilidade, a atenção plena requer prática regular para ser eficaz. Isso pode envolver a definição de um tempo diário para praticar a meditação da atenção plena e a prática da atenção plena ao longo do dia, como durante as refeições, ao caminhar, ou durante outras atividades diárias.
  5. Atenção plena como estilo de vida: a longo prazo, o objetivo é integrar a atenção plena na vida cotidiana como uma forma de se relacionar de maneira mais saudável e menos reativa com os pensamentos e sentimentos. Isso pode ajudar a reduzir a influência dos pensamentos obsessivos e a melhorar a qualidade de vida em geral.

A prática da atenção plena pode ser desafiadora no início, especialmente quando confrontada com pensamentos obsessivos intensos ou desconfortáveis.

No entanto, com o tempo e a prática regular, ela pode se tornar uma ferramenta valiosa para gerenciar esses pensamentos e reduzir o sofrimento que eles causam.

Como sempre, é recomendado buscar a orientação de um profissional de saúde mental qualificado ao iniciar uma prática de atenção plena para o tratamento de pensamentos obsessivos.

7. A Psicologia Positiva e a Gestão de Pensamentos Obsessivos

A Psicologia Positiva é um ramo da psicologia que se concentra em promover o bem-estar e a felicidade, ao invés de apenas tratar doenças ou distúrbios.

Ela explora aspectos positivos da experiência humana, como alegria, gratidão, amor, esperança e resiliência.

Embora a psicologia positiva por si só não seja uma cura para os pensamentos obsessivos, ela oferece várias ferramentas que podem complementar outras terapias e ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas que lidam com esses pensamentos.

Aqui está uma visão detalhada de como a psicologia positiva pode ser aplicada na gestão de pensamentos obsessivos:

  1. Identificando e cultivando forças pessoais: cada indivíduo possui um conjunto único de forças pessoais, como coragem, criatividade, curiosidade, amor ao aprendizado, e generosidade. A psicologia positiva incentiva as pessoas a identificar e cultivar essas forças, o que pode aumentar a autoestima, promover a resiliência e fornecer um contraponto positivo aos pensamentos obsessivos.
  2. Praticando a gratidão: a gratidão é uma emoção positiva que surge ao reconhecer e apreciar os aspectos positivos da vida. Praticar gratidão regularmente, por exemplo, mantendo um diário de gratidão ou expressando gratidão aos outros, pode melhorar o humor, reduzir o estresse e a ansiedade, e proporcionar uma perspectiva mais positiva que pode ajudar a equilibrar os pensamentos obsessivos.
  3. Cultivando o otimismo: o otimismo, a expectativa de que coisas boas acontecerão no futuro, é outra estratégia chave na psicologia positiva. Práticas como a visualização de um futuro positivo ou a escrita de uma carta para si mesmo no futuro podem ajudar a cultivar o otimismo, o que pode aumentar a resiliência aos pensamentos obsessivos.
  4. Desenvolvendo relacionamentos positivos: relacionamentos positivos e de apoio são uma importante fonte de bem-estar e resiliência. A psicologia positiva enfatiza a importância de construir e manter esses relacionamentos, o que pode fornecer um valioso suporte emocional e social para aqueles que lidam com pensamentos obsessivos.
  5. Engajamento em atividades significativas: finalmente, a psicologia positiva sugere que o engajamento em atividades que são significativas e gratificantes pode melhorar o bem-estar e proporcionar uma distração positiva dos pensamentos obsessivos. Isso pode envolver a busca de hobbies, o voluntariado, a aprendizagem de novas habilidades, ou a participação em qualquer atividade que traga alegria e satisfação.

Em resumo, embora a psicologia positiva por si só não possa eliminar os pensamentos obsessivos, ela oferece uma série de estratégias que podem melhorar o bem-estar geral, promover a resiliência e proporcionar um equilíbrio positivo aos desafios apresentados por esses pensamentos.

8. Dicas Práticas Para Lidar Com Pensamentos Obsessivos

Lidar com pensamentos obsessivos pode ser um desafio, mas existem várias estratégias práticas que podem ajudar a gerenciá-los no dia a dia.

Aqui estão algumas sugestões que você pode experimentar:

  1. Pratique técnicas de respiração e relaxamento: técnicas como respiração profunda, relaxamento muscular progressivo e meditação podem ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade associados aos pensamentos obsessivos.
  2. Mantenha um diário de pensamentos: anotar seus pensamentos obsessivos em um diário pode ajudar a reconhecê-los, entender seus gatilhos e padrões, e desenvolver estratégias para lidar com eles.
  3. Use técnicas de desafio de pensamentos: quando um pensamento obsessivo ocorrer, tente desafiá-lo. Pergunte a si mesmo se o pensamento é baseado em fatos ou se é uma interpretação ou suposição. Substitua pensamentos irracionais por outros mais equilibrados e racionais.
  4. Pratique a técnica “Stop-Then-Swap”: quando você perceber um pensamento obsessivo, diga a si mesmo “pare”, depois substitua o pensamento obsessivo por um pensamento positivo ou neutral.
  5. Pratique a exposição gradual: se os seus pensamentos obsessivos estão ligados a uma situação específica que você evita, considere a exposição gradual a essa situação, começando pequeno e aumentando a exposição conforme se sente mais confortável.
  6. Mantenha um estilo de vida saudável: alimentação equilibrada, exercício regular, sono adequado e evitar o excesso de cafeína e álcool pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar o seu bem-estar geral, tornando-o mais resiliente aos pensamentos obsessivos.
  7. Procure apoio social: fale sobre seus pensamentos obsessivos com amigos ou familiares de confiança, ou considere se juntar a um grupo de apoio. O apoio dos outros pode ser extremamente útil.
  8. Busque ajuda profissional: se os seus pensamentos obsessivos estão causando angústia significativa ou interferindo em sua vida diária, busque a ajuda de um profissional de saúde mental. Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental podem ser muito eficazes.

Lembre-se de que cada pessoa é única, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Leva tempo e prática para encontrar e implementar as estratégias que funcionam melhor para você, por isso seja gentil consigo mesmo no processo.

9. Recursos e Apoio Adicional

Se você procura mais informações e apoio para lidar com pensamentos obsessivos, existem muitos recursos úteis disponíveis.

Aqui estão algumas sugestões:

1. Livros

2. Sites e Aplicativos

3. Organizações Profissionais

  • Conselho Federal de Psicologia (cfp.org.br): o site oferece informações sobre a psicologia e a prática profissional, bem como recursos para encontrar psicólogos licenciados.

Lembre-se de que é importante procurar orientação de um profissional de saúde mental qualificado se você está lidando com pensamentos obsessivos. Esses recursos podem complementar, mas não substituir, a orientação profissional.

10. A Sua Jornada Para Vencer os Pensamentos Obsessivos

Lidar com pensamentos obsessivos pode ser um desafio significativo, mas é importante lembrar que há muitas estratégias e recursos disponíveis que podem ajudar.

Ao longo deste artigo, discutimos a natureza dos pensamentos obsessivos, suas possíveis origens, os impactos que podem ter em sua vida, e o papel da psicologia no tratamento desses pensamentos.

Exploramos as abordagens da Terapia Cognitivo-Comportamental e da atenção plena, bem como o papel da Psicologia Positiva na gestão de pensamentos obsessivos.

Além disso, fornecemos algumas dicas práticas para lidar com esses pensamentos no dia a dia e indicamos uma série de recursos que podem oferecer ajuda adicional.

No entanto, é crucial destacar que, se os seus pensamentos obsessivos estão causando sofrimento ou interferindo em sua capacidade de viver uma vida plena e satisfatória, é importante buscar ajuda profissional.

Psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde mental são treinados para ajudá-lo a navegar por esses desafios e podem oferecer estratégias e abordagens terapêuticas eficazes para o gerenciamento de pensamentos obsessivos.

Reconhecer que você precisa de ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim uma atitude corajosa e um passo importante para a melhoria do bem-estar mental.

Embora a jornada possa parecer difícil, lembre-se de que não precisa percorrê-la sozinho.

Há suporte e assistência disponíveis, e a cada pequeno passo que você der nesse caminho, estará mais próximo de conquistar a paz mental e a qualidade de vida que você merece.

Conclusão

Ao encerrarmos esta jornada de descobertas sobre como lidar com pensamentos obsessivos, quero deixar uma mensagem de esperança e encorajamento para você, querido leitor.

Se você chegou até aqui, é porque já deu um passo importante em busca de entendimento e ajuda, o que já mostra uma grande força interior.

Lidar com pensamentos obsessivos não é uma tarefa fácil, mas lembre-se de que é possível conquistar um espaço de liberdade mental.

Em cada obstáculo, há uma oportunidade de aprendizado e crescimento, e os desafios podem nos transformar em versões mais fortes e resilientes de nós mesmos.

Você não está sozinho nessa jornada.

Existem profissionais altamente treinados, métodos eficazes e uma comunidade de apoio pronta para ajudar.

Aprender a como lidar com pensamentos obsessivos é um processo contínuo, que demanda paciência e gentileza consigo mesmo.

Não permita que os pensamentos obsessivos controlem sua vida.

Seja qual for a situação atual, lembre-se de que você possui a capacidade e a força necessárias para mudá-la.

Não é um caminho fácil, mas é possível e, mais do que isso, você merece viver uma vida plena, livre da obsessão e do medo.

A partir deste momento, convido você a se levantar e tomar as rédeas de sua mente.

Busque ajuda, aplique as estratégias aprendidas e acredite em sua capacidade de se superar.

A cada passo nesse caminho, saiba que você está se aproximando da liberdade e da paz que deseja.

Seu futuro pode ser diferente do seu presente.

Acredite nisso.

Acredite em si mesmo.

Aprender a lidar com pensamentos obsessivos é uma prova de sua resistência e um ato de amor próprio.

Avance com coragem e tenha fé em sua jornada.